Pokémon - Prodigy Mind I - Mew Age
6 Capítulo 05 - Hunter
Notas iniciais
Haviam tantas coisas acontecendo comigo desde ontem que não sabia dizer ser era a realidade ou apenas um pesadelo extenso. Eu mal recebi meu pokémon inicial para que eu começasse minha jornada e BUM! Mil e uma coisas acontecendo simultaneamente. A explosão no posto policial, a batalha contra Alex e finalmente, a organização terrorista denominada Force. Isso tudo combinado não era muito saudável para a mente de uma criança. Entretanto, sempre tive a forte de me manter firme sob quaisquer circunstancias, e Flame também ajudava bastante a manter minha sanidade. No momento, estava literalmente correndo atrás do professor George, em um ritmo acelerado. Não sabia para onde ele estava me levando, mas, não tinha muita escolha a não ser segui-lo. Chegamos por fim, depois de vários minutos intermináveis no laboratório dele. Ele entrou, agora diminuía o ritmo, mas estava com passos longos.
–Qual a pressa, professor? Pergunto entrando logo após ele, Flame me acompanhava tranquilamente. –Não tem muito que possamos fazer agora, tem?
–Não sei. Ele diz distante, tanto em voz quando em corpo, deveria estar preso em seus pensamentos. –Mas tenho de avisar todos os pesquisadores, estudiosos e professores do mundo sobre essa organização. Eles representam um perigo para a ciência pokémon.
–Por que eles representam perigo? Indago. –Mesmo eles tendo explodido um posto policial sem motivo aparente... São apenas fósseis, não são? Coço minha nuca.
–De certa forma. Mas, com estes fósseis conseguimos extrair material genético o suficiente para recriar em laboratório, um Kabuto, por exemplo. Ele estava em seu computador, escrevendo sem prestar atenção no teclado. Era ágil e não errava uma palavra sequer, impressionante para ser sincero. –E com estes pokémons, recriamos a vida primária do mundo.
–Certo... Bato meu pé no chão algumas vezes, ansioso por algum motivo –E qual o propósito disso, além da recriação da vida primária da Terra? Pergunto, inocente. A ciência exata pokémon era complexa, e nunca me aprofundei em pesquisas do gênero. Só sabia estratégias para batalha, habitats e alguns artigos relacionados a culinária.
–Com os pokémons devolvendo a vida primária à Terra, uma energia poderosa volta a surgir nos extremos do planeta. Esta energia, se usada de maneira boa, pode beneficiar e muito todos nós. Ele termina o que estava escrevendo e clica em um botão, então suspira aliviado. –Mas se for usada de maneira ruim... Ele finalmente volta sua atenção a mim.
–Pode ser bem prejudicial. Deduzo, não era necessário muito para entender. –Essa "energia" é usada nos tempos de hoje, professor?
–Dificilmente. Talvez em usinas de energia, devido à baixa produção. Os ombros dele relaxam. –Bem, resumindo, se a Force tomar conta da energia, coisas ruins podem acontecer.
–Ou coisas boas. Acrescento, mesmo parecendo improvável.
–Isso parece impossível de se acontecer. Ele respira fundo. –Enfim, tenho de ir indo, tenho de viajar até Unova para buscar soluções com meus companheiros.
–Lhe desejo boa sorte, professor. Sorrio fraco, sincero.
–Obrigado prodígio. Tenho certeza que se sairá bem na liga. Boa sorte lá, de qualquer maneira. Ele ri fraco. –Lembre-se, 8 insígnias para poder entrar na liga oficial. Seja forte, tanto em corpo, quanto em espirito, e nada vai te abalar daqui pra frente. Ele pousa uma mão em meu ombro, aquele gesto, antes era estranho, agora, era reconfortante para mim. –Muitos perigos e desafios virão pela frente, mas lembre-se, confie em seus pokémons, eles te ajudarão quando você mais precisar. Olho para Flame, que sorria em um misto de alegria e confiança. Não pude deixar de abrir um sorriso maior.
[...]
O professor já havia partido. Estava em casa, sozinho mais uma vez. Flame era minha única companhia, não que isso fosse ruim, de forma alguma. Respirei fundo. Eu iria sair dali, eu precisava seguir minha jornada. E essa cidade me prendia. Tomei coragem e então me levantei de minha cama, juntei tudo que pude em minha mochila e sai dali, com Flame em sua pokébola. O mais rápido que pude, sai de casa, a trancando e levando uma cópia da chave comigo. Mais tarde tinha de ligar para meus pais, eles mereciam saber que eu iria sair de casa, se bem que, eles já deveria desconfiar que hora ou outra, eu iria sair. Mas nunca estavam em casa para que eu pudesse conversar com eles a respeito disso. Levei comigo minhas economias, afinal, não poderia começar uma jornada sem dinheiro algum. Os ventos daquela tarde tinham outras sensações, era como... Se um peso enorme fosse tirado de minhas costas.
Eu finalmente estava livre.
[...]
Diário Libertador, Nota 01.
Havia pouco mais de duas horas que partira de casa, seguia em direção oeste, para a outra divisa da cidade com uma rota de treinadores, ainda não tive oportunidades de treinar com Flame, os pokémons daquele local eram tímidos e não apareciam, e os que eu conseguia enxergar fora do radar, fugiam de medo. Não sabia se era um comportamento normal deles, talvez sim, talvez não. No momento, estou acampando em uma casa de dois simpáticos velhinhos que aceitaram me acolher esta noite. Apesar de tudo, o dia não fora ruim, só queria descansar um pouco. Amanhã teria de ligar para meus pais. Estou escrevendo este “diário” para fins de pesquisa e informação futuramente. Vou catalogar ao final do dia, tudo pelo que passei aqui. Sem muito mais o que comentar, despeço-me aqui.
–Prodígio.
O restante daquela noite fora bem calma, os velhinhos, Fernando e Emanuela me deram biscoitos e chocolate quente para que matasse minha fome. Certamente os viria visitar futuramente, para agradecer ou apenas tomar um chá com eles. Flame estava no quintal, por algum motivo, estava disposto e não conseguia nem sequer se deitar na cama improvisada. Fui até lá, com ele, ficar sozinho de verdade era estranho.
–Você está com a pilha toda, hein. Rio fraco, me sentando na grama mesmo, observando Flame. Ele então me olhou e sorrio de canto, correu até mim e saltou, me abraçando. –Já disse que você é um fofo quando quer? Retribuo o abraço, ele era pequeno, estava em cima de minhas coxas e me abraçava por trás do pescoço. Rio alegre, era bom ter ele comigo, ele me fazia bem. Flame então se afastou um pouco e tirou o restante das bandagens que tinha pelo corpo, o dia fora tão corrido que nem me lembrava deste detalhe. Os machucados já estavam 1000x melhores, só tinham uma casquinha para que a ferida se fechasse mais rapidamente. –Firme e forme. Sorrio de canto e então bato com meu punho fechado duas vezes em meu peito, depois ergui o punho para cima. Era uma mania minha, sempre que queria demonstrar: Respeito, Orgulho, Força ou Fé. Flame de início estranhou e ficou me olhando com uma cara de estranheza, mas depois de um tempo, imitou o gesto. Sorri igual um bobo. –Droga Flame, pare de ser fofo! Reclamo rindo fraco. Os velhinhos então saíram da casa e se sentaram em suas cadeiras de balanço na varanda, nos olhando com sorrisos calmos.
–Percebo que és muito amigo de seu pokémon, prodígio –Fernando diz, casualmente. –A tempos que não vejo nenhum treinador assim como tu. És bom relembrar algumas coisas vendo você e este Magby. Ele levanta os óculos dele e enxuga uma lágrima.
–Sim, Flame é meu melhor amigo. Sorrio de canto, observando Fernando. –Do que se lembra quando nos vê? Pergunto, curioso. Flame também demonstrava uma expressão de curiosidade, o mesmo então se acomodou em meu colo. –Folgado. Rio fraco e dou um pequeno tapa na cabeça dele.
–O meu marido deve estar se recordando do tempo em que costumávamos viajar pelo mundo, com nossos pokémons. A época em que ele era jovem. Emanuela ri e mostra a língua para mim, da maneira como ela disse, parecia que ela era jovem ainda. Ri com humor, era divertido conversar com aqueles dois.
–Ei! Eu ainda sou jovem! Fernando reclama e então se levanta e mostra seus “músculos” que não passavam de pele e osso caídos. Ri mais uma vez com a cena.
–Mas... Respiro fundo, controlando minhas risadas. –Onde estão seus pokémons agora? Pergunto brevemente, poderia ser um assunto delicado para eles.
–Estão com nossos filhos... Talvez netos agora. Emanuela sorri, olhando o céu estrelado daquela noite. –Demos de presentes a eles, junto com nosso amor e fé de que se tornariam felizes com as escolhas deles. Uma lágrima escorre de seu rosto, Fernando gentilmente se levanta, pega um lenço de seu bolso e calmamente, limpa a lágrima com um sorriso calmo no rosto. A cena fora tocante para mim, me fazia lembrar de meus pais quando eu era mais novo, mas alguma coisa tinha mudado em relação a isso...
–Está tudo bem querida. Fernando diz com uma voz doce. –Vamos nos deitar, certo? Ele oferece a mão e Emanuela se levanta e começa a caminhar em direção a dentro da casa. –Boa noite, prodígio, não vá dormir tarde. Ambos disseram, praticamente em um uníssono.
–Eu prometo. Sorrio de canto. Flame, já estava dormindo com sua cabeça encostada em meu peito enquanto chupava o dedo. Droga Flame, porquê tão fofo. Ri mentalmente, com um sorriso fraco no rosto. Me levantei e o levei em meu colo até nossa cama. Lá, adormeci rapidamente, esquecendo todos os problemas temporariamente.
Despertei com o barulho de algo vindo da cozinha, olhei em meu pokédex e eram ainda 6:25. Quem acorda as 6:25? Talvez um dos velhinhos preparando o café da manhã antecipadamente, quem sabe. Estava abraçado com Flame, que estava quase caindo da cama improvisada. O puxei e o deixei do outro lado, para que não caísse. Então me levantei, preguiçoso e fui até a cozinha. Fernando estava preparando uma jarra de café preto enquanto Emanuela fritava ovos e esquentava torradas. Eles eram mesmo animados. Sorri de canto.
–Bom dia. Disse casualmente enquanto me sentava em uma cadeira próxima a mesa. –Acordam cedo assim todos os dias?
–Nem sempre. Tem dias que sim, dias que não, depende da nossa disposição. Emanuela sorri, mas com a atenção voltada aos ovos.
–Bem, devo dizer que fico feliz que tenham acordado cedo. Eu digo mas bocejo logo em seguida. –Nos dá um pouco de tempo a mais antes de minha partida.
–Se quiser ficar mais, prodígio, considere esse uma segunda casa sua. Fernando coloca a jarra de café na mesa com um sorriso de canto e então se senta próximo a mim.
–Seria um prazer te ter como hospede por mais tempo. Emanuela coloca um prato com ovos, torradas e bacon a minha frente e se senta ao lado de Fernando.
–Eu até gostaria, de verdade. Digo sinceramente. –Mas, tenho um longo caminho pela frente ainda, já estou atrasado demais. Mordo o lábio. Fernando serve uma xícara de café para mim e tomo devagar, estava quente, muito quente. Não era fã de café, mas aquele ali, era muito gostoso.
–Nós compreendemos. Emanuela sorri de canto. –Já passamos por isso quando mais jovens, e agora, a história vai se repetir, ao que parece. Ela come uma torrada.
–Eu sinto muito. Abaixo o olhar, não estava com muito apetite.
–Não precisa se desculpar garoto. Isso é uma fase que todos os pais têm de passar. Seja uma ou duas vezes. É parte do ciclo da vida. Você cria seus filhos para que eles se deem bem na vida, e consigam, independente da dificuldade, se manter em pé. A independência dele é o primeiro passo disso, e é algo natural. Fernando diz com a voz doce. –Não se desculpe por ir. Só se desculpe se você cair e não conseguir se levantar mais. O olhar dele era distante. –Mas apesar de tudo, sempre haverá aqueles que vão te levantar, filho. Ele sorri de canto enquanto encara a janela.
Filho... Essa palavra me tocou imensamente. Será que aquelas palavras eram direcionadas ao filho daquele simpático casal, que me confundiam com ele? Talvez. Não sabia o que dizer, fiquei literalmente sem palavras. Timidamente, dou uma mordida na torrada. Aos poucos, meu apetite ia voltando.
–Bem... você deve ter um dia corrido pela frente. Tomei a liberdade de te fazer algumas guloseimas para a viagem. Emanuela sorri e então pega no balcão da cozinha um recipiente térmico, que exalava um doce aroma.
–N-não precisava... Coro levemente, droga, eles estavam fazendo tanto por mim. Um dia com certeza retribuiria o gesto. Pego então o recipiente e ajeito meus óculos no rosto.
–Largue de ser bobo. Fernando ri baixo –É um presente, você tem de aceitar, e ainda com um sorriso no rosto, certo? Ele usa os dois dedos indicadores e força um sorriso imenso em seu rosto. Não pude deixar de rir e repetir o gesto.
–Certo. Afirmei ainda com o sorriso e guardo o recipiente em minha mochila. Flame acabara de acordar e então sobe em meu colo e rouba um bacon e o come. –Ei! Rio baixo. O restante daquela manhã fora ótimo.
[...]
Estava no sofá da sala dos velhinhos, eles insistiram que, antes de eu partir, deveria ver o álbum de quando eles eram treinadores. Ainda tinha bastante tempo de sobra, então, aceitei ver as fotos.
–Essa aqui sou eu, em Unova, no porto da maior cidade de lá... Não me recordo muito bem o nome agora. Emanuela sorri, apontando uma foto no canto do álbum. Ela era muito bela. –Lá é um belo lugar. Ela observa a foto, com o olhar distante, talvez relembrando desta época. –Queria ir lá mais uma vez alguma vez.
–Quando você melhorar, nós iremos minha querida. Fernando diz calmo enquanto abraçava Emanuela de lado. –É uma promessa. Ele então beija a lateral da cabeça dela.
Tinha de admitir, era o casal de velhinhos mais fofo e romântico que existia. –Unova... murmuro para mim mesmo, o professor já devia ter chegado lá a essa hora. Depois de várias horas me mostrando fotos e contando histórias sobre elas, era hora de partir.
–Fernando, Emanuela. Sorrio de canto, já na varanda da casa. –Muito obrigado, por tudo. Faço o meu gesto, demonstrando agora respeito. –Por me deixarem ficar aqui, por me darem comida e por compartilharem suas histórias e conselhos. Os levarei comigo por toda minha jornada. É uma promessa. Repito a fala de Fernando. Ele sorri bobo, Emanuela já estava com os olhos a lacrimejar.
–Nós desejamos boa sorte a você, prodígio. Que tudo dê certo para ti nessa sua jornada. Fernando estende a mão, esperando que eu a apertasse. Mas ele não merecia apenas isso, então, em um gesto impulsivo, o abracei forte. Ele se surpreendeu no início, mas logo retribuiu com a mesma força. Fiz o mesmo com Emanuela, mas de forma mais calma e carinhosa. Me afastei devagar, Flame abraçou a perna dos dois e ficou ao meu lado.
–Eu volto para visita-los, eu juro. Sorrio de canto e então me viro, caminhando de volta à rota novamente. Eles acenaram enquanto eu andava.
Segui de cabeça erguida, junto a Flame. A rota estava acabando, já dava para se ver a divisa para outra cidade ao longe.
–Estamos chegando. Logo enfrentaremos líderes de ginásio poderosíssimos. Acha que consegue? Pergunto calmo. Flame assente confiante. –Pois bem. Mas mesmo assim, precisamos treinar, concorda? Ele assente mais uma vez, soltando brasas para o pra cima. Olhei no radar da pokédex, nenhum pokémon nas redondezas, fora um... Gastly? Um pokémon fantasma por aqui? Provavelmente de um treinador, mas tinha de conferir. Ele estava a leste, dentro da... floresta. Oh droga. –Vem Flame, vamos conferir uma coisa. Me viro e caminho em direção aonde o sinal do radar dava. Chegando lá, o Gastly estava flutuando de um lado para o outro, desorientado. Mexi na interface da Pokédex e apontei para ele.
Pokédex: Gastly, o pokémon gás. Seu corpo é constituído por gases tóxicos, qualquer um que inalar por muito tempo esses gases, desmaia. Gastly também pode envolver até corpos gigantescos com seu gás, dependendo de sua vontade.
–É um pokémon no mínimo, interessante. Digo calmamente, ele então me percebe e fica me encarando, com a língua imensa de fora. –Ei garoto. Você tem treinador? Gastly nega com a cabeça. –Isso é bom. Quer lutar? Sorrio de canto, queria um pouco de ação. Gastly sorri maléfico, recolhendo a língua de volta para a boca. Os olhos dele começam a se tornar negros. –Mas oque? Digo, confuso. –Esqueça, Flame, use o Ember! Flame então toma a frente e lança várias brasas de sua boca contra Gastly, os olhos dele já estavam totalmente negros. Um raio, da mesma cor sai rapidamente de lá, indo em direção a Flame, destruindo as brasas no ar. Flame só teve tempo de saltar para o lado e desviar. –Night Shade. A pokédex diz com a voz robótica. –Certo, olhos negros igual a Night Shade, entendido. Mordo o lábio. –Veneno não vai ajudar agora... Flame, corra até ele, Fire Spin!
Flame então corre rapidamente próximo a Gastly, os olhos dele começavam a ficar em uma cor lilás claro. O corpo de Flame começava a brilhar e ficar mais intenso, logo, os círculos de fogo começaram a rodeá-lo. Flame lançou os círculos a tempo antes que Gastly conseguisse lançar o raio lilás. O pokémon fantasma então praguejou, sentindo o corpo todo queimar, os olhos voltaram a colocação normal.
–Ótimo! Sua chance agora Flame. Feint Attack! Flame, ainda correndo em direção a Gastly, salta e fecha o punho, que tomara uma coloração escura. Então o soca com força a cara. Gastly sai voando para baixo até colidir em uma parede. Os círculos não o mais rodeavam, e ele estava no chão, imóvel. –Acho que o cansamos o bastante. Digo e então pego uma pokébola de meu cinto e lanço contra Gastly. –Seja meu! Cerro os punhos, apreensivo. A pokébola captura o pokémon, e começa a se mexer... Uma, duas... três vezes, e então para de se mexer. Pokémon capturado. –YES! Berro aos céus, meu primeiro pokémon capturado. Vou até lá e pego a pokébola, a analisando. –Você será... Hunter. Sorrio de canto e recolho Flame. Então volto a caminhar em direção a cidade, agora, com dois pokémons comigo.
Fale com o autor