Pokémon - Prodigy Mind I - Mew Age
2 Capítulo 01 - Situação Quente
Notas iniciais
Dias atuais...
O despertador toca. –Finalmente, dez anos finalmente. Digo um tanto animado, saltando de minha cama, já estava acordado a horas, só esperando o despertador tocar. Me vesti da melhor maneira que pude, calça jeans escura, camiseta branca lisa e jaqueta de couro preta. A faixa cinza, do campeonato de dois anos atrás ficava em meu braço direito, firmemente amarrada lá. Fui ao banheiro de meu quarto e lavei meu rosto, fiz minhas necessidades e arrumei meu cabelo, que estava arrepiado no dia. Um estilo diferente, mas não era ruim, deixei-o assim mesmo. Coloquei meus óculos, ele nada mais era do que um: estilo. Afinal, não tinha nem sequer lentes, era só uma armação negra que combinava com meu rosto e que eu gostava de usar, antes eram óculos de sol. Sai de meu quarto, já com a minha mochila média, marrom clara em minhas costas e desci as escadas de casa. Minha casa não era lá muito luxuosa, mas era espaçosa. Desci e então entrei na cozinha, meu pai e minha mãe estavam na mesa, tomando café da manhã. Olhei o relógio de parede acima da geladeira. 7:15. Não estava atrasado, dava tempo de comer alguma coisa e ainda falar com meus pais. Me sentei em uma cadeira, próxima a minha mãe e deixei minha mochila no chão. Os olhei com um sorriso fraco, meu pai lia um jornal calmamente enquanto minha mãe passava manteiga em sua torrada, serena. –Bom dia família. Digo, por fim.
–Bom dia. Os dois disseram, em um uníssono, meio que me ignorando. –Animado para seu dia hoje, campeão? Meu pai perguntara calmo, mas prestando atenção em seu jornal.
–É claro. Digo e dou de ombros. –Vou indo para o laboratório do professor. Me levanto e então pego uma torrada e dou um longo gole em meu suco de laranja natural, o terminando. Caminho até a porta, comendo a torrada, ajeitando minha mochila em minhas costas e arrumando meus óculos em meu rosto. –Nos vemos mais tarde.
Eles nada disseram. Então sai de casa. Fui caminhando pelas ruas da cidade, comendo minha torrada, pensando a respeito de qual pokémon escolher. Sinnoh, uma das regiões com a maior biodiversidade em vida pokémon deste planeta. Chimchar, Piplup e Turtwig são seus iniciais para os treinadores iniciantes, mas sinceramente, não gostava de nenhum deles. Mas sabia que nem tudo girava em torno de mim, então, teria de aceitar caso não houvesse outra escolha senão a dos iniciais. Andando um pouco mais, percebi uma garota sentada em um banco da praça, conversando com um Misdreavus. Dei de ombros e segui o caminho, tranquilamente, já havia terminado minha torrada. Depois de alguns minutos, chego ao laboratório do professor. Não entendia muito bem o porquê de ser tão afastado da cidade, mas fazer o que. Cheguei aos portões dali e então toquei a campainha duas vezes.
Voz: Quem é?
–Sou eu Professor. O garoto que veio buscar o pokémon. Digo calmo, levemente sarcástico. Quem mais poderia ser?
Voz: Ah... O filho de Lucian. Entre, entre, por favor. Ele diz e então o portão principal se abre. Adentro sem muito pensar, de certa forma estava ansioso e com pressa. O professor, George, estava na porta principal do laboratório, me esperando. –Qual seu nome mesmo? Ele pergunta sorrindo, amistosamente quando chego perto o suficiente.
–Por hora, não sou ninguém, professor. Me chame de prodígio, apenas. O observo de cima a baixo, e então ajeito meus óculos. Não estava sendo metido nem nada do tipo, só não estava nem um pouco afim de lhe contar meu nome. E como disse para ele me chamar, era apenas um dos meus inúmeros apelidos de classe por ser o mais inteligente ou o menos brincalhão. Ele me olhou com curiosidade, uma primeira reação nada fora do normal. Então deu de ombros e adentrou o local, dando espaço para que eu entrasse –Pode entrar, prodígio. Ele disse, brincando.
–Perdoe minha pressa e ansiedade, mas quais pokémons poderei escolher, professor? Estralo meus dedos e então dou um leve bocejo, aparentemente, não dormir muito havia acabado de me afetar. –Tipo, só posso pegar o padrão ou tenho uma escolha diferente dos demais? Coço meus olhos por dentro da onde deveriam estar minhas lentes.
–Uma escolha diferente, você diz? Ele para a frente de uma máquina circular, com três pokébola dentro dela. Dois assistentes estavam ali perto, com planilhas, anotando coisas enquanto estudavam máquinas grandes que causavam barulhos irritantes. –Bem... Tem certeza que não quer escolher Chimchar, Piplup ou Turtwig? São ótimos companheiros... Ele diz, observando as pokébola dentro da máquina central.
–Sinceramente? Não os acho ruins, e que com treino e atenção, podem se tornar todos muito poderosos, mas, acho que se eu tiver outra escolha, quero vê-la para depois não achar que fiz a escolha errada. O olho nos olhos e então sorrio de canto.
–Entendo. Ele assente e então olha meu braço direito, com curiosidade. –Espera ai, você é aquela criança que invadiu a arena do campeonato Junior a dois anos atrás e conseguiu a faixa cinza de Trevor. Ele sorri –Eu me lembro de você, você é uma celebridade!
Mordo o lábio e então respiro fundo –Tudo que fiz foi falar com ele, dizendo que batalharia com ele no futuro. Ele me deu essa faixa como símbolo da promessa. E se eu o vencer, serei digno dela. E até lá, preciso ficar forte, me fortalecer, não somente corpo, mas também espirito. E achar uma harmonia entre mim e meus pokémons.
Os olhos dele cintilam. –Nunca ouvi um treinador tão jovem dizer isto... Você é mesmo especial, prodígio. Bem, temos uma quarta escolha, para caso falte um pokémon para alguém. E pode te agradar mais do que os outros pokémons. Ele então clica em alguns botões da máquina e um pequeno altar sai do centro das três pokébolas, revelando uma outra pokébola. Ele a pega e a joga para cima –Apareça, Magby. A gosma então sai da pokébola e alcança o chão e se materializa em um pokémon pequeno, de coloração vermelha e amarela. Magby.
–Um Magby... Olho o pokémon, surpreso, era apenas um bebê. Ele estava lá, de braços cruzados, observando o chão, com uma expressão vazia. Observei então o professor, ele deu de ombros. Eu então me agachei e fiquei próximo ao pokémon, o analisando. Ele então finalmente me olhou, uma expressão tão vaga quanto um fantasma. –O que ele tem, professor? Pergunto, inocente, sem tirar minha atenção do Magby que me encarava.
–Foi abandonado, já faz um tempinho por seu antigo treinador, agora, ele só consegue confiar em mim, pois eu o encontrei e cuidei dele. O professor diz sério. –Mas se quiser ele, ele é todo seu. Ele precisa mesmo sair um pouco do laboratório. O professor ri, sem humor.
–Não tomarei esta decisão sozinho. Digo brevemente. –Magby... Dirijo a palavra à ele. –Você quer vir comigo em uma jornada? Eu me tornarei um treinador poderoso, que derrotará o poderoso Trevor. Pouso minha mão em minha faixa. –Não te machucarei, muito pelo contrário, cuidarei de você, e te tornarei forte. Te tornarei forte para que saiba se cuidar e que possa proteger aqueles que quiser. Depois que conseguir isto, pode partir para seu próprio caminho. No entanto, agora, eu quero a sua ajuda. Viro minha mão, mostrando a palma dela a ele, ele a observava, com um olhar curioso, porém desconfiado. Ele então olhou nos meus olhos e esboçou um pequeno sorriso, então, segurou minha mão, firme. Não pude deixar de sorrir alegre. -Ótimo então. Está decidido. Observo o professor, e me levanto.
–Eu nunca vi alguém tão jovem com tanta facilidade com os pokémons e humanos, prodígio. Você é mesmo bem especial. Ele sorri de canto, retribui o sorriso, fazia tempo que não recebia um elogio sincero. –Bem, ele é seu. Tome a pokébola dele. Ele me estende ela, eu a pego e a prendo em meu cinto, que estava escondido pela jaqueta.
–Certo. Afirmo. –Então, e o restante? Pergunto calmo, mas como já havia citado antes, estava com pressa
–Ah! Claro, claro. Ele sai de seus pensamentos e caminha até um armário, que estava suspenso na parede. Lá, tirou uma pokédex e caminhou até mim e a estendeu. Ela era peculiar, tinha uma coloração cinza escura, era bonita, mais do que a que meu pai tinha, uma vermelha vivida. –Essa é uma pokédex, uma máquina portátil de armazenamento de dados. Ela serve para te auxiliar em sua jornada, coletando dados de pokémons e afins. Então a pego e a observo calmamente, então a abro, e a aponto à Magby.
Pokédex: Magby, o pokémon Carvão Vivo. É pequeno, mas sua temperatura de corpo é acima de 1,100 graus Fahrenheit. Pequenas brasas escapam de sua boca e nariz quando está respirando.
–Temos um esquentadinho conosco. Brinco, sorrindo, e então guardo a pokédex dentro de um dos bolsos da jaqueta. –Você é bem interessante, Magby. Será que você vai gostar de um apelido? Pergunto diretamente a ele. Ele assente, hesitante. –Pois bem, você será o Flame. Pego a pokébola dele e o recolho, volto minha atenção ao professor mais uma vez. –Mais alguma coisa, ou posso partir?
–Bem, tem as suas pokébolas, como já deve saber, esse ano as coisas mudaram, agora é possível levar até 10 pokémons consigo, onde antes eram possíveis só 6. Ele diz calmo, eu já sabia mesmo disso, mas era bom ele me relembrar, afinal, não sabemos de tudo.
–Certo, 10 pokémons, mais variedades de estratégia. Assinto, calmo –E onde estão as pokébolas, professor? Pergunto mexendo meu pé, estava muito ansioso.
–Esse é o problema... Ele coça a nuca –O carregamento de pokébolas que eu encomendei ainda não chegou, está preso no posto policial da cidade, provavelmente. Ele suspira –Sei que pode parecer preguiça, mas eu tenho algumas pesquisas a terminar aqui, só parei para te receber...
–Então, quer que eu vá buscar. Deduzo, o que era meio óbvio vendo a expressão dele. –Tudo bem professor, eu vou. Sorrio fraco e então me viro e começo a andar em direção a saída.
–Boa sorte, diga que fui eu quem te mandou, a oficial Jenny vai te dar o que precisa. Ele então diz e se vira, concentrado em outra máquina no canto da sala.
Fora um dia até que, interessante hoje. Finalmente tenho meu primeiro pokémon, um Magby, totalmente fora de comum. Sorri com o pensamento. Continuei a caminhar, estava na rua principal da cidade, onde várias lojas, de tudo quanto é tipo estavam. Só fui ao posto policial uma vez, mas ainda me recordava do caminho. Segui a passos lentos, pensando no futuro, enquanto brincava com a pokébola de Magby em meus dedos, estava em tamanho pequeno. Cliquei no círculo central da pokébola e ela então aumentou de tamanho, cabendo na palma de minha mão. Era um mecanismo no mínimo interessante.
–Pode sair, Flame. Lanço a pokébola pra cima, e então libera com um feixe branco forte o Magby. Ele começou a caminhar ao meu lado, estranhando tudo, estava bem próximo a mim, talvez com medo. –Relaxa amigo, não vão te fazer mal, garanto, já vivi coisas parecidas. Rio fraco, me lembrando do passado quando também era assim. Mas de um tempo pra cá, comecei a não me importar com a opinião alheia. –Vamos pegar minhas pokébolas. Logo você terá amigos, certamente. Sorrio de canto.
Bum! O posto policial explodiu quando estávamos quase chegando. Destroços voaram para todos os lados, o fogo tomou conta do prédio. Mas o que diabos tinha acontecido? Olhei Flame e então comecei a correr, por instinto, não por lógica. Magby me acompanhava com a mesma velocidade. Cheguei à frente do prédio, estava em chamas, e o fogo causava um mormaço extremamente quente, que até de longe dava para se sentir.
–Flame! Digo no desespero –Entra lá dentro, veja se tem alguém lá! Magby sem muito pensar ou hesitar salto no prédio, as chamas não o feriam, era provável. Minutos incessantes passaram, e então, de dentro do prédio, vi de relance duas figuras. E então, tudo se escureceu.
Fale com o autor