Pokémon Myor Quest

1 Capítulo 1: Begin Town: o caminho para ser um mest


O dia amanhecia na pequena Begin Town, e com o raiar do dia, as pessoas começavam a tomar rumo indo para seus trabalhos, escolas, e demais afazeres diários. Porém, hoje era dia especial para um menino, que completando 14 anos, vou liberado pela mãe, para poder sair em viagem, e poder atingir o seu sonho. Este menino é Brad, vindo da região de Johto, estava chegando pelo Expresso Myor, que vinha de Goldenrod City e tinha como destino final Begin Town, em Myor, um continente até então pouco explorado por treinadores, mas com sua adição a Pokemon League, virou ponto de viagem de jovens treinadores, que buscam vencer e poder subir na vida, para alcançar o posto de Champion, e de mestre dos Pokemon.

Mas voltando para Brad, o menino havia completado 14 anos no dia anterior a viagem, e enfim havia sido liberado pela mãe, que achava que o garoto era muito imaturo pra sair sozinho para viajar em outro continente. Com o aval da mãe, Brad pegou sua mochila e seu guia de viagem, e decidiu o destino: a região Myor. As opções de Brad eram extensas, tendo possibilidade de seguir em Johto, ou ir para Kanto, Hoenn, Sinnoh, Unova ou Kalos, ele preferiu Myor, para poder ser um dos primeiros a vencer lá.

Voltando ao presente, o trem finalmente parava em Begin Town, e dele descia um sonolento Brad, que após uma longa viagem, desejava apenas uma boa refeição e um lugar para dormir.

– Finalmente cheguei... Preciso achar algum hotel para me hospedar por enquanto. – Pensava o garoto, visivelmente cansado.

Brad saia a caminhar pela cidade, e ia notando o ritmo frenético, nada comum para uma cidade pequena, com carros, motos e pessoas correndo para todos os lados. Para Brad isso não era problema, já que havia nascido e se criado na maior cidade de Johto, estava acostumado com a desorganização de cidade grande.

– Não consigo ver nenhum hotel. – Brad fechava os olhos e suspirava. – Vou ter que pedir informação, infelizmente. – Dizia Brad, que mostrava não gostar de ter que pedir algo aos outros.

Ele caminhava até um vendedor ambulante e já perguntava para o mesmo onde poderia achar um hotel. O vendedor tentou vender todo tipo de produto para o garoto, que se esquivava das ofertas tentadoras. Mas por fim, Brad acabou saindo dali com inúmeros produtos falsificados e com apenas um “vire a direita na Rua 23”. Caminhando e notando a numeração das ruas, Brad logo chegou a tal Rua 23, e dobrou a direita, lá estava um hotel, com aparência de velho, e ao entrar essa aparência se mantinha no interior no prédio. Estava sujo, sem pintura, além de pedaços de fiação em exibição por toda a parede.

– Oi, bom dia, eu queria alugar um quarto, por um dia. – Perguntava Brad à atendente que lia uma revista enquanto se coçava.

– A diária custa 300 dólares. – Dizia a mulher mascando um chiclete.

Brad olhava assustado para a mulher. 300 dólares eram mais da metade do que havia economizado para essa viagem. Mas o cansaço venceu, e Brad acabou pagando pelo quarto. Lá, se encostou e dormiu logo. Quando acordou, se levantou, pegou suas coisas e saiu do hotel, e então se sentou em um pequeno bar na redondeza do hotel, pediu um refrigerante (Que custou um absurdo de 15 dólares, levando Brad à loucura). Lá ele começou a pensar o que fazer primeiro. Para começar a jornada, teria que ser acompanhado de um Pokemon, e ai que morava o problema. Brad não possuía nenhum. E não era conhecido ainda algum professor que iniciasse treinadores em Myor. Brad batucava na mesa, enquanto pensava em como prosseguir, foi então que um homem, de jaleco de laboratório, aparentando ter entre 18-25 anos, chegou do lado dele e perguntou se podia sentar-se. Brad fez um positivo com a mão, e o homem se sentou, colocando o jaleco na cadeira, e a maleta que carregava em sua mão por cima da mesa.

Brad observava o homem, que tirava o telefone do bolso, e ligava para alguém, e no momento que fora atendido, começava a conversar.

– Encontrou algum voluntário? – Perguntava o homem, que abria a maleta e para o delírio de Brad, lá havia algo que lhe interessava. Dentro da maleta, haviam três pokeballs rotuladas, com o nome de alguns Pokemons. – Bom, fazer o quê, vamos atrasar a pesquisa novamente... – Dizia o homem, desligando o telefone.

Uma chuva de possibilidades caia na cabeça de Brad. Seria aquele homem um tipo de professor? O voluntário que ele procura seria alguém pra treinar aqueles Pokemon? Brad estava pensativo, estava com receio de perguntar a alguém que ele havia conhecido a poucos minutos.

Mas o homem via a expressão pensativa de Brad, e tomava a iniciativa. – Ei garoto, o que você faz por essa vizinhança? – Perguntava ele.

Brad olhava para o homem, e não pensava duas vezes ao responder: – Vim de Johto para iniciar uma jornada Pokémon. – Respondia Brad, olhando fixo para os olhos do homem.

O homem sorria, e virava a maleta para Brad. – Tenho então aqui o incentivo inicial pra sua jornada, meu bom rapaz. – Dizia o homem sorridente. Ele abria a maleta e deixava na vista de Brad, as três pokeballs.

– Meu nome é Wood, e eu vim de Kalos, para iniciar meu trabalho nesse continente, e por isso carrego esses três caras, eles são do trio inicial de Kalos, e estou lhe oferecendo a guarda de um deles. – Dizia o homem, chamado Wood.

Brad olhava para aquilo e não acreditava, estava acontecendo tudo muito rápido. A pouco menos de um dia ele estava em um trem, sem nenhuma ideia do futuro, e agora tinha o que precisava bem na sua frente.

– Um momento, pra que você precisa do voluntário que mencionou no telefonema? – Perguntava Brad, achando tudo muito fácil.

Wood ria, e sem pestanejar falava com ele. – Quero um voluntário para dois negócios. Um deles, é que tenho um protótipo de Pokédex, quero que você complete-a, vendo e capturando os Pokemon encontrados aqui em Myor, sejam eles conhecidos ou não. Já o segundo negócio é um tanto quanto secreto, irei lhe dar as ordens do que fará quando achar que é merecedor. E então, aceita? – Explicava Wood, que cruzava os braços e esperava a resposta do garoto.

Brad olhava para Wood. Era a possibilidade de começar, de seguir o sonho. Sem pensar duas vezes, Red esticou a mão para Wood e confirmou.

– Eu topo. –

Wood sorria satisfeito, e anunciava ao garoto. – Excelente! Então, vamos tratar de negócios! Aqui tenho Chespin, Fennekin e Froakie, o trio inicial de Kalos, vou dar qualquer um destes para você. – Explicava Wood.

Brad tentava se lembrar dos três, havia os visto em uma das revistas que leu durante a viagem de trem. Chespin era do tipo Grass, Fennekin do tipo Fire e Froakie do tipo Water. Brad ficou pensando qual a melhor opção, e então esticou-se e pegou a pokeball da direita.

– Eu quero o Froakie. – Dizia Brad, convicto da escolha.

Wood sorria e cumprimentava-o: – Parabéns, você é oficialmente um treinador Pokemon. Bom, aqui está a Pokédex. Ela estará apenas com a informação do Froakie, pois é o único que você possui ou visualizou com ela em mãos. Use-a com sabedoria. – Dizia Wood, se levantando e despedindo-se de Brad. – Nos veremos em breve garoto, desejo sorte! –

Brad estava radiante, era o momento de começar. Ele saiu do bar e saiu pela cidade, rumando ao norte, onde fica a saída principal da cidade, e que o levaria a cidade vizinha, Flower City.

– Vamos nessa. – Dizia o garoto, que com a pokeball presa ao cinto, parte rumando a um horizonte desconhecido.

Notas finais
Caso tenha algo a acrescentar, seja elogio, crítica ou sugestão, comente.

Próximo capítulo sexta, dia 20/06