Notas iniciais
Tirando um pouco o foco dos nossos protagonistas, esse capítulo foi feito com o intuito de introduzir personagens que serão importantes no decorrer do arco.

No meio da noite, um ser corria pelas ruas desesperadamente, em seu rosto estava uma expressão de medo, o mesmo olhava para trás para se certificar de que não havia ninguém o seguindo e parava em um beco. Ofegando, ele encostava-se à parede, resmungando para si sobre a situação em que encontrava. O Pokémon possuía um corpo escamoso com a maior parte azulada com alguns espinhos vermelhos, seu abdômen tinha a coloração amarelada e ele possuía duas asas azuis.

De repente, o Druddigon ouviu um barulho de algo se arrastando. Desesperado, ele abriu a sua boca, que se encheu de chamas. O dragão estava se preparando para atacar quem estava o perseguindo.

— S... Seja lá quem for, eu posso compensá-lo! Meu emprego me deu muito dinheiro! Posso dar o dobro do que o seu contratante prometeu! Não... Eu dou o triplo! Por favor não me ataquem! – o réptil gritou, tremendo de medo, olhando ao seu redor.

No ar, um par de olhos negros surgia e, assim que o Druddigon virava o rosto para ver o que havia aparecido, ele era tomado por um medo enorme, seu corpo não se mexia mesmo que ele tentasse com toda a sua força. Ele estava paralisado.

— Bem, eu poderia fazer o que você pediu, mas... nossa companhia não gosta de deixar um trabalho inacabado. – uma voz falava, mas não se via ninguém no local.

— C...Companhia?! Quem vocês pensam que são?! Eu sou Razor! Eu serei o próximo prefeito de Bright Dawn! Não sabem com quem estão...

Repentinamente, um corte rosa no aparecia no ar, dando a impressão de ser feito por poderes psíquicos, atingido o peito do Druddigon à queima roupa. O dragão, chocado pelo golpe, caía no chão, com seu sangue escorrendo pela ferida.

— Quem... são vocês? – Razor falava ofegando, sua energia estava se esgotando rapidamente.

— A Companhia Coração de Aço escolhe cuidadosamente seus alvos... me chamo Flint – o dono da voz falava, saindo das sombras e se revelando.

Razor erguia sua cabeça com a força que tinha, olhando quem havia o atacado. O Pokémon à frente do político era um ser bípede e humanoide, sua cabeça era redonda e de coloração vermelha e preta, similar à um capacete de guerra, tendo uma lâmina dourada em cima, apenas seus olhos eram visíveis em seu rosto. O estômago do assassino era bem definido, com duas lâminas que faziam com que o abdômen parecesse uma costela.

— Mercenários... eu já ouvi falar de vocês, todos os membros são do tipo aço e fazem vários trabalhos sujos...

Razor usava toda a força que tinha para se levantar, em sua boca as chamas cresciam e ele soltava uma baforada em direção ao Bisharp.

O ataque repentino do dragão causava uma grande explosão, e ele sentia seu coração acelerar. Após a fumaça se dissipar, ele via um pequeno boneco onde estava o criminoso.

— Ele usou Substitute! – Razor dizia, sentindo seu corpo enfraquecer com a perda de sangue que ele sofria, mas continuava atento.

— Sua capacidade de análise é impressionante para um político corrupto... – Flint dizia, sua voz estava na direção oposta de Razor, que se virava, mas, enfraquecido, caía no chão, sua respiração estava mais devagar.

— Bem, Psycho Cut é um golpe que tem mais chances de dar um dano crítico... dragões podem ser poderosos, mas não existe nenhum invencível. – Flint falava calmamente

— Por favor... poupe a minha vida... eu vou recompensar você e os seus companheiros do jeito que quiserem...

— Caso fosse outro companheiro meu, talvez ele aceitasse a sua proposta... Mas infelizmente para você, eu sempre cumpro meus trabalhos...

Em um simples movimento, Flint deu um corte no ar, gerando uma lâmina de vento. O ataque foi diretamente na garganta do dragão, que teve apenas o tempo necessário para gritar. Ele havia dado seu último suspiro. O Pokémon assassino sumiu nas sombras, sua missão cumprida.

Enquanto isso, dois Pokémons se encontravam num bar. O maior deles parecia um réptil e tinha o corpo feito por uma armadura branca e chifres na sua cabeça, e o outro parecia ser um pinguim, mas era alto e sua plumagem era azul. O Empoleon e o Aggron conversavam entre goles da cerveja que tomavam.

— Napoleon! Você sabe que eu não poderia ter enviado você para essa missão, não pode ver uma moeda que quer pegá-la! – O Pokémon branco falava rindo, olhando seu companheiro.

— E você, Atlas, é medroso demais... Essa é uma oportunidade única! Acabar com a competição do prefeito dessa cidade! Íamos ganhar uma grana enorme! – o Empoleon resmungava, bebendo mais um pouco da cerveja.

— O Flint é furtivo e eficaz, ele vai cumprir com perfeição. Da próxima eu deixo você ir atrás do nosso alvo... – Atlas falava colocando o copo na mesa em que os dois estavam.

— Que seja, o prefeito nos pagou uma quantia enorme mesmo...

Os dois ouviam a porta do bar abrindo e com isso, um barulho de assovio que ambos reconheciam. Ao virarem para trás, viam o companheiro deles, o Bisharp chamado Flint.

— Se eu tivesse orelhas, elas estariam queimando... Vocês estavam falando de mim, não é? – o Pokémon falava se aproximando do time, se sentando em uma cadeira.

— É, aparentemente o Atlas acha que eu sou um viciado em dinheiro... – o pinguim dizia tomando outro gole.

— E ele está errado por acaso? – Flint dava de ombros. – De qualquer forma, o Razor está morto, foi até que fácil. Por favor, da próxima vez que eu for, me arranja uma missão mais desafiadora do que essa.

Atlas terminava de beber, abrindo a mochila e jogando algumas moedas na mesa. Ele se levantava, encarando seus companheiros.

— Bom, vou levar os pedidos de vocês dois em consideração. – o grande réptil falou para eles.

— Entendido, chefinho. – o pinguim falava rindo, acenando para o Aggron enquanto este saía do estabelecimento.

— Eu não vou te carregar para fora daqui, tenho que pegar a recompensa com nosso cliente– Flint falava suspirando.

— Eu vou ficar aqui mais um pouco! – o Pokémon ria, acenando para o garçom para pedir outro copo.

Flint apenas dava de ombros e em seguida, se levantava, saindo do bar. Ele saía em silêncio, andando pelas ruas da cidade em que faziam as suas missões, e, no fundo, olhava o prédio da prefeitura onde foi depois de assassinar Razor.

O Bisharp seguia na direção do edifício, andando pelas partes escuras da cidade, olhando os outros moradores. Pelo horário, poucos Pokémons estavam fora de suas casas, e os que estavam eram em bares, assim, não haveriam muitas testemunhas, caso a polícia investigasse, Flint estaria seguro.

— Bem, qualquer coisa, eu posso culpar aquele pinguim gordo... – ele falou para si mesmo.

O vento gelado passava em seu corpo enquanto o Pokémon andava em silêncio, o local em que tinha que ir já estava na sua frente. Ele entrou calmamente. Chegando lá, foi diretamente para a secretaria, vendo um Pokémon humanoide, seu corpo preto, parecendo um vestido e com o que parecia ser gravatas borboletas brancas ao redor das pernas e abdômen.

— O senhor tem reserva? – a Gothitelle falou rigidamente, encarando o Bisharp.

— Secretária Jane, avise para o prefeito que é o Flint, ele sabe quem eu sou.

A mulher pegou um telefone com fio da mesa, digitando alguns números no teclado, e ao atender, ela falava sobre o Pokémon que havia entrado no prédio. Após alguns minutos de conversa, ela guardava o aparelho.

— Pode subir as escadas, senhor. – ela falava, escrevendo algumas coisas em um caderno.

E assim, Flint fez, ele se dirigiu as escadas do local, subindo em silêncio e por fim, chegando ao andar do escritório do prefeito, batendo na porta.

— Pode entrar! – a voz de dentro da sala dizia.

Flint abriu a porta, entrando no escritório. O local era largo, tendo uma pintura do prefeito na parede e, sentado numa mesa ao fundo, estava o cliente da missão da Companhia. O prefeito era um Pokémon humanoide de coloração amarela, um focinho largo com um bigode e parecia ser magro. Ele estava segurando uma taça de vinho, tomando o líquido vagarosamente.

— Prefeito Prometheus. Como requisitou, nós eliminamos seu concorrente. – o Bisharp falava, seu rosto sem expressão.

— Muito bem... assumo que não há testemunhas? – o Alakazam comentou, tomando mais um pouco da bebida.

— Eu joguei o corpo dele no rio e nesse horário não há muita gente fora de suas casas, além da escuridão proveniente da noite.

— Certo... eu agradeço pelo trabalho bem feito, vejo que posso contar com vocês mais em diante. – o prefeito colocava o copo na mesa, abrindo uma gaveta e tirando de lá um envelope fechado.

— Claro que pode, caso deseje nossos serviços, estaremos sempre a disposição. – ele respondia, consentindo. — Bem, nosso chefe é um pouco paranoico, mas eu tenho certeza de que posso convencê-lo.

Flint então se aproximou da mesa, pegando o envelope e colocando em sua mochila. Ele então olhou o cliente.

— Caso queira nos contratar novamente, sabe onde nos encontrar – dizendo isso, o Bisharp saiu do local.

Com isso, os três membros da Companhia Coração de Aço haviam cumprido uma missão com sucesso. Mesmo que os membros possuíssem personalidades diferentes, eles sabiam se apoiar quando fosse necessário. Eles contavam um com o outro e esperavam que assim continuassem pelo tempo que pudessem.

Notas finais
Com o final desse capítulo, retornaremos a história da dupla de irmãos. No momento, tenho feito até o capítulo quatro, então irei postar até amanhã.