Pokémon Monogatari

2 Capítulo 2: Decisões


:: New Bark Town – Johto

Johto, continente de novos começos e vários re-começos, com várias cidades grandes e modernizadas e outras pequenas e mais rústicas. É numa dessas que vamos apresentar Miguel Sparks, um jovem de 12 anos de família rica e famosa. Um garoto sonhador e de um gênio forte.

– Miguel! – gritou uma mulher adulta pisando forte em um alçapão. – Miguel! Já amanheceu!

– Sabe que meu quarto tem saída para o jardim. Não precisa ficar me avisando. – disse o jovem, abrindo o alçapão. – Veremos o que temos aqui.

O garoto havia pegado a correspondência, e viu uma carta endereçada a ele. Miguel abriu a carta e deu um largo sorriso. A correspondência tinha como remetente o famoso professor Elm.

– O aviso do dia da entrega dos Pokémon iniciais. Vejamos... – virou a carta e encontrou um cartão. – As propriedades e definições de cada Pokémon que ele vai entregar. Como se eu já não as conhecesse.

– Ora, não são todos os treinadores que são como você, espertinho. Deixe-me ver... – a mãe de Miguel examinou o cartão. Nele estava uma foto dos três Pokémon em pé em uma mesa fazendo pose.

– Parecem bem saudáveis.

– Tem correspondência pra você também, mãe. – Miguel indicava uma carta onde o destinatário era “Marina Sparks” e, o remetente, seu marido: “Johnny Flamers”. – Do papai.

Marina não demorou em abrir a carta. Era raro Johnny mandar notícias do trabalho, e, se fosse o caso de notificar algo, faria um telefonema, que é mais rápido. A mulher tinha um mau pressentimento, e Miguel também.

Finalmente ela abriu a carta, leu-a com cuidado, a mão estremecendo e os lábios contraídos de tensão. Os olhos iam de lado a lado, e a cada linha iam aumentando de tamanho. Quando terminou de ler a carta, dobrou-a e deixou-a num criado-mudo. Saiu em direção aos empregados, conversando com cada um, dando ordens. Um deles chegou a sair da casa e voltar dezenas de minutos depois. A esta altura, Marina estava em seu quarto. O barulho que Miguel escutava da porta era de arrumação.

“Estaria essa arrumação ligada à carta?”, pensou o garoto. Foi quando resolveu ler o item, já que o conteúdo lhe intrigava. “Por que a mãe está assim agitada?”. Ele pegou a carta e começou a ler:

Marina,

Quando estiver lendo essa carta, com certeza eu já estarei bem longe, mas é por conta própria. Não posso explicar tudo nesta carta, mas aqui posso pedir para que não cometam o mesmo erro que me tirou a mão direita.

Que tudo esteja bem.

Johnny.”

– Erro... Será que... – o garoto lembrava-se do dia que foi levado à coleção particular de objetos do pai. Naquela sala havia uma pedra branca, do tamanho da cabeça do garoto, lacrada com senha dentro de um vidro, iluminada por um único holofote.

Veja filho. Aquela pedra é um dos meus maiores objetivos. Minhas pesquisas têm como objetivo desvendar todos os mistérios das lendas pelo mundo. – o homem, de traje social sob um jaleco branco, tinha um ar de superioridade, brilhante e sonhador. – Mas por almejar muito alto recebi um pequeno castigo. – foi nesse momento que ele pôs a pesada mão direita na cabeça de Miguel.

As memórias do garoto levaram-no para outro dia, num hospital particular.

Mamãe, o papai vai ficar bem? – perguntava um garotinho, Miguel, na infância, agarrado à saia de Marina.

Claro que vai, Miguel. Seu pai já passou por muitas coisas mais difíceis. Com certeza ele vai ficar bem. Daqui a uma semana, eu prometo, ele já vai poder brincar com você. – dizia a mulher enquanto abraçava fortemente o menino.

– Seria -- os pensamentos foram interrompidos por barulhos de malas sendo arrastadas na escada. Era sua mãe trazendo uma bagagem que parecia para mudança. – O que foi?

Os olhos estavam inchados, ela parecia ter chorado rios de lágrimas, e deixado uma parte em seus olhos azuis. O rosto claro estava pintado com pequenas manchas rosa e um nariz avermelhado. Trajava um casaco social cinza claro e uma saia do mesmo tom. O visual acabava numa bota cinzenta com os acessórios prateados.

– Estou indo viajar por algum tempo. Não muito! Apenas pra acertar algumas coisas. – disse a mulher em tom choroso. – Joseph virá comigo. – Joseph é o criado mais confiável de Marina. Pode ser chamado até mesmo de pajem, pois passou por muitas coisas ao lado da mulher. – E não, você fica aqui. – o filho nem teve a chance de perguntar. – Não posso arriscar você também. Estou partindo ao anoitecer.

– Certo. – Miguel concordou receoso. Amassava a carta com força, e com tanta tristeza, encolheu os ombros e deixou a franja cair sobre os olhos para esconder as lágrimas.

Marina correu para abraçá-lo e mandou que servissem algo para comerem. Acompanhado dos pães, frutas, queijos, etc. estava um bule de chá, com chá de camomila para acalmar as emoções. Depois de se acalmar, Marina acabou por cair no sono. Miguel foi para o quarto e ficou lá a maior parte do dia, até finalmente ter a idéia.

* * *

Foi quando o sol já estava para começar a se por que Miguel saiu do quarto. Sua mãe ainda dormia, mas logo iria acordar. Miguel foi até Joseph e disse a que vinha, deixando o criado espantado, mas ele não tinha escolha se não concordar. Depois de surrupiar as passagens da sua mãe, Miguel e Joseph saíram da casa, deixando apenas um bilhete para trás.

Quando chegaram ao aeroporto, embarcaram no avião marcado e foram em direção a um lugar distante que Miguel nunca ouvira falar a respeito, mas sabia o nome, pois seu pai trabalhava lá. Um lugar chamado Unova.

* * *

:: Nuvema Town – Unova

Nuvema Town é a cidade onde mora a professora Juniper, responsável por distribuir os Pokémon iniciais da região para três crianças que queiram iniciar suas jornadas, mas hoje são apenas duas.

– Mesmo sendo apenas duas crianças, está tudo um caos! – um dos assistentes da professora já estava surtando no meio da avaliação final dos Pokémon. – Professora nos ajude!

– Ora, pra que surtar? Acalme-se e faça como sempre fizemos. – suspira

– Preciso de um pouco de comida Pokémon aqui! Vamos, acalme-se, Snivy! – um Pokémon cobra, verde, com colar amarelo, olhos castanhos, braços e pernas, estava agitadíssimo.

– Bem, crianças sempre ficam assim...

– Professora, telefonema para você! – disse outro assistente.

– Já estou indo. – e se dirigindo ao assistente responsável pelos Pokémon, faz um sinal de tente manter tudo sob controle. Depois vai atender ao videofone. – Ah, oi, Joseph! Já chegaram?

Bom dia, professora. Espero não estar atrapalhando. Bem... Como combinado, você pode vir nos buscar? – diz Joseph pelo videofone.

– Imagine! Amigos nunca atrapalham! Estou indo! – e desliga. – Cuidem de tudo aqui, por favor! Estou indo ao aeroporto.

Quando saiu seu carro já estava estacionado a frente da entrada. Entrou no carro, deu a partida e saiu em direção a Nuvema Town.

Nuvema Town não é uma cidade grande, na verdade, é uma das cidades mais simples da bem desenvolvida Unova. Mas não deixa de ter seus pontos da engenharia, como ter os limites bem acima de uma praia, no extremo sudeste da região.

O aeroporto fica no extremo da Rota 18, a oeste da cidade, e foi para lá que Juniper rumou.

:: Aeroporto de Nuvema – Rota 18

– Com quem você falou Joseph? – perguntou Miguel.

– Uma velha amiga dos seus pais. Ela é a responsável por entregar os Pokémon iniciais dessa região. – disse Joseph com ar de superioridade. – Seu nome é Juniper.

“Você não morre mais!”, pensou Joseph, pois não passaram muitos segundos que o homem pronunciou o nome e a professora apareceu acenando.

– Ah, professora! Há quanto tempo, não? – Joseph cumprimentou a mulher, alegre pelo reencontro.

– Ora Joseph, você está um pouco mais bonito. – Juniper deu um leve sorriso. – E cadê a Marina? – procurou ao redor do homem, mas só viu o garoto.

– Mestra Marina não veio. Em vez disso, veio o Jovem Mestre aqui. – e levou Juniper a reconhecer o garoto. “Realmente é o filho de Johnny Flamers.”, pensou ela. Miguel é realmente a imagem cuspida do pai.

Olhos e cabelos castanho-escuros. Usava a mesma franja que seu pai na época imprudente. Além disso, também usava um boné para trás do pai, totalmente branco, o que dava destaque aos seus cabelos castanhos. Pela abertura do regulador, seus cabelos lisos também caíam. Nos olhos azuis havia o mesmo ar de sonhador orgulhoso que do pai. Trajava uma blusa parecida de cor preta e detalhes brancos, da qual arregaçou as mangas, e a camisa por baixo era preta. A calça era branca, e o tênis cinza de detalhes brancos.

– Nunca conversamos, mas sinto que já te conheço. – disse a mulher para o garoto. – Miguel Sparks, é um prazer. Sou a Professora Juniper. – estendeu a mão para cumprimentar o jovem, que respondeu.

– O prazer é meu, professora. – apertou a mão da professora e sorriu.

:: Rota 17

Miguel, Joseph e Juniper já estavam indo em direção ao laboratório há alguns minutos. A cada Pokémon, Miguel abria a boca. Estudara cada espécie durante sua infância, até mesmo as lendárias, graças ao pai, mas estas ele nunca nem mesmo ouvira o nome.

– Novo na região? – Juniper puxou assunto para o garoto, rindo da inocência dele.

– Bem, eu a conheço por ouvir minha mãe falar, mas ela não disse que havia espécies diferentes das que eu conheço. Aqui não há alguma como um Furret ou Hoothoot? – o garoto estava com a cabeça para fora do jipe da professora, tentando identificar mais de perto alguns Pokémon.

– Nada disso. Aqui vivem espécies bem diferentes das que você conhece. As espécies dos continentes que você morou são extremamente raras aqui. Não foi registrado nem o mais simples Pidgey sendo selvagem. Meu pai foi um dos responsáveis pela pesquisa. Ele é maravilhado com isso. – Juniper deu um suspiro ao se lembrar o pai.

– Incrível! – respondeu Miguel, que ficou observando os Pokémon pelo caminho.

:: Laboratório de Juniper – Nuvema Town

– Bem vindos ao meu laboratório! – disse Juniper ao entrar atrás dos convidados. Tudo parecia perfeitamente normal. – Parece que já terminaram a avaliação. Esperem aqui um momento. – entrou no corredor, deixando Miguel e Joseph na sala de espera.

Não demorou muito para voltar com uma cara mista de alívio e desespero. Miguel, ansioso para conhecer os Pokémon, não disfarçou:

– Terminaram a avaliação?

Juniper, com um suspiro, respondeu:

– Sim, terminamos. – Miguel ia comemorar, mas Juniper não deu tempo. – Mas temos um problema. Um dos nossos Pokémon fugiu. – o garoto ficou chocado. – Ele era apenas uma criança. Temos sorte que sua família vive aqui perto, com certeza ele vai para lá. E temos mais sorte ainda que capturamos mais um da espécie para repor o lugar.

– Bom... Sendo assim, posso conhecê-los? Os Pokémon. – Miguel estava com os olhos brilhando de ansiedade.

– Ora, por que não? Por aqui. – Juniper conduziu Miguel e Joseph até a sala de avaliação, onde os Pokémon seriam escolhidos.

– Aqui estão eles: O tipo Grama, Snivy.

O Pokémon fez uma pose de superioridade. Cruzou os braços e levantou a cabeça, silvando.

– Agora, o tipo Fogo, Tepig! – conduziu a um simpático porquinho laranja e preto, com uma bolinha no fim da cauda e uma marca amarela do nariz até a testa.

Tepig assoou o nariz, e Miguel se assustou, mas não saiu o que ele esperava e sim uma chama repleta de visíveis brasas. Por fim, grunhiu e sorriu.

– Por último, mas não menos importante, nosso tipo Água, Oshawott. – e mostrou um fofo Pokémon lontra, com uma concha na barriga.

Ele deu um grande sorriso e bateu na concha, produzindo um fraco som de percussão e deu um rosnado longo.

– O que achou? – perguntou Juniper esperando mais do que uma reação de êxtase do garoto.

– Professora. Joseph. Eu tomei uma decisão. Você já sabe por que eu vim – disse olhando para o criado de sua família –, e agora vou começar meu objetivo aqui, mas diferente do que eu achava. – dizia de olhos fechados e uma mão no queixo, pensativo. – Eu vou sair em jornada.

– Parece então que temos nosso terceiro treinador. – sorriu a mulher, satisfeita consigo. Seu rosto fazia pensar que era isso que esperava que ele fosse dizer. – Pode escolher. – quando terminou de dizer, a campainha tocou e a mulher foi atender e só voltou segundos depois acompanhada de outro garoto.

Depois de avaliar cada Pokémon, Miguel então decide: “Vou querer o Snivy!”. A decisão espantou os assistentes presentes.

– Pois bem, ele é seu. Junto dessas outras poké bolas e a sua nova PokéDex. – Juniper entregou numa bandeja hexagonal as 5 poké bolas, com um espaço faltando para a sexta, a de Snivy. Logo depois deu a PokéDex.

– Obrigado. Agora vejamos... – apontou a PokéDex para o Snivy.

Snivy, o Pokémon Cobra de Grama. Eles fazem fotossíntese expondo a cauda ao sol. Quando não se sentem bem, a cauda abaixa.

– Vamos juntos, Snivy. – Miguel sorriu para o Pokémon, que retribuiu com o mesmo gesto.

– Damon, sua vez. – interrompeu Juniper, falando com o outro garoto no local. – Pode escolher.

– Certo. – olhou rapidamente para os Pokémon remanescentes e decidiu. – Vou com Tepig.

– Muito bem. Parece que restou Oshawott para a garota. – disse Juniper, dando a bandeja para o que se chama Damon e a PokéDex. Ele apontou a PokéDex para Tepig.

Tepig, o Pokémon Porco de Fogo. Ele solta fogo pelo nariz. Quando pega um resfriado, o fogo se torna fumaça negra.

– Vamos, Tepig. – e apontou a poké bola para Tepig. Um raio vermelho o atingiu e ele retornou para a poké bola. – Obrigado, professora. – por fim, saiu.

– Volte também, Snivy. – Miguel retornou Snivy para a poké bola e foi atrás de Damon.

:: Jardim, Laboratório de Juniper – Nuvema Town

– Hey! – gritou Miguel para o garoto. – É Damon, não é?

– Sim, e você é? – Damon se virou. Foi aí que Miguel parou para olhar Damon:

Pareciam ter a mesma idade, mas Damon era mais desenvolvido. Era um pouco mais alto, com cabelo curto em um topete, de cor preta. Os olhos cinza eram sérios. Trajava uma camiseta cinza-escura, e em vez de calça, vestia um bermudão branco. O tênis era da mesma cor da camiseta, com detalhes brancos.

– Miguel Sparks. Eu queria perguntar... Você teria uma batalha comigo?

Damon sorriu e afirmou com a cabeça. Os dois se dirigiram para o gramado. O vento soprava um pouco forte, forçando Miguel a segurar o boné. Eles liberaram os Pokémon.

Snivy e Tepig grunhiram ao mesmo tempo, misturando os sons de suas vozes num tom estranho, o que fez Miguel sorrir. Era sua primeira batalha, ele estava entrando no clima da jornada.

– Como você chegou primeiro, faça o primeiro movimento. – disse Damon, colocando as mãos nos bolsos da bermuda.

– Certo. – Miguel estava esperando. Finalmente o vento passou, era agora. – Snivy Tackle!

A cobra partiu em uma velocidade considerável, porém mais rápida do que se imaginaria para um inicial.

– Tepig, vá de encontro!

Tepig não demorou a obedecer e começou a correr no sentido contrário a Snivy, colidindo em cabeçada.

– Ember! – gritou Damon. A esfera na cauda de Tepig brilhou e o nariz dele aqueceu. Das narinas de Tepig uma chama repleta de brasas saiu e surpreendeu Snivy, atingindo-o.

– Vine Whip! – Snivy deu o troco. Quando se estabilizou, o que não demorou muito, seu colar brilhou e do espaço entre o colar e o pescoço saíram dois chicotes da mesma cor que ele, que acertaram Tepig um de cada vez. – Aproveite para dar outro Tackle!

– Defense Curl! – disse Damon, calmo.

Snivy partiu correndo novamente, mas prestes a colidir, Tepig se defendeu se encolhendo em forma de bola. Uma aura verde brilhou através de Snivy.

– Vine Whip e segure-o! – gritou Miguel, e novamente do espaço entre o colar e o pescoço de Snivy surgiram duas vinhas que seguraram Tepig. – Termine com Tackle!

Damon estava esperando isso. Snivy começava a correr quando ele disse:

– Flame Charge! – um sorriso de desdém transpareceu em seu rosto.

O corpo de Tepig se aqueceu, fazendo Snivy cessar o Vinhe Whipe e o Tackle. De repente Tepig começou a pegar fogo, literalmente. Sem se incomodar, partiu contra Snivy.

– O que é isso? Parece um Flare Blitz! – Miguel ficou estupefato, mas Snivy estava atento e pulou tentando escapar, o que foi em vão. Tepig conseguiu acompanhar o movimento, e cabeceando Snivy, fez a pequena cobra ficar em chamas por alguns segundos, e, após cessar, Snivy desmaiou.

– Sério que você não conhece esse movimento? – Tepig voltou para o lado de Damon, que agachou e o acariciou.

– Bem, eu nunca estive em Unova antes. Até mesmo o fato de Tepig e Snivy existirem é novo para mim. – Miguel pegou Snivy no colo e o retornou à poké bola.

– Um novato total... Pensei que você fosse alguém, com esse nome... – retornou o Tepig e voltou a caminhar. – Até mais, garoto.

Miguel amarrou a cara... Joseph e Juniper, que assistiam, foram conversar com o garoto.

* * *

Passaram alguns minutos até que uma garota chegou ao laboratório, indicando ser a terceira treinadora, ou para ela, a segunda.

– Eu tive uns probleminhas para chegar até aqui. Mas vim escolher meu Pokémon. – e sorriu. A garota era loira, de olhos cor de mel, usava um boné branco de aba rosa. Suas vestes eram simples: uma blusa branca, um short jeans curto e surrado nas barras e um tênis rosa e branco.

– Bem... Victoria, só sobrou o Oshawott. – Juniper liberou a pequena lontra da poké bola.

– Tá de brincadeira! – isso assustou à todos que presenciavam a cena. – Eu queria o Snivy. – e isso irritou profundamente Oshawott, que virou as costas para a garota.

– Me desculpe, mas o Miguel... – e Juniper mostrou o garoto, que sorriu para a garota -... foi quem pegou o Snivy.

– Você troca? – Victoria segurou as mãos de Miguel implorando.

– Olha... Victoria... – “Me chama de Vick.”, disse a garota. – Vick, eu escolhi o Snivy porque ele me pareceu o mais interessante. Sinto muito, mas não vou trocar com você. E olha como o Oshawott é fofo! – e apontou para a lontra, que gostou do elogio e abraçou a perna de Miguel, quase pedindo para ser levado com ele.

– Tá, eu fico com a lontra. – resmungou impaciente, com uma cara de insatisfação. Oshawott olhou extremamente bravo para a garota e virou a cara. – Retorne! – sem ter opção, Oshawott foi retornado à poké bola.

– Aqui! Suas cinco poké bolas e sua PokéDex. – Juniper deu à garota, que guardou na mochila que trazia.

– Vou indo então. Obrigada por tudo, professora. – se virou e saiu.

Estes foram os três treinadores que iniciaram suas jornadas hoje. Qual caminho cada um vai trilhar? E qual a decisão que Miguel tomou?

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.