Pokémon Mystery Dungeon: Liberators of Fate
17 Dungeon 17 - Antes da tempestade...
Os dois irmãos acordaram escutando o barulho de vários Pokémons conversando alto, vindo da cidade. Devido à quantidade de vozes, eles não conseguiam discernir o assunto do papo.
— O que é esse tumulto todo? – Brian se perguntou bocejando, saindo de seu quarto coçando os olhos.
Do lado de fora, o Riolu estava andando na direção da janela para observar do que se tratava aquilo tudo, com o Zoroark logo atrás dele. No meio do município eles viram uma multidão, com Pokémons variados, desde um pequeno Caterpie até um Tropius, que olhavam o detetive Apollo e, do lado do Arcanine, estavam o ex-prefeito e o Swalot que comandava uma das principais guildas da cidade, ambos algemados.
— Gostaria de chamar a atenção de nossos cidadãos hoje... – o Pokémon de fogo falou para a audiência.
— O que será que aconteceu? – perguntou um Weedle, olhando para um Squirtle à sua esquerda.
— Não sei, mas eles estão presos...
— Eu ouvi rumores que foi um time de exploração recém chegado! – a voz vinha de uma Minun, que sorria.
— Sei que devem estar se perguntando o motivo de eu ter os chamado aqui. Vim anunciar publicamente a prisão desses dois criminosos, que trabalhavam com mercenários, os pagando e encobrindo seus crimes. – ao falar isso, os cidadãos fizeram um enorme barulho de surpresa.
— Isso é ridículo, tem ideia do quanto eu fiz por vocês?! – o Alakazam.
— Prometheus, acabou... – o Pokémon venenoso disse, abaixando a cabeça.
— Sei que querem saber como conseguimos prendê-los, não entrarei em detalhes, mas tive a ajuda de uma dupla... parece que a vida nessa cidade irá se tornar um pouco melhor... – Apollo sorriu, abanando sua cauda.
Longe da multidão, o grupo de mercenários observava o discurso do policial em silêncio, atentos ao que havia acontecido. O Aggron, irritado, batia seu rabo no chão com força, rangendo os dentes.
— Está decidido, nós temos que eliminar aqueles pirralhos, é uma guerra pela nossa sobrevivência... – ele comentou.
— São um time de exploração. Duvido muito que vão nos matar... – Flint suspirou, pensando no que fazer.
— Mas não é bom arriscar! – engolindo seco, o Empoleon olhou para seus companheiros.
— Bem, vamos ensinar para eles do que somos feitos... – após falar, ele deu meia volta, saindo com seus companheiros.
Uma hora depois
O policial Apollo, depois de enviar os criminosos para a prisão, resolveu visitar a dupla de exploradores. Ele já estava batendo na porta, esperando que eles abrissem. Quando fizeram isso, ele entrou calmamente.
— Obrigado novamente, meninos... – ele disse se sentando no sofá.
— Eu já falei, é o nosso trabalho... de qualquer maneira, não acabou. Ainda falta prender aqueles três. Tudo está pronto para nosso plano? – Lance se sentou também, olhando o Pokémon de fogo.
— Sim, eu vim aqui justamente pra passar os detalhes. Ainda vão querer fazer isso?
— Sim! Nós vamos! – Brian falou alto para que o detetive escutasse.
— Ok. Então tudo bem. Garoto, prepare-se bem. Eles se encontram em um bar frequentado por mercenários. Meu informante é um Scrafty, o nome dele é Bruno. Vai ficar te esperando na entrada, para o guarda não suspeitar. – ele respirou fundo. – Agora, essa parte é com você. Qual vai ser seu disfarce?
— Hm... já sei! – dando uma risada, o corpo do Zoroark se transformou em um Pokémon bípede de aparência dragônica, com a pele de cor azul escuro e um longo focinho, que sorria, mostrando seus dentes.
— Escolha interessante. – Lance comentou, prestando atenção na conversa.
— Michael, o Garchomp... esse vai ser meu disfarce. – desfazendo sua ilusão.
— Ok, e qual vai ser a missão que irão entregar de fachada para eles? – Apollo virou o rosto, olhando Lance.
— Iremos enviá-los para uma dungeon que fica ao norte dessa cidade, a mesma em que o Sigilyph nos enviou, tenho certeza que eles não sabem que estávamos lá, e os enviaremos em uma missão de assassinato. O alvo: nós. – ele disse encarando o Arcanine, que arregalava seus olhos.
— Isso não... ficaria muito na cara? Eles podem suspeitar de algo.
— Eu pensei nessa possibilidade, mas considerando o tanto que atrapalhamos eles, não me surpreenderia se quisessem aproveitar a chance para nos eliminar.
— Eu aceito os riscos... – Brian falou suspirando, mas determinado a cumprir sua parte.
— Entendo. Eu ouvi dizer que eles ficam lá a noite, então quando anoitecer...
— Meu irmão vai para lá. – Lance deu um leve sorriso, terminando a frase.
— E por Arceus, tomem cuidado... – Apollo se ergueu, andando na direção da porta.
— Iremos. – Lance seguiu para seu quarto.
Ao anoitecer, os dois saíram do condomínio com olhares sérios em seus rostos. Estralando o pescoço, Brian já estava em seu disfarce, respirando fundo para se preparar. Do lado de fora, havia um Scrafty os esperando.
— Brian, enquanto está nessa missão, eu vou fazer compras... quando fomos na loja daquele Watchog, vi alguns TMs. Irei comprar um pra você. De preferência algo que seja vantajoso. Te encontro aqui quando terminar?
— Com certeza... – consentindo com a cabeça, o “Garchomp” seguiu junto do informante.
— Admiro sua coragem, garoto. Me chamo Bruno e vou te acompanhar nisso...
— Obrigado...
Depois de um tempo andando, ambos viram o símbolo do bar na placa, um Snorlax segurando um copo grande. Na entrada eles viam o que parecia ser um Pokémon do tipo grama. Similar a uma planta, o animal possuía o corpo com várias rosas e uma capa feita de folhas, tendo o cabelo composto de pétalas brancas.
— Boa noite, Rosalina... – Bruno se curvou para a Roserade.
— Boa noite. Quem é esse Garchomp com você? Nunca o vi por aqui antes... – ela estendeu o braço para Brian, preparando-se para o atacar.
— Alguém que quer contratar o bando de metal... está comigo, não precisa se preocupar com isso.
— Entendido. Qual o seu nome, dragão? – ainda sem estar convencida, ela fitou o Pokémon do tipo solo.
— Michael...
— Ok. Irei confiar no Bruno. Mas se fizer qualquer coisinha eu estarei de olho... – a fêmea disse, dando caminho para eles.
Ao entrarem dentro da taverna, viam que os mercenários já estavam sentados no fundo do local, conversando entre si. Pensando em como iria agir, Brian se sentou na mesa do lado, com o Scrafty fazendo a mesma coisa.
— Como quer prosseguir, Michael? – Bruno acenou para o garçom trazer uma bebida.
— Estava pensando em você dar a ideia, já que... está aqui há mais tempo que eu... – Brian respondeu, olhando de leve o trio na outra mesa.
— Ok. Deixe comigo... – levantando da cadeira, o informante da polícia se aproximou do grupo de tipo aço, pigarreando.
— O que você quer conosco? – Flint o olhou diretamente, sem esboçar reação.
— Tenho um cliente para vocês... – ele disse apontando para o Garchomp.
— Um cliente nessa hora... – Atlas resmungou e suspirou, pensando no que fazer.
— Eu diria para escutarmos o que ele tem a dizer. – rindo, o Empoleon foi até a mesa onde estava Brian, se sentando.
— Ele nem nos consultou, mas que seja. – Atlas falou baixo e logo seguiu o companheiro, Flint estava atrás dos dois e permaneceu em pé enquanto conversavam.
— Ok, o Bruno falou comigo sobre os trabalhos de vocês e... sobre o último que aceitaram.
— Tá falando dos moleques? Admito que não fizemos tão bem quanto de costume, mas ainda somos uma equipe eficiente...
— Eu sei. É por isso que... resolvi ajudá-los. O Weavile do apartamento escutou uma conversa deles, aparentemente, vão explorar o Caminho das Chamas...
— Aquela dungeon infernal... – Flint deu uma risada. – O que acham? É uma oportunidade perfeita para nos livrarmos deles...
— Espera aí, seu Bisharp sádico! Como sabemos que podemos confiar nesse cara?!
— O dinheiro pode trazer muita confiança... – Brian jogou um punhado de moedas na mesa. – 50% agora e o resto caso consigam matá-los. Claro, sem que ninguém descubra.
— Olha só! Finalmente algo bom para nós! Aceitamos com certeza! – Napoleon agarrou as moedas com força, guardando em sua mochila.
— Napoleon, que merda! Não tome decisões sem consultar a gente primeiro! – Atlas rosnou para ele, se levantando repentinamente.
— Mas ele está certo, é uma boa ideia... – Flint riu, aproveitando o momento em que se encontravam.
— Tsc, vocês dois vão me matar qualquer dia desses... Garchomp, nós aceitamos a sua missão. Quando é para fazermos isso?
— Eles irão amanhã, pelo que eu ouvi do Weavile... – saindo da cadeira, Brian sorria.
— Então pode contar com a Companhia Coração de Aço. Estamos ao seu dispor. – Atlas disse, fazendo um sinal positivo com a cabeça.
— Pelo visto vai ser assim... – acenando para eles, o Garchomp saiu em silêncio, andando pelas ruas ainda com seu disfarce.
O Riolu vinha andando, segurando alguns itens em formato de CDs, com um deles tendo a cor marrom e o outro, laranja. Vendo o Garchomp de longe, Lance acenou para ele, percebendo que havia feito sua parte com sucesso.
— E aí nanico...
— Eu tenho o tamanho normal de um Riolu... conseguiu enganar eles?
— Sim! Não foi tão difícil quanto imaginei, o Scrafty ajudou bastante. Aliás, eles estão com muita raiva da gente mesmo...
Eles conversaram enquanto entravam no apartamento, discutindo a próxima etapa do plano. Mostrando o TM, Lance o atirou para o irmão, que pegou com uma das mãos.
— É um golpe do tipo fogo... obviamente não recomendaria usar no Empoleon.
— Eu não sou idiota de fazer isso... e o outro? O que é? – ele perguntou apontando para o CD na mão do Riolu.
— Um golpe que o tio Shiron consegue utilizar... temos que aprender eles hoje, já que amanhã é nosso confronto.
Com o cair da noite, os dois irmãos decidiram praticar durante o pouco tempo que tinham para aprender os novos golpes. Era a calmaria antes da tempestade...
Diário da aventura
Itens:
3x Oran Berry
1x Sun Ribbon
2x Apple
Lance
Espécie: Riolu
Idade: 16 anos
Level: 25
Moves conhecidos:
— Force Palm
— Cross Chop
— Endure
Brian
Espécie:Zoroark
Idade: 16 anos
Level: 30
Moves conhecidos:
— Copycat
— Shadow Ball
— Night Daze
Fale com o autor