Pokémon Enimia
15 Cap. 11- Ao resgate!
Notas iniciais
Mt. Pyre, 13:23
Skull estava nadando em cima de seu swampert, a caminho da próxima rota. Precisava chegar em Sootopolis e encontrar a tal base dos Noises, já viajava a dias. Ainda se lembrava de Watson, Flanery e todos os outros amigos que ficaram para trás, e a pequena festa que fizeram um dia antes de sua viagem, ainda fazia o grandalhão quase chorar, pois foi um dia muito feliz para o mesmo, mas ele sabia os perigos que iria passar. Talvez aquela fosse a última lembrança que teria de seus amigos.
Skull passava próximo a entrada do Mt. Pyre, uma montanha que foi usada como cemitério para prestar respeito aos pokémon que já se foram. Skull não era o rapaz mais religioso desse mundo, e não pretendia rezar por seus pokémon que faleceram, para ele, guardá-los na memória era o suficiente.
Um grito fino e agudo, como de uma criança, toma conta do lugar. Skull olha para a entrada do monte, e vê um capanga dos Noises carregando uma garotinha para dentro do monte.
—Pra quê!?-Skull pergunta para si mesmo em voz alta- De qualquer forma… não é problema meu… tenho minha própria missão.
O grito pode ser ouvido mais uma vez, Skull suspira e resmunga alguns palavrões enquanto muda o curso para o Mt. Pyre.
Ao invés de entrar no templo, o jovem seguiu pelas escadarias que levavam até o topo da montanha, o mesmo caminho feito pelo capanga.
Vários pokémon podiam ser vistos conforme se subia, em maioria do tipo fantasma. Não era comum o Noises usarem esse tipo de pokémon, o jovem não entendia o por que dos Noises estarem ali, será que pretendiam depredar o local. Skull estava quase no topo quando vê dois capangas Noises.
—Aonde pensa que vai?- Diz a mulher com uma pequena jaqueta de couro aberta, mostrando seu torso seminu, coberto apenas por um sutiã negro.- Não sabe quem somos? Você deveria tomar mais cuidado garoto…
—Sai da frente sua vadia! Eu vi vocês trazendo uma garotinha pra cá, e eu vou levar ela de volta pra casa. Morô?
—Que heroico! Mas seu plano tem uma falha…- A mulher puxa um canivete de um pequeno bolso de sua jaqueta-... eu odeio que me chamem de vadia!
A mulher tenta cortar Skull com a faca, o rapaz anda para o lado, se esquivando do golpe, e com um rápido e forte chute, joga a faca da mulher para longe. A mulher pega uma pokébola que estava presa em seu cinto. Skull coloca uma mão no rosto da capanga, e a empurra para baixo, enquanto da uma rasteira na mulher, a derrubando com força no chão.
O outro capanga joga a pokébola na direção de Skull, um Slaking sai. Skull aproveita a vagarosidade do pokémon, e salta, usando o próprio pokémon para ganhar impulso. Ele cai na frente do homem, Skull pega uma pokébola, e bate com ela no estômago do homem, a luz vermelha da pokébola irradia o local.
—Vai, Knuckles!
Debaixo do homem, um Aggron aparece e arremessa o capanga para o alto. Quando ele cai no chão, Knuckles e Skull estão de pé, lado a lado olhando para o homem. Skull pisa na cabeça do homem com força, o desacordando.
A mulher começa a se levantar, mas Skull aponta uma pistola semi automática para ela. O silêncio permanece por um tempo, a capanga está assustada, sem saber o que fazer. Skull quebra o silêncio.
—Eu num curto muito bater em mulher, quanto mais matar. Mas considerando que cê é uma noise, eu posso fazer numa boa. Então por que cê num coopera comigo pra nós dois sairmos daqui numa boa, morô?
A mulher não retira os olhos do cano da arma. Ainda suando frio e sem olhar diretamente para Skull, a mulher responde.
—O que você quer?
—Por que cêis pegaram aquela garotinha?
—Eu num sei, foi nosso chefe que pediu… ele ta com a garota no topo do monte!
Skull se aproxima da mulher e bate com a pistola na cabeça da capanga, desacordando a mesma.
—Você não foi de grande ajuda.
Skull continua até o topo do monte, e vê um tipo de altar no topo de uma pequena escadaria. No altar, há um homem alto e extremamente forte, parecia um armário. O homem não usava camisa, apenas uma calça bufante vermelha com sapatos com ponta curvada, parecia um gênio. Em seus braços grandes luvas metálicas que cobriam até seu antebraço. Seus cabelos eram longos e alaranjados. O homem segurava a garota com apenas um braço, ela se debatia e chorava.
Skull aponta a pistola para o homem e chama a atenção do mesmo. Quando o grandalhão se vira, Skull vê que ele está segurando duas gemas com a outra mão. Uma das gemas é azul e a outra vermelha, ambas tem símbolos que Skull desconhecia.
—Julgando pela bandana, deduzo que você é o moleque que vem nos trazendo problemas. Skull não é mesmo?
—Eu sempre soube que vocês eram pessoas baixas. Mas capturar uma garotinha? O que você ganha com isso!?
—Num é da sua conta, guri.- O homem estende um de seus grandes braços na direção de Skull, depois de ter guardado as gemas. Na palma da luva metálica, um buraco.- Você num sabe nada sobre nós, Skull. Mas nós sabemos muito sobre você.
Ao dizer isso, da luva sai uma rajada de fogo. Skull se assusta e salta para o lado para fugir das chamas, se escondendo atrás de algumas lápides.
—Por que eles sempre tem que usar fogo!?- Skull olha para seu agressor. No rosto homem era evidente o prazer de queimar as coisas, um piromaníaco com certeza. Ele sorria de maneira estranha enquanto o fogo se alastrava. O pior tipo de inimigo que Skull poderia enfrentar.- É só fogo… eu posso enfrentar! Só tenho q me lembrar do que a Flannery me ensinou.
Skull respira fundo e se prepara para enfrentar não só seu inimigo, mas também seus medos. Ele salta para fora de seu esconderijo, com uma pokébola na mão, e a arremessa, liberando Punk, seu Flygon.
O homem libera fogo no pokémon de Skull, e apesar do mesmo não se feriu muito pelo elemento, o rapaz continua assustado, com os comandos morrendo na garganta, sem conseguir falar nada.
—KYAHAHAHAHAHAHA! Patético! Eu esperava muito mais depois do que Scourge disse sobre você! Óbvio que aquele rato de esgoto teve dificuldade de enfrentar você! Vocês dois são igualmente fracos!
Skull decide se manter na defensiva, e monta nas costas de seu pokémon e o da o comando para que o mesmo se afastasse do homem. O pokémon começou a voar, saindo do alcance das chamas.
—” O que eu faço agora!?”- Pensava o jovem.
Enquanto buscava coragem para enfrentar o inimigo, Skull via apenas o manto de chamas que o homem continuava mandando inutilmente para cima. E entre as chamas, Skull escutava apenas o choro da garota. A pequena mancha em sua mão brilhou e tomado por coragem, ele mandou Punk mergulhar. Descendo entre as chamas, o dragão do deserto acertou o homem com sua cauda, o derrubando para trás.
Skull segura a garota que o homem havia soltado, e se afasta mais uma vez do homem. Depois do momento de adrenalina, Skull para, e pensa no que acabou de fazer. As lembranças dele mergulhando naquela cortina de fogo ao invés de encher o jovem de orgulho fizeram o mesmo ficar espantado e ofegante.
—Mas que merda eu acabei de fazer!? Tô maluco!?
Enfurecido, o homem arremessa uma bola de fogo na direção de Skull, porém, Punk entra na frente novamente. O pokémon de Skull já parece estar muito cansado, o rapaz decide fazer algo que ele quase nunca faz em sua vida, tomar uma decisão com cautela. Pensando em suas própria fraqueza e no atual estado de seu pokémon, Skull decide montar em cima do mesmo junto com a garota, e fugir daquela batalha.
—Pensa que pode fugir de mim Skull!? Não será tão fácil!
O homem joga uma pokébola e dela sai um Magmortar. Ele e o pokémon esticam seus braços e começam a arremessar bolas de fogo em Skull e seu pokémon.
Punk começa a tentar se esquivar, mas devido ao cansaço, acaba sendo acertado por algumas bolas de fogo e começa a cair. Skull percebe enquanto caia, que Punk já havia voado para fora do monte, fazendo com que sua queda fosse no rio que ficava no pé do monte.
No meio da queda, o rapaz volta Punk para sua pokébola e segura a menina. Skull joga a pokébola de Buddy para baixo, o swampert aparece na água.
—Watterfal!
O Swampert cria um grande pilar de água e sobe pelo mesmo conforme ele sobe. Ao chegar na altura de seu mestre, ele o abraça e cai na água novamente.
O grande homem olhava do topo da montanha, mas não via sinal de Skull. Um rádio toca, e o grandalhão atende.
—Blaze, encontrou o garoto?
—Sim, mas ele caiu do monte
—Ele morreu?
—Talvez… é uma grande queda, e não o vejo em lugar nenhum.
—Skull é um cara difícil de se matar… mande seus homens procurarem por ele!
—Como queira. E as orbes foram obtidas sem problemas.
—E quanto aos guardiões?
—Eram apenas um casal de idosos, estão mortos agora.
—Muito bem, Blaze. E a garota que o chefe mandou você capturar?
—Bem… Skull conseguiu tirar ela de mim…
—Humph… seu imprestável, não conseguiu capturar uma garotinha!?
—Cale-se Wave! Eu a capturei sem problemas! Mas o garoto veio atrapalhar! E outra, eu ainda nem entendi por que precisávamos dessa garota! Aposto como o chefe não vai se importar por termos pedido ela.
Buddy surge da água na beira da rota 121, Skull e a garota estão tossindo em uma tentativa de recuperar o fôlego. A garota tem dificuldade para se levantar, então Skull a carrega por um tempo. Skull nota que a garota provavelmente vinha de alguma família rica. Ela era jovem, devia ter no máximo uns 12 anos, mas usava um vestido elegante que não combinava em nada com a moda “underground” dos jovens atuais de Hoenn, parecia mais ser um vestido de época do século passado. Ela tinha cabelos longos e loiros que se tornavam belos cachos.
—Quem é você?
—Sou Skull, vim aqui te ajudar. E quem é você?
—Sou Lucy.
—Muito prazer Lucy, agora fala pra mim, onde é sua casa?
—Eu moro em Slateport. Estou numa jornada para me tornar uma grande treinadora.
Skull continua o caminho por um tempo, pensando em o que faria com a menina. Acompanhar a garota até sua casa o distanciaria muito de seu objetivo principal, mas também não era de seu feitio largar uma criança sozinha em uma rota cheia de Noises.
Sem muitas opções, Skull decide que levaria a garota consigo até a cidade de Lilycove. Durante o caminho, Skull recebe uma ligação de Wattson.
—Fala velho Wattson.
—Skull… temos um problema.
—O que houve?
—Chip sumiu.
—O QUE!?
—Nós não sabemos ao certo quando aconteceu, ele simplesmente sumiu no meio da noite, talvez tenha saído e foi pego pelos Noises, talvez ele tenha ido atrás de você… não sabemos.
Skull estava enfurecido e em silêncio. Chip queria ajudar desde que chegou no orfanato, talvez ele quisesse compensar pelo erro que cometeu ao fazer dividas com os Noises.
—Velho Wattson, continua procurando pelo pivete por ai, vou manter os olhos abertos.
—Ok Skull, qualquer noticia eu ligo.
—Digo o mesmo.
Skull desliga o celular, ele está bufando de raiva. A pequena Lucy chega até a estar assustada, ainda mais depois que o rapaz desfere vários golpes em uma árvore para tentar se acalmar.
—Por que diabos essas merdas só acontecem comigo!?
—Está tudo bem, senhor Skull?
—Er… está sim… eu só… um amigo meu sumiu, tenho que achar ele.- Diz o rapaz, meio sem graça por ter tido um de seus ataques de raiva na frente da pequena garota.
—Entendo… espero que você encontre seu amigo, senhor Skull!- A garotinha sorri para o rapaz, um sorriso sincero que faz com que Skull se sinta feliz. Era raro alguém se manter tão positivo assim, Skull estava acostumado a viver em um antro de violência, drogas e pornografia. Até a mais jovem das crianças do bairro de Skull já sabia o quanto o mundo era cruel e não conseguiam ter uma visão boa de nada. O rapaz queria tornar o bairro dele um lugar melhor para que as crianças pudessem ser como Lucy, ingênua, porém, feliz.
Os dois seguem pela rota, até chegarem na cidade de Lilycove, Skull vai até o centro pokémon para curar seu flygon, e aproveita para comprar um pirulito para a garota. A cidade era grande e muito bonita, as pessoas eram muito diferentes do que Skull estava acostumado, todas se vestiam bem, pareciam riquinhos esnobes, mas não olhavam para Skull com desdém. Na verdade, muitas pessoas vinham até Skull perguntar se ele iria participar do concurso de beleza pokémon, pois acreditavam que Skull tinha uma aparência peculiar por ser algum tipo de grande artista.
É, não eram pessoas ruins, mas ainda assim irritavam Skull, o rapaz tinha muito desprezo pelos concursos de beleza, era algo que o rapaz achava muito fresco. Não conseguia compreende por que utilizar seus pokémon para desfilar, ou por que dar mais valor a um pokémon belo do que um pokémon forte. Mas apesar disso, era uma boa cidade, com boas pessoas. Skull não via sinal de Noises ou miséria em lugar algum.
Porém, de repente uma luz alaranjada surge, Skull conhecia bem aquela luz, fogo. Ele diz para Lucy ficar onde estava, que ele voltaria logo.
O rapaz corre em direção a luz e vê muitas pessoas correndo, o general dos Noises, Blaze, estava queimando tudo a sua frente usando suas luvas e seu Magmortar. Tentando impedi-lo estava uma garota jovem, com roupas peculiares e extravagantes brancas e azuis, cabelos esverdeados e com uma estranha tiara.
—Por que vocês fazem isso!? Pokémon não são apenas armas!
—Cala a boca garota! Seja onde estiver, apareça Skull! Sei que está ai em algum lugar.
—Você não me dá outra escolha! Vá Ali!
A garota arremessa uma pokébola, e dela sai um altaria. A garota treme, está preocupada, ela era Lisia, a mais famosa coordenadora pokémon, a melhor nos concursos de beleza, mas não era muito experiente em batalha. Ela sente uma mão em seu ombro, e ao se virar, vê Skull dando um leve empurrão para a garota sair da frente dele.
—Volta pra casa guria, você não ia durar nem um minuto com esse cara.
—Q-quem é você?
—Então, finalmente decidiu mostrar as cara, Skull!? Pensei que ia fugir para sempre!- Blaze provoca o garoto que se mantém sério.
—Onde está o Chip!? Vocês o pegaram!?
—Ah, o garoto que nós devia? É, o chefe disse que queria ter uma conversinha com ele.
Skull fecha os punhos, a raiva toma conta do jovem. Ele retira seu casaco, ficando apenas com a camiseta branca. Ele joga uma pokébola no chão, dela sai Knuckles, seu aggron.
Skull e Blaze ficam se encarando por um tempo, até que eles dão os comandos.
—Knuckles! Iron Tail!
—Magmortar! Fire Punch!
Os pokémon correm para cima um o outro. Knuckles gira sua cauda para acertar o inimigo, porém, Magmortar consegue esquivar do ataque e acerta seu punho flamejante em cheio no aggron. A grande criatura metálica se machuca, mas não se abala, revidando socando o rosto do inimigo de baixo para cima.
—Agora! levanta ele com seu chifre!
Seguindo o comando de seu treinador, Knuckles da uma cabeçada em seu oponente, seus chifres perfurando um pouco o peitoral de seu inimigo, e depois o arremessa para o alto. Enquanto o Magmortar caia, Skull da o comando, e o aggron finaliza a sequência de golpes com um Iron Tail em cheio no Magmortar, o arremessando contra uma parede de um hotel que havia ali perto.
— Magmortar! Se levante e use Heatwave!
A grande fera de fogo saiu dos destroços jogando jatos de fogos por seus braços em forma de canhão. Skull pensa em dar o comando para seu aggron usar Earthquake, porém, hesitou devido ao possível estrago que ele poderia fazer aos prédios em volta, apesar que o golpe seria super efetivo. Durante seu momento de incerteza, seu pokémon foi acertado mais uma vez pelo inimigo.
—Agora finaliza esse fracote! Brick Break!
O golpe era do tipo lutador, os tipos aço e solo de Knuckles tinham fraqueza, o aggron já não estava em seu melhor estado, e ainda vinha um golpe que o mesmo tinha uma fraqueza dupla. Mas apesar disso, Skull confiou em seu pokémon, e não deu comando nenhum. O braço do Magmortar desceu em um golpe certeiro na cabeça do aggron. O derrubando com força no chão.
Porém, Knuckles coloca suas mãos no chão para tentar se levantar.
—KNUCKLES! METAL BURST!
A armadura do aggron começa a brilhar, e ao abrir a boca em direção de seu oponente, uma grande rajada de luz voa, acertando o Magmortar e o arrastando até algumas escadarias que levavam para uma pequena colina da cidade.
—Impossível! Como seu pokémon não…
Blaze foi interrompido por um poderoso soco de Skull, depois, outro, e outro, e outro, e uma sequência de golpes furiosos começaram a ser desferidos no rosto de Blaze. Lisia olhava espantada pelo poder dos dois pokémon, e agora pela brutalidade daquele treinador misterioso. Por um momento, Lisia teve certeza que viu o punho direito de Skull brilhar com uma energia alaranjada, como se pegasse fogo. Skull desferiu o último e definitivo soco no grandalhão, que o arremessou alguns metros para tráz.
—Eu vou… acabar com todos vocês! Onde está o Chip!?
—Não… não é possível… ele deveria… não podia lutar tão bem… em meio as chamas… como!?- Blaze estava tonto depois de todos os golpes, mal conseguia formular frases inteiras.
Skull se aproxima do homem, e aponta sua pistola para ele.
—Não vou repetir a pergunta.
—Parado ai!
Skull se vira e vê uma mulher de pele escura, cabelos de uma tonalidade azul claro, com vestes azuis que lembravam uma odalisca. Calças bufantes e semi transparentes, um torso seminu, apenas com um sutiã azul, um véu cobrindo parte de seu rosto, e várias argolas em seus braços. Ela segurava Lisia e apontava uma arma para a cabeça da garota, que estava com os olhos cheios de lágrimas.
—Se você puxar o gatilho, ela morre.
Skull se frusta e range os dentes por debaixo da mascara, mas tenta parecer calmo.
—E o que faz você achar que eu vou abrir mão da chance de matar um general Noise, por causa de uma guria que eu nem sei o nome!?
—Não tente parecer durão, Skull. Você salvou uma garotinha que você também não conhecia. Agora, vamos trocar os reféns, combinado!?
Skull se viu de mãos atadas, e depois de praguejar um pouco, ele guarda sua arma. A mulher joga a garota na direção de Skull, que a segura sem problemas.
—Nos veremos novamente Skull, e não pense que serei tão fácil de se derrotar quanto esse palhaço.
Skull apenas a encara, sem dizer uma palavra. Enquanto alguns capangas carregavam o grandalhão, a mulher jogou uma pokébola em direção ao mar, e da mesma saiu um wailord. Ela e os capangas subiram no pokémon e foram embora.
Lilicove, 23:30
Os punhos de Skull estavam machucados, ele nunca havia batido com tanta força em alguém. O próprio rapaz se assustava com o quanto ele se fortalecia quando estava com raiva. Lisia estava tratando os ferimentos das mãos de Skull, eram bem superficiais então não foi necessário nada de mais.
—Eu sinto muito por ter que ser salva.
—Se preocupa com isso não garota.
—É! O senhor Skull é um herói! Está acostumado a salvar pessoas o tempo todo!-Diz animada e pequena Lucy.
—É, você realmente parece um super herói!
—Não, eu sou só um cara tentando tornar esse mundo de merda em algo melhor.
—Bem, a coragem de um herói você tem. Prazer, meu nome é Lisia!
—Lisia!? Onde eu já ouvi esse nome antes? Você já passou na TV?
—Sim, algumas vezes. E você senhor Skull? O que faz da vida?
—Você não vai querer saber guria, acredite. Mas posso dizer que pretendo ir atrás daqueles caras.
—Sério!? Mas eles parecem perigosos! Não posso permitir isso! Você me protegeu hoje então vou te ajudar!
—Tsc… mais uma!? Nem tenta guria, muita gente já me disse pra não fazer isso, mas aqui to eu. Pode dizer que sou idiota, talvez eu seja. Mas também sou muito cabeça dura pra escutar qualquer um. Eu vou pra Sootopolis, e ninguém vai me fazer mudar de ideia, morô!?
—Hum… imaginei! Maaaaaas… eu posso te ajudar! Meu tio é o líder de ginásio de Sootopolis, ele pode te ajudar caso você precise de qualquer coisa lá! E eu acho que posso te arranjar algo interessante por ter ajudado a cidade!
Skull já tinha recusado a ajuda de muita gente, mas ele estava tão perto de Sootopolis agora, que as chances de eles trombarem em Noises era baixa, e como a cidade é no meio do mar. Skull provavelmente teria dificuldade para encontrar a mesma. Com uma guia, ficaria muito mais fácil.
—Ta bom guria. Pela manhã a gente deixa a Lucy em um navio pra ela ir até sua casa em Slateport, depois vamos.
—Oba! Vai ser legal! E eu vou ser de grande ajuda! Eu prometo!
—Pelo amor, você consegue ser mais infantil que a garota…
No dia seguinte, Skull e Lisia deixam Lucy em um navio. A garota agradece pela ajuda e abraça Skull.
—Muito obrigao por tudo senhor Skull! Vamos nos ver de novo!?
—Claro! Assim que eu encontrar meu amigo eu vou te visitar.
A garota foi até o navio, e do convés começou a se despedir, balançando um pequeno lenço branco. Quando o navio começou a zarpar. Skull e Lisia retiram Punk e Ali das pokébolas e se preparam para ir até a cidade de Sootopolis.
—Acho que nos veremos mais cedo do que imagina, senhor Skul...
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