Pokémon HELP ME! - Chapter I-Arno
1 Capitulo I - Sem Memoria
Notas iniciais
Arno abriu seus olhos.
Ele sentiu uma enorme dor de cabeça e sentiu seus músculos protestarem em agonia ao menor movimento dele, assim deixando um gemido de dor baixo escapar de seus lábios. O mesmo estava com a visão turva, e não conseguiu saber de imediato onde ele estava, mas ele sabia de algo:
Estava se movendo
Arno ouviu vozes e um forte cheiro de bebida, o que fez ele cerrar seus olhos para conseguir suporte o forte odor que saia de alguma parte daquele local. Arno tentou se lembrar de como foi parar em um local com cheiro de bebida, porém ele não se lembrava de nada. Absolutamente nada. Aquilo era possível ? Se perguntou Arno. Como ele se esqueceria de tudo?
Assim que sua visão voltou ao normal ele pode ver uma porta de ferro que quase abria quando o veiculo em que ele estava passava por algum buraco.
-Então estou em um caminhão...-Pensou Arno. O mesmo forçando o pescoço e sentindo uma enorme queimação na região do peito para cima, porém, ele conseguiu ver várias gaiolas com lençóis, de algumas saia um terrível cheiro de podre que fez Arno pensar no que de tão ruim poderia haver lá dentro. Porém, uma delas estava pela metade, e ele pode ver um Pokémon, um jovem Fennekin magro e caído, o mesmo respirava com dificuldade. Mas alguns segundos depois a respiração parou.
-Não...-suspirou Arno. O mesmo ignorando a incrível dor em seu corpo, engatinhou até a gaiola soltando baixos gemidos de dor e sentindo que alguma parte de seu braço direito sangrava. Porém seu corpo não resistiu e caiu. O mesmo queria chorar em agonia de tamanha a dor que ele sentia. Porém ele encarava o corpo do Fennekin que começava a ficar cinza pela falta de sangue. Novamente, O acastanhado se levantou e se arrastou até a gaiola, onde começou a cutucar e balançar o Pokémon.
-Vamos!-Disse o garoto chacoalhando o Pokémon que não reagia. Por fim o mesmo o empurrou para o canto da jaula em um claro sinal de que estava furioso.
-Fenne...kin...-Suspirou o Pokémon raposa. Arno levantou o olhar para ver a pequena raposa que tossia. Arno sorriu ao ver que ele ainda estava vivo, porém já devia estar “fora de combate” por isso deveria entrar em sua pokébola, mas o mesmo não via nenhuma.
-Trafico de Pokémons...-Sibilou Arno com desprezo daquela frase. Afinal, quem gosta de ser torturado e vendido? Arno acariciou a cabeça do Pokémon que ronronou e se aninhou do peito da mão do mesmo.
Porém o lindo momento foi interrompido por um alto rugido vindo de algumas gaiolas mais ao fundo. O mesmo soltou um gritinho agudo rolando para trás, assim batendo na porta do caminhão – que havia passado a quase cem por hora em um buraco. –
-God Damn...-Murmurou o garoto acariciando uma parte ferida que começou a sangrar.-Merda...-Ele disse sentindo o sangue escorrer dentre seus dedos, aquela ferida era funda, porém podia ser estocada com algum pano – que tratou de tirar de uma das gaiolas, revelando um Pidgey muito fraco com as costelas por cima da pele – Porém o que mais intrigou o garoto foi: De onde veio aquele rugido?
Segundos depois, outro rugido seguido de fracas labaredas surgiram próximo ao fundo do caminhão.
-Wath a fuck... ?-Perguntou Arno para si mesmo. Porém ele ouviu uma voz vindo do banco do motorista.
-Porra mano! Voce me disse que tinha sedado a merda do Typhlosion!-Uma segunda voz, um pouco mais grave rebateu:-Eu sedei! Porém ele acordou seu idiota !-O tal Kazou provavelmente ia falar algo, porém , apenas um grito esganiçado dizendo “cuidado” foi ouvido. Logo após isso, foi como se a gravidade na caçamba do caminhão sumisse. As gaiolas voaram e para Arno, o tempo parou por um curto período de tempo, antes de seu corpo novamente se encontrar com o chão duro e frio do caminhão.
-Ouch...-Se queixou Arno, porém, ele ouviu gritos de dor, e logo depois, ouviu um baque surdo no teto da caçamba, como se uma sacola com carne batesse ferozmente ali encima.
Eram os sequestradores...
A essa altura, Arno sabia que algo havia acontecido, o caminhão havia batido. E nessa batida, o Typhlosion, estava deitado na gaiola encarando os olhos de Arno. Ambos compartilhavam do mesmo medo, pois sabiam, que seja lá, quem ou o que matou os sequestradores.
Então a porta da caçamba se abriu bruscamente, causando um susto repentino no garoto. O mesmo se virou para a porta. Ele apenas via uma silhueta do seu tamanho no meio de uma enorme claridade. Seria engraçado de pensar, mas Arno por um segundo, pensou que estava no céu, e aquele seria o anjo que o guiaria.
Mas então, quando seus olhos se acostumaram, ele viu um garoto com a mão estendida para dentro do caminhão, como se usassem algo como uma magia. Por fim, ele abriu a boca, e sua voz saiu de um modo sínico e inexpressivo.
-Voce.-Ele apontou para Arno, o acastanhado perguntou novamente se era “ele” a quem o tal Anjo se referia, o mesmo confirmou.-Existe algo vivo ai dentro ?
Arno gaguejou por alguns segundos. Seu salvador não piscava! Isso, além de ter uma pele cinza claro, e facilmente poderia ser considerado um Zumbi, porém, ignorando esse fato, Arno confirmou e apontou para o Typhlosion e para o Fennekin desacordado. Então, detrás da figura, outra coisa saiu, algo que Arno não soube dizer se era um Pokémon, seja o que for, brilhou roxo e tirou todas as gaiolas de dentro do caminhão, e depois tirou Arno.
A luz do sol o cegou por curtos segundos. Ele viu que estava em uma trilha numa encosta de uma montanha. Ele não reconhecia aquele lugar, mas, o que ele reconheceria ? Nada, porém, ele sabia que nunca estivera ali. Porém, o que mais o surpreendeu foi o fato da criatura identificável de antes ser um Mew! Isso mesmo um Mew.
O salvador de Arno abria as gaiolas, julgava se estava vivo ou morto. Se estivesse morto, ele fechava os olhos e sussurrava algo em outra língua e depois dava para o Mew cavar um buraco e enterrar. O que estivesse vivo, ele dava uma Potion, um cafuné e depois soltava na mata.
-O-oi.-Chamou Arno. O mesmo não se virou, mas Arno sabia que ele estava de olhos abertos em uma eterna expressão de surpresa.-Diga garoto.-Pediu o estranho. Arno tentou encontrar as palavras certas, pois ele não queria que o Mew usasse o Psich nele.
-Bem...quem é voce ?-O estranho parou de olhar a gaiola e se levantou encarando o acastanhado.-Me chamam de Ethan. Apenas Ethan, e voce ? Como foi parar em um transporte criminoso ?-Arno estranhou o fato dele não demonstrar nada na voz, apenas um voz continua e sem nenhuma expressão que pudesse ser notada.-Bem...-Arno pensou rápido.-Eu fui sequestrado.-Disse por fim, Henry logo estalou os dedos, e o Mew se transformou em um Bulbassaur e prendeu Arno com o Vine Wip.
—Odeio mentiras. Eles não podem ter te sequestrado. Voce é de Johto. É fácil de ver isso no seu sotaque.-Arno era de Johto ?! Pelo menos de algo ele sabia.
-Fale a verdade. Ou te deixo como os traficantes.-Arno não queria saber como os traficantes ficaram, então, ele fechou os olhos com força e falou tudo de uma vez, com uma velocidade tão rápida que ele imaginou o Eminem tentando o superar.
-Entendo...sem memória não? Está certo. Dito, solte-o.-Por fim o Bulbassaur o soltou e se transformou em uma massa gelatinosa de cor rosa. O mesmo caiu no chão e soltou um gemido de dor alto o bastante para Henry ouvir e ver os cortes e arranhões do acastanhado. O inexpressível avançou e pegou um dos braços do acastanhado, fazendo o mesmo se assustar.
-Ei, ei, ei! Ta me estranhando?!-Arno puxou o braço para si, porém o inexpressivo o puxou novamente e analisou melhor os cortes.-Não é muito profundo...mas é melhor tratarmos disso, mas antes...- Henry apontou para o Typhlosion que se debatia na jaula.
-Voce não tem pokemons...precisa de alguém para proteger.-Arno deu uma risada curta e corrigiu o amigo.-Na verdade é “alguém para ME proteger”.-Henry fez que não com a cabeça.-Eles que precisam da gente, nós podemos usar armas de fogo e outros tipos de armas, mas eles...eles apenas podem lutar, não dependa deles, por que se você não os proteger, quem ira?
Arno abaixou a cabeça envergonhado, e andou até a jaula, onde com receio de colocar a mão em uma criatura que rosnava e o olhava com um olhar mortal, era quase que suicídio fazer aquilo, mas ele sabia que se não fizesse, Henry tomaria uma atitude.
Por fim ele respirou fundo e lentamente, com a mão aberta, ele tocou na cabeça do Typhlosion.
E então aconteceu...
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