Pokémon Pyro Max
364 PPMAX-344: Rumando à sexta insígnia
Notas iniciais
Três dias depois, as águas da chuva secaram e a população conseguiu retomar a vida normal. Serviços que antes estavam indisponíveis, retornaram. O aeroporto de Beehive voltou a serviço dois dias após o fim da chuva.
— Tem certeza que vai logo agora? — indagou Jason a Gary.
— Diferente de você, não preciso sair por aí atrás de insígnias. Eu tenho que supervisionar os meus outros alunos. Você não é o único.
Britney surgiu com a informação que o voo para Celestial estaria pronto em dez minutos.
— O que pretende depois que sair de Beehive?
— Vou para Aqualaguna. Tenho que rever o meu pai. Passamos tempo suficiente longe um do outro. Mas antes quero retornar para Cocconut.
— Por quê?
— Quero visitar o túmulo da minha mãe. Também quero ver como vão as obras na minha vila.
— Jason sempre pensando no próximo — falou Luiza ao chegar na roda de conversa.
— É que sempre tenho que conversar com mamãe e agradecer as minhas conquistas.
Melo também surgiu e pediu para Jason ficar mais uma semana em Beehive.
— Nosso voo, professor.
— Pode ir na frente, Britney. E você, Jason, quando chegar em Cocconut, passe no laboratório para pegar Dratini.
— Já cresceu?!!
— Já sim. Ele será de grande ajuda para o resto da sua jornada. Até logo!
Os dois entraram no avião e partiram para Celestial.
...
Cocconut Town — Laboratório
Horas após a partida de Gary e Britney, ambos chegaram à ilha. A garota não estava acostumada com a simplicidade daquele lugar, sobretudo Cocconut. Viu muitos pescadores e pessoas vestidas de maneira simples.
— Professor!! Pensei que nunca mais viesse — falou Milla, exagerando como sempre. — E quem é essa adorável moça?
— É a irmã mais nova de Victoria Yamashida — Milla ia citar Jason, mas Gary tapou-lhe a boca. — Não diga coisas desnecessárias, doutora.
— Ohohohoho!! Tem razão, professor. Mas o senhor tem duas visitas.
— Duas?
Na varanda, Poirrot e Pikachu faziam companhia para Magenta. Este apareceu dois dias antes.
— O que faz aqui?
— Professor Gary, o detetive Poirrot e eu convergimos sobre aquele assunto de antes. Melhor 3 cérebros unidos do que 2. O que acha?
Gary acenou positivamente para Magenta.
...
Uma semana passou desde a partida de Gary e Britney. Jason e Luiza ajudaram como voluntários na limpeza da cidade e também na reconstrução do ginásio.
Melo comemorou a vitória e a reconstrução com um grande banquete. Todos se fartaram na casa do líder de ginásio.
Jason e Charmander estavam deitados na cama do quarto quando Melo pediu para entrar. Avisou que a batalha pela insígnia começaria pela manhã às 6 horas.
— Mas já?
— Você fez muito por nós. Por isso, independentemente do resultado de amanhã, o pagamento em dinheiro será o mesmo.
— E se eu perder? Vai me pagar mesmo assim?
— Sim, por que não? Ajudou a derrotar Cue Ball, ajudou na limpeza e trabalhou voluntariamente. Também ouvi sobre a sua ajuda aos moradores da vila em que mora.
— Bom... se o senhor insiste...
— Você é igual a mim. Tem todo o instinto de alguém que ajuda. Continue assim. Até amanhã...
— Senhor Melo.
— Sim?
— Por que não usou a megaevolução do Scizor naquela vez? Podia vencer Salazzle.
— Hum... talvez. Mas eu tinha me esquecido. Agora sabe que guardei essa transformação para uma batalha bem melhor.
...
Cinnabar
Blaine assistia ao seu programa favorito numa TV do lado de fora da caverna. Enquanto isso, Simon continuava o treinamento. Tanto o menino quanto os pokémons passavam por um árduo treino de mente e corpo.
Simon andou descalço em brasa quente, fez flexões ao lado de uma pira, bebia apenas água morna, suava em bicas, descansava numa câmara magmática que servia como sauna, sempre tomava banho em piscinas termais.
— Não aguento mais. Devo ter emagrecido!
— Você acha que está no mesmo nível que o seu pai? Ele fez esse treinamento por anos.
— Queria que Houndour evoluísse logo. Não tenho todo esse tempo para treinar.
— Magmortar é um ótimo professor. Ele reconheceu que o seu Houndour é o mais forte. Uma coisa que não perguntei. Quem te deu esse Houndour?
— Foi a minha mãe. Ela também fazia parte da tribo do fogo.
Blaine bateu a bengala no chão e passou a mão sobre a careca.
— Continua com essa ideia de vingança?
— Claro que sim. Todos os dias durmo e acordo com apenas uma coisa em mente. Por isso quero evoluir logo o meu Houndour.
— Entendo. Mas evoluir um pokémon recentemente não é garantia para vencer um outro que é evoluído mais tempo. Sua vingança pode não funcionar.
— Então tudo isso será em vão?
— Você precisa megaevoluir. Assim terá mais chance contra o seu carrasco. Conheço uma pessoa que pode te ajudar a achar uma Houndoominite.
— Quem?
— Ela vive numa cidade chamada Cianwood, país de Johto. É uma mulher que vive de informações privilegiadas.
Simon estava disposto a tudo para a sua vingança. Pediu a Blaine para falar tudo sobre essa mulher.
— Tá louco? Só digo quando evoluir Houndour e concluir o treinamento.
— Urgh... droga.
...
Jason acordou antes das 5 da manhã para um leve treino com o seu Charmander. Às 6, todos já estavam acordados. Antes mesmo do café da manhã, a batalha pela insígnia começaria.
O ginásio ainda estava inoperante. O jeito foi usar a parte externa da casa de Melo para servir de arena. Os convidados para assistirem: Luiza, Shingo, Java, Martha, Belo, Vinnie, Dana, Ralph e as pessoas que trabalhavam na casa/fábrica.
— Pyro, finalmente uma batalha pela insígnia. Não fazíamos algo assim desde a luta contra Elza e Kyurem — Charmander assentiu. — Precisamos vencer e conquistar a nossa sexta insígnia.
O primeiro a entrar na arena improvisada foi Jeepo.
— Obrigado por tudo, Jason. Mas agora não vou facilitar só porque foi de ajuda.
— Nunca pedi para me ajudar a ser fácil.
— Compreendo. Então melhor dar o meu melhor esforço. Vai, Vespiqueen!
A abelha rainha voou por cima das pessoas e pairou no centro da arena.
— Pyro, tá pronto? — Charmander concordou. — Então melhor dar tudo de si. Vamos lá.
As batalhas pela insígnia começaram.
Jason e Charmander vs Jeepo e Vespiqueen
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