Pokémon Enimia

9 Cap. 5- Irmãos não se despedem!


Notas iniciais
Os irmãos Mcloud continuam com sua busca implacável pelos Toxics! Mas algo coloca a união dos dois em risco.

Rota 22, 20:00

Um garoto com uma camiseta preta com capuz e uma nota musical roxa estampada em seu dorso, saia do prédio que ficava a central da Liga Pokemon de Kanto, com seu capuz cobrindo seu rosto e de cabeça baixa ele se dirige para a cidade de Viridian quando dois homens com jalecos de cientistas pretos com um símbolo de perigo químico vermelho bordado no peito, mascaras de cirurgias e luvas e botas de couro pretas, saem do meio das sombras das arvores, impedindo a passagem do jovem.

— Crianças não deveriam andar até tarde na rua sabia?

—Você deu azar de nos encontrar garoto... passa o seu Trainer Card!

—Melodic!

O garoto arremessa uma pokebola e dela sai um Umbreon.

— Belo pokemon, um bem raro diga-se de passagem, aposto que é só um filhinho de papai que acabou de tirar o Trainer Card, vai ser um prazer acabar com você! Vai Nidorino!

—Concordo! E só pra ter certeza, vai Golbat!

O garoto permaneceu quieto, esperando a ação de seus oponente.

—Golbat! Aircutter!

O Golbat, em um voo rasante corta o Umbreon com sua asa.

—Melodic, Payback!

Quase sem se abalar pelo impacto do ataque, uma pata do pokemon se torna roxa e com um movimento rápido, golpeia a asa do oponente, com um dano massivo que desestabiliza o mesmo que termina rolando no chão, derrotado.

—C-como você derrotou meu pokemon com um único golpe?

Sorry, mas capangas comos vocês jamais teriam chance contra alguém como eu!

O garoto retira o capuz, revelando uma franja com as pontas roxas cobrindo um dos olhos de sua face, Purple sorria com um tom de deboche pela fraqueza de seus inimigos.

—Tsc! Muleque miserável!

O homem retira um revólver e aponta para Purple, que entra em estado de alerta retirando seu sorriso do rosto.

—Ele é o alvo perfeito! Pela força de seu pokemon já deve ter derrotado alguns ginásios! Não podemos deixar que ele se vá, com certeza ganharemos uma promoção se os pegarmos!

—Ok! Não tente nenhuma gracinha garoto, nós não brincamos em serviço!

Quando o homem se aproximou para roubar os pertences de Purple, o jovem rapidamente segurou o braço do homem e o girou para suas costas, deixando o homem de frente para seu parceiro armado.

—Não tentem nenhuma gracinha, ou o braço de seu companheiro será quebrado, estou falando sério, eu não brinco em serviço.

Esta ultima frase sendo usado com uma entonação um tanto sarcástica o homem armado hesitou e a cena se permaneceu durante um tempo, até que um brilho roxo apareceu na franja de Purple, parecia que o brilho era emitido de trás da franja, o garoto faz uma expressão de dor e coloca sua mão na frente do olho, numa tentativa em vão de amenizar a dor, em sua mente, Purple escuta um som agudo durante um tempo e depois uma voz rouca.

Mate...Não tenha medo.. Não hesite... Eles fizeram aquilo com sua mãe…

Imagens de sua mãe em uma cama de hospital, se contorcendo e urrando de dor, uma visão que Purple e Amber viram naquele mesmo dia mais cedo, quando foram se certificar se sua mãe ainda estava viva.

Ao perceber que o garoto tinha se abalado, o homem deu uma ombrada no garoto, que soltou seu braço e caiu de costas no chão. Apontando uma arma para o rosto do garoto o homem diz

—Nós te avisamos...-e puxa a trava do revólver.

—Oz! Wing Attack!

Um Aerodactyl aparece atacando o homem e o derrubando quase inconsciente no chão, seu parceiro com uma expressão de espanto de repente é acertado por um par de mãos juntas descendo contra sua nuca como uma marreta.

—Purple! Cê ta legal?

Amber ajuda seu irmão a se levantar, ele ainda estava com uma mão na frente da franja.

—O que foi? Aconteceu algo com seu olho?

Amber tira a franja do garoto da frente de seu olho, revelando um olho com uma íris da cor roxa, porém, fora isso, nada fora do comum.

—Não é nada...só uma dor de cabeça…

—Que hora pra se queixar de dor de cabeça! Eu disse que era perigoso usar você como isca, não disse!?

—Tá tá, mas pegamos os suspeitos não? Devo admitir, você ter acesso a algumas informações da policia se tornou mais útil do que eu esperava! E olha que eu já sabia que seriam uteis!

Amber começa a algemar um dos suspeitos e diz.

—É sempre bom ter muitos amigos Purple, por isso você devia deixar de ser tão esquisitão e se tornar um cara popular na escola, não um delinquente que fica bolando aulas.

—Tsc! Shut up...hum!? Ei! Amber!

Purple aponta na direção do outro capanga que não havia desmaiado e agora fugia na direção de Viridian.

—Droga! Eu deveria ter acertado com mais força!-diz Amber se levantando correndo em direção ao homem- Purple! Fique ai e ligue para a policia, me encontra depois!

Purple encara seu irmão sumindo de seu campo de visão e depois vira para o capanga capturado.

—Então...pretende cooperar?

—Vai pro inferno!

—Imaginei...mas se eu fosse você- Purple lentamente puxa uma pokébola de seu bolso e a abre, dela saindo um tyranitar furioso que ameaça pisar em cima do homem, que já estava tremendo -reconsideraria, Tresh não gosta nada de pessoas que não cooperam.

Amber segue o homem até uma mansão abandonada numa parte mais “esquecida” de Viridian, quando o homem entra na mansão Amber hecita com receio pela possibilidade de uma armadilha, até que ele escuta uma voz.

Yo bro, sentiu minha falta?

—Purple!? Que susto muleque! Como achou esse lugar?

—O outro capanga me disse onde encontrar.

—Você chamou a policia?

—Claro claro...só tirei algumas informações dele antes, vamos entrar ou não?

—Não, eu entro e você…

—Fica aqui? Que nem da ultima vez?

Amber fica calado um instante e diz.

—Ta certo... eu só vou checar pra ver se o local esta seguro.

Amber estende a mão e tenta se concentrar para sentir a presença de algo ou alguém dentro da mansão.

—...E ai?

—É um local grande eu não consigo checar a mansão toda, mas posso sentir alguns pokemons, provavelmente selvagens, não sinto nenhuma presença humana.

—Então aquele cara fugiu?

—Não sei, ele pode só estar em algum lugar em que eu não consigo verificar, de qualquer forma, precisamos entrar logo.

Ao entrarem, os irmãos veem vários gastlys voando pelo local, aparentemente eles eram inofensivos, haviam alguns cômodos no primeiro andar e uma escadaria grande com duas estátuas enormes que levavam para o segundo andar.

—Huh!? Eu sinto a presença dele no segundo andar! Vamos antes que seja tarde!

Quando eles começam a se aproximar da escadaria Amber para subitamente e encara as estatuas.

—Oque foi? Medo de um par de estátuas?

—Não são só estátuas, eu sinto uma presença vindo de dentro delas!

De repente, um par de olhos amarelos aparece em ambas as estátuas e elas começam a se mexer, não eram estátuas comuns, eram Golurks!

—O que é isso?-Diz Purple ao enquanto as estátuas começam a avançar na direção dos irmãos.

—Um pokémon, eu chutaria…

—Mas eu nunca ouvi falar desse pokemon!

—Purple! Não temos tempo a perder com eles, acha que consegue dar conta?

Um dos pokemons soca na direção dos irmãos que saltam cada um para um lado.

—Se eles forem fantasmas como os outros pokemon daqui, sem problema! Eu tenho dois tipo noturno com vantagem!

—Ok, Qualquer problema é só me chamar, ou então não excite em fugir.

—Vá logo Amber! Estamos perdendo tempo! Vai Tresh!

Amber joga Oz, seu Aerodactyl para leva-lo para o segundo andar, um dos Golurks tenta pega-lo antes que ele alcance o segundo andar, mas Tresh usa Dark Pulse atordoando os dois pokemons e abrindo caminho para seu irmão, quando ele ia jogar Melodic, seu Umbreon, Tresh recebe um fortíssimo soco de um dos oponentes e é jogado violentamente contra uma parede.

—Eles não podem ser apenas fantasmas, são sólidos demais para serem só fantasmas… Pedra? Solo? Metal? Tem que ser algum desses… Wathever. Melodic, Blues!

De uma pokébola sai um umbreon e da outra um kingdra, e Purple da o comando para um Hydro Pump, que acerta um dos Golurks no peito, impedindo que ele acerta-se Tresh, que já se levanta revidando um de seus atacantes com Crunch.

—Há! Tá fácil de mais! Huh!?

Os Golurks começam a ignorar os pokémon e dirigem suas atenções para Purple, o jovem é tomado por uma grande sombra do punho de um dos pokémons que vinha em sua direção, o jovem salta para o lado, e vê que o pokémon ficou com seu braço preso no chão, aproveitando a deixa, Purple da o comando para Melodic usar Assurance, o umbreon salta e acerta com uma massa o braço preso do oponente, o impacto do golpe super efetivo o arremessa para o lado, o derrubando no chão, mas nota que o outro também vinha em sua direção e logo manda Tresh usar Dark Pulse e Blues usar Brine, os golpes acertam o alvo que cai em direção de Purple, o jovem corre para fora da grande área negra que era a sombra de onde o grande pokémon ia cair, e por um triz, sai a salvo.

Amber anda por um corredor com várias portas trancadas por barras de madeira até que enxerga no final do corredor uma porta entre aberta com uma luz saindo de dentro, ao se aproximar ele começa a ouvir vozes, e quando chega na frente da porta começa a espiar, e vê três telas de computador grandes, duas telas tinham apenas vultos, porém a do meio mostrava um homem, com uma grande chapéu de bruxo com um olho desenhado, olheiras e um desgrenhado cabelo em sua testa , ele estava de capa e com uma camisa preta e luvas pretas, só era possível ver isso já que só aparecia o busto, ele apoiava seu rosto com uma das mãos como quem está entediado ai ele diz.

—Então está dizendo que um adolescente e um homem derrotaram vocês e você escapou por pouco?

—S-sim senhor, General Gaz! Requisito assistência de sua base em Lavender!

Um dos vultos diz com uma voz rouca.

—Pela descrição, é quase certeza que eram Purple e Amber Mcloud.

O outro vulto diz com uma voz fina e feminina.

—Os garotos que tentaram impedir Lorde Bio em Pallet? Eles não deveriam colocar o nariz onde não são chamados, podem acabar perdendo eles…

Gaz, o homem com roupa de bruxo, olha em direção de Amber e faz uma expressão de curioso, Amber começa a temer ter sido descoberto porém ele volta a olhar para o capanga como se nada tivesse acontecido.

—Bem, prossiga com o plano, afinal, não podemos deixar as pesquisas do falecido professor Mcloud serem em vão correto?

—Como é senhor?

De repente a porta voa em direção do capanga que desmaia ao ser atingido de surpresa, Amber está com a mão esticada e com um dos olhos completamente cor de âmbar e meio brilhante.

—COMO ASSIM, “FALECIDO” PROFESSOR MCLOUD!? O QUE FIZERAM COM MEU PAI!?

—Ora ora, Amber! Que surpresa! E que exímia demonstração de telequinese! Seu irmão também esta aqui? Claro que está! Vocês estão sempre juntos não? Melhor assim, é como diz o ditado não? “Dois bunearys com uma só paulada”.

Ao dizer isso ele mostra um tipo de comunicador e diz

—Koffings, usem Self Destruct!

A voz do homem ecoa pela mansão e depois de alguns instantes a mansão começa a explodir, Amber se atira de uma janela e se segura numa árvore, Purple por sua vez simplesmente saiu pela porta da frente ante que o prédio desabasse , ambos sofreram um certo dano pelo impacto da onda sônica da explosão, porém nada sério.

—Purple, cê tá legal?-pergunta Amber ainda pendurado na árvore e se preparando para pular.

—To sim, e você?- Diz o rapaz claramente com voz de ferido, enquanto limpa suas roupas.

—Escapei por pouco mas to legal.

—Bem, o que importa é que estamos bem. O que você descobriu?

—Aparentemente eles têm 3 generais. Um deles se chama Gaz e está em Lavender- Amber diz a frase com seriedade, se lembrando do comentário de Gaz, “Vocês estão sempre juntos”.

So, what are we waiting for!? Vamos para lá imediatamente!

—Não Purple...eu devo ir pra lá imediatamente, você já me ajudou em batalhas o suficiente, não há por que você se envolver ainda mais nisso…

A expressão de Purple muda de um sorriso cheio de energia e entusiasmo para uma cara de tristeza e decepção.

—Não há por que eu me envolver, you’re kidding, right!? E a mamãe? Isso não é motivo suficiente?

—Purple, podíamos ter morrido, tanto hoje quanto naquela luta contra o BIO, se algo acontecer a você, mamãe nunca irá se perdoar sabendo que você se feriu tentando salvar ela, encare os fatos, você é só uma criança…

Purple estava pasmo, sem palavras, um lado seu queria até chorar, acabaria assim? Seu próprio irmão, o abandonando como seu pai fez uma vez e sem poder ajudar a salvar sua mãe, a única família que cuidou dele nos últimos anos, mas Purple se sentia tão inútil quanto quando era apenas uma criança chorona e sem pokémon, mas acatou a ordem de seu irmão sem reclamar, apesar de estar profundamente triste.

—Vamos para casa.

—Não...vai na frente, eu preciso pensar um pouco, pegar um ar sabe?

Amber pensou em negar o pedido de seu irmão mas, se ele já sobreviveu a tudo aquilo, se um capanga aparece-se, Purple daria conta, além disso, ele sabia que seu irmão estava chateado com sua decissão.

—Ok, mas não demora.

De volta a rota 22, o capanga ainda esta algemado no chão, ele escuta passos e levantando a cabeça vê Purple, com uma expressão séria e fria, seu olho oculto pela franja brilhava outra vez.

—Ah, é você, então, já chamou a polícia?

—Isso...É pela minha mãe.

—O que?

Purple retira sua flauta de cristal e começa a tocar uma melodia melancólica e triste, a flauta fica com uma tonalidade roxa e cada nota que Purple tocava passou a soar como um grito agonizante nos ouvidos do capanga.

—O-o que é isso? Faça parar! Agora! Por favor! Argh!

O homem começa a sangrar pelos olhos, ouvidos e nariz e se debater e gritar freneticamente, até que parou. Purple para de tocar e vai embora sem nem mudar sua expressão facial.

No dia seguinte, Amber levou seu irmão de carro até a cidade de Saffron, onde ele ia pegar o magnet train para Goldenrod, em Johto.

—Eu já vou indo para Lavender , você vai ser acompanhado por uma amiga minha até a estação, eu não conheço tão bem a cidade, faz tempo que não venho para cá, sabe?.

—Tanto faz…

—...Ah! olha ela lá!

Amber para o carro e Purple começa a descer e pegar suas coisas.

—Muito obrigado Sabrina, eu estou meio atarefado ultimamente, ainda bem que você pode quebrar esse galho pra mim.

—Vai ser um prazer Amber! Qualquer dia a gente se encontra, coloca a conversa em dia.

—Seria ótimo Sabrina! Ei Purple, adeus.

—Que história é essa de “adeus”?-Os dois telepatas olham surpresos para o jovem- Do jeito que você fala, parece que vai morrer, ou que nunca mais nos veremos ,e você não ouse recusar minha ajuda só para morrer me ouviu? Irmãos...não se despedem um do outro, pois eles tem certeza, de que vão se encontrar de novo algum dia.

Amber fica sem saber o que dizer, até que Purple simplesmente diz “vamos” e sai andando, Sabrina se despede de Amber e começa a seguir o garoto em direção a estação, neste momento, o olho roxo de Purple começa a brilhar novamente e ele diz em voz baixa

—Toxics...eu vou me vingar…

Amber andava de carro, pensando no que seu irmão havia dito, um lado dele estava triste e queria voltar atrás com a ideia de mandar seu irmão de volta pra casa, mesmo sabendo que era melhor assim. Para parar de pensar naquilo ele ligou o rádio, que começou com a noticia.

—Urgente! Justiceiro misterioso começa a agir? Sabemos que os Toxics são bio-terroristas que criaram muitos inimigos depois do atentado de Pallet, e pelo visto, um deles começou a agir ontem a noite! Um corpo de um capanga dos Toxics foi achado hoje de manhã na rota 22 …

Amber parou o carro na beira da estrada, e apenas balbuciou.

—Não...ele não fez…

—... o cadáver estava algemado e sangrando pelos olhos, boca, nariz e ouvidos, será que foi algum tipo de execução? E também…

—Purple... O que você fez?

Notas finais
Amber faz o que deve ser feito, mesmo que isso machuque ambos os irmãos. O que vai acontecer com eles a partir de agora!? Fiquem ligados! E próxima semana teremos o segundo capítulo de Skull, sigam a história ou curtam no facebook para não perderem, obrigado e até a próxima o/