— Esse deve ser o terceiro drone que destruo nos arredores do litoral. Há algum tipo de voyeur maluco por aí? — questionou Baron após salvar Chucky e Gamb.

Os dois agradeceram. Quando ouviram a conversa de Baron sobre os drones, lembraram do que Bernardo Greco falara no submarino. Durante as conversas entre ele e Maytsa, o adolescente revelou que estava de olho em tudo com auxílio de drones.

— Bernardo? Não é o sobrinho do mordomo do chefe? Agora sei como ele soube acerca de Robert e Jason. Mas eu não posso acreditar que Maytsa deixou ser influenciada por um garoto ex-atleta.

— Ela ficou completamente louca. Decidiu invadir a base da marinha só porque Jason está lá — informou Chucky.

Baron riu. Maytsa já não era bem-vinda à Equipe Black mas também não aproveitaria a aposentadoria dada por Yamashida.

— É nisso que dá confiar a organização a aventureiros. Primeiro Dark Ling, agora Maytsa. Está na hora dessa equipe possuir membros com ideais mais incisivos.

...

A invasão tomou forma e era inevitável para Jason ter que lutar. Dessa vez era uma batalha de vida ou morte. Também quem decidiu ir para a luta era o vice-capitão Dree. Ele tinha uma única pokébola.

— Tenho uma ideia. Vamos tirar o foco da atenção deles e assim fazer com que larguem as armas — falou Dree para Jason.

— Mas como faremos isso?

A barricada era sucesso. Nenhuma bala que os vilões atiravam conseguia passar os sacos de areia. Mas a munição dos marinheiros estava acabando e algo precisava ser feito.

— Seu Charmander ainda está inteiro?

— Ele se cansou pouco após a batalha contra Swanna.

— Ótimo. Era isso que queria. Você pode evoluir misteriosamente seu pokémon para Charizard, não é?

— É a evolução de dobra.

Os homens conseguiram uma bazuca a fim de derrubar as defesas na base. O primeiro tiro abriu um buraco na fachada do prédio branco de cinco andares. Foi uma tragédia.

— Vamos, não temos tempo!!

Charmander evoluiu para Charizard e voou por cima dos blackers. Estes desviaram a atenção e apontaram a bazuca para a direção do pokémon.

— Vai, Pyukumuku!

A criatura que saiu da pokébola era pequena, ovoide, de coloração preta, pequenos olhos cor de rosa, uma boca igual estrela de 5 pontas. Além disso, ele tinha um tufo branco como rabo e seis protuberâncias rosadas como se fossem espinhos.

Dree pediu para Pyukumuku ir de maneira sorrateira até os bandidos. O pepino do mar foi e em seguida expeliu os seus órgãos que ficaram brancos e em forma de punho. O pokémon começou a meter o murro em cada um dos blackers.

— Isso!

— Esse pokémon é interessante — Jason pegou a pokédex.

Nome: Pyukumuku

Designação: Pokémon pepino do mar

Número: 771

Tipo: Água

Sexo: Macho

Grupo de ovos: água 1

Peso: 1,2 kg

Altura: 0,30 metro

Razão de gênero: 50% masculino e feminino

Estado: Defesa especial


Pyukumuku bateu em cada um dos grunts que tentavam destruir a base. Depois, Charizard usou uma bola de fogo para finalizar os demais.

— Deu super certo — nem Jason acreditou.

— Não subestime meu Pyukumuku. Ele é bem treinado.

— Não entendo. Você não deveria estar como participante do ginásio?

Dree acenou negativamente. Seu desejo não era ser um treinador de fato. Mas antigamente treinou Pyukumuku com o almirante para fortalecer o seu parceiro.

— Nem todos que possuem pokémons estão engajados em ser treinadores oficiais. Pra isso deixo com Rihanna e os outros.

...

Rihanna estava a 200 metros. Tentando de algum jeito consertar a avaria do seu submarino. Porém, tudo o que fazia era apenas esforços inúteis. Sua única chance de escapar era com a volta da Primarina. Sem Primarina, não havia a mínima condição de nadar numa profundidade com a pressão enorme sobre o seu corpo.

O oxigênio do submarino começou a diminuir a cada minuto. Ela tinha mais ou menos 50 minutos para o término do oxigênio. Morrer com falta de ar não era o destino que quis.

— Sem comunicação e com o ar com menos de 1 hora. Que azar desgraçado.

Mas antes de desistir da vida, ela lembrou de algo no passado. Um dia, ela foi instruída por Victoria a usar o sinalizador de dragão se estivesse em risco. Não precisava carregar algo grande, pois o sinalizador era um pingente em forma de dente de dragão. Ela pegou o cordão no pescoço e tirou o dente e apertou. Um luz vermelha piscou. Se levantou e foi para uma parte do submarino onde saía os braços mecânicos. O objeto subiu com tudo até a superfície.

— Por favor, que Victoria esteja ainda em Aqualaguna.

O dente abriu assim que emergiu e um brilho verde subiu uns 50 metros. Uma explosão com o rosto de dragão (parecido com a insígnia de Blackthorn de Clair).


Victoria ainda bebia com Kayden quando Dragonite despertou da brincadeira com o outro pokémon. E a campeã entendeu que era um chamado de socorro, haja vista o seu dragão quase nunca ficava assim. Então Dramione bateu as asas e foi.

— Ela foi sem ti.

— Hora de pilotar, Kayden. Alguém precisa de ajuda.

Kayden e Victoria voaram atrás de Dragonite.

...

White City

Anthony chegou no parlamento e conversou com os deputados da base governista e explicou sobre o seu plano para se candidatar ao governo no mês seguinte. Sua popularidade era de 20%. O segundo colocado era dividido em 3 candidatos.

Com isso, uma nova corrida para o governo de Hokkaishin começou.

Na volta para casa, Yamashida recebeu uma ligação de Baron.

— Soube do que Maytsa foi capaz?

— Sempre tive em mente, Baron. Não sou idiota.

— Mas por que aceitou que ela fizesse o trabalho sujo em Aqualaguna?

Yamashida olhou a paisagem da janela da limusine.

— Queria uma distração enquanto lançava a minha carreira política.

— E quanto a Kumamoto?

— Do Kyro cuido eu. Você toma conta de tudo até eu voltar.

— Hehehehehe. Eu fiquei com o dinheiro que Kumamoto pagou.

— Resolveu me roubar? Típico de você.

— Dane-se, chefe. O dinheiro é meu.

— Estou de bom humor hoje, por isso não te puno. Só espero que tenha contratado aquele assassino que te pedi.