Pokémon Pyro Max
344 PPMAX-324: 23h34min! Onde está a cura?
Ilha Cinnabar
Numa caldeira vulcânica, Blaine usou o seu Magmortar para treinar os pokémons de Simon, principalmente o Houndour. O local era quente, beirando os 50 graus, mas ainda assim o ruivo suportava bem.
— Como esperado de um membro da tribo do fogo. Não sucumbe ao calor. Pena que Houndour seja o único fogo.
— Desculpe. Não queria ser apenas um treinador de um tipo só. Eu adoro todos os meus pokémons independente das tipagens.
— Mas vai ser difícil treina-los — Blaine apontou a bengala para Hitmonchan, Ludicolo, Staravia, Anorith e Zoroark, que estavam desidratados.
— Eles vão suportar. Mas o meu intuito é evoluir Houndour.
O parceiro de Simon levou um golpe de Magmortar. Levantou mais uma vez.
Ilha Cocconut
O velho Kobayashi tinha um barco que levou o detetive Arthur Poirrot e Hastings para a ilha natal de Jason.
— Se vir o professor, diga que eu o saúdo.
— Tá. Vamos Hastings.
O detetive e o Pikachu caminharam pelas ruas da cidade. Não havia carros com frequência e apenas motocicletas eram comuns.
O laboratório de Gary Oak ficava na parte central da cidade. Era um casarão espaçoso. Havia um muro cheio de plantas e um portão ao estilo clássico. Parecia que haviam colocado aquilo há pouco tempo.
— Pois não? — indagou uma enfermeira.
— Sou Arthur Poirrot e esse Pikachu é o meu parceiro chamado Hastings. Somos detetives. Preciso falar com o professor Oak.
A enfermeira pediu para os dois entrarem e esperarem na sala da médica responsável.
— Não reparem a bagunça. Estávamos em obra, por isso o chão ainda esta empoeirado. Eu sou a médica Milla. Em que posso ajudar?
Poirrot contou tudo sobre o seu motivo de estar em Cocconut.
...
A chuva não deu trégua.
Enquanto isso, Jason observava o corredor com as paredes cheias do que pareciam ser ceras. O teto tinha alguma coisa amarela que parecia ser grudenta. Havia algumas plantas enfileiradas na passagem. Era uma visão quase igual ao que havia visto na propriedade do senhor Melo. Portanto, Jason pensou que o tal líder dos motoqueiros não havia mudado completamente o ginásio.
— Esperem aqui — disse Tabatha aos dois. Ela falou com um subordinado. Ambos abriram um elevador que tinha uma porta semi-cilíndrica. — Entrem.
Ambos desceram para um local no subsolo da lagoa. A Cue Ball havia construído um ambiente com uma instalação praticamente militar. As paredes de concreto, vários fios, pessoas trabalhando em computadores, etc. Até que havia uma ala só de celas.
Tabatha envio os dois à cela.
— Acredita que essa deve ser a quarta ou a quinta vez que sou preso desde que comecei a minha jornada?
— Por que você fez isso? Não te pedi ajuda.
— Não estou te ajudando. Ajudo o seu pai. Ele me pediu para levá-lo de volta.
Java não acreditava no que Jason falava. Para ele, seu pai nunca fora uma pessoa que se importava com a família.
— Eu te disse lá atrás e repito: não voltarei para ele. Já tomei uma decisão.
A conversa terminou abruptamente quando Jason foi até as barras da prisão e observou se havia alguém vigiando. Se abaixou e tirou o tênis. De dentro da sola, uma caneta retrátil.
— Que é isso?
— Nossa saída. Presente do seu pai.
A caneta lançava uma cera corrosiva que derreteu o cadeado. Jason abriu a cela.
— Depois que se é preso tantas vezes, fica profissional nisso. Tome — Jogou a caneta para Java. — Você não quer a minha ajuda, mas jurei que ajudaria Melo a acabar com a Cue Ball.
— Diga a meu pai que eles possuem uma cura.
— Cura?
— Boa sorte.
Mesmo sem entender, Jason conseguiu fugir.
...
White City — PokéBlack
— Esse é o homem que eu quero que ache para mim. Ele foi até a minha casa como se fosse um detetive chamado Tedd Calvert — Yamashida mostrou a foto para Mister Belial, que estava sentado na cadeira do escritório do empresário.
— Pensei que me chamaria para ir atrás do garoto-problema.
— Essa missão é de Maytsa agora. Enfim, Tedd Calvert é um nome falso. Não descobri a verdadeira identidade desse sujeito, mas tenho 99% de certeza que ele trabalha para o detetive Arthur Poirrot, o homem que levou a minha filha.
— Quer que eu traga ele por inteiro ou só uma parte?
— Melhor não. Um susto é suficiente.
Belial pegou a fotografia, amassou e comeu. Yamashida perguntou se ele precisaria de uma outra cópia, mas o general rechaçou a ideia.
— Tenho memória fotográfica.
...
Luiza pousou na casa de Melo.
— Você não devia pegar essa chuva. Precisa ir a um hospital — falou Gary em tom de advertência.
— Jason foi levado pela Cue Ball. Seu filho também — Luiza entregou as pokébolas ao Gary.
— Prizoghin quer mesmo se vingar de mim. Quanta desgraça!! — exclamou Melo.
Shingo perguntou se havia um jeito de parar a chuva, mas a ideia não era fácil de por em prática. Como poderiam parar um fenômeno da natureza (mesmo tendo sido iniciado artificialmente)?
— Vocês são pessimistas — Shingo sentou no sofá.— A água em forma líquida molha a pele e penetra na corrente sanguínea. O que precisamos é estiar o tempo ou congelar os pingos para que virem granizo. Assim a toxina não vai entrar em contato com as pessoas.
Melo e Gary se olharam. Não era uma má ideia. O problema era achar um meio para fazer isso.
...
A fuga de Java não teve êxito, pois logo os motoqueiros conseguiram capturá-lo. Levaram o adolescente até o andar superior para um encontro com Prizoghin.
— Há quanto tempo, jovem insolente?
Java viu a sua mãe ao lado do vilão.
Jason se escondeu muito bem dos motoqueiros. Sua pokédex apitou, era o professor Gary.
— Onde você está?
— Não sei. Acho que num laboratório.
— Você sabia que a chuva é tóxica?
— Uau! É por isso que eles possuem a cura.
— Quê?! Como sabe?
— Java contou. Posso ir atrás do antídoto...
— Espera, Jason. Você conhece alguém com algum pokémon que altera o clima?
— Alterar o clima? Acho que a dona Erika de Celadon. Ela tem um Castform. Usou duas vezes. (Em Woodland e Crystal Gelo).
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