Pokémon Luz e Erupção
7 Capítulo VII
Notas iniciais
Capítulo VII – A Casa da Corrida!
— Mas ele não vai mais conseguir usar de jeito nenhum? – Dario questionou Lucinda.
Eles conversavam sobre o fato de Coldy ter basicamente esquecido como se usa Rage e aprendido um novo ataque, Bite.
— Não, ele aprendeu um novo ataque e então esqueceu de outro. Não há como ele lembrar o ataque apenas porque você quer! – ela lhe explicava, quase impaciente.
— Mas por que ele precisa esquecer um ataque para aprender um novo? – o moreno interrogou.
— Dario, eu não sei te explicar direito, mas os Pokémon só tem a capacidade de aprender até 4 ataques, nada mais do que isso, por isso quando aprendem um novo ataque sendo que já sabem quatro, eles esquecem de um, simples assim! – ela tentou explicar da melhor maneira possível. – Enfim, quando chegarmos à Goldenrod amanhã, o Professor Tim pode te explicar melhor!
Dario ficou confuso. Eles ainda estava na região de Violet, mais precisamente na Rota 31, mas ele sabia muito bem que aquela rota daria na cidade Cherrygrove.
— Porque vamos chegar em Goldenrod amanhã? Eu te disse que amanhã eu planejo vencer o meu desafio na Casa da Corrida! – disse sorridente.
— Quando você descobrir qual o desafio da Casa da Corrida, você vai saber porque chegaremos à Goldenrod amanhã. – sorriu. – Agora vamos treinar!
Dario levantou sorridente para treinar. Ele estava bem mais feliz desde que Lucinda decidiu lhe acompanhar em sua jornada, afinal segundo ela, era melhor viajar o mundo do que passar o resto da vida em uma estufa. A verdade era que ela havia brigado com seu pai, Marcus, pois queria ser livre para viajar pela região, conhecer novos Pokémon e talvez ser até mesmo uma treinadora, mas na verdade, Lucinda era uma garota sem sonhos, ainda não sabia que caminho seguiria, mas sabia que envolvia Pokémon, isso era tudo, era o suficiente.
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Dario estava em Violet há quase uma semana, por seis dias ele ficara junto com Lucinda dormindo junto aos monges na Torre Brotinho, e almoçando e jantando uma sopa que Lucinda fazia usando três tipos de Berries, Cheri Berry, Rawst Berry e Aspear Berry, as únicas Berries que eles encontraram por perto que não eram doces. Hoje seria o dia em que ele finalmente desafiaria a Casa de Poder de Violet, então logo pela manhã ele fora direto para o lugar.
Seguindo o mapa que havia ganho de Dri, ele só deveria ir pela rua principal e logo chegaria. A rua principal de Violet era uma das únicas que já era asfaltada, o resto ainda eram todas feitas de calçamento. Quando Dario chegou ao lugar indicado, logo concluiu que o mapa estava errado. Aquele lugar era uma loja de bicicletas, não uma Casa de Poder. Olhou confuso para Lucinda, que apenas sorriu e entrou na loja.
Quando Dario entrou na loja ele só teve mais certeza de estar no lugar errado. Aquele lugar não poderia ser a Casa da Corrida, havia várias bicicletas expostas, em cores e tamanhos diferentes, ao fundo havia um enorme balcão, onde uma garota mascava um chiclete. Ela tinha o cabelo castanho longo amarrado em um rabo de cavalo e usava um boné branco, mesmo estando dentro do lugar, onde não entrava quase nenhum raio solar. Lucinda foi até ela.
— Nós queremos participar do desafio da Casa! – disse confiante.
A garota apenas acenou com a cabeça, ajeitou o boné e fez um sinal com a mão para que ela e Dario o seguissem, pegou uma das bicicletas e entregou a Lucinda, e deu uma semelhante para Dario, então pegou uma para si. Fez outro sinal para que eles a seguissem, e sem dizer uma palavra os guiou de bicicleta até a saída oeste da cidade. Dario seguiu confuso, mas não questionou, estava confiando em Lucinda. Quando chegaram até lá, uma fila de pessoas com bicicletas se estendia por quase toda a largura da rota. Dario avistou um rosto conhecido, mas não conseguiu lembrar–se onde vira aquela pessoa.
— Vocês finalmente chegaram! – o homem de farda militar e cabelos negros veio até eles. – Lucy e Dario, a primeira e o terceiro!
— É bom vê–lo novamente, Noah! – Lucinda acenou para ele com a cabeça, apesar de seus catorze anos, ela pareceu uma senhora inglês naquele momento. Olhou para Dario. – Creio que você já conhece Noah, Dario, um dos líderes da Casa da Corrida!
— Sim, ele escoltou o nosso grupo à... – Dario foi interrompido.
— Ei garoto, aquilo é confidencial, não saia espalhando para todo mundo. – Noah bagunçou o cabelo de Dario ao dizer isso. – Enfim, vocês vieram para o desafio, certo? Espero que sim, pois já iremos começar!
Dario assentiu, mas estranhou aquilo. Todas as Casas de Poder de Johto possuíam dois líderes.
— Onde está o outro líder? – perguntou.
— Jessie está no meio do caminho! – deu um sorriso. – Não seria um desafio se não fosse uma atividade desafiadora, certo? Venham comigo, tragam as bicicletas. – guiou os dois até a linha de bicicletas, a largada. Havia pelo menos dez treinadores ali para o desafio, o que intimidou Dario um pouco, ele não sabia se era capaz de andar de bicicleta bem o suficiente para ganhar uma corrida. – Quem chegar à linha de chegada primeiro ganha, não importa os métodos de ultrapassagem, contanto que não matem os outros competidores!
— Perdão, mas onde fica a linha de chegada? – um dos competidores perguntou, seu moicano era enorme.
Noah riu, gargalhou na verdade, por minutos a fio. O garoto apenas ficou desconcertado com aquilo. Ficou daquele jeito até que Noah subitamente parou de rir.
— Isso é sério? – perguntou incrédulo, o garoto de moicano apenas assentiu. – A chegada é na entrada norte da cidade Goldenrod, quem chegar lá primeiro vence!
Dario assustou-se. O caminho dali até Goldenrod era um percurso de no mínimo seis horas pedalando, e ele sabia disso por conta de um viajante que passara por Violet alguns dias antes. Será que ele possuía resistência o suficiente para pedalar por todo este tempo? Só saberia se tentasse. Noah começou a contagem regressiva, que terminou com um tiro para cima. A largada de Dario foi desajeitada, ele não era acostumado a andar de bicicleta, mas conseguiu manter-se ainda a frente de dois garotos. Ele mal conseguia enxergar Lucinda, aquela seria uma difícil corrida.
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Dario já pedalava há quase uma hora e não via mais ninguém a sua frente, a não ser algumas silhuetas ao longe. Pedalava com força até que passara por cima de uma pedra. A pedra o fez perder o controle da bicicleta, o guidão virou para a esquerda, onde as árvores fechavam–se. A bicicleta foi para frente, fazendo com que Dario caísse de cara no chão, desmaiado.
A silhueta de um pequeno Pokémon flutuou para cima dele. Ela emanava um estranho brilho verde. Ele parou sobre a cabeça de Dario e encostou suas pequenas mãos sobre as têmporas do garoto. Um forte brilho começou a sair de ambos os seus corpos. Os dois sumiram dali, desaparecendo no ar.
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Dario deixara a bicicleta para trás, ao perseguir o Pokémon verde. Ele flutuava a sua frente, e Dario sabia, que se o seguisse, estaria no caminho certo. Sentia uma energia boa vindo daquele Pokémon, que ele desconhecia, mas confiava de alguma forma.
Passando por entre árvores e arbustos ele acabou em um lugar de rocha escura. Aquele lugar emanava um forte calor. Ele olhou para cima, era um monte alto, o Pokémon verde começou a flutuar como se estivesse o escalando, então Dario resolveu escalar também. Quanto mais subia, mais sentia calor. Ao chegar quase no topo Dario começou a ouvir estranhos barulhos de conversa, juntamente com um rugido. Subiu mais um pouco, de onde pôde observar melhor.
Dentro daquele monte havia uma enorme cratera, cheia de lava. Dario estava em um vulcão, mas aquilo não era o mais estranho. Pisando sobre a lava, estava um homem, que ajoelhou–se na frente do enorme Pokémon leonino a sua frente. O Pokémon tinha o pelo marrom e havia uma placa vermelha, branca e dourada em sua face. Dario por um segundo teve a sensação de que todo aquele calor emanava dele. Olhou para o lado, o Pokémon verde parecia sorrir, com suas antenas balançado, flutuou até o Pokémon leão.
— Entei, Celebi está aqui! – o homem começou a falar. – Isso significa que ele está no caminho certo! Ele irá te salvar, Entei! – o homem transpassava confiança através de suas palavras, mas apesar disso, o Pokémon leão, Entei, não pareceu feliz com aquelas palavras. Pareceu até triste ao ouvir tais dizeres. O homem o encarou. – Não se preocupe, alguns sacrifícios tem de ser feitos no caminho, mas ele vai acabar superando, eventualmente, acredite em mim!
Dario ficou confuso ao ouvir aquilo, e mais ainda ao ver que a pedra que servia de pingente para seu cordão brilhava forte, como chamas. Ele a apertou com força, aquilo era estranho. Ele resolveu que queria falar com aquele Pokémon, queria perguntar a Entei porque ele precisava ser salvo, e quem o salvaria. Ficou em pé, ali na beirada do vulcão. Ao olhar para a frente ele viu a lava borbulhando, e pensou que se ele pulasse, o Pokémon leonino o salvaria. E então ele pulou, indo de cabeça em direção a lava, e quando chegou muito perto da lava, ele percebeu que não seria salvo. Não conseguiu resistir ao impulso de fechar os olhos. Sentiu o impacto, mas foi macio e quente, mas o calor não o machucou, apesar de ser forte e arrebatador. E então, subitamente o calor foi embora e Dario sentiu o vento da noite lhe atingindo.
Abriu os olhos, estava em uma rota, mas não sabia qual delas. Estava sobre a bicicleta, mas não sabia como. Como havia chegado ali? Onde estavam Celebi, Entei e o homem?
A pedra ainda brilhava forte contra seu peito, aquela era a única prova que ele possuía de que aquilo provavelmente havia sido verdade. Dario olhou para frente e forçou-se a pedalar. Se chegasse em algum lugar ele poderia perguntar o que havia acontecido e para onde ele havia ido, além de por quanto tempo havia sumido. Pedalou com força, até que viu alguns altos prédios ao longe. Continuou pedalando pela rota até que viu uma linha de chegada. Quando percebeu que provavelmente havia chegado em último ele deixou escorrer uma ou duas lágrimas, mas surpreendeu-se quando passou a linha e ouviu um grito:
— O primeiro a chegar! – ouviu uma voz feminina, que até lhe era conhecida.
Assim que ele atravessou a linha, caiu no chão desmaiado. Não importava o que havia acontecido, mas Dario estava cansado. A garota correu para ajudá-lo. Em um último segundo ele viu seu rosto, era Drielle, a garota da Rádio.
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