Pokémon Enimia
18 Cap. 13- O Bardo Púrpura VS A Cavaleira Laranja
Notas iniciais
Ruínas Sinjoh, 13:45
Purple estava maravilhado, ele estava nas Ruínas Alph, um lugar em meio as árvores, com um pequeno lago, e com um agradável sol no céu. E em um instante, ao entrar em uma porta de pedra, ele foi parar nas Ruínas Sinjoh, um grande corredor entre montanhas, coberto pela neve e que levava para um grande templo de pedra.
—Então é aqui?-Perguntava Purple olhando ao redor, passando a mão na neve, era a primeira vez que o garoto via a neve- Eu nunca ouvi falar de tal lugar.
—Este é um templo para o grande lorde Arceus, perdido no tempo e espaço, este é um lugar mágico que só deve ser adentrado por pessoas puras! Para evitar que um grande mal aconteça!-Explica Alexus, gesticulando como que para enaltecer seu discurso.
—Arceus, né!? Bem, nunca ouvi falar nesse cara. Ele é tipo o todo poderoso ou algo assim?
—Arceus é nosso criador! Se não seguir suas ordens e ensinamentos, na vida após a morte você sera banido para o mundo reverso! Um lugar onde tudo que conhecemos não se aplica, não há tempo, nem espaço, nem vida! Tudo que existe é dor e sofrimento!
—Hum… saquei, bem, vamos logo com isso. Só quero terminar o que temos que fazer e voltar pra casa.
A trupe entra no templo, várias pilastras de pedra formavam um corredor que levava até um santuário em forma triangular. Em cada uma das pontas, um estranho simbolo, um era azulado, o outro rosado e o outro avermelhado.
Os soldados entregam o instrumento para Purple, ele fica no centro do triângulo, entre os 3 símbolos, e começa a tocar. A melodia era linda, cheia de serenidade, mas ao mesmo tempo, animada, como a melodia de um bardo, contando a história de um herói medieval! Purple sentiu uma energia estranha, um ânimo percorrendo seu corpo enquanto tocava. Ele não sabia quem havia criado a música mas já tinha o respeito do rapaz!
Quando a música acabou, como em um passe de mágica, uma escadaria branca apareceu. Purple ficou boquiaberto, e ao olhar para cima, não via aonde a escadaria ia dar, via apenas um grande clarão de luz. De repente um grande vulto quadrupede começa a descer as escadarias.
Purple está sem palavras, uma criatura majestosa, branca como a luz, aparece diante do rapaz. Arceus o criador de tudo, um verdadeiro deus, estava ali, diante dos olhos do rapaz.
—Holly shit…—Foi tudo que o garoto conseguiu dizer.
—Grande Arceus!-começou Alexus- Eu estou aqui para pedir para você, o poder de Palkia! O senhor do espaço!
A grande criatura não demonstrou notar o senhor, e continuou encarando Purple. Irritado, o homem se vira para Purple e diz.
—Garoto, aparentemente, você deve fazer o pedido. Diga que quer Palkia!
Purple, encara o homem, depois olha para a criatura. Ele ainda não conseguia acreditar. Quando ele estava para dizer o pedido, um grito foi ouvido pelo templo. “Pare!”, ressoava a voz feminina, ao se virar, Purple vê Cynthia e Orange.
—Vocês não podem fazer isso!- A campeã dizia, raiva em sua voz- Palkia e Dialga devem permanecer adormecidos, são perigosos demais para serem usados por você, ou qualquer outro humano!
—Cynthia, você deveria aceitar seu lugar! A Liga acabou em Sinnoh! Você não tem poder nenhum!
Fazendo um sinal para seus cavaleiros, Alexus manda eles arremessarem seus pokémon, um lucario, um aggron e um gardevoir, os três cavaleiros tiraram suas espadas, e cortaram o ar até erguerem as mesmas para cima. Um brilho no cabo das espadas, e os pokémon dos templários foram envoltos em uma esfera de energia. Depois que a luz some dos pokémon, eles estão com formas novas, megaevoluções.
Orange fica boquiaberta vendo as megaevoluções, então aquele era o poder secreto, o mesmo que Orange não conseguiu controlar. Mas Cynthia não se abalou, lançou uma pokébola, e dela saiu um garchomp.
—Earthquake!
O dragão pisoteou o chão e um grande abalo sísmico aconteceu no templo. Os mega pokémon dos Saints foram arremessados para o alto violentamente quando o chão abaixo deles explodiu depois dos tremores.
Orange nunca tinha visto um earthquake tão poderoso! Mas ai ela notou que não havia sido o suficiente, os mega pokémon ainda estavam conscientes, e se levantando.
“Como vamos impedi-los?”, se perguntava a garota. Alexus ria, debochando da tentativa das duas, Longinnus se mantinha sem expressão.
—Vá garoto! Faça o pedido!-Dizia Alexus, rindo, já contando com a vitória!
—Essa é a missão perigosa que você me disse!? Duas mulheres contra 11 cavaleiros!? Não parece muito corajoso de sua parte! E além disso, você me prometeu uma luta, então eu vou lutar!
Alexus perde o sorriso de seu rosto, ele olha para Purple, frustado, mas disfarça com um sorriso forçado.
—Ora… não será necessário Purple! Meus cavaleiros serão mais que o suficiente!
Orange joga a pokébola de King, seu empoleon. O pinguim armado aparece apontando suas asas revestidas com lâminas metálicas para os inimigos. E com o comando de sua treinadora, utiliza o surf, criando uma grande onda na qual o empoleon ficou “surfando” em cima, porém, ao invés de mirar o golpe nos mega pokémon, Orange mandou King mirar em uma pilastra. Os inimigos confusos, apenas observaram o golpe e entram em estado de alerta.
De forma surpreendente, o empoleon usa a pilastra para se ricochetear! King se vira no ar, fazendo a “prancha de água” acertar a pilastra e usando o controle sobre água do pokémon, redirecionou a onda, como em uma sinuca, e ao invés de acertar os pokémon, a onda acerta os cavaleiros, os arremessando para longe e os nocauteando, deixando seus pokémon sem comandos e confusos. Alexus range os dentes em fúria, ainda mais depois do comentário de Purple.
—Seus soldados foram derrotados por um garotinha…
—Calado! Faça logo o desejo!
—Ninguém pode me dizer o que fazer, old man! Eu vou fazer o desejo quando eu quiser!
Purple começa a descer do altar, ignorando ordens de Alexus, que as gritava em velocidade relâmpago! Longinnus começa a descer as escadas junto de Purple.
—Você luta contra a garota, eu enfrento a mulher. Respeito seu espirito de guerreiro, mas nossa missão é Palkia, então vamos logo com isso. Não subestime a pequena.
—Tome cuidado com ele Orange, não sei quem é aquele garoto, mas se ele está com os Saints, ele com certeza é problema.- Avisava Cynthia para sua pequena companheira.
Purple encara Orange, um sorriso em seu rosto, para ele, é uma vitória fácil, e Orange sabe que ele pensa assim. Purple por outro lado, não faz ideia do que se passa na cabeça da garota que mantém o olhar sério, mas isso não é o suficiente para reduzir seu ego, seu orgulho.
—É o seguinte guria, eu num sou muito fã de bater em mulher. Mas também não sou um cara que tem preconceitos! Já que eu bato em homens, não é por você ser mulher que vai passar impune! No hard felling, okay!?
Orange continua encarando o rapaz, mesma expressão.
—Já vi que você é uma garota muito divertida…-Disse o rapaz tirando o sorisso do rosto e o trocando por uma face de desânimo-... wathever kid, let’s do this!
Purple joga a primeira pokébola, Orange sabia que ele faria isso, já imaginava que ele sempre tentaria tomar a primeira ação. Da pokébola de Purple, sai um ampharos, Jazz. Orange arremessou sua pokébola, Trickster, o seu ambipom.
—Jazz! Rain Dance!
—Trickster, Fake Out.
Quando o ampharos ia iniciar a chuva, o ambipom corre em velocidade estrondosa e sua caudas em forma de mão acertam as laterais da cabeça de Jazz, como em um telefone, atordoando o pokémon e impedindo que ele fizesse o movimento. Purple rangeu os dentes em frustração, um campo de batalha com chuva ajuda muito a maioria de seus pokémon, e se ele fizesse o movimento novamente, ele iria levar mais dano sem revidar, então, para evitar isso, Purple decidiu que entraria no jogo dela, e fez o que ele raramente faz em uma batalha, ele esperou.
Orange percebeu que o garoto não é orgulhoso a ponto de ser estúpido, mas sim, que é orgulhoso por ser um bom lutador. A menina não esperava que o garoto seria capaz de parar para pensar em uma estratégia, será que ele tinha algo em mente? Mas apesar de ele não ser um lutador cabeça quente, não queria dizer que ele era o melhor, Orange treinou com uma líder de ginásio, raramente alguma tática realmente a surpreenderia. Decidindo arriscar, ela manda seu ambipom usar Double hit. Purple sorri, “será que eu cai no plano dele!?”. Purple da o comando, “Jazz, use Charge!”, nesse ponto, Orange já não entendia mais nada. Por que ele usaria um golpe que aumenta a defesa especial de seu pokémon, contra um golpe físico? Será que no final, aquele garoto era só um amador?
Porém, assim que o pequeno pokémon de cauda longa atacou o pokémon luminoso, a eletricidade do corpo de Jazz passou para Trickster, e o mesmo ficou paralizado. Aproveitando a deixa, e com um sorriso de vitória no rosto, Purple da o comando, e o ampharos libera uma descarga de eletricidade por todo seu corpo, basicamente, Jazz explodiu em eletricidade usando Discharge. O dano do golpe foi aumentado já que o pokémon tinha acabado de usar Charge.
—Como pode? Uma estratégia baseada em sorte?
—A habilidade de meu pokémon é Static, se seu pokémon encostar no meu, é possível que ele fique paralisado. Eu confiei que meu pokémon conseguiria paralizar o seu, pois minhas batalhas devem ser épicas! Assim como minhas músicas! Era o destino que eu te derrotasse com uma estratégia improvável e awessome!- Apesar de Purple dizer essas palavras, em sua cabeça os pensamentos eram diferentes-”Pode até ser mentira, mas contanto que ela finalmente tire esse olhar de morta do rosto!”
—Hum… entendi.- Foi tudo que Orange respondeu.
—Você é uma boneca de pano, ou algo parecido?
—Acho que não…
Purple coloca a mão no próprio rosto e suspira alto. Então, ele grita mais um comando para Jazz, dessa vez, o movimento era Power Gem, uma técnica que fez com que a pedra na testa do ampharos brilhasse e arremessasse raios de luz em várias direções. Orange respondeu de maneira defensiva, o comando para Trickster foi para uma esquiva. A paralisia dificultou os movimentos do ambipom, mas o pokémon de grandes caudas era extremamente ágil, e mesmo assim conseguiu esquivar dos raios.
—Trickster, U-turn.
—Jazz! Volt Switch!
Ambos os pokémon se moveram em uma velocidade estrondosa, Jazz se envolveu em uma bola de raios, já Trickster, se moveu tão rápido que parecia apenas um vulto. Os dois se chocaram algumas vezes, os impactos quebrando o chão abaixo dos dois, e a velocidade fazia com que parecesse uma dança. Eles se afastavam, apenas para voltar a se acertarem. Depois de alguns golpes, ambos estavam cansados, mas nenhum havia caído. Graças ao efeitos de seus golpes, ambos os pokémon voltaram para a pokébola.
—Vai Rock!
—King.
O typhlosion de Purple e o empoleon de Orange estavam fora da pokébola. Purple sabia que estava na desvantagem, e demonstra isso rangendo os dentes para a sua pequena oponente, já Orange, sabendo que estava na vantagem, não demonstrou animo ou felicidade, na verdade, não demonstrou nada. A falta de emoção da garota irritava Purple ao extremo. Sabendo que o pokémon dela era meio aço, e tomado pela raiva, ele toma a dianteira novamente.
—Eu já cansei de você! Maldita garota de pano! Rock, Focus Blast!
O typhlosion deixa suas patas próximas, deixando um pequeno espaço entre elas. Uma esfera de energia vermelha aparece entre as patas do pokémon e ele arremessa aquela energia explosiva na direção de King. Orange manda seu pokémon contra atacar com com Surf, mas em comparação a Purple, o tempo de resposta de Orange foi muito lento, fazendo o pokémon dela levar o golpe em cheio. A explosão arremessa King contra uma pilastra, a mesma é destruída com o impacto. Enquanto Orange pensava em seu próximo movimento, Purple era tomado pela emoção da batalha e não se permitiria parar.
—Rock! DOUBLE EDGE!
O pokémon correu para frente e quando estava próximo do empoleon, girou para maximar o impacto de um grande e potente soco, que o acertou de baixo para cima, o jogando para o alto. Assim que o oponente foi arremessado, Rock se pôs em quatro patas, e Purple deu o comando final de sua sequência furiosa.
—ERUPTION!
Chamas emergiram das costar de Rock, e a grande erupção de chamas acertou King em cheio, chegando a fazer o mesmo atingir o teto.
Apesar de não demonstrar, Orange estava espantada com a velocidade dos comandos do oponente, Purple se animava tanto com a batalha, que era como se ele fosse o pokémon! Os comandos eram dados em velocidade impressionante! A habilidade do garoto se equivalia a de um líder de ginásio, talvez até maior! Orange correu na direção de King depois que o mesmo caiu, ele estava ferido, mas não derrotado.
A garota arremessou uma latinha de spray por debaixo das pernas do typhlosion, fazendo com que a mesma ficasse entre Purple e Rock, enquanto o garoto se perguntava o que era aquilo, a lata explodiu em uma fumaça laranja, impedindo a visão do garoto. Purple cobre sua boca com a mão enquanto tosse, então ele escuta o comando.
—King! Hydro Cannon!
Antes que Purple sequer pudesse saber de que direção vinha o ataque. Um enorme jato d’água acerta Rock em cheio pela esquerda, a força do jato foi tanta que assim que adentrou na pequena cortina de fumaça colorida, a desfez por completo. Enquanto era arrastado, Rock acabou batendo em dois pilares, ambos quebraram. Rock só parou quando seu rosto foi de encontro com a espessa parede do templo. O typhlosion estava sangrando em vários pontos do corpo devido as batidas e ao destroços que o atingiram, e o mesmo não conseguia ficar mais de pé.
Purple estava irritado por ter perdido o primeiro pokémon, mas no fundo ele estava animado. Apesar de ter tantas emoções quanto uma boneca de pano, sua adversária era extremamente poderosa, ainda mais para alguém da idade dela, Purple estava vendo a garota como um prodígio, QUASE tão boa quanto ele.
Purple arremessou Jazz novamente, ele sabia que após o golpe, o empoleon teria que descansar por um tempo. Orange percebe o que o garoto pretende fazer e tenta voltar King para a pokébola, mas novamente, Purple foi mais rápido, e deu o comando para Jazz.
—THUNDER!
Um trovão amarelo iluminou o templo e acertou King. O empoleon chegou a soltar fumaça depois do golpe, então caiu de joelhos, depois de cara no chão. Orange retira mais uma pokébola e dela sai Blades, seu Gallade.
—Let’s keep on partying!- diz Purple, mais animado do que nunca para uma batalha.
Porém, um som de carne sendo cortada e de líquido caindo no chão chama a atenção dos dois, e ambos olham para a luta que acontecia simultaneamente a deles.
Cynthia está no chão, de joelhos, um grande corte de seu ombro até sua barriga, sangue escorrendo da grande ferida e Longinnus segurando sua lança de combate, o sangue pingando pela ponta da mesma contrastava com sua cor branca . Atrás dos dois, um magmortar pisava em cima de um lucario. Alexus ri ao longe e em meio a suas risadas, ele grita a ordem para Longinnus.
—MATE-A! ACABE COM ESSA VADIA MISERÁVEL!
Longinnus olhou para seu mestre, depois para Orange, que o encarava assustada, e apenas balbuciou um “não…”, era uma das poucas vezes nos últimos anos que Orange realmente demonstrava medo. Por fim, ele encarou Cynthia, caída no chão, com a mão em uma parte da ferida, em uma tentativa em vão de conter a dor ou o sangramento. O grande general então faz o movimento e levanta a lança, pronto para fincar a ponta da lança na cabeça da mulher. Longinnus estava acostumado a matar, era algo banal para ele. Ele não se emocionava, não sentia nada quando estava prestes a tirar uma vida, por isso podia ver todos os detalhes, e percebeu que sua vitima dizia em voz baixa, “Me perdoe Orange…”.
Pena… ou talvez algo que ligeiramente lembrasse pena, Longinnus já nem sabia direito qual emoção era qual, mas o fato inegável, foi que ele sentiu algo quando estava prestes a matar Cynthia, e foi essa distração que permitiu que o general cometesse um erro tão tolo como abaixar sua guarda.
—Thunder Wave!
Jazz dispara uma onda de choque que ao acertar o grande homem, paralisa seus músculos, fazendo a ponta da lança parar centímetros de distância da cabeça de Cynthia.
—Olha… eu posso não ser muito cavalheiro ou heroico, mas até EU sei que atacar uma dama desarmada com uma lança não é algo muito honroso, ainda mais para um “soldado de Arceus”.- Dizia Purple com tom de sarcasmo, de braços cruzados e esperando uma resposta de Alexus.
Alexus ficou bobo, ao ver que uma de suas maiores inimigas não foi morta por tão pouco, e ainda por cima graças a um “aliado”. Orange e Cynthia também estavam surpresas com a ação de Purple, sendo que a mulher sorria para o garoto e a pequena menina apenas o encarava com a boca aberta sem saber o que dizer.
—Elas são nossas inimigas Purple! estão aqui para usar o desejo de maneira impura! Você não pode permitir isso!
—Ou o que? Palkia e Dialga não são servos de Arceus? Vai me dizer que seus deuses podem ser controlados por uma mulher ferida ou uma criança? Patético.
—É pior! Elas pretendem acordar Giratina! O deus do mundo reverso! Arauto do caos e destruição! Se algum humano controlar tal criatura… poderia destruir qualquer coisa nesse mundo! É isso que estamos tentando impedir!
Alexus torcia para que suas mentirar sobre as intenções de Cynthia e Orange fizessem o garoto voltar a lutar para ele, havia tentado fazer o garoto temer a destruição que Giratina traria. Orange ajudava Cynthia a se levantar, Cynthia tentou dizer a Purple que Alexus estava mentindo mas a donzela mal começou a falar e Purple já cortou ela.
—Calem-se! Não me importo com a briguinha de vocês! Mas tempo e espaço me são inúteis. Tudo que já passou me tornaram quem sou hoje, e eu não poderia me tornar nada melhor do que eu! Não tenho desejos por mudar o passado, muito menos me importo em ver o futuro, pois ele não me é novidade nenhuma! Eu escrevo meu próprio destino, e sei que vou alcançar tudo o que almejo! Espaço!? Tsc, tenha dó! Eu não preciso estar em nenhum outro lugar! Estou lutando para salvar meu lar! E é isso que vou fazer! Tudo que me importa, é o aqui e o agora. Por isso, só há um desejo que eu possa fazer!-Purple faz uma pausa e olha para a grande criatura atráz dele- Arceus! Eu quero o poder do Mundo Reverso! Eu escolho, Giratina! E vou usar seus poderes de destruição para acabar com os Toxics!
Todos na sala olham para Purple com queixo caído! O circulo vermelho do grande altar começa a brilhar, um vulto de energia vermelha, na forma de um grande dragão de forma serpentina, surge! Rugindo e urrando, a energia do vulto se une em uma pequna forma oval, e se transforma em um ovo pokémon comum, o mesmo flutua até Purple.
—Um ovo!? Só isso!?
Arceus apenas se vira, e começa a subir as escadas novamente. Alexus, vendo que o grande deus estava indo embora, começa a gritar, enraivecido pelo fracasso. Ele puxa um revólver de dentro de seu manto, e aponta para Purple. Orange percebeu a movimentação do homem, Purple por outro lado não havia notado. Ela vê Alexus puxando a trava da arma. Por alguma razão que nem ela sabe direito, Orange agarrou o cabo da espada e chamou a atenção do garoto, foi tudo que deu tempo dela fazer. Assim que o som da arma é escutado, uma grande luz toma conta do ambiente. O som de metal sendo cortado é ouvido, na frente de Purple, um mega gallade, com corpo branco e lâminas vermelhas nos braços, ele parecia ter uma “capa natural” que saia de suas costas.
Nem mesmo Orange tinha visto como seu pokémon havia cortado a bala, foi em uma velocidade incrível! Purple estava olhando para o pokémon, impressionado que ele havia evoluído para uma nova forma tão rápido. Logo em seguida, Blades corre para cima de Alexus, e quando esta prestes a acertar o homem, Longinnus entra na frente e defende seu mestre, impedindo o ataque de lâminas de Blades com sua lança. O general afasta o pokémon e segura seu mestre, que continua praguejando.
—Vocês verão! Eu terei o poder de Palkia e Dialga! E vou me vingar de todos vocês! Até de você, Purple Mcloud! Você irá sofrer nas mãos dos Toxics por ter recusado minha ajuda! E agora, os Saints também serão seus inimigos!
Longinnus vendo que esta diante de três inimigos poderosos e que tinha que proteger Alexus, ele lança um gardevoir para fora da pokébola, e utiliza o movimento teleport para ser tirado dali.
Depois dessa batalha, o templo estava quase todo destruído, saints estavam caídos no chão, assim como alguns pokémon, sangue no chão e nas paredes. Uma verdadeira zona de guerra. Purple se aproxima das duas.
—Er… oi. Meu nome é Purple, Purple Mcloud. Vocês são?
—Orange…
—Me chamo Cynthia, é um prazer conhecê-lo jovem Purple, uma pena ter que ser em uma situação como essa.
—É… é meio estranho. Foi mal por quase ter deixado os cultistas loucos invocarem sei lá o que. Eu achei que eles fossem os mocinhos da sua região.
—Muito pelo contrário… mas o que importa é que no final das contas, você nos ajudou.
—E vocês me ajudaram também.-Purple dizia olhando para Orange. A mesma apenas encarava Purple.-Sabe… você podia demonstrar algo, sei lá, dizer um “ de nada” pelo menos.
Orange continua encarando Purple.
—Oh meu caralho, mas tu é batata assim mesmo ou só faz pra irritar!?
—Não pretendia irritar ninguém…
Cynthia então se desculpa para Purple pela atitude de Orange, explicando que ela havia perdido seus pais, amigos e todos os entes queridos quando nova. Purple acaba assimilando a história da pequena com quando ele se mudou para Johto, e não tinha ninguém que não sua mãe. E se foi difícil para ele, imagina para a pequena Orange, que havia perdido tudo! Purple se fazia de durão, mas não era insensível, ele se aproxima da garota e diz.
—Bem… foi mal por tudo que eu falei de você… mas você não deveria ficar assim o tempo todo… sabe, além de ser irritante pacas, eu tenho certeza que seus pais gostariam que você sorrisse mais, até por que, é um desperdício uma garota tão bonita quanto você não sorrir nunca.
Orange não estava acostumada a ter sua aparência elogiada por alguém que não Candice, quanto mais um menino quase da sua idade. A pequena fica com as bochechas coradas de vergonha, e desvia o olhar. Cynthia sorri, tentando se distrair da dor do ferimento.
—E a propósito, este ovo… ele tem algum tipo de deus antigo da cultura de vocês, correto?
—Sim… em teoria, ele possui o poder de Giratina adormecido ai dentro.
—Então fiquem com ele, acho que vocês vão precisar de ajuda para derrotar os Saints.- Purple entrega o ovo para Orange, e a garota retruca com ele.
—E você não vai precisar de ajuda para derrotar os Toxics?
—Eu sou Purple Mcloud, o mais poderoso treinador do mundo, posso derrotar aqueles idiotas. E eu tenho um plano bem melhor. Eu quero uma dessas pedras mágicas que evoluem um pokémon, igual a do seu gallade.
Cynthia explica para o garoto como funciona as mega evoluções, e prometa para ele que enviaria uma mega stone de um pokémon dentre os do time de Purple, mas que ela não possuia uma keystone. Porém, isso não foi problema, já que todos os Saints caídos no chão possuiam uma no cabo de suas espadas. Purple pegou uma e colocou no bolso, dizerndo que iria pensar em um lugar para colocar a pedra. Cynthia também explica, que o templo era mágico, sem se encontrar em lugar nenhum do tempo e espaço, e que ele só precisava passar pelo portão para reaparecer em Johto, pois foi de lá que ele acessou o templo, e que elas sairiam em Sinnoh sem problemas. Cynthia e Orange iam ficar para tentar tirar informações dos Saints que estava ali, então disseram que Purple poderia ir se quisesse. Purple precisava voltar para dar um jeito no grupo de Toxics que estavam na torre de rádio, então, ele começou a ir embora.
—Tchau senhorita Cynthia. Té’mais boneca de pano, vê se sorri mais.
Orange olha para o garoto e sorri para ele, ela acena e diz.
—Adeus Purple, foi bom te conhecer. Espero que nos vejamos de novo.
Ao ver o sorriso da garota, o rapaz fica contente consigo mesmo dentro de si, ele sabia o quanto era difícil ter que recomeçar do zero, em uma região nova, quase sem familia e sem amigos, mas aquela garota tinha passado por coisas ainda piores que ele. Purple estava contente que tinha conseguido fazer a garota sorrir.
—É claro que nos veremos de novo! Ainda temos que terminar nossa luta, lembra?- Diz ele sorrindo para a garota.
—Eu não vou pegar leve.
—Eu sei que não, adeus Orange. Quando eu acabar com os Toxics, dou uma passadinha em Sinnoh pra te ajudar.
—Então vê se não morre. Promete que vai lá ajudar a gente!?- Diz Orange esticando o dedinho para o garoto.
“Vê se não morre”, Purple tinha dito isso para seu irmão, sem saber por que, mas aquela frase mexeu com Purple, talvez ele realmente estivesse preocupado com o irmão dele, e ele sabia que a partir de agora, ele ia se preocupar com o que ia acontecer com essa garota que finalmente estava parecendo uma criança feliz ao invés de um “boneco de pano”. Purple fecha seus olhos e pensa em seus amigos, em todos eles, ele percebe que não são muitos, mas que ele ama cada um deles como família, e que não suportaria perder nenhum deles, e que não pretende fazer eles passarem pela dor de perdê-lo, Orange era sua nova amiga, então não podia decepcionar a pequena.
—Tá bom, eu prometo.- Diz o garoto, fazendo uma promessa de dedinho com a pequena.
Purple se vira de costas para as duas, com as mãos nos bolsos, e caminha para a saída.
—Ele também está tentando salvar a região dele… acha que ele vai conseguir?- Pergunta Cynthia.
—É claro que vai, e depois vai lá pra Sinnoh ajudar a gente, afinal, ele prometeu.
Apesar da batalha, o Bardo Púrpura e a Cavaleira Laranja se tornaram amigos, afinal, é em tempos de batalha que guerreiros encontram aliados.
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