Capitulo IV

Após o pequeno incidente com Zigzagoon, Emy que tivera seu precioso sono destruído, resolveu-se por treinarde preferência sozinha na clareira que unia as tendas, barracas a arena e o Centro Pokémon,soltou seus Pokémons, poderia usar três em cada batalha, não definiria um time permanente por enquanto, as situações costumam variar com uma velocidade impressionante, aprendera issotardiamente é verdade, mas aprendera.

Antes prevenir a remediar, haviam treinadores iniciantes ali, haviam treinadores experientes só em busca de alguém a altura, sozinha com seus pensamentos Emy sequer notou quando uma figura sombria se aproximou de si na escuridão.

- Garotinhas não deviam ficar sozinhas a essa hora da noite.- bradou a figura chamando a atenção de Emy,a menina virou-se deparando-se com uma mulher alta, extremamente pálida, cabelos negros lisos e longos, olhos azuis, altura um tanto abaixo da média,a mulher vestia uma camiseta negra colada ao corpo, uma calça jeans igualmente negrae, uma bota prateada de cano longo, o pequeno Ralts escondeu-se atrás de Emy quando o olhar sombrio da mulher pairou sobre si.-Estava querendo treinar?- a mulher perguntou tentando parecer cordial.

- Ah!- Emy lembrou-se de seu objetivo na clareira.- Sim, acho que me perdi um pouco. A propósito, meu nome é Emy, Emy Starne.- Emy riscou um sorriso forçado para a mulher estendendo-lhe a mão.

- Muito prazer, Emy.- a mulher apertou a mão da garota rapidamente com um brilho sombrio nos olhos e prosseguiu.- Desculpe se fui rude, meu nome é Anise, Anise Taylor.- a mulher soltou as mãos de Emy observando novamente os Pokémons da garota.- Se não se importa adoraria te ajudar a treinar, há muitos treinadores fortes aqui Emy,eles explorarão cada fraqueza que você tiver, o único objetivo é ganhar, creio que você não quer perder.- a mulher terminou em um sibilar.

- Hã... Por mim tudo bem.- Emy falou lutando contra si mesma.- Bom pode escolher seus Pokémons.- a garota falou novamente forçando um sorriso.

- Pokémons?- a mulher ironizou e logo desdenhou para a garota.- Não precisarei de mais de um Pokémon aqui.- puxou sua Pokebola lançando-a no ar.

- Baltoy!!!- o pokémon se animou ao sair da Pokebola e, encarou curioso a treinadora como se jamais houvesse batalhado com a mesma.

- Criança o que você vai aprender aqui.- a mulher começou se distanciando de Emy fazendo um campo de batalha imaginário entre Emy e seus Pokémons.- é a arte milenar mais apreciadaque surgiu entre humanos e Pokémons, chamasse Lien, é arte de ligar, auras e mentes,explorar até o ultimo requintedas mentes, quando um treinador acha o seu Lien, ele é capaz deentrar em ligação com o Pokémon, ver o que ele vê, sentir o mesmo que ele, tudo é dividido, da dor a alegria, compartilhar tudo, até mesmo as habilidades e lembranças. Cada pessoa e cada Pokémontem seu próprio estilo de Lien, ou seja a ligação vai variar de acordo com você, há muitos que vivem sem sequer saber o que é Lien, a outros que desenvolvem essa ligação a tal ponto que chegam a adquirir as habilidades de seu Pokémon apenas pensando nele, não importa a distância, o tempo ou qualquer outra coisa que imagine como empecilho.-Emy escutou as palavras sérias de modo absorto.

- Me prove então.- retalhou a garota de modo sarcástico.

- Esperava isso de você. Uma batalha venha com tudo o que tiver.- a mulher fechou os olhos, o Baltoy permaneceu parado.

Depois de alguns segundos o Pokémon jogou o corpo para frente como se houvesse sido empurrado, fechou os olhos e, logo treinadora e Pokémon abriram os olhos, apenas um olhar foi necessário para que o Baltoy partisse em direção a Emy girando velozmente e de modo violento, sem que Emy esboçasse reação o pequeno Ralts até então em seus braços pulou tentando com todas as suas forças conter o Baltoy com seu Confusion, antes que Emy pudesse assimilar o ocorrido, Seedot, Houndour e Poochyena haviam se juntadoa Ralts, tentando inutilmente parar o Baltoy, o Pokémon inimigo não devia ter nível alto, mas, desviava de tudo de modo impressionante, sem ordens,conseguia desvendar lugares inimagináveis para se esconder e, em determinado momento o pokémon reiniciou seu giro acertando impiedosamente Houndour e Poochyena e tirando-os da batalha.

Emy fechou os olhos contrariada, voltou seus dois Pokémons digamos mais antigos, permanecendo apenas com Seedot e Ralts, talvez aquela história de Lien fosse algo a ser levado a sério e, de repente a necessidade de dominar essa habilidade lhe parecia algo que não podia ser retardado, fechou os olhos com força, tentou se concentrarapenas em Seedot e Ralts, era a hora de fechar os olhos e pedir aquela ajuda a Deus que todo mundo recebe pelo menos ma vez na vida.

Os olhos estavam firmemente cerrados, apenas podia sentir e ouvir os golpes desferidos no ar, podia sentir quando seus Pokémons não tinham chance para desviar dos ataques de Baltoy, finas lágrimas podiam ser vistas escorrendo dos olhos da garota um simples sussurro: “ eu queria poder sentir a dor no lugar de vocês” algo que nem sequer fora escutado direito pela própria garota, sua vontade era poder tomar o lugar de seus pokémons, Emy não era experiente, nem sequer demonstrava sentimentos abertamente, mas aqueles que estavam apanhando a sua frente, faziam-no unicamentepara protege-la, cerrou os olhos, dessa vez fora diferente, sua visão parecia ter sido dividida e, mesmo de olhos fechados podia ver, estava vendo o mesmo que Seedot e Ralts, viu Baltoy se aproximando em alta velocidade, apenas pensou, eles puderam ouvi-la entende-la , era isso então, Lien.

Sua ligação com seus Pokémons, a capacidade de estender sua aura, compartilhar suas mentes, dores e anseios,Lien, uma arma poderosa, uma ligação irrompível, agora sabia o que fazer.

O Baltoy vinha mais uma vez em direção aos Pokémons, apenas não esperava que seu giro fosse momentaneamente parado e, ser acertado por um Bidê extremamente poderoso, atacar Seedot fora um erro.

Entretanto a dita Anise não parecia abalada, apenas sorria, seu objetivo não era vencer a batalha, apenas testar as habilidades dos antigos e grandes Imagawa, hoje reduzidos a uma família normal que atende pelo nome Starne, seu objetivo ali estava cumprido, apenasse livraria do inútil Baltoy ao anoitecer do dia que viria a seguir.

Os interesses ali não eram outros senão novos membrospara a Neo Dam, as crianças Starne eram prioridade para seuchefe, Anise, era seu nome.

A perigosa domadora de plantas, ela era essencial, e, seria fiel a Neo Dam até o fim, recolheu o Baltoy, virou-sesem dar mais explicações, já sabia o motivo do interesse nas crianças, mas tinha seu próprio interesse ali, Anise.

As plantas tem seus próprios segredos, não mistérios, apenas segredos, revelados aos poucos que os queremconhecer, Anise Taylor, não era uma adolescente, tinha trinta anos, jamais lhe dariam aquela idade ela sabia,agradecia o fato as plantas, a Neo Dam, Anise seu próprio nome dizia, uma erva, uma planta rasteira. Ela também já foi normal, fora criança, adolescente, casara cedo demais, tivera um filho também cedo,do menino tinha lembranças vagas, apenasque era seu oposto, ruivo, pele bronzeada, como toda mãe amava o filho.

Amou ao ponto de unir-se a Neo Dam apenas para assegurar-se de que a criança teria segurança, nenhuma lágrima fora derramada quando a oito anos partiu para nunca voltar,mas o destino cruza caminhos, nunca imaginara que o garotinho que abandonara em Sinnoh acabaria por chegar em Hoenn, nunca imaginou que dentre tantas pessoas o destino do garotinho que deixara chorando a porta de uma casa em Eterna fosse se cruzar com seu alvo sua missão, e em nenhuma hipótese cogitara a situação a qual se dirigia.

Soltou um Shiftry e, com uma ajuda do mesmo conseguiu adentrar o dormitório do centro Pokémon sem ser vista, aproximou-se do criado mudo ao lado de uma cama onde dormia um garoto ruivo,ele havia crescido, pôde constatar ao mirar atentamente o garoto, em quase nada lembrava o garotinho comportado e tranqüilo que vira crescer até os quatro anos, agora, era um pré-adolescente, doze anos com mais sardas do que se lembrava, energético, o menino se revirava sobre os lençóis murmurando palavras sem nexo, os cabelos arrepiados hora ou outra acabavam por ser aspirados, não era uma cena agradável.

Colocou a Pokebola de Baltoy junto as do garoto, puxou um pequeno papel e, escreveu de modo caprichado: “ Para você Mike, espero que se lembre de mim um dia”.

- Uhannnn.- Anise voltou seus olhos azuis encarando o garoto que agora murmurava em tom audível.-Eu vou te vencer pai.- o garoto murmurou enquanto fazia alusão a uma batalha.- Marill use o Water gun no Rhydon!!

- Eu ainda agradeço o fato de você não se parecer comigo.- a mulher murmurou ajeitando os cabelos do garoto.- Durma bem Mike.

Emyteve a leve impressão de ver um vulto saindo do dormitório quando chegou, acompanhada de Houndour, Poochyena, Seedot e Ralts, deixara que os mesmos passassem a dormir fora de suas Pokebolas, talvez fosse uma boa idéia afinal, precisa se preparar para alguém como ela.

Anise. Queria ser mais forte, que ela, queria ter podido evitar a dor sentida pelos parceiros, quiçá amigos.

Emy admitia ter amigos, John e talvez o excêntrico Mike, uma hora acabaria topando mais uma vez com ele, seu destino parecia ter sido selado quando o encontrou no laboratório, tinha de agradecer, bem... Talvez rezar fosse ma opção melhor. É para Emy era algo bem necessário.

Continua...

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Minna-san, ñ teremos falando francamente hoje u-u

mas tenho um ótimo motivo u-u

estou me preparando psicologicamente para o cap 438 do mangá de Naruto T-T

HINATA TT-TT

\" coloca uma roupita de luto\" e eu to de luto por quem morreu em Konoha e, pelo Kakashi.

Mas voltando u-u\'

Obrigado pelas reviews Satoshi Ketchum, em agradecimento quero que saiba que vc acaba de virar um personagem decisivo em Pokémon Impact. XD

sei q esse cap ñ tá \"*0*\"

Mas relevem por favor, ñ estou com muita inspiração e prometo compensar no próximo.

Sendo assim.

Té mais!!!!!!! =D

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.