Pokémon Pyro Max

422 PPMAX-394: O que ocorre no distrito dos dragões?


— Não sei. Não gosto dessas suas respostas tão óbvias. Alguma coisa me diz que você esconde algum fato importante — Baron era sagaz.

— Mas é verdade. Eu só queria me vingar do Jason.

— E por que você não foi junto com Maytsa? E por que você fugiu mesmo sabendo que Jason estava na base?

Bernardo pensou demais para responder.

— Já sei aonde quer chegar, rapaz. Alguma coisa me diz ue você roubou o submarino para outro fim. Aquele submarino é de propriedade da Equipe Black. Acha mesmo que eu deixaria barato?

Morpeko veio por trás e deu um forte choque na direção de Baron. No entanto, quem recebeu a descarga havia sido Drapion. Este resistiu bem ao ataque. A luz cegou todos momentaneamente.

— Mas o que foi isso? — Baron voltou a olhar para a direção de Bernardo. — Cadê ele?

Bernardo havia fugido segundos após o ataque de Morpeko.

— Aquele moleque é perigoso e astuto. Parece comigo quando mais novo. E é por isso que sei mais ou menos qual será o seu próximo passo. Drapion, firme e forte? — Drapion sem arranhão. — Era o mínimo dum pokémon meu. Vamos.

...

Jason lamentou que o seu Dratini perdera de uma maneira muito fácil. Mas ele não tinha muita opção para enfrentar Primarina. Pensou em Zeraora. Contudo, Zeraora não estava apto ainda e por isso não foi com ele para Atlantique.

— Estou indignado com o professor. Ele acabou com a minha alegria. Eu poderia tá numa situação diferente. E se diz neto do grande Professor Oak.


Enquanto isso, Gary teve uma crise de espirro. Milla perguntou o que poderia ser. O homem fungou e disse que alguém estava falando mal dele.


Então Jason não teve outra escolha a não ser colocar Pancham na arena.

— Tem certeza que ele vai dar conta? — perguntou Rihanna.

— Claro que não! Yancham é ainda inexperiente em batalhas mais complexas. Argh! será que continuo?

Rihanna falou para Jason resolver a situação de Pancham antes que o turno começasse.

Jason olhou para Charmander e viu o semblante do lagarto. Este havia dado certeza para a luta. Então Jason pediu a desistência de Pancham.

— Desculpa, Yancham. Não quero que a situação com o Dratini se repita.

O panda ficou chateado (obviamente o seu tipo lutador falava mais alto), mas assentiu. Voltou para a pokébola.

...

Enquanto isso, o comandante ajudante entrou na cabine onde o almirante trabalhava. A cabine era bem menor e substituía a do almirante que fora tomada pelo prefeito. O homem entrou no recinto com um laptop.

— Tem tempo, Almirante?

— Estava assinando uns papéis, mas isso espera. O que tem pra mim.

Comandante sentou na cadeira de frente para a mesa do chefe e abriu o laptop.

— Eu fiz o que me pediu. Uma câmera da fragata sob comando do Esquadrão Posídon filmou uma pessoa encapuzada caminhando no corredor perto da cela, mas uma outra câmera captou o mesmo indivíduo desaparecendo. Isso foi momento antes da morte de um blacker. A hora bate.

A filmagem mostrou uma pessoa vestida de preto e com um capuz na cabeça. Dobrou um corredor. A filmagem da segunda câmera no outro corredor filmara apenas o local vazio com dois marinheiros passando.

— Como pediu, não divulguei ao prefeito. E os marinheiros confiam mais no senhor do que no governo.

— Fez um ótimo trabalho. Não quero que o prefeito saiba que estou investigando escondido. Algo me diz que ele está envolvido.

Uma câmera fora instalada atrás de um espelho na cabine. O prefeito assistia tudo dentro de uma van.

— Maldito Titanic. Ele vai pagar por esse atrevimento.

— Parece que o almirante está tentando chegar até mim — disse a mesma pessoa do vídeo: Reverendo Zeitgeist. O reverendo estava bem ao lado do prefeito.

— Ele não chegará a esse ponto.

— Quando a Equipe Black me contratou, disseram-me que não haveria contratempos. Matar aqueles capangas presos não é difícil. Agora a coisa complica quando alguém está no seu rastro.

— Reverendo... fique calmo. Eu sei lidar com gente da espécie do almirante. Ele não vai além do que é permitido.

...

De volta à batalha pela insígnia.

Jason não teve outra opção a não ser colocar Charmander como o próximo à batalha. E tinha que rezar muito, haja vista não tinha confiança alguma com o Seismitoad. Mas até mesmo o seu Charmander tinha limites. Ele havia lutado contra o Gyarados há pouco e seu corpo não estava 100 por cento recuperado. Mesmo assim, o lagarto de fogo assentiu e não teve medo de enfrentar Primarina.

Rihanna notou de imediato que até mesmo Charmander era diferente dos demais monstrinhos de Jason. Esse sim era um pokémon bem treinado. E tinha um quê a mais: a sua evolução por dobra do tempo. Era raríssimo evoluir e involuir à vontade.

— Essa é a sua opção?

— É.

— Por que não faz Charmander evoluir logo? Será chato começar com ele nesse estágio.

O protagonista mostrou o bracelete e fez a sua warp stone brilhar. Charmander evoluiu para Charizard no mesmo instante.

— Satisfeita?

— Estou. Obrigada por me proporcionar esse momento.

A luta mais importante prestes a acontecer.

...

Victoria aguardava o desfecho da batalha. Dentro da casa de Light, sentou à mesa de madeira e aceitou um chá. Olhou para a insígnia em sua mão.

— Sem juiz, sem ninguém pra testemunhar. Como levar a sério um duelo assim? — Light questionou.

— Confio no meu filho. Ele odeia trapaças — respondeu Robert.

— Também ponho minha mão no fogo pelo Jason — disse Luiza.

Victoria respondeu que tanto Jason quanto Rihanna eram pessoas honradas. Light não precisava se prepcupar.

De repente o celular da moça tocou. A vontade de atender era mínima, mas o fez.

— Viviane? Fala com calma.

Kayden se aproximou da moça e perguntou.

Victoria se levantou de uma vez e colocou a mão na boca. Algo dito por Viviane a deixou perplexa.

— O distrito dos dragões está sendo invadido. Viviane não deu detalhes, mas dragon tamers relataram explosões e uma invasão criminosa.

Kayden, que era um morador de lá, ficou preocupado com a família. Vicky decidiu ir até o distrito.

Notas finais
E mais uma vez Vicky se separa de Jason...