Pokémon Pyro Max
431 PPMAX-403: Jogos Olímpicos Oceânicos
A ideia de Jason era simples e arriscada: provar para todo o país que Yamashida era o líder da Equipe Black. Na noite que havia ganhado a insígnia, pedira Rihanna para que inventasse uma troca de informações durante a conversa com o vilão.
— Quer que eu fale isso?
— Você vai falar com ele?
— Sim. Mas eu vou pedir para não demitir o meu pai. Se eu disser sobre o paradeiro da garota...
— Relaxa. Falarei com o professor Gary. Talvez ele vá para Kanto. Apenas faça o trato. Logo, ele vai mandar alguém para Cocconut.
Rihanna custou acreditar na inteligência e perspicácia de um menino com apenas 12 anos.
— Papai normalmente tem mais de um plano quando resolve se arriscar. Será mesmo que o que você pretende vai dar certo? — Victoria perguntou, mas a preocupação falou mais alto.
— Estou. Já falei com o professor. Eles saíram do país e já estão em Pallet.
A movimentação das pessoas chamou a atenção do grupo. Barulhos no lado de fora do prédio fez com que os participantes saíssem imediatamente.
...
Sneasler usou as suas garras e avançou para cima de Greninja. Este lançou shurikens de água, atingindo alguns carros.
— Um duelo!! — gritou um pedestre.
Pessoas nas ruas pararam e viram a batalha acontecer ao vivo na pista.
— Chamamos bastante atenção, não é? — Baron estava sobre o capô de um carro parado.
— Não pretendo ser derrotado aqui — respondeu Bernardo também sobre um outro carro.
— Você pensou que me enganaria, mas o máximo que chegou foi uns 30 minutos. Naquela noite, eu desvendei o seu plano para matar o Yamashida. Hehehehehe.
— Tsc. Achei que os membros da Black eram tolos. Mas até que existem alguns inteligentes.
Enquanto isso, Sneasler e Greninja se pegavam no meio da avenida. Os dois lançaram golpes e formavam ondas de choque. Os carros bateram um no outro.
Yamashida continuou na limusine e viu a notícia sobre a luta na frente do parque olímpico.
— Baron não perde a oportunidade de chamar atenção — reclamou o ricaço.
— O sobrinho do Gerson provavelmente quer alguma coisa com o senhor — falou Kwan.
— Minha mente está focada em Cocconut. Britney se refugiou lá. Tenho que pegá-la. E avise a Baron para parar com o showzinho.
Baron recebeu uma ligação de Kwan. O rapaz fez cara de quem não gostou e desligou.
— Sneasler, volte! — O pokémon regressou.
— O que pretende?
— Não terminamos. Mas o meu chefe me pediu para cair fora. Até logo — Baron subiu nas costas de Naganadel e foi embora.
...
O programa de Peter Garcia e Klauss Cunnis foi líder de audiência, sobretudo após a breve batalha pokémon entre Greninja e Sneasler.
— Para de assistir essas baboseiras — falou o motorista da van ao membro da neo-rocket que via pelo celular.
— Ele não se aguenta. Afinal, está acontecendo o segundo maior evento do país — respondeu o homem ao lado.
O grunt da Neo-Rocket assistia com os olhos vidrados. Os outros grunts nem chegavam perto.
— Só precisamos ter em mente que o escudo seja adquirido por nosso chefe — falou o carona.
A pessoa aguardava a chegada da van dentro de um estacionamento. Os grunts saíram sem os uniformes. Eles se encontraram com o chefe de operação Proton.
— Chegaram atrasados.
— Desculpa, chefe.
— Não me importa a incompetência de vocês. Quero que essa missão saia como o líder planejou.
Proton era um homem de meia-idade com cabelos verdes caídos acima dos ombros. Ele vestia um uniforme laranja com uma boina da mesma cor. Era o 5° em comando da nova Equipe Rocket.
— Chefe, trouxemos Panthera.
— Ele tá aí?
— Tá.
— Chama ele aí.
Os dois grunts (o motorista e o carona) foram até a van e chamaram o outro capanga. O homem saiu do veículo. Era um humano com 2,20 metros de altura. Um gigante. Ele olhava para a tela do celular. Sua aparência era igual de um orc. Usava um macacão preto sobre uma camiseta branca. O símbolo NR era visto nas costas. Ele não parecia ser inteligente. Seu corpo era forte, mas tinha uma barriga proeminente e braços fortes. Ele usava um moicano e piercings pelo rosto.
— Panthera entrou na nossa equipe um mês atrás. Ele faz todo o trabalho sujo. Intimidar pessoas é a especialidade dele.
Proton ouvia tudo sobre o brutamontes. Achou que seria uma boa adição ao plano.
...
JOGOS OLÍMPICOS OCEÂNICOS
Uma sequência de fogos de artifício iluminou o céu do litoral da cidade. Era o anúncio do começo dos jogos. Todas as emissoras do distrito transmitiam o evento.
— Olá? Venham! — disse Marylan para Robert e Rihanna.
Robert acompanhava Pyro e levava as pokébolas de Jason. A regra era clara: o participante só usaria o pokémon aquático.
— Por que não participou? — indagou Marylan a Rihanna.
— A líder de ginásio não participa. Era para eu estar no camarote, mas não quero me envolver com o prefeito ou a corja da PokéBlack.
Eles estavam sentados na arquibancada contruída sobre a água. A vista era privilegiada. Havia uma praia artificial pequena onde os participantes ficariam no início do jogo. Do outro lado, outra arquibancada. Muitos drones filmavam o evento. Telões foram projetados sobre as águas. Os camarotes ficavam no topo das arquibancadas e eram protegidos por vidros blindados.
Os soldados cerimoniais tocaram uma orquestra e anunciaram a chegada dos 345 participantes. Logo, cada um com o seu pokémon foi até a praia e aguardou o início.
BREAKING NEWS...
— Klauss, eles chegaram. Estou muito ansioso — falou Peter.
— Calma, amigo. Aguenta o coração. É agora que veremos o que separa os meninos dos homens.
— A surpresa é quem serão os guias. Para quem não sabe, todo jogo possui 4 guias que exigirão certas missões aos participantes. E todo ano são guias diferentes.
A organizadora chegou com os quatro guias dos jogos. Eram 3 homens e 1 mulher.
— Esses são os guias. São eles que exigirão missões a vocês durante todo o jogo. Apresentem-se.
— Meu nome é Lokar.
— Eu sou Jasmine.
— E aí! Sou o Yuri.
— Meu nome é Proton — abaixou a boina.
E OS JOGOS COMEÇAM!!!
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