Pokémon RainStorm
34 Capítulo 23: O Torneio a Fantasia
Notas iniciais
Meu sonho é criar um mundo onde a beleza não mude e seja eterna, para que assim ela nunca se acabe.
Cidade de Lumiose, 13 de novembro de 2016.
Ele estava sozinho, na entrada do Maid Café que estava todo tematizado com diversos objetos de Pokémons como decoração, acima da porta de entrada havia um grande quadro dos três inicias de Kalos, algo que o fazia se lembrar do tempo em que passou em Laverre. Com sua Meowstic ao seu lado, Shiro estava vestindo uma camisa toda azul, assim como sua calça que era de um tom mais escuro, ele também vestia um branco cachecol espetado e duas orelhas de gato longas azuis com alguns detalhes em branco.
— Cadê eles? Ficar vestindo essa fantasia aqui sozinho está me deixando envergonhado. — reclamou Shiro.
A sua Meowstic miou para ele.
— Eu sei que você está gostando, só me vesti com essa fantasia de Meowstic macho por sua causa.
Meowstic miou novamente e pulou abraçando seu treinador.
— Você só fica carinhosa assim quando faço as coisas da forma que você quer, é mesmo uma gatinha mimada. — comentou Shiro.
Ela então miou mais outra vez enquanto sorria.
— E você gosta disso. — riu Shiro.
A Meowstic assentiu e o garoto fez cafuné na cabeça dela, que ficou mais feliz ainda.
— Acho que nunca te vi tão carinhoso assim. — disse uma voz feminina de longe.
Quando Shiro pode perceber era Katy que havia chegado com Eve e Kali.
— Bem, é que… — Shiro estava corado e tentou pensar em alguma desculpa, mas não conseguiu.
— Não precisa de explicações, é normal para um treinador amar seus pokémons. — comentou Eve.
Aquilo deixou ele um pouco mais calmo.
— Então nos diga, o que achou das nossas fantasias? — indagou Kali.
Shiro olhou para todas as garotas de forma mais calma e reparou em suas fantasias e elas todas estavam bem bonitas. Era a primeira vez que Shiro via as garotas de maquiagem, Katherine estava vestida de Vivillon, usava um vestido cinza curto com detalhes em preto em suas pontas, como no pescoço, na região dos braços e próximo as pernas. Além disso ela estava usando duas luvas negras, diferente das brancas que costumava usar, e duas antenas iguais à do Vivillon em sua cabeça. E por fim ela usava duas pequenas asas roxas em suas costas, representando o padrão de asas Elegant do Pokémon inseto.
Evelyne estava vestida de Pikachu, ela também usava um vestido curto, só que todo amarelo com alguns detalhes em pretos nas pontas e em sua cintura. Além disso ela usava duas orelhas de Pikachu na sua cabeça e uma calda amarela igual à do Pikachu com um coração na ponta, que representava o gênero feminino do Pokémon. Por fim, a sua maquiagem fazia duas bolhas vermelhas em suas bochechas, deixando as iguais o do pokémon elétrico.
Já Kali estava vestida de Gardevoir, elas estava usando um vestido longo semiaberto que por dentro era verde e por fora branco, além disso na região do busto a coloração do vestido era rosa avermelhado. Ela também vestia duas luvas verdes e duas flores brancas em suas marinhas chiquinhas.
— Elas estão ótimas, todas ficaram bem bonitas. — comentou Shiro.
— A sua também ficou fofa. — riu Eve.
— Tá vendo porque eu não queria vir fantasiado dessa forma. — Shiro reclamou com sua Meowstic.
Todas riam de Shiro constrangido.
— Então qual de nos, ficou mais bonita fantasiada? — indagou Kali.
— Sobre isso… — Shiro queria desviar da pergunta, pois sabia que aquilo poderia não acabar bem. — Sabe, eu podia jurar que a Katy viria fantasiada de Bidoof.
Ele havia começado a força uma risada.
— Eu queria ter vindo, mas o dono da loja não tinha a fantasia pra alugar! Ele falou que era muito raro alguém querer se fantasiar de Bidoof e por isso não tinha nenhuma na loja. Mas isso não faz sentindo afinal, os Bidoofs são os pokémons mais fofos do mundo, então é claro que todo mundo vai querer se fantasiar deles. — contou Katy.
— A tá. — concordou Shiro.
— Espera ai, você desviu da minha… — Kali foi interrompida por Katy.
— Cadê o Kuro?
— Ele ainda não chegou. — respondeu Shiro.
— Bem colocar aquela fantasia tosca não deve ser nada fácil. — comentou Eve baixinho.
Foi então que eles puderam ouvir a voz de seu amigo que acabaram de comentar.
— Pessoal, eu cheguei! — acenava Kuro enquanto se aproximava.
Ao verem a fantasia de Kuro, todos ficaram paralisados, não sabiam se aquilo era para rir, ou era tão bizarro que chegava a dar medo.
Kuro estava vestido de Aegislash, o pokémon espada real. Sua fantasia consistia em uma grande roupa, onde seu corpo ficava dentro da espada, suas pernas saiam das pontas das lâminas, seu braços saiam da guarda e seu rosto ficava no lugar onde seria o olho do Aegislash, próximo ao cabo da espada. Ele estava parecendo uma fusão de um homem com uma espada, algo como uma espada que ganhasse pernas e braços.
— Eu sabia que não devia ter deixado ele escolher está fantasia. — pensou Eve.
— O que foi, vocês parecem meio chocados? — perguntou Kuro.
— Esqueça meu irmão, é melhor não falarmos mais sobre isto. — disse Shiro.
— E o que acharam da minha fantasia?
— Como disse, é melhor não falarmos nisso.
Os outros apenas concordaram, algo que deixou Kuro sem entender o motivo.
— Agora que estamos todos juntos, vamos entrar logo. — sugeriu Katy e todos assentiram.
…
Dentro do Maid Café, havia diversas pessoas fantasiadas com roupa de diversos Pokémons diferentes. O local era um enorme saguão com uma arena no centro, ao se redor haviam diversas mesas e cadeiras, em um dos lados, próxima a arena, havia um grande telão, que no momento estava desligado, já perto da parede havia um palco, com as cortinas fechadas. Além disso, todo o local estava tematizado com objetos e panos de Pokémons.
— Quantas pessoas. — comentou Kali surpreendida.
Katy assentiu.
— Uma mesa cheia de doces! — exclamou Eve quase que correndo em sua direção.
— Tenha calma, muito açúcar no sangue não é bom. — alertou Shiro que segurava Eve para não pular em cima da mesa de doces.
— Só porque quer virar médico, ficou todo metido.
Aquele comentário da Eve pegou Shiro de surpresa, que ficou um pouco nervoso, mas logo se acalmou.
— Certo, pode comer os doces, só não exagere. — Shiro soltou Eve.
— Não vou, mas você vai ficar me devendo um doce.
— Por quê?
— Porque eu estou dizendo. — riu Eve.
— Você é igualzinha a Meowstic, quer que as coisas sejam sua forma. — comentou Shiro.
— E mesmo assim, você ama a sua Meowstic. — sorriu Eve.
— Está certo, eu ficarei de devendo um doce. — assentiu Shiro.
A princesa sorriu de orelha a orelha, correu até a mesa de doces e começou comê-los. Foi então que os quatro restantes ouviram uma voz familiar.
— Vocês também vieram! — disse uma voz adulta.
Quando os quatro se viraram, viram que era Meyer, Clemont e uma pequena garota loira de olhos azuis acinzentados.
— Meyer, Clemont e quem seria esta? — indagou Katy ao apontar para a garotinha loira.
— Esta é a minha filha caçula. — comentou Meyer.
— Eu me chamo Bonnie.
— Ela estava em uma viajem com a escola, mas voltou hoje de manhã. E como ela queria ver o torneio a fantasia, resolvemos assistir. — contou Meyer.
— Você gosta de batalhas? — perguntou Katy para Bonnie.
— Eu adoro, algum dia eu quero me tornar uma treinadora tão forte quanto o meu pai.
— Então se esforce bastante. — sorriu Katy.
Bonnie concordou sorrindo.
— Antes que me esqueça, as fantasias de vocês ficaram muito boas. — comentou Meyer.
Todos agradeceram o elogio.
— E vocês, não vieram fantasiados? — questionou Katy, após perceber que nenhum dos três usava fantasia.
— Isso é culpa do papai que esqueceu de reservas as fantasias. — reclamou Bonnie. — Era para ele vir de Blaziken, o meu irmão de Wachtog e eu de Ludicolo.
— Ludicolo, que escolha estranha para uma garota pequena. — comentou Kali.
— É que eu acho eles muito fofos! — exclamou Bonnie.
— Encontramos outra louca. — pensou Kali.
— Já vamos indo, queremos arranjar um bom lugar para ver as batalhas. E claro que você vai batalhar, não é mesmo? E falando nisto, aonde estão os outros? — indagou Meyer.
— Claro que vou! Sobre os outros, a Eve está ali na mesa dos doces, já a Serena e o Calem partiram. — contou Katherine.
— Entendo, então ficarei ansioso para ver a sua batalha. — despediu-se Meyer.
Quando os três já estavam longe, todos decidiram se separar para poderem explorar o local e encontrarem algum lugar para assistir as batalhas.
Após separados, o objetivo inicial de Katy era encontrar a Valerie, mas depois de procurar por algum tempo sem êxito, resolveu desistir e esperar até que ela aparecesse. Foi então, que uma jovem mulher de cabelos curtos acinzentados assim como seus olhos, se aproximou de Katherine. A mulher não estava usando nenhuma fantasia, mas vestia uma calça cinza, um casaco preto e vermelho com golas brancas, e uma pochete bem grande na sua cintura que parecia carregar uma câmera de vídeo.
— Com licença, você estava falando com o líder de ginásio de Lumiose, Meyer? — indagou a mulher.
— Sim? — respondeu Katy confusa.
— Desculpe a confusão, mas eu me chamo Alexa e sou uma jornalista da Lumiose Press. Como Meyer é uma pessoa bem conhecida na cidade, meus instintos acionaram ao ver você conversando com ele tão normalmente, por acaso é uma treinadora?
— Sim, eu me chamo Katherine Fée.
— Fée? Então você é uma garota furisode, veio com Valerie para a cidade?
— Não, eu vim para cidade conseguir a minha segunda insígnia.
— Insignia? Você quer participar da liga pokémon? — Alexa parecia surpresa.
Katy assentiu.
— Uma garota furisode atrás de insígnias, isto certamente é raro. — comentou Alexa. — Você disse segunda, qual as insígnias que já possui?
— Até o momento, a insígnia voltagem e a insígnia inseto, senhora Alexa.
— Não precisa ser tão formal, me chame apenas de Alexa. Então quer dizer que você derroto a minha irmã, muito interessante.
Katy demorou um pouco para raciocinar, mas acabou ligando os pontos.
— Viola é sua irmã?
— Sim, a minha irmã mais nova. E se você derrotou ela e Meyer deve ser uma boa treinadora…
— Obrigada.
— … Mas ainda deve ser uma inciante.
A garota furisode ficou confusa com aquele comentário.
— Me desculpe, não estava querendo te ofender. — contou Alexa.
— Não se preocupe.
— É que até o momento você derrotou os dois líderes com as menores classificações de dificuldade. — explicou Alexa.
— Classificações?
— Você não sabia. — Alexa suspirou. — Então de contarei tudo. Kalos possui 10 lideres de ginásio, mas são necessária apenas 8 insígnias para entrar na liga, por causa disso foi criada uma classificação com todos os líderes de ginásio. Mas não foi uma classificação baseada em suas habilidades ou força, mas sim na quantidade de insígnias que são dadas a treinadores por estes lideres. Meyer, apesar de ser bem forte se encontra na 10ª e última posição, já a Viola se encontra na 9ª posição.
— Não estou entendo, como Viola e Meyer podem ser considerado o mais fracos, sendo que eles são bem fortes?
— Eles não são considerados os mais fracos, como falei não existe classificação baseada na força ou habilidade, apenas na dificuldade do ginásio, assim como na quantidade de insígnias que são dadas aos treinadores. Por exemplo, o ginásio de Meyer se localiza em Lumiose, a cidade central de Kalos, onde é praticamente necessário que se passe se estiver fazendo uma jornada, além disso aqui é um dos lugares onde a maioria dos treinadores de fora chegam. Por estes fatores, Meyer é o líder que mais recebe desafiantes e não apenas isto, o que mais recebe desafiantes sem insígnias ou com poucas insígnias, como consequência ele também é o líder que mais dá insígnias. O mesmo vale para os líderes que se localizam em cidades próximas de Lumiose, como a Viola, por exemplo.
— Acho que entendi agora.
— Claro que mesmo a força do líder não ser o principal ponto em questão nesta classificação, ela também é levada em consideração, já que se o líder for muito forte, dificilmente conseguiram derrotá-lo e menos insígnias serão dadas aos treinadores. Um exemplo disso é a Valerie. —Alexa fez uma pausa para respirar e voltou a falar. — Bem, a Valerie possui um ginásio localizado na cidade de Laverre, uma das cidades aos redores de Lumiose, em teoria, era para ela ter uma classificação baixa, mas por causa de sua força e na dificuldade em que as pessoas têm em vencê-la, ela está em 3ª lugar como uma das líderes mais difíceis de serem derrotadas.
— Então tem dois líderes que são considerados mais difíceis que a Valerie?
—Sim, apesar que a diferença de insígnias dadas da Valerie para o segundo lugar não é tão grande, mas se formos considerar a primeira colocada a diferença seria gigantesca. A líder que está em primeiro lugar é uma das mais novas, mas isto não deveria ser algo para as pessoas menosprezarem-na, pois nos últimos 5 anos, apenas 12 insígnias foram entregues por ela.
— Ela é tão forte assim?
—Eu nunca a vi, mas os rumores que tem sobre ela, dizem que ela eliminar seus oponentes em um piscar de olhos, como se eles fossem hipnotizados. Também falam que o ginásio dela é um dos que testam uma das habilidades mais difíceis.
— Habilidades?
— Você já deve ter percebido que cada uma das arenas dos líderes de ginásios são diferentes do usual. Todas elas foram pensadas assim pelos seus líderes com a ideia de testar uma habilidade ou qualidade do desafiante. A Viola, com as suas teias grudentas testa a Determinação do invidiou em se libertar, já Meyer, com os seus pilares elétricos testa a capacidade do Improviso nos treinadores, onde a batalha pode estar tomando um rumo, mas tudo muda quando os pilares são acendidos.
— Você disse todos líderes de ginásio, mas não me lembro da arena da Valerie ser diferente de uma arena comum. — contestou Katy.
— Não me surpreende que você não tenha percebido o que há diferente na arena de Laverre, afinal este é um dos desafios a serem enfrentados quando se batalha com Valerie.
— Qual habilidade que Valerie testa?
—Eu poderia dizer, mas acho que seria mais divertido descobrir sozinha. — disse Alexa.
— Você tem razão.
— Katherine, por acaso já decidiu qual será o próximo líder que você enfrentará?
—Ainda não.
— Então eu recomendo que vá a Cidade de Cyllage enfrentar o líder Grant. A Viola se dar muito bem com ele, então acredito que você também se dará, além de que o seu ginásio é um dos mais interessantes.
…
Como de costume, Tetsuya continuava mexendo em seu cabelo para tentar aliviar seu tédio, foi então que ele ouviu uma voz familiar que não gostava nada:
— E não é que o grande preguiçoso apareceu? Achei que você ficaria em casa escondido com medo de ser derrotado de mim.
Tetsuya olhou para Raphael que estava vestindo um terno todo cinza, em seu rosto tinha trés linhas cinzas, algo que pareciam um bigode de gato e em sua cabeça havia uma moeda dorada.
— Eu não tenho medo de ratos. — respondeu Tetsuya.
— Não estou fantasiado de rato, seu imbecil. É um gato, o Meowth de Alola, um dos Pokémons que eram servidos a realeza local. — contou Raphael nervoso.
— Eu não estava falando da fantasia.
— Desgraçado. — Raphael tentava se controlar para não bater no outro garoto. — E você veio fantasiado de que? Sua fantasia me parece um monte de bosta.
Tetsuya estava usando uma calça cinza e uma camisa preta com alguns detalhes em cinza.
— É um Steelix.
— Essa fantasia não parece nada um Steelix, na verdade nem parece uma fantasia! Por acaso você está realmente falando sério ou acha que eu sou um idiota? — berrou Raphael.
— Eu estou falando sério e acho você um idiota.
— Se controle Raphael, como prometido você vai dar uma surra nela no torneio que ele vai ficar traumatizado e nunca mais vai querer batalhar na vida. — disse Raphael para se mesmo.
— Se acabou de conversa consigo mesmo pelo simples fato de não ter amigos com quem pode conversar, pode me dar licença? — pediu Tetsuya indo embora e deixando Raphael só.
Como ele estava com fome, resolveu procurar algo para comer na mesa dos doces, foi então que viu uma familiar garota de cabelos roxos com pontas douradas que estava vestida de Pikachu.
— Evelyne. — disse Tetsuya surpreso.
O garoto de cabelos brancos iria até a garota para falar com ela, mas então um jovem homem misterioso de cabelos e olhos azuis se meteu na frente e falou com ela primeiro.
— Com licença poderíamos conversar? — indagou o homem de cabelo azul.
Ele estava vestindo uma roupa de estilo oriental, algo parecido com que os samurais usavam da coloração azul, além disso em seu torno ele usava algo que parecia ao mesmo tempo com uma armadura e casca completamente cinza. Por fim ele usava duas orelhas redondas em sua cabeça e um chifre azul na sua testa. Aquilo tudo indicando a sua fantasia de Lapras.
— Está falando comigo? — questionou Eve.
Ele assentiu e disse:
— Eu me chamo Jun e ao vê-la fiquei interessado.
— Como assim? — Eve estava ficando desconfortável com aquela conversa.
— É que não é normal se ver garotas tão belas como você, ainda mais com esta coloração de cabelo. Por acaso, você pinta as pontas? — indagou Jun.
— Não…
— Certamente isto é interessante. Eu poderia tocar neles?
—Que? — Eve estava muito desconfortável com o rumo que aquela conversa estava tomando. — Bem...é que…
— Então você estava ai! — exclamou Kali ao se aproximar de Eve e agarrar sua mão. — Estávamos te procurando.
Eve ficou confusa com aquela situação.
— Eu estou te salvando, venha logo comigo. — sussurrou Kali para a princesa.
Kali então puxou Evelyne para longe e andou o suficiente para despistar o estranho homem de cabelo azul, Jun.
— Muito obrigada, Kali.
— Não há de que. Esses velhos pervertidos são realmente uma praga.
— Ele não me parecia tão velho. — comentou Eve.
— Isso é verdade, mas ele te olhava como um e isto me deixa com raiva, afinal todos só olham para você e a Katy! Só porque eu só uma tábua ninguém quer olhar para mim. — reclamou Kali nervosa.
— Você está certar em estar com raiva, mas pelos motivos errados. — riu Eve.
Tetsuya observou a cena, ele teria interferido Jun, se Kali não tivesse aparecido primeiro, e quando ele se deu conta as duas já haviam desaparecido de sua visão.
…
— Você vai mesmo desistir? — indagou Shiro.
— Tomei minha decisão, a culinária não é algo para mim, eu não sirvo para isto. Afinal a minha comida é horrível. — respondeu Kuro.
— Mas você pode mudar isto, treine e melhore. — sugeriu Shiro.
— Eu não quero mais conversar sobre isto. — contou Kuro ao dar as costas para o irmão e caminhar para longe.
Shiro não gostava de ver seu irmão daquela forma, ele se sentia mal por tudo aquilo. Foi então que alguém tocou em seu ombro chamando sua atenção. Quando ele se virou era Katy.
— Desculpa por ter ouvido a conversa, mas você está bem? — indagou ela.
— Você deveria fazer está pergunta para o Kuro. — suspirou Shiro.
— No momento ele não parece querer conversar, além disso você também não me parece estar muito bem. — contou Katy.
— Você está certa. Kuro sempre adorou cozinha, por isso eu nunca quis revelar o fato dele cozinhar mal, mas agora que ele descobriu, sinto que deveria ter dito desde o começo, pois assim ele poderia ter tentado melhorar de verdade. Mas agora, que se passaram anos, ele quer desistir de tudo e não quer mais cozinhar para os outros, e não consigo pensar em outra coisa além de que isto foi minha culpa. — desabafou Shiro.
— Não acho que mentir para Kuro foi certo, mas isto não é sua culpa.
— Então de quem foi?
— Ninguém. Simplesmente não existe culpado. — respondeu Katy.
— Isto não muda o fato que Kuro está magoado.
— Posso não conhecer o Kuro tão bem quanto você, mas sei que ele não desisti fácil. Por isso, mesmo dizendo ao contrário, acredito que ele não desistirá. Acho que no momento, ele só precise de tempo para digerir tudo.
— Você tem razão, ele é muito cabeça dura para desistir de algo tão facilmente. — riu Shiro.
— Bem, ele também não é o único cabeça dura que eu conheço. — riu Katy.
— Por acaso está falando de mim?
— Claro que não, Doutor Shiro. — ironizou Katy.
— Você está falando da gente, mas também é cabeça dura. — brincou Shiro.
— Deve ser por isso que nos damos tão bem. — riu ela.
— É como diz o ditado, duas cabeças duras são mais fortes juntas.
— Acho que é a primeira vez que eu ouço este ditado.
— É porque eu acabei de inventar. — riu Shiro.
— Mas sabe, eu gostei dele. — riu Katy.
…
Kuro estava perdido em seus pensamentos, tentava esquecer a culinária e tudo aquilo, mas continuava se lembrando de como ficava feliz em ver seus amigos satisfeitos, pelo menos, aparentemente satisfeitos. Foi então que ele se esbarrou com uma das Maid que estava servindo as mesas, a fazendo derrubar a bandeja.
— Me desculpe, deixa que eu ajudo. — disse ele.
— Não se preocupe, a bandeja estava sem nada. — contou ela se levantando e mostrando a bandeja para Kuro.
Ele finalmente percebe que já conhecia aquela Maid, era Azusa, a mesma Maid que havia atendido Kuro e seus amigos nas últimas vezes.
— De qualquer forma, sinto muito, Azusa.
— Não precisa disso. — sorriu ela. — Agora que notei, você é aquele rapaz que elogiou tanto a comida e até pediu a receita, seu nome é…Kuro!
— Isso mesmo. — sorriu ele.
— Você aparenta gostar muito de cozinhar, como hoje o dia está lotado, se quiser poderia ajudar na cozinha e não se preocupe que te pagamos. — ofereceu Azusa.
— Muito obrigado pela oferta, mas no momento não estou com essa vontade.
— Como eu já fiz a oferta, se sentir vontade, pode aparecer qualquer outro dia para visitar a cozinha e nos ajudar, afinal nos estamos precisando de cozinheiros.
— Obrigado.
— Não há de que. Até mais, Kuro. — disse ela se distanciando.
…
As luzes desligaram e a cortina do palco começou a se abrir, quando elas se abriram as luzes apontando para lá ligaram e Valerie apareceu no centro e como sempre ela estava muito bonita.
— Bom dia a todos! Aqui é a Valerie a líder de ginásio de Laverre. Antes de tudo quero agradecer a todos por terem vindo. — Ela falava e gesticulava de uma forma muito doce e graciosa, fazendo que todos as pessoas ficassem quase que hipnotizadas.
Katy ainda estava conversando com Shiro quando Valerie apareceu.
— Então esta é a sua famosa irmã, do jeito que você olha para ela, dá para perceber o quanto gosta dela. — comentou Shiro.
— Desde pequena sempre admirei muito a Valerie. Tirando o fato dela ser uma líder de ginásio, sempre quis ser igual ela, afinal ela é bonita, forte, determinada e nunca desiste. — contou Katy.
— Não posso discordar disto, mas eu diria que você também tem as mesmas qualidades.
— Obrigada. — riu Katy um pouco corada. — Eu vou procurar um lugar melhor para vê-la.
— Certo, eu vou ver se encontro os outros para acharmos um lugar para sentar. — avisou Shiro.
Os dois se separam e Katy foi se aproximando do palco até achar um lugar que pudesse ver a sua irmã por completo.
—Eu espero que tenham ficado ansiosos para o torneio, pois logo ele vai começar, mas antes tenho uma surpresa para todos. Aquele que for o vencedor ou a vencedora do torneio, terá a oportunidade de ter uma batalha comigo e não apenas isto, a batalha será transmitida para toda Kalos! Então se esforcem para vencer que eu estarei esperando vocês! — disse Valerie animada.
Foi então que Katherine sentiu que Valerie havia olhado para ela, mesmo que isto fosse impossível.
— Faz tempo que não nos encontramos, Katy. Sua energia continua tão forte como sempre. — pensou Valerie.
— Agora revelaremos as regras e tabela de batalhas de todos os participantes! Muito obrigada a todos que se escreveram!
A tabela de batalhas surgiu no telão, era um total 32 participantes. A primeira rodada seria composta por 16 batalhas, todas elas de um contra um. Os vencedores poderiam seguir para as oitavas de finais e assim sucessivamente, até chegarem as finais.
Depois de alguns segundos de procura, Katherine encontrou o seu nome, a sua batalha seria a última da primeira fase, e ela enfrentaria um rapaz chamado Tetsuya. Através da pequena foto exibida no telão, Katy começou a procurar o jovem de cabelos prateados e olhos vermelhos com o seu olhar. Finalmente o encontrou, ele estava do outro lado do saguão, mas quando o viu, ela se sentiu meio decepcionada. A sua feição passava o sentimento de completa indiferença, ele não parecia estar ali querendo batalhar ou algo do tipo, mas parecia desinteressado, como se nada daquilo o deixasse ansioso, ou como se ele não tivesse algum pingo de vontade de batalhar. Apesar da má primeira impressão, Katy resolveu ir em sua direção, para conhecer seu primeiro oponente e assim desejar uma boa batalha.
Enquanto caminhava em direção a Tetsuya, ela foi surpreendida por um alto homem de um terno bem extravagantes, que a interrompeu. Ele havia parado a sua frente e fitava Katherine com seus olhos dourados. A garota furisode sentiu uma aura assustadora, mas também familiar vindo do homem. Ele era bastante intimidador, principalmente, por causa de seus cabelos laranjas, assim como a sua barba, que formavam algo parecido com uma juba ao redor de seu rosto. Os olhos dourados de Katherine apesar de assustados, não conseguiam desviar-se da visão do homem, algo chamava a sua atenção. O mundo a seu redor parecia que tinha congelado, assim como ela mesmo, foi então que com a sua voz mansa e calma o homem pediu:
— Podemos conversar?
— Claro, o que foi? — indagou Katy meio desconfortável.
De repente a aura assustadora do homem sumiu e tudo ficou mais calmo e aconchegante.
— Me desculpe ter falado assim tão de repente, é que você me lembrou uma velha amiga.
Por algum motivo Katy não se sentia mais desconfortável, de alguma forma a voz daquele homem a deixava mais calma e relaxada.
— Não tem problema, eu só me assustei um pouquinho. — brincou ela.
— Você é uma treinadora, não é? Está inscrita no torneio? — indagou ele sorrindo de forma inocente.
— Sim, mas infelizmente serei a última a batalhar.
— A paciência é uma virtude, só com o tempo as Scatterbugs se transformam nas mais belas e lindas Vivillons. — sorriu ele. — Falando nisto, bela fantasia.
— Muito obrigada. E o senhor, está fantasiado de algo? Se fosse para eu chutar diria que o Pyroar. — comentou Katy ao ver o terno negro com detalhes em vermelho do homem assim como sua barba.
Ele começou a rir.
— Eu não estou fantasiado de nada, mas admito que minha barba parece uma juba.
— Desculpe se ofendi.
— Claro que não. Eu estou rindo porque gostei. — comentou ele. — De certa forma, você me faz me lembrar de quando eu era jovem, é uma pena que termos que ficar velhos algum dia.
— O senhor não me parece tão velho.
— Agradeço o elogio, mas logo a idade começará a me afetar. — falou ele. — Me diga, você não acha que seria incrível se pudesse ficar jovem e bonita para sempre?
—Não penso muito nisto, mas diria que é algo tentador.
— Certamente. — riu ele.
Foi então que o homem se lembrou de algo.
— Aonde estão os meus modos? Agora que percebi que ainda não me apresentei. Eu me chamo Lysandre, sou um dos patrocinadores deste evento. Qual seu nome?
— Meu nome é Katherine.
— Um belo nome para uma bela garota. Katherine, como patrocinador do evento gostaria de saber por que resolveu participar do torneio?
—Eu resolvi participar, pois eu quero batalhar mais e ficar mais forte, afinal meu objetivo é me tornar a Campeã de Kalos. — Katy havia se aberto muito facilmente para Lysandre, ela não entendia o porquê, mas falar com aquele homem era muito fácil e aconchegante.
— Grandes ambições formam grandes pessoas. Este seu sonho, explica muito da sua personalidade. — comentou Lysandre.
— Muito obrigada. — disse ela um pouco corada. — E você tem algum sonho?
Lysandre quase que tomou um susto, mas logou começou a rir de forma meiga:
—Eu não estava esperando por esta pergunta, mas eu tenho um sonho sim.
Ele fez uma pausa e respirou profundamente antes de falar:
— Meu sonho é fazer o mundo em um lugar mais bonito. Um lugar onde não haja mais sofrimento nem dor, onde as pessoas possam viver sem preocupações de se machucar. Meu sonho é criar um mundo onde a beleza não mude e seja eterna, para que assim ela nunca se acabe.
— Isto que é uma grande ambição. — comentou Katy.
Lysandre sorriu com o comentário da garota.
— Sim, é uma enorme ambição, mas eu farei de tudo para alcançá-la.
Foi então que no telão um anúncio foi feito:
— O torneio finalmente começará, os participantes da primeira batalha, se dirijam a arena.
Ao ouvir o anúncio, Katy se virou para Lysandre e disse:
— Acho que já está na hora de eu ir.
Foi então que ele segurou em sua mão e disse:
— Por favor, fique mais um pouco. Faça companhia a este velho homem que não tão uma conversa tão boa assim, em muito tempo.
Apesar de a sua ser a última batalha, Katherine queria assistir as outras de perto, mas conversar com Lysandre era algo tão familiar e estranho que ela sentia que tudo do que ele falasse era tentador.
— Está certo, ficarei mais um pouco. — sorriu Katy.
— Tenho certeza que não se arrependerá. — sorriu Lysandre.
…
— Achei que veríamos as batalhas juntos, mas a Katy sumiu. — comentou Eve.
— Ela disse que queria ver a Valerie mais de perto, mas não sei onde ela deve estar. — contou Shiro.
— Ela só deve ter ido no banheiro, quando chegar a batalha dela, pode ter certeza que aparecerá tão rápido quanto um Ninjask. — disse Kali.
Os amigos de Katy, estavam um pouco preocupados com seu sumiço, mas sabiam que ela sabia se cuidar, por isso resolveram assistir as batalhas.
Ao decorrer do tempo, diversos treinadores foram se enfrentando, no total foram 14 batalhas, a maioria acabava bem rápidos, algumas outras demoravam um pouco mais, mas logo a penúltima batalha chegou.
Após o anúncio, dois treinadores subiram ao palco, um deles era Raphael que estava vestido de Meowth de Alola, o outro era Jun, o estranho homem de cabelo azul que estava fantasiado de Lapras. Como nas outras batalhas, uma das Maids estava sendo a juizá.
— Esta será uma batalha 1 contra 1, o primeiro pokémon a ser nocauteado perde. Podem lançar seus pokémons! — anunciou ela.
— Vamos acabar com isto, saia Excadrill! — Raphael lançou a sua pokébola.
— Vá Vaporeon! — Jun arremessou a sua pokébola.
Das duas pokébolas saíram os pokémons. De um lado uma enorme toupeira com partes metalizadas, do outro um pokémon quadrupede com o corpo todo azul que parecia água.
— Que a batalha comece! — anunciou a juizá.
— Excadrill use Slash!
As garras do Excadrill começaram a brilhar, então ele correu em direção do Vaporeon para acertá-lo.
— Desvie. — ordenou Jun.
Com suas garras, Excadrill tentou corta o Vaporeon que desviou facilmente.
— Continue usando Slash até acertá-lo. — ordenou Raphael.
Excadrill começou fazer uma sequência de golpes rápidos tentando acertar o Vaporeon, que apesar de não ser tão rápido, era bastante ágil e habilidoso, essa forma desviando facilmente dos ataques. A sequência de ataques e desvios continuou até que Excadrill começasse a se sentir cansado.
— Pare de ficar desviando que nem um covarde e vem para cima! — reclamou Raphael.
— Já que você pediu, Vaporeon use Water Pulse!
Vaporeon cuspiu um jato de água em direção do Excadrill.
— Use Drill Run. — ordenou Raphael.
Excadrill juntou as suas garras de forma que ficasse parecendo uma furadeira, então seu corpo começou a girar e ele disparou em direção ao Water Pulse que foi desfeito ao ser acertado. Seu próximo alvo era o Vaporeon que por pouco desviou.
— Continue usando o Drill Run.
Diferente do Slash, o Drill Run era bem rápido, Vaporeon tentava desviar, mas começava a ter dificuldade.
— Use Water Pulse para despistá-lo.
O Drill Run estava prestes a acertá-lo, mas Vaporeon cuspiu o jato de água em cima do Excadrill que apesar de não ter feito efeito, o deixou mais lento, assim facilitando sua fuga.
— Não ache que vai escapar tão fácil! — alertou Raphael.
— Continue usando o Water Pulse para despistá-lo.
O Excadrill ia como uma furadeira em direção do Vaporeon que usava o Water Pulse para ganhar tempo e desviar. A batalha acontecia de forma bem rápida, mas o padrão continuava se repetindo, até que Excadrill conseguiu superar a sua velocidade e acertaria o Vaporeon.
— Agora você está acabado. — disse Raphael.
Quando o Excadrill acertaria o Vaporeon, uma parede de água foi formada, e então ela engoliu o Excadrill, fazendo com que ele parece de girar e ficasse preso dentro da enorme bolha de água que foi arremessada para trás em direção ao chão, causando muitos danos ao pokémon toupeira.
— O que acabou de acontecer? — indagou Raphael supresso com o que tinha acabado de ver.
— Essa é uma habilidade do Vaporeon, ele pode livremente a controlar água ao seu redor, seja fazendo uma parede, ou uma bolha que dispara como uma bala. — contou Jun.
— Agora eu entendi, você não estava usando o Water Pulse para despistar, mas sim para molhar a arena, até que tivesse água o suficiente para me acertar. — notou Raphael. — Saiba que essa sua estratégia me deixou com raiva, seu desgraçado. Isso não vai ficar barato, Excadrill use Dig!
O pokémon toupeira tinha acabado de se levantar, mas logo ele se transformou na furadeira e acertou o chão, desparecendo no subsolo.
— Onde será que ele aparecerá? É isto que está pensando, não é mesmo? Agora quero ver você desviar dessa, seu desgraçado! — berrou Raphael.
— Eu não preciso, Vaporeon use Hydro Pump dentro do buraco!
Diferente das últimas vezes, Vaporeon disparou uma quantidade muito maior e mais forte de água em direção ao buraco que o Excadrill havia feito.
— Isto não vai adiantar, o Excadrill já está muito longe daquele buraco.
O chão embaixo do Vaporeon começava a se abrir, dele estava saindo o pokémon toupeira que preparava para acertar o Vaporeon, que por reflexo pulou.
Excadrill já estava com o corpo quase todo liberado e acertaria o Vaporeon, mas então a água por cima da terra veio em direção ao Excadrill, assim como o enorme volume do Hydro Pump que o seguiu debaixo da terra, dessa forma acertando o pokémon toupeira antes que acertasse o Vaporeon. O ataque pelos dois lados havia sido muito forte e então o Excadrill desmaiou.
— Não pode ser! Como eu perdi? — berrou Raphael.
— Acho que você não prestou atenção no que eu disse, o Vaporeon pode controlar a água ao seu redor, não importando se ela está no subsolo o não. Ter ordenado o Excadrill que usasse Dig, só lhe fez criar uma armadilha que foi usada contra você. — contou Jun.
— Excadrill, está fora de combate, os vencedores são Vaporeon e Jun.
— Droga! — berrava Raphael em fúria enquanto saia da arena.
Os dois treinadores já haviam se retirados do campo de batalha quando a juizá fez o próximo anuncio:
— Agora iremos para a última batalha do primeiro round, próximos competidores subam na arena.
Katherine estava sentado numa mesa conversando com Lysandre, quando ouviu que a hora de sua batalha havia chegado, despediu-se e foi até arena.
— Olha ela lá! Eu disse que ela apareceria. — falou Kali observando sua irmã de longe.
— Eu tenho que ir no banheiro. — avisou Eve.
— Logo agora que vai começar a batalha da Katy? — indagou Kuro.
— Minha barriga está doendo. — respondeu Eve.
— Eu avisei para não comer muitos doces. — lembrou Shiro.
— Isso não muda o fato que está me devendo um doce. — disse Eve que quase saiu correndo em direção ao banheiro.
A garota furisode vestida de Vivillon já havia subido na arena e estava esperando seu oponente que logo apareceu. Por algum motivo, ele estava com a cara frustrada.
— Assim como as outras, esta será uma batalha de um contra um, o primeiro pokémon que ser nocauteado será o perdedor. Podem lançar seus pokémons. — anunciou a juizá.
— Saia Goomy! — Katy pegou sua Premier Ball e lançou assim liberando seu pokémon dragão.
Diferente da garota, Tetsuya não havia jogado nenhuma pokébola, ele só tinha levantado a mão, como se estivesse pedindo atenção.
— Bem… — Ele estava enrolando o seu cabelo branco com os dedos. — Eu desisto.
Aquilo pegou todos de surpresa.
— Como assim, você desisti? — indagou Katy frustrada.
— É fácil de entender, sem precisar batalharmos, eu perco e você ganha. — respondeu Tetsuya.
— Eu sei o significado de desistir, não entendo o porquê de fazer isto. — explicou Katy.
— Eu havia entrado neste torneio para derrotar aquele idiota ali. — Tetsuya apontava para Raphael. — Mas como ele perdeu, não há motivos para eu continuar.
Ao ouvir o comentário do garoto de cabelos brancos, Raphael ficou com raiva, mas não teve tempo de dizer nada.
— Isso não é justo! — reclamou Katy. — Eu esperei este tempo todo para não ter com quem batalhar?
— Sinto muito, mas não estou com vontade de batalhar hoje. — contou Tetsuya.
— Eu não quero uma vitória assim.
Tetsuya começou a andar de um lado por outro, parecia estar desconfortável, foi então que ele finalmente falou:
— Está bem, eu batalharei com você, mas não reclame se acabar muito rápido ou não passar para próxima fase.
— Acho que me enganei sobre você, agora está me parecendo bem confiante. — contou Katy.
— Confiante? Não. Estou sendo apenas realista. — Tetsuya levanto seu braço e mostrou a sua Ultra Ball.
Ele então apertou o botão do meio, fazendo a pokébola se abrir, mas o que aconteceu posteriormente, surpreendeu a todos.
— Não saiu nenhum pokémon. — comentou Katy.
— É ai que você se engana. — alertou Tetsuya.
Repentinamente, uma rajada de vento cruzou toda a arena acertando o Goomy e o jogando para fora da arena de uma forma que ele acertou a parede, ficando preso e sendo nocauteado.
Katy não tinha entendio o que havia acontecido, depois da rajada de vento, o Goomy havia desaparecido de sua frente, mas quando ela olhou para trás viu seu pokémon desmaiado. Tudo tinha sido muito rápido e os olhos de Katy não conseguiram acompanhar. Quando ela se virou para frente, viu Tetsuya apertando o botão de sua Ultra Ball mais uma vez, retornado seu Pokémon.
Todos no local estavam paralisados, não sabiam que pokémon ele tinha usado, nem como ele havia derrotar o Goomy tão rápido e tão facilmente.
Katherine sentiu uma mistura de sentimentos, ao mesmo tempo estava frustrada por ter perdido na primeira rodada, como estava com medo do que acabara de ver, assim como ela estava encantada com tanto poder.
— Incrível. — disse ela quase que por reflexo.
— Eu não sei bem o que aconteceu, mas Goomy está fora de combate, o vencedor é Tetsuya e seu pokémon. — anunciou a juíza.
Então Tetsuya levantou a mão mais uma vez e disse:
— Eu venci esta batalha, mas não participarei da próxima. Não importa quem será meu próximo oponente, eu desisto.
Ele então saiu da arena calmamente. Katy então o seguiu e perguntou:
— Então você vai desistir?
— Sim, eu já teria o feito, mas você quis batalhar, então não me culpe por eu ter vencido. — respondeu Tetsuya.
— Por que você não continua? Tenho certeza que é muito forte e tem chances de vencer.
— Não me importa vencer este torneio, como já disse, meu objetivo era derrotar o Raphael, mas como ele foi eliminado no primeiro round, não há motivos de eu continuar. — contou Tetsuya.
Ele então fitou Valerie, que estava sentada em uma das cadeiras do palco ouvindo todas as batalhas.
— Além disso, se eu continuar batalhando, há chances dela perceber o meu truque. — pensou Tetsuya.
Ele continuava fitando Valerie, quando percebeu que ela ficou inquieta, então ele sentiu que algo estava de errado. Tetsuya olhou para todos os lados e percebeu um barulho muito baixo de tique. Ele rapidamente procurou Evelyne que havia acabado de sair do banheiro.
— Merda! — berrou ele momentos antes que uma enorme explosão ocorresse dentro do saguão.
Mesa e cadeiras voaram para todos os lados, escambos foram formados e acertavam as pessoas. A chama da explosão havia sido enorme.
Tetsuya conseguiu empurrar Katy para longe da explosão, mas queimou o seu braço. Apesar da dor, algo o preocupava mais naquele momento, Evelyne, ele então procurou desesperadamente pela princesa e quando a viu correu em sua direção, assim como Jun que fazia o mesmo. Mas antes que um dos dois pudessem alcançar Eve, um homem com máscara de gás a pegou por trás colocando algo para ela respirar a fazendo desmaiar. Tetsuya tentou ir atrás do homem que estava levando Eve, mas ele atirou em sua direção. Por pouco ele conseguiu desviar, mas quando percebeu tanto o homem mascarado como Eve haviam desaparecido.
Não muito longe, Meyer estava procurando a sua família desesperadamente. Quando finalmente viu Bonnie e pegaria em seus braços, tomou um tiro no adomem e caiu no chão. Não sabia de onde nem quem o havia atingido, mas viu o homem familiar pegando sua filha em seus braços e desaparecendo no meio da poeira e do caos em que o lugar estava.
Não era apenas a explosão que havia ocorrido, diversos homens com máscaras haviam invadido o local e estavam roubando e atacando as pessoas. Era como se fosse uma cena de horror, aqueles que tentavam fugir eram atingidos por balas e aqueles que não faziam nada eram atacados e roubados.
Katherine estava tentando encontrar os seus amigos, foi então que ela foi surpreendida por um homem alto de máscara que a agarrou pelo pescoço.
— Eu estava te observando desde o começo do evento, agora que toda Lumiose vai se tornar um caos, não se preocupará se brincarmos um pouco.
Foi então que um pedaço de pedra estourou na nuca do homem que caiu sangrando no chão, quando Katy olhou era Lysandre que a salvara.
— Está bem? — indagou ele.
— Estou, obrigada. — disse Katy entre toses.
— Precisamos te tirar daqui, tudo está um completo caos. — alertou Lysandre.
— Não, meus amigos também estão aqui.
— Então encontramos eles primeiro e vamos embora.
Ela assentiu.
Foi então que um alarme começou a tocar e, felizmente, um grupo de policiais armados entraram no Maid Café, atacando a todos que estivessem de máscaras ou ferindo os civis.
Quando tudo finalmente se acalmou e a fumaça se dissipou, o telão que apesar de estar meio rachado, ligou, dele uma transmissão começou a ser feita.
Nela um homem de cabelos grisalhos e olhos castanhos apareceu, ele estava vestindo uma roupa completamente preta, exceto por um lenço vermelho que estava amarado em seu braço. Ele parecia estar em um van em movimento, foi então que finalmente começou a falar.
— Cidadãos de Lumiose, aqui quem fala é Judge, o líder da Gangue Vermelha. Sei que deve ser estranho, eu estar aparecendo em todos os canais de TV ao mesmo tempo, mas eu vim fazer um anunciou.
Ele então saiu do campo de visão da câmera e quando ele retornou, estava segurando a Eve que estava amordaçada e com o corpo amarado.
— Para quem não está reconhecendo esta linda e jovem garota, ela é Evelyne Pourpre Jaune, a terceira princesa de Kalos. E só para esclarecer, apesar de estar bem obvio, isto é um…
… Sequestro.
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