Poisoned
2 Chapter Two: Beginning
Notas iniciais
Arigato Dark Rose e Mari chan por acompanharem a fic e darem reviews, isso me deixou muito feliz!
Betada pela Anjodastrevas, mesmo com os erros gigantes você me atura guria.
Inner: Graças a Deus ela te atura! *agradeçendo de joelhos*
OBS: Acho que não vivo mais sem uma beta XP
Boa leitura!
Chapter Two: Beginning
Aqueles sonhos... Aquilo era tudo por causa dele, três semanas... Foram só três semanas e ele havia feito tudo isso sem nem ao menos perceber!
Aquele albino manipulador! Eu tenho certeza de que L estava errado de todos os jeitos possíveis, nunca conseguiriamos trabalhar juntos, mas ele quis insistir mais e mais...
E então ele teve aquela “brilhante” ideia.
Três semanas atrás...
Estávamos na frente da sala de Roger, por algum motivo ele não queria que entrássemos, e sim eu tinha que dividir o mesmo espaço com o albino enquanto eles não... Sei lá... Enquanto Roger não abria a maldita porta e dava um belo lugar para eu sentar, já que o albino era estraho demais para se sentar em uma mera cadeira.
Depois de alguns minutos, ouvimos passos vindo em nossa direção e a porta se abrindo, revelando a figura do velho de sempre, com seu velho óculos e com seus cabelos grisalhos.
- Mello, Near. Estão esperando há muito tempo? Entrem! — Ele falava de modo atrapalhado enquanto nos dava espaço para entrar.
Como nosso velho e caro Roger, sua sala não havia mudado nada. Exceto por uma coisa...
- L?! Você voltou!
Surpreendi-me com ele sentado de sua maneira habitual (semelhante a uma galinha chocadeira), encarava-nos de uma forma curiosa, analisando-nos com aqueles olhos grandes juntamente com suas olheiras também gigantescas. Sua mesa estava cheia de doces, mas o que parecia interessar mais o detetive era o bolo de morango a sua frente.
- Bem vindo de volta, L. — Falou Near indiferente, como sempre.
- Olá Near, Mello. Vejo que vocês cresceram bastante. — Falava levantando da cadeira e logo depois acariciando nossas cabeças carinhosamente, um gesto que ele costumava fazer conosco.
Antigamente L fazia isso como um gesto carinhoso e continuava sendo.
Vi que Near corou levemente com o carinho que havia recebido, senti uma pontada de raiva invadir meu corpo, eu o espancava diariamente e ele não mostrava nem sequer uma expressão, nem sequer uma palavra. Aquele desgraçado...
- Podem se sentar, eu quero ter uma conversa com vocês. – L falou, fazendo logo depois um sinal para que Roger saísse da sala.
O silêncio reinou depois disso, Near e L pareciam não se importar, porém aquilo já estava ficando misterioso demais.
- Então L, o que queria falar com a gente? — Falei enfim, vendo então ele sorrindo para mim, o que foi um grande alivio.
- Sim, claro, eu havia me esquecido. Eu vim aqui para ter uma conversa séria com vocês dois. — Sua face se tornou séria de novo, mas o que ele tinha hoje? L nunca foi assim... Estranho. — Eu percebo isso há muito tempo e vivo pensando nisso. Vocês dois têm o mesmo potencial, mas não posso botar os dois como primeiros. — Fez uma pausa pequena – Portanto, por pequenas diferenças, Near ficou como primeiro.
Senti raiva, ódio, era isso então? Ele veio até aqui para dizer que Near havia sido escolhido como seu sucessor? Eu tinha vontade de levantar agora e sair pela porta, como se o assunto não fosse comigo. Mas infelizmente L é como uma figura paterna para mim, e por algum motivo eu decidi ficar e escutar o resto do que ele tinha a falar.
- Por isso, cheguei à conclusão que nem Near nem você, Mello, podem ser meus sucessores. – L concluiu pegando um pedaço de bolo a sua frente e comendo.
Fiquei imóvel, ele queria dizer que não éramos úteis para ele, eu... Não estava entendo mais nada.
- L... — Comecei um pouco nervoso.
- Me chame de Ryuuzaki, por favor, Mello. — Falou continuando a comer seu bolo.
- L... Quer dizer Ryuuzaki, o que você quer dizer com isso? — Perguntei agora indignado, levantando da cadeira e já perdendo a paciência.
- Que vocês não são capazes de serem meus sucessores. — Falou me fitando.
- Como você po...
- Contudo, eu decidi fazer uma coisa especial para vocês. — Falou rindo.
Sentei de novo mais confuso do que antes. Esse mistério não vai acabar, não?
- Near, Mello, vocês vão trabalhar juntos em um projeto que eu e Roger estávamos preparando há algum tempo. Mas isso Roger irá explicar a vocês, alguma pergunta?
- Não. — Ouvi pela primeira vez Near falar, ele continuava com aquela cara de indiferença, mirando o chão e enrolando uma mecha de cabelo entre seus dedos.
- P-Por que você decidiu isso, Ryuuzaki? O que pretende fazer? — Perguntei incrédulo.
Por que eles queriam que trabalhássemos juntos? Estávamos bem melhor sozinhos!
- Porque vocês dois são como Ying e Yang, para manter o equilíbrio vocês precisam de um ao outro. Não se preocupem, vocês verão que isso será melhor para todos. E sinceramente eu tenho inveja de vocês... – L confessou, ainda que eu não entendesse do que ele estava falando. — Vocês têm um ao outro para poderem trabalhar juntos... Eu sempre terei que trabalhar sozinho.
~.~
Assim que saímos, Roger nos explicou sobre o tal “trabalho” que seríamos obrigados a fazer.
Nós teríamos que fazer uma pesquisa sobre venenos, um assunto tão estúpido, mas enfim, teríamos que nos encontrar todas as manhãs e pesquisar juntos, depois fazer um pequeno relatório para entregar a Roger.
Estupidamente estúpido, se é que me entendem.
Mas teria de fazer, ao contrário seria como perder para o albino, e isso não iria acontecer, eu tinha certeza que desta vez eu não perderia para ele. Desta vez, iria mostrar para L que eu era melhor que Near e não precisaria depender dele para nada.
Deixei um sorriso vitorioso tomar meus labios, afinal, isso só era mais uma vantagem para mim, talvez esta pesquisa seja até que um pouco interessante...
Eu espero.
Cheguei em nosso quarto, eu dividia ele com meu amigo Matt, ele era um ruivo viciado em games. Visivelmente nosso quarto estava uma bagunça, cheio de embalagens de chocolates, jogos, latinhas e entre outras coisas que não preciso listar.
- Mello você voltou, o que aconteceu? Perguntou Matt, não desgrudando os olhos de seu game boy.
- Nada de mais, eu só vou ter que trabalhar com a ovelha albina. Falei furioso me jogando na cama.
- Ovelhas já são brancas Mello. Corrigiu Matt com a maior normalidade do mundo, ele vai ver para onde essa calma vai parar.
Peguei suas inuteis fitas de jogos e os direcionei para a janela, vi que ele se encolheu de medo, agora sim estava tudo como deveria estar.
- O que disse Matt? Falei lentamente, brincando com uma fita, que a qualquer momento estaria espatifada no gramado do orfanato.
- P-Perguntei quem foi o idiota que obrigou você a trabalhar com o Near? Falou batendo seus dedos indicadores um no outro. Com certeza ele estava nervoso, uma palavra em falso e eu jogaria tudo para fora.
Sorri novamente e joguei suas fitas no chão, um segundo foi o tempo do gamer correr para abraçar elas e pronunciar palavras carinhosas, como “não se preocupe, papai esta aqui” e mais mil besteiras que saiam da boca do gamer.
Me joguei na cama de novo e peguei uma barra de chocolate, fechava os olhos lentamente, depois de alguns segundos decidi falar a verdade para o ruivo.
- Minha tortura começa amanhã Matt, eu juro que se você não prestar atenção na história não vou pensar duas vezes em jogar todos estes jogos para fora da janela! Ameaçei, vi que ele logo sentou na cama e me olhou acolhedor, afinal, mesmo ele sendo aquele ruivo idiota ele continua sendo meu amigo, e é para isso que eles servem.
Notas finais
E então o que acharam? Melhorei? Piorei? MANDEM SUAS OPINIÕES!!!!!
Arigato POR LEREM!
Sayonara, até o próximo cap.
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