Pokémon Milênio

1 Capítulo 1: O mundo pokémon


Eram 6:30 da manhã do dia 31 de março de 2013, um domingo, Vincus despertava em sua modesta casa, igual a todas as outras da cidade rural de Pallet, seu quarto que não passava de um amontoado de livros, roupas sujas misturadas as limpas, mochila e o resto de um lanche noturno era até então o seu lar, mas isso não duraria muito, o jovem havia prometido a si mesmo deixar toda sua vida como pesquisador para trás e tornar-se treinador, passou a sonhar com aventuras em cidades distantes, moças com as mais diversas manifestações de beleza e os mais raros pokémons.
Levantou de sua cama ainda sonolento, logo atrás dele o seu pequeno growlithe que dormia ao lado da cama espreguiçou as patas e foi seguindo-o. Vincus cuidou de sua higiene pessoal e foi para o café, comeu, serviu a ração pokémon ao seu parceiro até que seguiram ao laboratório.
O laboratório que também era a casa do professor Carvalho ficava no topo de uma colina com um grande moinho, diz-se que de toda Pallet o local é visível, a propriedade do professor era uma enorme fazenda repleta de pokémons, cada treinador registrado por ele tinha direito a uma baia onde seus pokémons poderiam ficar e serem tratados e estudados pelo professor e seus auxiliares, os treinadores pagam uma certa quantia para manter os pokémons naquela fazenda, e como a quantia não era muito barata, evitava-se então o número exagerado e desnecessário de pokémons para um único treinador, exceto em casos excepcionais daqueles de família rica ou de talentos excepcionais.
A forma mais rápida de um treinador cadastrado ganhar dinheiro é com batalhas, batalhas pokémons simples, ou seja, com outros treinadores cadastrados podem gerar 100 ienes por pokémon adversário, ou mais, a depender do desejo de ambos os treinadores, batalhas de ginásio costumam ser mais lucrativas, por serem mais difíceis, dando oitocentos ienes cada vitória mais uma insignia, além do premio dos grandes campeonatos que costumam dar ao vencedor pequenas fortunas.
Alguns ganham muito através da captura de pokémons raros e disponibilizando-os para estudos ou a venda de produtos de seus próprios pokémons, seja com a pedra que de tempos em tempo cai da cabeça do meowth, seja com os cogumelos de um paras ou com o mel produzido pelas beedrills.
Vincus não tinha outro pokémon se não o growlithe, pokémons podem dar trabalho e nem todos se adaptam a vida pacata, muitos por possuir excesso de energia necessitam da vida selvagem ou de treinamentos e da batalha. Como o próprio observava entre os mankeys que viviam na fazenda, sempre lutando entre si e afugentando qualquer curioso que ousava aproximação.
Vincus trabalhou normalmente aquele dia, todos estavam cientes que era o seu último dia de trabalho, ele já havia juntado três mil ienes e já tinha desde os dez anos sua pokédex e o seu cadastro de treinador.

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Ao voltar para casa, por volta das 17:00 horas o jovem rapaz e seu pokémon foram abordados por um senhor alto de face serena, corpo muito magro e terno claro, um homem de cabelos longos e face delicada, usava assim como Vincus óculos redondos e trazia na face um sorriso calmo.

desconhecido: Olá meu jovem, vejo que você tem um belíssimo pokémon, estive passando ansioso por uma batalha com o pokémon que acabei de pegar nas redondezas, o que acha de um desafio? Ofereço 200 ienes se vencer, e se perder não precisará me pagar nada.
Vincus: Não vejo o porquê recusar. — Disse Vincus ajeitando o óculos com indicador enquanto rapidamente apontava para frente e gritava "growlithe eu escolho você !"
growlithe atirou-se a frente mostrando bem os dentes e em posição de ataque, toda a sua fisionomia mudou adquirindo um tom agressivo e assustador.

\"\" O desconhecido atirou uma pokébola contra o chão esta girou ao cair e abriu-se soltando uma grande luz que aos poucos foi perdendo o brilho e tornando-se densa, até adquirir a forma de um pokémon, era um sableye. \"\"

Vincus: Quer mesmo que eu acredite que capturou esse pokémons por Pallet ou até mesmo por Kanto? Não há sableye's por aqui, muito menos treinadores em abundância que o possuem, o Sr com certeza é um estrangeiro, me pergunto o que vem fazer na pequena Pallet, mas isso não importa, vamos a batalha.

- "Growlithe, cinzas!!!" a boca de growlithe encheu-se de fogo e um número absurdo de faíscas saiam-lhe da boca contra o corpo do sableye que tentava proteger o rosto com as mãos, arranhar o ar e desviar do ataque infernal, mas parecia meio perdido e acuado, talvez realmente tenha sido recém capturado.

Desconhecido: Sableye salte sobre o inimigo e use o raio confusão.

Sableye assim o fez, saltou e os dois diamantes de seus olhos brilharam rapidamente sobre growlithe, que cessou o ataque e começou a grunhir com os olhos fechados como alguém que sofre.

" — Sableye, time duplo!" o pequeno monstrinho tornou-se dois, logo três e então quatro, havia um verdadeiro e três réplicas. "Arranhão!" disse euforicamente o desconhecido, os quatro sableye's passaram ao ataque, growlithe parecia desesperado e não reagia, por sorte seu pelo grosso não era tão facilmente ferido pelo inimigo, mas cortes visíveis já passavam a chamar a atenção.

"Growlithe roda de fogo!" o cão demorou-se um pouco, mas por fim obedeceu lançando fogo, girou em direção a própria calda formando uma roda de fogo, as cópias do pokémon sombra dissolveram e o verdadeiro afastou-se evitando maiores queimaduras. A roda de fogo do growlithe não durou muito, ele não tinha treino para mantela por muito tempo, ou para locomover-se com velocidade durante o golpe.

Vincus: Muito bem growlithe, use a faísca e salte sobre ele, vamos deixa-lo preso.

Assim o pokémon canino o fez, lançou suas faíscas sobre o adversário e facilmente prendeu-o sob seu próprio peso.

"Mais uma vez, roda de fogo!" a roda de fogo o atingiu em cheio dessa vez, e growlithe girou o máximo que pôde sem deixar o sableye escapar, era o fim, quando o pokémon de fogo finalmente se cansou, o pokémon de sombra não podia mais lutar. A vitória era de Vincus.

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Com um movimento da pokébola, Sableye brilhou em vermelho e como luz novamente voltou a sua capsula, o jovem vencedor tomou feliz growlithe que parecia cansado em seus braços, e cedendo ao peso do seu próprio pokémon o colocou em sua pokébola.

Desconhecido: vejo que tem grande talento para batalhas, isso será muito bom, com certeza voltaremos a nos encontrar, aqui estão os ienes prometidos, me despeço agora, acho que meu sableye precisa de um centro pokémon.

Com um sorriso, o desconhecido despediu-se e foi andando com a mão no bolso, pouco importava quem ele era, na véspera de sua aventura uma batalha fora vencida, isso só poderia indicar um bom presságio, e isso deveria ser levado em conta. Vincus não queria demorar-se muito ali, no dia posterior seria sua nova jornada, e além disso, growlithe precisava de cuidados.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.