Pokémon: Kyurem - O Terror Dos Ares
1 Prólogo
Notas iniciais
Era início da manhã. A vila estava praticamente silenciosa, só se ouvia o som dos Pokémon pássaros nas árvores. Os habitantes estavam começando a sair de suas casas para respirar o ar puro do pé da montanha. Alguns deles tinham Pokémon colados em seus calcanhares ou empoleirados nos ombros.
E então, veio o frio. Foi de repente, sem aviso. Começou com um vento gelado, acompanhado de uma forte tempestade de neve. E do topo da montanha, veio um rugido ensurdecedor. O chamado Terror dos Ares havia chegado: Kyurem, o mais cruel dos Pokémon dragões.
A fera saiu do interior da montanha, levantou voo, planou por um tempo, e caiu sobre a vila. Não houve tempo de reação. Kyurem desceu com uma velocidade surpreendente, e assim que pousou surgiram estalagmites ao redor das casas, formando um círculo de gelo que impedia os moradores de fugirem. E com outro rugido, o gelo explodiu em milhões de pedaços, e em poucos segundos, a vila, os moradores e os Pokémon estavam completamente congelados.
Esse é o maior prazer de Kyurem. Destruir tudo o que o incomoda. Depois que o trabalho estava feito, ele selou a entrada da montanha com gelo e partiu rumo ao extremo norte, a fim de descansar por mais alguns anos. Mas desta vez, a destruição não foi exatamente completa.
No porão de uma das casas mais ao leste da vila, oposto ao local onde o dragão pousou, um garoto de apenas dez anos de idade estava escondido, esperando um momento oportuno para poder sair. Seu nome era Drake. Assim que Kyurem levantou voo, seus pais o pegaram e o levaram para o porão, mas eles mesmos não conseguiram se salvar. Por isso Drake estava com um pouco de medo de sair, pois provavelmente iria encontrar seus corpos congelados no andar de cima.
Depois de algumas horas, finalmente o garoto tomou coragem e saiu. Como esperado, encontrou seus pais lá em cima. “Papai... mamãe...” disse ele, com lágrimas nos olhos. “Prometo a vocês que vou crescer forte e, um dia, acabar com aquele dragão mau.” Feito isso, foi ao quarto onde os três costumavam dormir e pegou a velha adaga de seu pai, uma lâmina feita com a garra de um Kabutops, presa em um pedaço de madeira, e saiu da casa em direção à floresta. A vegetação não fora atingida pelo ataque, então lá Drake poderia conseguir comida e água.
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