Pokémon Pyro Max
453 PPMAX-425: Lavana
Com a chegada pelo convés inferior, Jason e Pyro correram assim que puseram os pés no navio e dispararam para longe de onde chegaram. O intuito era encontrar algum lugar bom para passar o tempo e aproveitar algum recurso do jogo. À medida que corriam, viam câmeras no teto dos corredores. Perceberam alguns participantes também correndo.
— Esse lugar é muito exposto. Precisamos encontrar um canto seguro.
Charmander sentiu o faro de alguma coisa e partiu atrás. Jason não entendeu e seguiu o réptil.
...
Yamashida chegou ao camarote com todos os olhos sobre ele. As pessoas bateram palmas e parabenizaram-no por sobreviver ao sequestro. O único que se manteve frio e quieto fora Kumamoto, que já sabia da atuação de Maytsa contra o ex-chefe.
— Como aguenta tantos bajuladores por metro quadrado? — Kumamoto surgiu em pé em frente a poltrona com Yamashida sentado.
— Eu sou um político, não é? Fingir simpatia é um dos cernes do homem público. Veio me bajular também?
— Tony, eu penso que você tá concorrendo por um motivo maior do que ficar sentado no gabinete assinando papéis. Talvez haja algo na sua decisão de liderar o país que esteja arraigada com o fato de existir o seu grupo extraoficial de cor preta.
Yamashida olhou seriamente para Kumamoto e respirou fundo. Pediu ao empresário que se mantivesse afastado durante a sua estadia no camarote e que aproveitasse bem os jogos.
— O jogo será um estouro, meu amigo.
Mas Kumamoto não entendeu a última frase.
...
Simon e Houndoom não encontraram um lugar seguro nos andares superiores e desceram até as salas de depósitos. Havia muito espaço, haja vista era onde muitos galões de petroleo eram guardados antes do trabalho do navio ser descontinuado.
— Alguma coisa?
Houndoom sentiu o faro de algo e logo ficou em posição de guarda. Simon pediu para alguém sair imediatamente ou atacaria.
— Não precisa atacar.
— Essa voz...
Uma garota com cabelo azul, curto até os ombros e um lenço na cabeça surgiu. Ela usava óculos escuros e um vestido azul.
— Percebo que reconheceu a minha voz, Simon. Há quanto tempo?
— Então você está aqui, Lavana!
A garota retirou o lenço e a peruca, revelando longos cabelos vermelhos. O vestido azul deu lugar a uma regata vermelha, short branco e botas vermelhas. Lavana pegou um elástico e amarrou os cabelos.
— Eu vim aqui para levá-lo de volta à nossa casa. Que idiotice a sua de preparar uma vingança para o tio Cocytos.
— Lavana, sei que você tem boas intenções, mas não me peça para desistir da minha vingança. Você sabe que a minha mãe morreu por culpa dele.
— O tio faz parte da Equipe Black, mas ele nunca mataria a tia. Aconteceu algo e você achou que viu. Está julgando o tio apenas com base numa visão distorcida.
Simon suspirou. Lavana sempre foi uma moça muito teimosa.
— Não tenho tempo para lavar roupa suja com você no meio do jogo. Fiz acordo com uma pessoa e prometi que levaria aquele escudo por bem ou por mal. Então essa pessoa me dará aquilo que fará eu me vingar do El Charco.
Lavana balançou a cabeça negativamente e insistiu que Simon estava equivocado. Puxando uma pokébola, a moça ameaçou usar o seu pokémon para pará-lo.
— Não tenho medo. Pode vir.
— Não se arrependa depois — disse ela ao jogar a pokébola.
Jason e Pyro saíram do esconderijo depois que Richie e Dalesandra tentaram atacá-lo numa emboscada. Ambos não foram capazes de ir contra Seimitoad.
— Ficar é muito perigoso. O que aqueles idiotas querem comigo?
Charmander parou e empurrou o menino para o lado. Isso foi antes do corredor ser atingido por um golpe cortante de algo que lembrava uma mandíbula afiada de água.
— Parabéns, meu jovem. O seu pokémon é muito bem treinado — disse o ancião, surgindo das sombras.
— Eu te vi no salão...
— Que falta de respeito é esse? Falando de maneira informal com um homem mais velho!
— Ah perdão, senhor. Eu o vi no salão no dia que chegamos ao parque.
O homem deu de ombros e chamou o seu pokémon. Era um Dracovish raríssimo. A espécie era oriunda da região de Galar.
— Sou o Elder Niú.
— Prazer, velho... Elder Niú.

Nome: Dracovish
Designação: Pokémon fóssil
Número: 882
Tipo: Água/Dragão
Sexo: Sem gênero
Grupo de ovos: desconhecido
Peso: 215 kg
Altura: 2,3 metros
Razão de gênero: desconhecido
Estado: Defesa
O monstro era um pokémon com o corpo verde com pernas de dinossauro e placas afiadas na barriga. A cabeça do bicho era totalmente diferente do corpo, lembrando um peixe azul com uma grande boca e olhos com pupilas verticais.
— Terei que impedir o seu progresso, meu jovem. Serei eu aquele quem vencerá esse jogo e levará aquele escudo.
— Droga. Se eu pudesse me comunicar com a Luiza. Mas de alguma forma o sinal da minha pokédex não tá chegando no celular dela.
A intenção do Jason era avisar aos amigos sobre o sequestro do seu pai. Assim, eles tentariam um resgate e Jason não mais continuaria com a ideia de levar o escudo. Entretanto, algum sinal estranho interferia na comunicação fora do alcance de 20 metros.
...
O trânsito era caótico naquela manhã, sobretudo após o início do último jogo. Isso deixou Marylan inconformada.
— A senhorita está bem? — indagou Rondy.
— Claro, querido. Mas o tempo urge. Moço... não tem como pegar outra rua?
Do outro lado da cidade, o Esquadrão Posídon foi no encalço do reverendo Zeitgeist. As maiores forças de Aqualaguna estavam longe do Parque Olímpico.
...
Pouco antes de liberar Jason, a equipe de Yamashida havia instalado um aplicativo na pokédex que impedia a comunicação remota. Também instalaram uma bomba em alguns dos banheiros entre a arquibancada e o hotel.
— Chefe de segurança, está tudo pronto. Não há mais ninguém nos banheiros.
O chefe da equipe de segurança confirmou que explodissem.
Por volta das 10:44 duas bombas explodiram no banheiro masculino e feminino. O estrondo balançou todo o parque e além. Milhares de pessoas gritaram e um caos generalizado tomou conta.
Incólume, Yamashida apenas deu um breve sorriso de canto.
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