Pokémon Mystery Dungeon: Liberators of Fate
16 Dungeon 16 - Ações Decisivas
Dentro da principal guilda da cidade, o Riolu chamado Lance andava, seguindo para o escritório do líder. Com uma expressão neutra, ele estava focado na missão. O garoto já havia planejado como ia convencê-lo a se revelar e dava um leve sorriso, abrindo a porta.
— Ah, é o jovem explorador... a que devo o prazer de sua visita? Sinto muito pelo que aconteceu no seu apartamento... – o Swalot estava em sua cadeira e virou o olhar para Lance.
— Deixe de besteiras. Qualquer um com neurônios o suficiente perceberia que essa situação é conveniente demais para vocês. – ele falou sentando-se na cadeira.
— Vocês? Desculpe, mas não sei do que está falando... – desviando o olhar, ele tremia levemente, mas permaneceu fingindo ignorância.
— É assim que quer jogar? Que seja. Então deixe eu esclarecer as coisas. – suspirando, Lance olhou fixamente nos olhos do Pokémon venenoso. – Evidência número um: queria interromper nossa investigação. Número dois: pouco tempo depois de confrontarmos o Alakazam, fomos atacados em nosso apartamento. Número três: enquanto eu estava no hospital, meu irmão resolveu falar com você de novo... e claro, ele tem o elemento da furtividade com ele. Quem diria que ele escutaria sua conversa no telefone...
— Garoto, deixe de ser idiota e idealista! Esse é o mundo dos adultos! Não sabe como ele...
— Calado! Não assuma nem por um segundo que eu não sei como as coisas funcionam! – batendo na mesa, ele interrompeu o Swalot no meio da frase.
O Riolu estava visivelmente irritado, sua cauda balançava e ele mostrava seus dentes para o chefe. Respirando fundo, Lance colocou as mãos no rosto para se acalmar e continuar a conversa.
— Você é um ser desprezível, Robert...
— Como eu disse, é assim que os adultos trabalham! Não venha com esse papo idealista! Quem não tem poder precisa arrumar formas de fazer isso... é sobrevivência!
— Silêncio. Eu entendo perfeitamente. Já sofri muito e sei exatamente como as coisas funcionam. Você é patético, um Pokémon que nem você não deveria estar regindo essa guilda... um cúmplice de assassinato... sabe o motivo de eu fazer isso? Eu posso prevenir sofrimento, só a justiça pode trazer a paz... e eu executarei isso sem falhas!
— E daí?! – o Swalot estava tremendo de medo, mas deu um sorriso. – Você não pode fazer nada, a polícia não tem provas do meu envolvimento!
— Merda! – arregalando os olhos, chocado com o que havia escutado, Lance esboçou frustração, lambendo seus lábios. – Esse detalhe... eu vim aqui pra nada. – o garoto abaixou as orelhas e fechou os punhos, desapontado.
— Exatamente! Eu trabalho com eles e em troca o prefeito me financia! Mas você não pode fazer nada, você é fraco... felizmente, eu estou num bom humor, deixarei você sair... entretanto, se falar nesse assunto de novo, não vai ter que se preocupar só com aqueles mercenários... – após terminar a frase, o Pokémon roxo começou a rir alto.
— Merda... vencido por um adulto! – suspirando, Lance saiu da sala em silêncio.
Após deixar a guilda, o garoto andou na direção da delegacia, sorrindo e pegando o gravador na mochila. O Swalot caiu na armadilha como planejado. Contente por seu plano ter funcionado, Lance seguiu para se encontrar com o irmão.
— Certo, se ele tiver cumprido a parte dele, então terei que usar a força do Brian de novo... – pensando, ele arregalou os olhos, vendo o Zoroark na porta da delegacia.
— E aí nanico! – fazendo o sinal de paz com os dedos, Brian deu um largo sorriso.
— Você evoluiu... parabéns.
— Valeu... – ele disse coçando a cabeça. – Ah, eu tenho a minha gravação. E você?
— O que você acha? – Lance mostrou o aparelho.
— Então vamos, o Apollo tá esperando a gente... – os dois então entraram no local, seguindo para a sala do Arcanine.
— Meninos! Como foram? Deu tudo certo?! – engolindo seco, as orelhas do Pokémon de fogo estavam abaixadas e ele falava com um tom de preocupação.
— Nós temos as provas necessárias. Então, respondendo a sua pergunta... sim. – Lance colocou seu gravador na mesa e logo seu irmão fez o mesmo.
— Vocês... conseguiram mesmo... – a cauda do Arcanine começou a abanar rapidamente e os olhos dele arregalaram, mostrando sua surpresa.
— Nunca tivemos dúvidas quanto à nossa capacidade. – dando um leve sorriso, o Pokémon lutador falou para o detetive.
— Pois é... mas e agora? Ainda tem aqueles três... – Brian falou, os olhando.
— Bem, sem o apoio político, acho que será mais fácil prendê-los...
— Eu tenho uma sugestão. – o Riolu levantou seu braço.
— Vamos escutar com atenção, garoto. – o Arcanine concordou com sua cabeça.
— Eu e meu irmão iremos prendê-los pessoalmente. Afinal, fomos nós que recebemos a missão daquele Tyrunt... eles precisam receber a punição devida.
— Não vejo problemas com isso, mas... por acaso tem algum plano de como vão fazer isso? – Apollo os olhou, procurando entender o que iriam fazer.
— Na verdade, eles que me deram a ideia... vamos fazer do jeito deles...
— Espera! Você quer forjar uma missão para eles?! – Brian arregalou os olhos, surpreso com a ideia do irmão.
— Exatamente. – ele cruzou os braços. – Detetive, você tem informantes no lado negro da cidade, correto? Brian pode fingir ser um cliente. Agora que é um Zoroark, suas habilidades de ilusionista estão melhores do que antes.
— Dá sim, mas... não acha perigoso? Seu irmão pode acabar sendo descoberto, mesmo com o apoio do meu informante...
— Ah, verdade... desculpa, Brian. – o garoto deu de ombros, olhando o Zoroark. – Bem, eu posso tentar fazer isso eu mesmo então... mas talvez fosse mais arriscado...
— Não! Eu vou! Sou o melhor indicado para isso mesmo... – a voz dele estava alta, e o Pokémon sombrio engoliu seco, imaginando o que poderia acontecer com Lance se ele fosse, decidido a se arriscar no lugar dele.
— Certo, então, detetive, está combinado? – ele disse estendendo a mão para o Arcanine.
— Sim. – os dois faziam um cumprimento. – Vocês podem ir para casa, eu tenho que mobilizar os policiais para prender os dois, e provavelmente fazer um anúncio para todos... venham aqui amanhã e eu darei mais instruções, ok?
— Ok! – Brian concordou com sua cabeça, andando para fora dali.
Lance decidiu fazer o mesmo, quando ouviu Apollo pigarreando. Virando-se para trás, ele viu que o detetive estava irritado, batendo as patas no chão repetidas vezes.
— Eu entendi o que você fez, garoto... não foi muito legal... especialmente com alguém próximo...
— Sim, eu manipulei para que ele pudesse aceitar. Ele é bem protetor, e isso pode ser útil as vezes... – Lance voltou a andar, saindo da sala.
— Espero que isso não se volte contra você, garoto... – ele disse enquanto o Riolu saía.
No caminho para a casa, os dois pareciam contentes. Afinal, acabaram de cumprir uma missão com sucesso. Brian já estava se acostumando a utilizar duas pernas e com sua nova altura.
— Ei, agora que tiramos o prefeito do cargo... vão ter eleições? Não é como se fôssemos cidadãos daqui... eu acho. – refletindo, o Zoroark coçou seu queixo.
— Não tive tempo de ajeitar essa parte, por causa de toda essa confusão com aqueles mercenários. Mas acho que se o Apollo tentasse, ele conseguiria se candidatar... seria bom pra ele. É um policial honesto e depois de tudo o que vimos por aqui, estou surpreso.
— Pois é... moramos aqui faz pouco tempo, mas não parece. Como acha que estão as coisas lá em casa?
— Conhecendo o papai, ele ainda deve estar na missão... eles foram pro extremo noroeste do nosso continente... Ouvi dizer que é uma ilha gerida por uma monarquia.
— Monarquia... quase não vemos isso mais por aqui...
— De fato. Bem, eu estou faminto... podemos pedir comida hoje também.
— Ou você podia aprender a cozinhar, sabia? – o irmão de Lance deu uma leve risada.
— A sua língua cresceu junto dessa sua evolução, viu? – andando, ele suspirou.
— Relaxa maninho, algum dia você vai virar um Lucario... – se espreguiçando, Brian viu o condomínio na sua frente.
— Obviamente. Não posso ser um Riolu para sempre, minhas habilidades de aura não iam ser boas o suficiente... – entrando no prédio, ele subiu as escadas para o apartamento junto do Zoroark.
Longe dos dois, o prefeito Alakazam bateu com força na sua mesa, completamente irritado, chegando a empurrar a mobília, a derrubando no chão. No térreo do prédio, o Arcanine vinha junto de dois Pokémons. Um deles possuía a pele da cor ciano, com dois bigodes brancos em seu rosto e duas conchas fixas em suas pernas, que tinham o tom de azul escuro. O outro parecia vestir uma roupa de artes marciais, com a pele roxa e braços largos.
— Lee, tome cuidado, ele pode tentar algo e tem vantagem de tipo. – Apollo disse para o Throh e virou seu olhar para o Dewott. – Jack, prepare suas conchas caso a força seja necessária. Vamos leva-lo sob custódia o mais rápido possível.
Os três policiais seguiram, vendo a secretária desmaiada. Sinalizando para Lee cuidar dela, ele subiu para a sala do Alakazam junto do Dewott. Ao chegarem lá, o prefeito se afastou, tremendo de medo e ao mesmo tempo irritado por ter sido exposto pelo Zorua.
— Por favor, eu pago...
— Prefeito Prometheus. Você está preso sob acusação de homicídio qualificado. – sem conseguir esconder o sorriso, Apollo encarou o Alakazam. – Tudo o que disser pode e será utilizado contra você...
— Não! Vocês não podem fazer isso comigo! Vocês...
Sem tempo de terminar a frase, o Pokémon psíquico foi atingido por uma semente e caiu no chão, dormindo. O Dewott ajeitou a mochila que carregava, a fechando.
— Pronto, chefe, agora podemos levá-lo... vamos ter que comunicar isso.
— Os outros já devem ter pego o Swalot. Vão ser ótimos companheiros de cela. Agora só faltam os mercenários... e aquela secretária, dá pra ver que teve uma luta com o garoto.
— Vai mesmo confiar nos dois para capturar aqueles tipo aço? Bem, o plano deles é bom, mas arriscado.
— Foi por causa deles que conseguimos prender esses corruptos, então vou ter que acreditar, mesmo não gostando da ideia do Riolu. Tenho que investigar ele depois...
— Muito bem, chefe. Algo a mais que devemos fazer.
— Jack, gostaria que investigasse esse prédio por mais provas, pode ser necessário. Tenho que preparar as coisas para a imprensa... ok, admito que isso vai ser horrível de fazer, mas vai valer a pena!
Conforme anoitecia, três Pokémons estavam no lugar de costume, um bar. O Aggron, Empoleon e Bisharp estavam sentados na mesa, conversando entre si sobre os últimos dias.
— Vocês ouviram os rumores, certo? O Sigilyph foi capturado... – Atlas disse, revirando seus olhos.
— Bem, significa que ele era fraco se não conseguia lidar com dois garotos. – raspando as lâminas de seu braço na mesa, Flint disse sem esboçar muitos sentimentos, tentando manter-se neutro.
— Se me culparem de novo, eu juro que vou sair dessa organização, nem tudo é culpa de eu desejar pagar as coisas que eu quero! – irritado, o Pokémon aquático gritou com seus companheiros.
— Ninguém disse nada, e que ideia é essa de sair? Estamos juntos desde que éramos adolescentes! – sentindo-se ofendido, o Aggron falou rosnando.
— De qualquer maneira, são só rumores. Temos que ter paciência, talvez ainda estejam naquela caverna...
— Se não for isso, eu vou matar esses pivetes enquanto dormem... – Atlas fechou os punhos, sua cauda batendo com força no chão.
Pensando nas próximas ações, os dois grupos rivais queriam dar tudo de si para impedir o outro de obter sucesso no combate. Mas uma ideia era comum para ambos os líderes...
— Vou vencer... mesmo que tenha... — o Riolu pensou enquanto jantava.
— Que matá-los... – Atlas refletiu, confiante na sua decisão.
Diário da aventura
Itens:
3x Oran Berry
1x Sun Ribbon
2x Apple
Lance
Espécie: Riolu
Idade: 16 anos
Level: 25
Moves conhecidos:
— Force Palm
— Cross Chop
— Endure
— Counter
Brian
Espécie: Zoroark
Idade: 16 anos
Level: 30
Moves conhecidos:
— Pursuit
— Copycat
— Shadow Ball
— Night Daze
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