Pokémon Pyro Max
405 PPMAX-377: Pyukumuku
— Esse deve ser o terceiro drone que destruo nos arredores do litoral. Há algum tipo de voyeur maluco por aí? — questionou Baron após salvar Chucky e Gamb.
Os dois agradeceram. Quando ouviram a conversa de Baron sobre os drones, lembraram do que Bernardo Greco falara no submarino. Durante as conversas entre ele e Maytsa, o adolescente revelou que estava de olho em tudo com auxílio de drones.
— Bernardo? Não é o sobrinho do mordomo do chefe? Agora sei como ele soube acerca de Robert e Jason. Mas eu não posso acreditar que Maytsa deixou ser influenciada por um garoto ex-atleta.
— Ela ficou completamente louca. Decidiu invadir a base da marinha só porque Jason está lá — informou Chucky.
Baron riu. Maytsa já não era bem-vinda à Equipe Black mas também não aproveitaria a aposentadoria dada por Yamashida.
— É nisso que dá confiar a organização a aventureiros. Primeiro Dark Ling, agora Maytsa. Está na hora dessa equipe possuir membros com ideais mais incisivos.
...
A invasão tomou forma e era inevitável para Jason ter que lutar. Dessa vez era uma batalha de vida ou morte. Também quem decidiu ir para a luta era o vice-capitão Dree. Ele tinha uma única pokébola.
— Tenho uma ideia. Vamos tirar o foco da atenção deles e assim fazer com que larguem as armas — falou Dree para Jason.
— Mas como faremos isso?
A barricada era sucesso. Nenhuma bala que os vilões atiravam conseguia passar os sacos de areia. Mas a munição dos marinheiros estava acabando e algo precisava ser feito.
— Seu Charmander ainda está inteiro?
— Ele se cansou pouco após a batalha contra Swanna.
— Ótimo. Era isso que queria. Você pode evoluir misteriosamente seu pokémon para Charizard, não é?
— É a evolução de dobra.
Os homens conseguiram uma bazuca a fim de derrubar as defesas na base. O primeiro tiro abriu um buraco na fachada do prédio branco de cinco andares. Foi uma tragédia.
— Vamos, não temos tempo!!
Charmander evoluiu para Charizard e voou por cima dos blackers. Estes desviaram a atenção e apontaram a bazuca para a direção do pokémon.
— Vai, Pyukumuku!
A criatura que saiu da pokébola era pequena, ovoide, de coloração preta, pequenos olhos cor de rosa, uma boca igual estrela de 5 pontas. Além disso, ele tinha um tufo branco como rabo e seis protuberâncias rosadas como se fossem espinhos.
Dree pediu para Pyukumuku ir de maneira sorrateira até os bandidos. O pepino do mar foi e em seguida expeliu os seus órgãos que ficaram brancos e em forma de punho. O pokémon começou a meter o murro em cada um dos blackers.
— Isso!
— Esse pokémon é interessante — Jason pegou a pokédex.

Nome: Pyukumuku
Designação: Pokémon pepino do mar
Número: 771
Tipo: Água
Sexo: Macho
Grupo de ovos: água 1
Peso: 1,2 kg
Altura: 0,30 metro
Razão de gênero: 50% masculino e feminino
Estado: Defesa especial
Pyukumuku bateu em cada um dos grunts que tentavam destruir a base. Depois, Charizard usou uma bola de fogo para finalizar os demais.
— Deu super certo — nem Jason acreditou.
— Não subestime meu Pyukumuku. Ele é bem treinado.
— Não entendo. Você não deveria estar como participante do ginásio?
Dree acenou negativamente. Seu desejo não era ser um treinador de fato. Mas antigamente treinou Pyukumuku com o almirante para fortalecer o seu parceiro.
— Nem todos que possuem pokémons estão engajados em ser treinadores oficiais. Pra isso deixo com Rihanna e os outros.
...
Rihanna estava a 200 metros. Tentando de algum jeito consertar a avaria do seu submarino. Porém, tudo o que fazia era apenas esforços inúteis. Sua única chance de escapar era com a volta da Primarina. Sem Primarina, não havia a mínima condição de nadar numa profundidade com a pressão enorme sobre o seu corpo.
O oxigênio do submarino começou a diminuir a cada minuto. Ela tinha mais ou menos 50 minutos para o término do oxigênio. Morrer com falta de ar não era o destino que quis.
— Sem comunicação e com o ar com menos de 1 hora. Que azar desgraçado.
Mas antes de desistir da vida, ela lembrou de algo no passado. Um dia, ela foi instruída por Victoria a usar o sinalizador de dragão se estivesse em risco. Não precisava carregar algo grande, pois o sinalizador era um pingente em forma de dente de dragão. Ela pegou o cordão no pescoço e tirou o dente e apertou. Um luz vermelha piscou. Se levantou e foi para uma parte do submarino onde saía os braços mecânicos. O objeto subiu com tudo até a superfície.
— Por favor, que Victoria esteja ainda em Aqualaguna.
O dente abriu assim que emergiu e um brilho verde subiu uns 50 metros. Uma explosão com o rosto de dragão (parecido com a insígnia de Blackthorn de Clair).
Victoria ainda bebia com Kayden quando Dragonite despertou da brincadeira com o outro pokémon. E a campeã entendeu que era um chamado de socorro, haja vista o seu dragão quase nunca ficava assim. Então Dramione bateu as asas e foi.
— Ela foi sem ti.
— Hora de pilotar, Kayden. Alguém precisa de ajuda.
Kayden e Victoria voaram atrás de Dragonite.
...
White City
Anthony chegou no parlamento e conversou com os deputados da base governista e explicou sobre o seu plano para se candidatar ao governo no mês seguinte. Sua popularidade era de 20%. O segundo colocado era dividido em 3 candidatos.
Com isso, uma nova corrida para o governo de Hokkaishin começou.
Na volta para casa, Yamashida recebeu uma ligação de Baron.
— Soube do que Maytsa foi capaz?
— Sempre tive em mente, Baron. Não sou idiota.
— Mas por que aceitou que ela fizesse o trabalho sujo em Aqualaguna?
Yamashida olhou a paisagem da janela da limusine.
— Queria uma distração enquanto lançava a minha carreira política.
— E quanto a Kumamoto?
— Do Kyro cuido eu. Você toma conta de tudo até eu voltar.
— Hehehehehe. Eu fiquei com o dinheiro que Kumamoto pagou.
— Resolveu me roubar? Típico de você.
— Dane-se, chefe. O dinheiro é meu.
— Estou de bom humor hoje, por isso não te puno. Só espero que tenha contratado aquele assassino que te pedi.
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