Poisoned

17 What Does Your Heart Say?


Notas iniciais
Cherry diz: Hail Avengerpoisons!!
Holy diz: Ressuscitamos!!
Cherry diz: Pois é... Que saudade de vocês pessoas....
Holy diz: Eu estava*--*. Mas enfim... Vamos a mais um cap...
Cherry diz: Yeah! Teve gente aqui que tava ansiosa por esse cap... e outras que querem matar umas e outras... u.u
Holy diz: Pois é as emoções ainda não acabaram...
Cherry diz: Nem começaram ainda... Ou começaram Janis?!
Holy diz: Ah... Começaram sim... Não acha??
Cherry diz: Falo nada. Enfim povo, a gente agradece os reviews... acho que a Jay vai responde-los hoje...
Holy diz: Vai sim... Aliais, ela disse que nunca mais elogia que os reviews voltaram... Porque eles sumiram de novo...
Cherry diz: É...a Sweet ta afim de fazer uma greve da fic até vcs voltarem, e olha eu to bem afim de apoiar isso...haha
Holy diz: É as duas se mataram para esse cap ficar pronto no final de semana.. Entao nao deixem de comentarem ta??
Cherry diz: Isso mesmo, olha como elas são lindas...então não as (nos) desapontem... pq a gente ama ler a opinião de vocês sobre oq ta rolando...
Holy diz? Então borá para o cap??
Cherry diz: Yeah! THIS IS ROCK N' ROLL!!! quem lembra disso?! haha ta parei! Boa leitura galera!!

[Holy Vain – Pov’s ON]


A festa tinha sido perfeita, divertida e com algumas confusões. Jay tinha vindo me contar que havia beijado Brian e que se sentia péssima por isso. Obviamente não contei a ela que acontecera o mesmo com Cherry, mas tratei de fazê-la se sentir melhor, ou inventar alguma desculpa que o álcool a consumira, caso alguém viesse a ficar sabendo. Depois disso, enquanto voltávamos pro hotel, quase cinco da manhã as duas não podiam estar mais radiantes. Uma perguntava a outra o que tinha acontecido e apenas respondiam que acordaram contentes.

- Como assim acordaram?! Vocês nem dormiram ainda... – Brian se meteu entre as duas que por algum motivo idiota se abraçavam na portaria. Contive uma risada e isso saiu num muito falho espirro.

- Syn, não fode... – Disse Larissa dando um tapinha em seu ombro. Ele riu e entrou no elevador.

- Sabe o que aconteceu com elas?! – Sweet apareceu no meu lado com uma careta esfregando as têmporas.

- Não acho que seja um bom lugar pra falar sobre isso, Fer! – falei – E essa cara aí?! Quantos dias vão levar essa ressaca?! – perguntei com um ar preocupado. Ela tinha que estar bem pro show na noite seguinte.

- Mh, sei lá... Vou der um jeito nisso! – disse bocejando – Te vejo depois! – disse entrando no quarto.

Abri a porta da minha suíte e me atirei na cama de roupa e tudo. Quando já pegava no sono dei um pulo na cama com o meu celular tocando. Olhei no visor vendo o nome do Johnny e não evitei sorrir.

- Alo?! – atendi.

- Hey Holy... Não te acordei néh?! – perguntou um pouco sem jeito.

- Não Johnny, que é isso...

- Mh é que... Na confusão de ontem, por acaso minhas chaves não ficaram com você?!

- Não que eu saiba! – falei tateando desajeitadamente meus bolsos. – Não está com o Zacky? Eu lembro de ter visto você entregando algumas coisas pra ele aquela hora que a gente foi dançar!

- Ah é mesmo, vou ver com ele! Obrigada querida... – ele falou e eu arregalei os olhos. Querida? Okay.

- De nada... – desliguei -... Querido! – falei suspirando com um sorrisinho bobo e fechei os olhos novamente. É... Talvez eu estivesse me apaixonando afinal.


[Cherry Lust Pov’s ON]


Apesar de ter minha consciência ardendo, minha mente me condenando, eu estava radiante. Eu sabia que não iria durar muito tempo, sabia que logo isso se tornaria um inferno muito pior do que rolara entre Sweet e Madz, ou não, eu e Jay éramos diferentes, eu acho uma putaria brigar por causa de homem, mas a realidade é que a inveja e o ciúme sempre falam mais alto, e não importa as circunstancias, você sempre se sente traído. Esta é a realidade.

Mas eu viveria minha vida tranqüila enquanto desse. Obviamente se Brian não fizesse as coisas ficarem piores.

Eu passei um bom tempo da nossa viagem de volta à Sacramento na Califórnia, pensando em algumas soluções para uma possível guerra.

Talvez se o Syn ficasse com a Jay também, mas eu realmente me sentiria, sei lá, usada o qualquer coisa assim. Talvez, apenas mais uma, apesar de que Jealous também se sentiria assim. Eu sentiria ciúme, teria raiva por que eu o tinha “pegado” primeiro.

Mas que se fodesse tudo! Ia deixar pra pensar sobre isso quando tivesse que pensar. Afinal, era maravilhoso pensar que eu tinha beijado aquele homem. E que beijo, meu Deus!

Porém, nem tudo na vida é como a gente quer. Quando acordei no hotel, estava sem motivo algum, mal humorada.

Aquela merda daquela neve parecia brincar de esconde-esconde, parava e voltava, isso era um inferno, tempo úmido, frio e ainda por cima ficávamos dentro do hotel.

Ainda deveria ser bem cedo, pois olhei pra fora e notei o brilho da luz do poste na rua atrás da cortina. Tentei enrolar mais um pouco, mas estava irritada demais pra dormir. Iria me arrumar e descer pra tomar alguma coisa quente. Eu poderia pedir algo no meu quarto, mas já era irritante o bastante ficar presa dentro do hotel, então pelo menos via o movimento do salão principal.

Levantei, acendi a luz e coloquei uma roupa qualquer agradecendo por ter trazido apenas minhas melhores roupas para a turnê, assim qualquer roupa que eu escolhesse dentre aquelas seria apresentável.

Quando fui pro banheiro me maquiar alguém bateu na minha porta. Bufei e rolei os olhos e fui ver de quem se tratava. Quando abri a porta arqueei uma sobrancelha ao ver Brian ali com aquele sorrisinho irritante de galanteador.

- Bom dia Cherry... – ele falou sorrindo.

- Bom dia Syn... – tentei manter a inexpressividade, mas cara, era impossível e eu acabei sorrindo – O que diabos você está fazendo acordado essa hora?! – perguntei.

-O mesmo que você, suponho! – ele falou dando uma arqueada na sobrancelha com um sorrisinho enviesado que eu pensei ter visto Johnny Depp na minha frente.

- Onde estão suas maquiagens?! – perguntei rindo.

- Na verdade eu queria companhia pra tomar café, todos os outros ainda estão dormindo e eu perdi o sono... Mas se você não quiser tudo bem...

- Eu já ia descer também, mas vou terminar minha maquiagem, se quiser entrar... – falei sem jeito dando espaço pra ele entrar. Ele sorriu e pediu licença ao passar pela porta, então rolei os olhos ao pensar na besteira que acabara de fazer. Fui em silêncio até a suíte e comecei a passar o lápis nos olhos sentindo os olhos dele cravados um mim.

- Não sei pra que usam maquiagens... – ele falou e levantou e veio até a porta do banheiro se encostando no batente. Eu o encarei pelo reflexo do espelho fazendo uma careta confusa. – Sabem que não precisam disso... – falou em tom baixo mexendo em meu cabelo.

- Brian qual é?! Sua namorada não está aqui e você sai agarrando, flertando com qualquer uma?! – perguntei indignada.

Ele deu uma risada pelo nariz. – Cherry Lust, eu jurava que pelo eu apelido você fosse menos ingênua! – murmurou e eu parei o que estava fazendo e olhei para ele com uma expressão incrédula. Era assim então? Ele traia a Michelle na maior e queria que eu fosse conivente com isso?

Ok! Eu sempre tive minhas fantasias com relação a ele, mas sinceramente nunca pensei que fosse assim. Sempre odiara traição.

- Eu não vou cooperar com isso Brian! Não acho que seja justo... – falei seca e virei para o espelho de novo.

- E nem eu disse que era justo... O mundo não é justo! – ele deu de ombros. – Se você for se apegar na justiça a única coisa que vai restar de você será decepções...

- De qualquer forma, não faria uma coisa para os outros que não gostaria que fizessem pra mim! Nunca gostei de traição! Por maior que fosse minha queda por você...

- E quem falou em traição?! E se eu te dissesse que ela sabe de tudo? Aliás, que diferença faz?! – perguntou voltando pro quarto e sentou-se na cama.

Era impressão minha ou ele estava me “implorando” pra ficar com ele? Estava querendo me fazer acreditar que não havia motivos pra recusá-lo. Mas se era essa sua intenção, ele iria se decepcionar.

- Faz muita diferença! Ou melhor, não faz diferença nenhuma mesmo!Afinal minha opinião sobre você não vai mudar não importa o que diga!

- Eu não estou pedindo que mude... Não gosto quando as coisas são fáceis demais! – disse dando uma piscadela. Eu corei furiosamente abaixei a cabeça e ouvi-o rindo.

- Bom, vamos descer então, que e to com uma fome de mil mendigos... – mudei de assunto guardando as maquiagens na nécessaire.

- Como queira madame... – ele falou abrindo a porta para mim.


[Sweet Pov’s ON]

Alguns de nós tomávamos café no salão do hotel jogados em uns sofás de couro que tinha por lá. Madness estava num bom humor assustador àquela manhã e tinha me puxado pra deitar em seu colo enquanto fazia mil trancinhas no meu cabelo. Eu já havia dito a ela que odiava que fizesse aquilo por que meu cabelo ficava amassado depois, mas resolvi não falar nada pra não estragar o agora, tão raro bom humor dela.

Jimmy comentava com Zacky e Cherry sobre como a turnê estava indo e eu entrei na conversa dizendo que tinha expectativa muito boa com ela.

- Eu também! – disse Zacky rindo – Se as pessoas estão saindo até nessa neve infernal pra nos ver... Não duvido que fique ainda melhor quando essa merda passar!

Realmente já estava enchendo o saco esse negócio de ficar hibernando dentro os hotéis, porra a gente queria conhecer o país do rock.

Holy riu quando Johnny sentou ao seu lado por conta de uma mecha de seu moicano que estava meio torta e começou a ajeitá-la. Eu olhei de soslaio para Cherry que levantou uma sobrancelha numa careta maliciosa. Eles passavam tempo demais juntos para nós não desconfiarmos de nada, mas Janis fazia questão de nos deixar confusas quando a gente perguntava algo e ela respondia naturalmente que não tava rolando nada. Holy não sabia mentir, essa era uma fraqueza que já conhecíamos nela.

- Obrigado Holy... – disse Johnny dando-lhe um beijo na bochecha e ela corou. Eu ri e pigarreei. Janis me olhou mortalmente e mandou um dedo do meio.

- Quando que essa neve vai passar hein?! – Cherry perguntou um tanto irritada – Quero ver as cidades!

- E eu estou com frio! – falei levantando do colo de Madz desfazendo a trancinha fina que Caroline fizera. – Aff Madz, na boa... – murmurei quando meu cabelo embolou e fez um nó.

- Deixa que eu desfaço... – ela disse tirando minhas mãos dos fios. Quando ela terminou, eu sorri abracei meus próprios braços, frio desgraçento!

- Vou subir e pegar um blusa, alguém quer que eu traga alguma coisa?! – perguntei pras meninas. Obviamente não iria entrar e mexer na mala de algum dos garotos.

- Traz minha jaqueta Sweet?! – Madz pediu estendendo as chaves do seu quarto e eu anuí indo em direção ao elevador.

Entrei e apertei o numero 15. Quando começou a subir senti uma tontura, mas julguei ser por causa do vácuo do elevador. O estranho que era muito forte, tudo rodava e eu encostei a cabeça na parede respirando fundo fechando os olhos. Quando a porta abriu, eu saí e quase tropecei devida a tontura. Mas que merda. Andei devagar até a porta do meu quarto e comecei a sentir dor de cabeça, isso tinha dedo de ressaca mal curada. Peguei as chaves e tentei inutilmente destrancar a porta, mas tudo girava ao meu redor.

- Abre merda... – grunhi mexendo no trinco raivosamente. Tentei mais umas vezes e então eu encostei a testa na porta e olhei pra minhas mãos. Eu tentava abrir meu quarto com as chaves da Carol. Finalmente abri a porta, então fui direto para minha mala procurar um remédio para dor de cabeça. Enquanto procurava comecei a sentir cólicas também, mas não eram cólicas, eram CÓLICAS! Aquelas de te fazer chorar de dor.

Então olhei minha cartela de anticoncepcionais e estava vazia.

- Ah caralho! – grunhi encostando no criado mudo. Óbvio. Eu havia tomado a ultima pílula no dia anterior, obviamente que eu estava de TPM.

Era sempre assim, no dia antes de descer era o inferno da minha vida. Cólicas, dor de cabeça, enjôos, tonturas, parecia que eu estava grávida. E como se não bastasse, as tonturas e enjôos duravam todo aquele período. Eu lembrava de quando tinha meus dezessete anos e tinha recém começado a sair, que minha mãe achava que eu estava grávida, fora um stress pra convencê-la de que era apenas TPM.

Eu não tomava remédios pra não menstruar por que isso afetava meu sistema imunológico e fodia com meus hormônios.

Ainda meio tonta levantei e fui no banheiro me prevenindo, era um saco fazer show nessa situação e infelizmente nós tínhamos um naquela noite. Voltei pro quarto na mesma hora que outra cólica me fez dobrar em duas grunhindo de dor. Mas que merda mesmo! Sentei na beirada da cama fazendo um esforço do diabo pra não gritar e esfregava a mão na barriga sentindo lágrimas molharem meu rosto.

Joguei o corpo pra trás e fechei os olhos com força enquanto tudo rodava e rodava no meu quarto. Eu não sabia o que me irritava mais, aquela tontura desgraçada ou a maldita cólica. Segurei a cabeça com força, no intuito de faze-la parar de girar e então ouvi passos no corredor e alguém se aproximou da porta.

- Sweet? – era a voz rouca de Matt. Droga! Por que diabos eu não fechei a porta?! Ele com certeza pensar que eu estava fazendo cena – Ta tudo bem? – ele perguntou preocupado.

- Sim, mais ou menos... – falei sem conseguir evitar um certo grunhido quando senti mais uma pontada de cólica – Mas eu vou viver...

Matt riu — Posso entrar? – perguntou desconfortável e eu fiz que sim com a cabeça ficando sentada de novo – O que você tem?! – perguntou se aproximando de mim.

- Dor de cabeça... – falei esfregando a testa. Não diria que estava com cólicas. Matt me olhou um pouco desconfiado e então sentou ao meu lado.

- Quer um remédio?! Acho que tenho alguma coisa lá no meu quarto! – perguntou ajeitando meu cabelo – Eu vou pegar pra você- falou e levantou de novo e saiu pela porta.

Os Barry começaram a rir e gritar entre eles no corredor e aquilo dava eco fazendo minha cabeça girar ainda mais. Levantei, fui até a porta e olhei pra fora, Matt já estava vindo, com uma cartela de remédios e uma garrafinha d’água. Ele sorriu e andou mais depressa.

- Se importa se a garrafinha for minha? – perguntou sem jeito e eu dei espaço para ele entrar e fechei a porta.

- Pra quem já até te beijou... – falei dando de ombros. Ele riu pelo nariz e destacou uma pastilha colocando-a em minha mão e estendeu a garrafa. Na hora, eu estava com tanta dor que nem prestei atenção que ele tinha posto a boca naquele gargalo. – Obrigada! – falei entregando a garrafinha de volta para ele, que a colocou em cima do criado mudo junto com a cartela.

- De nada! Se não melhorar, você pode tomar mais um destes comprimidos daqui uma meia hora, ok?! – ele informou sorrindo, me fazendo derreter. Oh querida TPM.

- Uhum! – olhei pra ele um pouco sem jeito. – Eu estou me sentindo uma criancinha com você me dando toda essa atenção por causa de uma simples dor de cabeça... – falei sorrindo. Ele alargou aquele sorriso acentuando suas covinhas e colocou minha franja atrás da orelha.

- Sweet child o’ mine... – falou baixinho e eu ri sentindo minhas bochechas arderem. Por que eu tinha que ser branquela, era óbvio que ele tinha visto.

- Para, Shadows... — falei rindo envergonhada. Então suspirei e olhei seria pra ele. – Sabe... Até hoje eu não entendo...

- O que?!

- Por que, por que você decidiu me beijar lá no palco e depois, lá no backstage... Foi tudo tão confuso... – falei balançando a cabeça. Ele riu pelo nariz e coçou o queixo pensativo.

- Eu não sei também, Sweet! Foi uma coisa de momento, eu estava impressionado contigo, além disso, a gente tinha salvado você... – ele falava aquilo sorrindo o que me deixava ainda mais confusa. – E eu não nego, eu pensei em você por muito tempo...

Eu ri e encolhi os ombros esquentando a mão no jeans da minha calça – E eu nem preciso dizer que... Aquilo não saiu da minha cabeça néh?! É difícil sabe! Não dá pra entender como as coisas funcionam... – falei mordendo meu piersing.

- Você não precisa entender, se você sente já é o suficiente! – ele sorriu. Ele não tinha esclarecido nada, não tinha dito nada além do que eu já sabia. Cada olhar, cada gesto, todo nele tinha um significado para comigo e eu simplesmente não sabia decifrá-los. Era um misto de amizade, afeição, sei lá... Eu estava confusa e esta ultima frase dele só piorou as coisas.

- E se eu não souber se sinto ou não?! E se eu não souber o que sinto? – falei com a voz falha devido mais uma cólica. Essa merda também estava me atrapalhando de pensar. Uma lágrima brotou de meus olhos por causa da dor, mas eu também me sentia mal de estar mentindo para ele.

Eu sabia que Matt estava sendo sincero, isso estava claro em seus olhos e no tom de sua voz. Mas eu não, eu mentia, por que sabia se sentia e o que eu sentia, mas tinham coisas que eu não podia dizer. Eu não podia falar a ele sobre a Madz, por dois motivos: Ela ficaria puta da cara comigo e outra que ele poderia entender tudo errado, ele poderia entender que eu não gostava dele e que não ficaria com ele por causa dela.

A realidade era que eu disse que abriria mão, mas eu não queria fazer isso, talvez eu fosse egoísta, talvez eu não merecesse a amizade dela. Eu estava em cima do muro, eu não queria ficar com ele por medo de perder sua amizade, mas também não queria abrir mão... Talvez eu não estivesse mentindo afinal. Talvez eu realmente não soubesse o que estava sentindo.

- Olhe, eu não vim aqui pra te fazer chorar Sweet! – ele se aproximou de mim e encostou minha cabeça em seu ombro. – Você não precisa viver a vida em função de sentimentos, você pode fazer as coisas por impulso também e a partir disso que você tirará suas conclusões sobre seus sentimentos. Você vai ter a vida toda pra me dizer o que você quer! Eu mesmo estou bem confuso em relação a você, foi um baque quando o Larry disse que era produtor de vocês! Eu perdi muito tempo pensando no rumo que as coisas tomariam e então eu resolvi que faria o que me desse na telha... Por que seu inconsciente nunca irá contrariar seu coração...

A mão de Matt permanecia em minha cabeça e agora ele acariciava meu cabelo. Comecei a analisar a situação e eu sorriso brincou no canto de meus lábios.

Aquele quarto sem vida, praticamente todo branco, a cama desarrumada, minhas roupas bagunçadas dentro da mala aberta, meus outros pertences revirados pelo quarto, nada daquilo me incomodava naquele momento. Nem mesmo a dor infernal que eu sentia.

Aquela cena, aquela sensação gostosa de estar com ele, eu sabia que teria que esquecê-la, apagá-la de minha mente, mas eu tinha plena convicção de que não apagaria de meu coração. Aquela sensação de paz, de aconchego, era até difícil de descrever.

O silêncio tinha tomado conta do ambiente e eu fiquei um pouco constrangida, porém o que Matt acabara de falar tinha ficado martelando em minha mente. Ri pelo nariz e me afastei dele dando um sorrisinho de canto — Você só usou outra maneira, menos clichê, de dizer “siga o seu coração!” – falei e fiquei observando ele sorrir e balançar a cabeça. Por alguns instantes achei que ficaríamos em silêncio de novo, então ele levantou o rosto e seus olhos verdes quase me hipnotizaram.

- E o que seu coração diz?! – perguntou baixinho com uma sombra de um sorriso estampado enquanto aproximava de meu rosto.

- Ele diz tanta coisa... – falei quase num sussurro e coloquei a mão em seu rosto sentindo a pele macia da barba recém feita – E algumas delas não fazem sentido algum, mas eu sei que as coisas não precisam fazer sentido para estarem certas... – eu sorri e aproximei mais meu rosto do dele dando-lhe um selinho demorado.

Senti seu piersing gelado contra minha boca e isso me causou um arrepio. Afastei meu rosto minimamente apenas para ver que ele sorria com os olhos entreabertos e então Matt, que ainda tinha a mão em meu rosto, puxou minha nuca selando nossos lábios.

Meu coração acelerou e parecia palpitar na orelha. O beijo dele era quente e tinha uma certa ansiedade na forma que seus lábios acariciavam carinhosamente os meus. Ele colocou a outra mão em meu rosto e delicadamente pediu passagem com a língua explorando minha boca devagar. Sem partir o beijo, me ajeitei na cama ficando de frente pra e coloquei a outra mão em seu cabelo ralo passando a unha levemente por sua nuca, enquanto com a outra mão eu o puxava para mim alternando as caricias em seu rosto e pescoço.

Senti a pele dele se arrepiar e comecei a brigar por espaço entre a minha boca e a dele, sentindo hálito fresco de pasta de dente. O beijo se intensificou, tornando-se uma coisa mais urgente e uma das mãos de Matt correram por minhas costas parando em minha cintura. Paramos rapidamente para pegar fôlego e já voltamos a nos beijar com avidez.

Era tão bom, tão quente e parecia tão seguro que eu não queria sair dos braços de Shadows nunca mais. O beijo não era tranqüilo, mas era carregado de um carinho que nem Damon jamais havia demonstrado. Agora a outra mão dele passeava em minhas costas e quando as duas se emparelharam em minha cintura, ele num puxão quase violento me fez sentar em seu colo. O movimento brusco me fez ofegar, aquilo me rendeu uma cólica insuportável e eu empurrei-o de leve com as mãos espalmadas em seu peito.

- Eu te machuquei? – ele perguntou preocupado e eu neguei com a cabeça respirando fundo mordendo meu lábio inferior na tentativa de engolir um gemido de cólica.

- Matt... Me desculpa... Eu... – não sabia o que dizer e de repente tudo voltou a rodar de novo. – Eu estou com tontura! – falei por fim esfregando a mão na testa. – Bela hora de ficar com seu homem Fernanda! – pensei com amargura.

Ele tirou as mãos de minha cintura e arrumou uns fios de cabelos que estavam enrolados em meu pescoço. – Desculpa... – murmurou e deu um beijo em minha bochecha. – Acho que é melhor você deitar um pouco! – falou brincando com os fios desarrumados de meu cabelo depois apoiou uma mão em minha coxa, já que eu ainda estava em seu colo.

- É... Eu também acho... – falei sorrindo sem jeito. Fiquei olhando suas covinhas se formarem enquanto ele alargava o sorriso em seu rosto e não me contive. Segurei seu queixo e apertei meus lábios nos dele com mais um selinho. Matt me envolveu em seus braços me apertando entre eles e eu retribuí deitando a cabeça em seu ombro largo. Eu havia até esquecido como era aconchegante aqueles braços. Matt era muito quente e eu comecei a imaginar milhões de coisas.

Inspirei o aroma amadeirado de seu perfume e decidi que aquele era o melhor cheiro do mundo. – Obrigada! – falei me separando dele e levantei indo até o guarda-roupa.

- Pelo quê? – ele perguntou e eu virei para ele de novo.

- Pelo remédio... – falei como se fosse obvio e eu virei de novo pegando uma coberta.

- Ah... – ele deixou escapar um muxoxo e largou os ombros. – Eu achei que fosse pelo beijo... – falou divertido. Eu ri e joguei a coberta nele que se defendeu segurando-a rapidamente.

- Isso também, mas não se agradece... – dei de ombros. – Você já faz isso no mesmo momento em que recebe... Ou não? – perguntei com um sorrisinho. Ele riu e concordou levantando, desdobrou o cobertor colocando-o sobre meus ombros como uma manta. Eu sorri e levantei na ponta do pé para dar-lhe mais um selinho então alguém bateu na porta. – Quem é? – perguntei rolando os olhos, gelando de cima a baixo quando pensei na possibilidade de ser a Madness.

- Syn! – disse a voz de Brian. Rolei os olhos de novo e me aproximei da porta abrindo-a para ele.

- Porra Sweet eu achei que você tinha morrido aí den... – então ele viu o Matt, depois me olhou de cima a baixo levantando a sobrancelha por eu estar enrolada no corredor. – Entendi... – falou devagar olhando sacana para o amigo que riu balançando a cabeça em negativa.

- Cale a boca Syn! – falei dando um tapa em seu braço balançando a cabeça ruborizada. Ao fazer isso senti outra vertigem e dessa vez eu quase vomitei. Me apoiei na parede pra não cair e suspirei; Matt percebeu minha situação e veio me segurar, então me ajudou a sentar na cama. Mais cólicas e tonturas me fizeram ficar branca e dessa vez eu não agüentei e grunhi colocando o braço sobre a barriga me curvando sobre a mesma.

- O que houve Sweet?! – Matt perguntou assustado e Syn que até agora estava parado na porta entrou no cômodo.

- Sweet você está bem?! – perguntou quando eu pensei que meu útero e ovários iam explodir (sem piadinhas maliciosas, por favor) e as lágrimas começaram a aparecer. Eu quase não contive a vontade de lhe mandar um dedo do meio, era óbvio que eu não estava legal. Eu nem conseguia falar tamanha dor que sentia e já estava morrendo de vergonha.

- Syn! – Matt falou bruscamente me ajudando a deitar e pegou a coberta me cobrindo. – Chama uma das meninas, elas devem saber melhor o que fazer...

- Tá... – Brian respondeu meio atordoado e saiu deixando a porta entreaberta.

Eu sempre tinha aqueles surtos de dor insuportável que durava um bom tempo. Era um inferno, mas eu sentia mais ódio por que meus momentos tão maravilhosos tinham ido por água abaixo por causa de uma maldita duma TPM.

Eu quase me contorcia de dor e soluçava. Eu tinha que melhorar até de noite, tínhamos um show pra apresentar e eu não queria cancelar, acho que essa preocupação ainda me deixava mais aflita atrapalhando a dor de sossegar.

Matt começou a fazer carinho em eu rosto perguntando se tinha alguma coisa que pudesse fazer pra me ajudar e eu neguei com a cabeça. – Só fique aqui até as meninas chegarem... – pedi e ele sorriu concordando.

À medida que a temperatura do meu corpo esquentava embaixo das cobertas e dor foi aliviando, e junto com os carinhos de Matt em meu rosto o sono foi chegando. Eu queria que ele deitasse ali e dormisse comigo, mas eu sabia que não deveria, sabia que até mesmo aquilo que tinha rolado, não deveria ter acontecido, mas eu me deixei levar.

Matt se curvou e deu um beijo em minha testa quando eu fechei os olhos, senti que ele continuava ali comigo, mas em um dado momento eu adormeci.

[Jealous POv’s On]

Eu acordei bem tarde por causa da festa da noite anterior, mas não fiz um mínimo movimento de me levantar da cama, não sei se era medo de encarar o que aconteceu ou se era preguiça ou os dois. Eu tentei voltar a dormir, mas foi praticamente impossível. Suspirei derrotada e entrei no banheiro e joguei água no rosto para terminar de acordar.

Arrumei-me com uma roupa qualquer e joguei um sobretudo preto por cima, essa a vantagem do frio, ninguém vê o que você esta vestindo por baixo. Passei maquiagem e desci para comer alguma coisa. Eu imaginava que não estivesse ninguém lá, ou estavam dormindo ou já tinham comido, mas Jimmy, Zacky e Benjamin ocupavam a mesa.

Enchi a minha bandeja com pão de queijo e chocolate quente e me juntei a eles sentando ao lado de Jimmy.

- Bom dia Jealous! – Ben sorriu.

- Tá atrasada! – Zacky sorriu – todos já comeram!

- Que nada, ‘to na hora certa! – sorri também – mas eu imaginei que todos já estivessem comido!

- Fugindo de alguma coisa?! – Jimmy perguntou. Olhei para ele e eu jurava que ele fazia uma força enorme para não ri. Será que o Syn contou alguma coisa?! Com certeza, eles são melhores amigos não são?! A meu pau queimado, o que eu fiz?

- Não, é que eu estava muito cansada! – desbaratinei.

- Acho que todo mundo estava! – Benjamin riu.

- Também, que festa foi aquela! – Zacky disse pensativo – não vi muito você Jealous, você nem dançou comigo! – ele fez um biquinho. Confesso que ficou muito fofinho naquele rosto gordinho.

- Nem comigo! – Benjamin também reclamou.

- Ah gente é que eu... – comecei, mas o Jimmy me cortou.

- E que ela estava ocupada com outras coisas, neh Jealous?! Mas a festa ‘tava boa, não ‘tava?! – dessa vez percebi ele mordendo a bochecha para não rir.

- Você quer me dizer alguma coisa Jimmy?! – perguntei fingindo estar seria. Pra falar a verdade eu não me importava, mas como eles não me conheciam eu podia brincar um pouquinho.

— Não, eu só ‘tava... – ele começou de olhos arregalados, morri de dó e interrompi com uma gargalhada.

- Calma Jimmy, eu to brincando! E se você ta tentando tirar sarro do que eu to pensando, tudo bem, eu sei que eu fiz merda! – falei com a cabeça baixa.

- Olha, eu não te conheço tão bem assim, mas eu tenho certeza de que quem começou a merda não foi você! – disse passando a mão pelo meu ombro.

- É... Mas... – comecei mais o Zacky me interrompeu.

- O que você aprontou Jealous?! Bebeu tanto assim? Foi por isso que eu não te vi? – perguntou. Fiz uma cara de tédio.

- Olha a minha cara para de quem é fraca para o álcool? – perguntei.

- Uuuuh! Mexeu no ponto fraco dela agora Zacky! – Benjamim riu.

- Não, não esse não é o meu ponto fraco, mexe em uma das minhas coisas para você vê! – ameacei.

- Acho que eu vou fazer isso, para ver o quão selvagem você é! – Zacky deu um sorriso sacana.

Por que diabos virou moda chamar a gente de selvagem?! Eu odeio isso, me faz lembrar do idiota do Rafael. Falando em Rafael eu queria muito ver a cara dele agora. Ele deve estar arrependido até o ultimo fio do saco. Se bem que, eu acho que devemos agradecer a ele, se nada disso tivesse acontecido, nós não estaríamos a onde estávamos hoje, abrindo os shows da nossa banda favorita.

- Experimenta! – provoquei – mas e ai, cadê o resto do povo?

- Bom... A Cherry foi fumar e a Madz foi junto, a Sweet foi pegar alguma coisa e até agora não voltou e o Gates... – ele deu uma risadinha – eu não sei a onde foi!

- Hum... – murmurei.

-BOM DIA! – Matt Barry gritou atrás de mim, quase fazendo jogar a xícara de chocolate quente na minha cara.

- Filho da... – resmunguei.

- Ah Jealous que isso?! Vai dizer que não é um bom dia! – ele riu bagunçando o meu cabelo e dando um beijo no meu rosto.

- Intimidade é uma merda mesmo hen?! – reclamei arrumando o cabelo.

- Caiu da cama mano? – Benjamim perguntou.

- É cara, você sempre dorme umas doze horas depois de festas! – Zacky disse.

- Cara e se eu falar para vocês que eu acho que cai mesmo! ‘to com uma dor no corpo que vocês não imaginam! – ele disse.

- Também, banheiro não é um lugar muito ideal, eu não aconselharia! – felei dando de ombro e fazendo uma força enorme para não rir.

O sorriso dele morreu na mesma hora, ele pareceu pensar no que eu tinha falado e depois o seu sorriso voltou — Quer dizer que é verdade?! Eu pensava que eu tinha sonhado, mas agora eu me lembro você e a Cherry estavam lá neh? –disse pensativo.

Os três nos olharam confuso.

- Ah o Matt levou alguém para o banheiro ontem e tchan! – contei fazendo gestos.

- Hm... E esse alguém é conhecida?! – o irmão perguntou.

Não respondi, só dei de ombros, se ele quisesse contar ele que contasse. Não sei o quanto a Madz ia levar numa boa. Mas eu acho que ele não queria também porque eu de ombros igual a mim.

- Mas banheiro?! – Zacky perguntou entojado – banheiro de uma balada cara, no que você estava pensando?

- Ah da um credito Zacky, ele é homem, não consegue pensar duas coisas ao mesmo tempo e no momento, só estava pensando coma cabeça de baixo! – falei piscando para Barry e todos caíram na gargalhada.

- Vocês mulheres sempre generalizando! – Benjamim reclamou.

- Opa, opa! – Jimmy levantou a mão – como é esse negócio Senhorita Jealous? Você disse que banheiro não é um lugar muito ideal... E que você não aconselharia... Andou tendo muitas experiências em banheiros?! – filha da mãe! Isso é tipo de pergunta para se fazer a uma mulher?! Eu juro que tentei não ficar vermelha, mas não deu quando três homens te olham com uma cara maliciosa.

- Jimmy...! – reclamei.

- Ué Jealous, só por curiosidade! Já que você reprovou a minha atitude! – Barry riu.

- Não... Eu... Só... Arg vão se ferrar! – resmunguei enquanto os três caíram na gargalhada.

- Hey qual é a graça?! – Gates apareceu do lado do Jimmy e enquanto esperava uma resposta deu a volta e me deu um beijo no rosto – bom dia! Nossa porque teu rosto tá quente e você ‘ta vermelha? Por uma acaso eles estavam tirando sarro de você? – perguntou – ou tudo isso é porque eu apareci? – convencido ele nem é, acho que falta ego para tanta pessoa.

- Sabe quando o feitiço se vira contra o feiticeiro? – Zacky perguntou risonho – então... Foi quase isso...

- Ah... Não entendi! – disse confuso – tá, mas deixe pra lá! Jealous eu ‘tava te procurando! – ele disse.

Meu coração deu uma freada brusca e voltou a bater reclamando.

- Hãã... O que você quer?! – perguntei com indiferença.

- Bom... Eu quero muitas coisas... – ele sorriu sacana – mas a Sweet ‘ta precisando mais de você, ela tá passando mal! – disse.

- Quê?! — Perguntei de olhos arregalados

- A onde ela tá?! – Matt perguntou.

- O que ela tem? – Zacky pareceu preocupado também.

- Não sei direito, ela ‘ta gritando de dor segurando a barriga, ta com dor de cabeça enjôo! –respondeu – o Matt ta com ela, mas ele achou que era melhor chamar alguma de vocês...

Gritando de dor, segurando a barriga, enjôo, dor de cabeça, isso me soava muito familiar e eu relaxei um pouco – que dia é hoje? – perguntei devagar.

- Mas o que é que tem haver?! – Benjamim perguntou.

- Tudo a ver, que dia é hoje?! – tornei a perguntar.

- Dia dois! – Jimmy respondeu.

-Tá tudo explicado! A Sweet tá bem!– falei revirando os olhos. Mas normal era impossível.

- Como assim bem?! – Syn perguntou – ela ‘ta se contorcendo de dor!

- Eu sei! – falei levantando – mas é normal, eu vou ver ela! Não que vai ter muitas coisas que eu possa fazer...

Deixei-os na mesa e andei em direção ao elevador e no caminho encontrei Cherry e Madz, deu um frio na minha barriga e eu tive que decidir rápido, eu precisava agir como se nada tivesse acontecido para não magoar a minha melhor amiga. Não foi preciso muito esforço, porque ela abriu um sorriso e pulou no meu pescoço.

- Hey Fucking Jealous!

- Hey minhas vadias! – sorri.

- ‘Tá indo a onde?! – Madz perguntou.

- Indo ver a Sweet, o Syn disse que ela ‘ta passando mal...

Cherry me olhou e eu já sabia o que os seus olhos perguntavam -”como é que ele sabe disso?”. Eu dei de ombros eu também não sabia.

- O que ela tem?! – Madz perguntou preocupada.

- Relaxa! Pelo o que ele contou o que ela ‘ta sentindo eu acho que é TPM! – falei.

- Aah – as duas murmuram.

As duas resolveram subir comigo e ver com ela estava. A porta da Sweet estava entreaberta e eu empurrei de vagar. Levei um susto quando percebi o Matt sentando do lado da cama dela. Meu primeiro pensamento foi inventar uma desculpa e tirar Madz dali, mas não deu tempo, na preocupação com a melhor amiga dela ela quase me atropelou e quando viu Matt ali, parou na mesma hora.

- Ah oi Matt, não sabíamos eu você ‘tava aqui! – Cherry disse.

- Eu ‘tava descendo, mas daí vi ela se contorcendo de dor e vim ajudar! – ele disse olhando para ela. Sweet dormia, mas tinha o rosto retraído de dor.

- Será que ela não tá com febre?! Na ultima vez deu! – falei indo até ela e colocando a mão em sua testa.

Ela se remexeu inquieta e abriu os olhos devagar coloquei a mão na frente do rosto dela e a olhei com advertência e falei sem som “Madz”. Ela me olhou confusa, mas em seguida Shadows perguntou se ela estava mesmo com febre e ela pareceu entender e fechou os olhos de novo.

- Não... ‘Tá normal! – respondi.

- Hey Matt de quiser pode ir lá comer alguma coisa que a gente fica com ela! – Cherry sugeriu.

- Ah tudo bem... – ele levantou – se precisarem de alguma coisa me chamem!

- Tudo bem! – concordei.

Ele lançou um ultimo olhar para ela e saiu do quarto fechando a porta. Cherry e eu suspiramos já esperando uma reação da Madz.

- Eu sei, eu sei, não explodir neh?! – perguntou sarcástica – eu tenho que pensar que foi por um acaso que ele estava aqui também?!

- Mas estava... Foi o que ele disse! – Cherry retrucou.

- Se alguma de vocês tivesse ficado com o Syn iam achar que foi por acaso também?! – ela perguntou.

Gente como aquela coberta da Sweet era interessante tinha uns desenhos muito loucos, eu poderia ficar anos descrevendo ela. Eu não tinha uma resposta então comecei brincar com a linda coberta da Sweet , Cherry também não respondeu de imediato, mas depois suspirou.

- Caroline, eu não sei até que ponto você leva a sua amizade a serio com a Fernanda! – ela disse — mas eu levo a minha com a Jealous e se uma de nós ficasse com o Syn, eu não ia odiar a Jay por isso, ela ainda ia continuar sendo a minha amiga! Eu não ia querer matar ela ou coisa parecida só por isso! E eu tenho certeza que ela pensa o mesmo – ah Cherry sua linda eu te amo.

-É... Poxa Madz você não percebe que isso é infantil?! – perguntei – e ele só ‘tava cuidando dela, não vi ele comendo ela.

- Mas...

- Chega Carol! – Cherry pediu – ele papo de ciúmes me irrita!

- Eu te irrito então? – perguntei tentando dar uma descontraída.

- Claro que não neh Jay! – ela revirou os olhos – vocês entenderam.

- É entendi! Eu acho que vou para o meu quarto, tenho que descansar para o show, qualquer coisa me chamem! – Madz saiu. Assim que a porta fechou Sweet abriu os olhos e suspirou.

- Vai começar de novo neh?! – perguntou esfregando os olhos.

- Acho que não, ela não ficou tão revoltada assim! – falei pensativa.

- Eu acho que ela ter dado para o Matt fez bem! – Cherry colocou o dedo no queixo.

- Como é que é?! – Sweet arregalou os olhos.

- O Matt Barry! – falei com cara de tédio. Sua expressão suavizou um pouco, mas ainda continuou com uma de incrédula.

- Ah não vamos entrar em detalhes! –Cherry agitou as mãos –‘tá precisando de alguma coisa?

— Não... Eu to bem... A dor já passou... Um pouco! – disse.

- ‘Tá eu vou ver se acho a Janis, ela sabe lidar com isso melhor que nós! – Cherry sugeriu.

- Okay! – respondeu.

-Bom eu vou para o meu quarto que eu ainda to cansada!- falei espreguiçando.

- Okay! – disse.

- E vê se melhora a gente tem show! – Cherry disse.

- Okay!

- Para de falar Okay porra! – explodi.


[Syn Pov’s On]


Jealous deixou nós praticamente no vácuo, eu digo que a amiga dela esta passando mal e ela simplesmente diz que é normal levanta e sai. Eu não consigo entender essas meninas pelo o jeito elas gostam de deixar as pessoas confusas.

- O que ela quis dizer com normal?! – Barry perguntou.

- E por que ela perguntou o dia?! – Zacky disse pensativo.

- Vai entender! – Ben resmungou.

- Olha, eu to quase desistindo de entender essas meninas! – reclamei.

- Eu imagino! – Jimmy disse debochado e eu pisquei para ele com um sorriso maroto.

- Você quer que eu faça o que Jimmy?! Eu sou foda! – falei cruzando as mãos atrás da nuca. E era mesmo vamos combinar eu praticamente conseguia tudo o que eu queria.

- Hm... Synyster “frouxo” Gates! – Zacky imitou o que Jealous disse no primeiro dia que nós nos conhecemos.

- Ela sabe que eu não sou frouxo! – falei com um ar convencido.

- Sabe é?! – Benjamin perguntou interessado.

- Todo mundo sabe! – desconversei, não que eu precisasse esconder alguma coisa deles, mas como Jimmy disse, elas não eram aquelas que eu nunca mais ia ver. Eu tinha quase certeza que nenhuma contou para a outra, fiquei imaginando o por quê? Porque com certeza uma ia querer tirar vantagem com a outra, ou coisa parecida, mas pensando bem... A Cherry tinha confessado que tinha uma queda por mim... A Jealous também poderia ter, não poderia? Se não qual o outro motivo para elas esconderem? Em meio desses pensamentos eu abri um sorriso... Eu tinha duas de uma cacetada só. E Só me toque que estava rindo para o nada que nem um idiota quando Shadows deu um soco no meu ombro.

- Hey cara ‘tava a onde?! – perguntou divertido.

- Não muito longe! – respondi – mas é ae, como esta a sua loira?!

- A loira dele?! – Barry perguntou levantando as sobrancelhas.

- Explicações a parte! – Zacky disse.

- Ah sei lá, ela acabou dormindo, as meninas ficaram lá com ela! – disse bebendo o resto do café do Zacky, que soltou uns resmungos por isso.

- E o que ela tem?! – Barry perguntou.

- Não sei! – deu de ombro – dor de cabeça, imagino!

- Alguma noticia no Larry?! – perguntei para o Matt mudando de assunto.

— Ele disse que estará aqui mais tarde e que falar com as duas bandas! – respondeu.

-Hm... Eu acho que eu vou avisar as meninas então! – levantei.

- Aham... – Jimmy concordou com um olhar de reprovação.

Pisquei para ele e fui para o elevador. Agora seria a vez da Jealous, vamos ver o que ela entrega, possivelmente o mesmo que a Cherry. Ah eu me amo!

Fui para o quarto da Sweet, mas só encontrei a Holy lá, enrolei um pouco lá com as duas e depois andei pelo o corredor até o quarto da Jay. A porta estava fechada, mas não estava trancada. Abri bem devagar para não fazer barulho e encontrei-a de joelhos no chão de costa para a porta, revirando a mala dela enquanto resmungava.

- Não tá aqui! Eu aposto que a Cherry pegou. Vadia! Daqui um dia tão pegando até as minhas calcinhas! – ela bateu a mala com força.

- Quanta indelicadeza! – falei encostado na porta e ela deu um pulo olhando para trás.

— Eu não me lembro de ter deixado a porta aberta! – Ótimo! Agora elas me ignoram também. Quando falo que eu não as entendo, é verdade!

- É que eu já tenho alguma intimidade! – caminhei até a cama e sentei.

— A onde que você a conseguiu?! – perguntou levantando a sobrancelha.

- Ontem à noite! – respondi – a propósito, eu experimentei a vodka com duas pedras de açúcar... Até que não é ruim... -Ela fez uma careta.

- Tá zoando comigo neh?! – perguntou com um sorriso dançando no rosto.

- Não... Serio, eu experimentei! – confirmei e ela caiu para trás gargalhando – qual foi à graça?!

- Ah Syn... Você me mata! – falou secando as lagrimas.

- O que foi?! – pressionei.

- O que foi?! Foi que “Eu preciso de uma doze dupla de vodka com duas pedras de açúcar” é só uma expressão!

- Ah serio?! – eu ri também – porque você não falou antes?

- Você não perguntou! – ela deu de ombro – mas é bom mesmo?!

- Como é que você usa essa expressão se nunca sequer experimentou?! – perguntei.

- Eu não sei pra você, mas para mim parece nojento! – respondeu.

- Ah não, na próxima festa eu faço você experimentar! – falei.

- Próxima?! – seu sorriso morreu.

- Próxima! – confirmei – ou você vai perder de dançar comigo de novo?! – lancei o meu sorriso maroto.

- Eu não sei se vou na próxima! – disse tirando umas roupas da mala.

- E por quê? – perguntei.

- Porque eu não sei se vou tá a fim! – ta agora ela me deixou confuso, porque respondeu a mesma coisa que a Cherry?Não é possível que as duas tenham os mesmos pensamentos. Cherry tinha respondi exatamente o mesmo quando eu sugeri a próxima festa.

- Ah mais você vai mudar de idéia! Eu faço você mudar! – falei.

- Hm... – resmungou entrando no banheiro com umas peças de roupas.

- O que vai fazer? – perguntei interessado.

- Tomar banho! –respondeu com indiferença.

- Hm... Já que a gente já tem alguma intimidade... Nada de impede me de...

- Claro que impede! A porta e o trinco!- interrompeu ríspida.

- Okay... – murmurei derrotado.

Ela entrou no banheiro e eu deitei na sua cama. Eu ainda não tinha descoberto o que queria e não ia sai dali até que eu o conseguisse. O celular dela começou a tocar no meu lado e eu peguei o bicho que berrava ao som de AC/DC e olhei o seu visor e vi que tinha uma mensagem de um tal de Alex. Abri a mensagem, mas para a minha desgraça estava tudo escrito em português e vocês sabem que eu sou curioso neh? Depois de um tempo, um bom tempo, ela saiu do banheiro e quando me viu deitado na sua cama franziu a sobrancelhas.

- Ainda ‘ta ai?! – perguntou.

- Você não me mandou embora! – encolhi os ombros

- Vou me lembrar disso na próxima vez! – piscou.

- Vem cá, quem é Alex hen?! – perguntei e ela virou rapidamente na minha direção.

- Como é que ... – perguntou confusa.

- A ele acabou de mandar uma mensagem! – levantei o celular.

Ela veio furiosa para cima de mim, só voltou gritar “É meu!”. Pegou da minha e começou a ler mensagem impaciente e à medida que ia lendo um sorriso ia crescendo, quem era Alex? Depois que respondeu ela jogou no meu lado que quase quicou para o chão se não fosse eu ter um reflexo um pouquinho rápido.

- Ele era o meu namorado! – respondeu tirando a toalha da cabeça e chacoalhando os cabelos negros molhados.

- E o que ele queria?! – perguntei interessado.

- Le ai! – apontou o celular.

- Eu não sei ler em português!- reclamei revoltado.

- Que pena! – ela riu debochada e deitou no meu lado, mas um pouco distante, parecia que estava com receio.

- Por que você fugiu?! – perguntei me aproximando um pouco e mexendo em seus cabelos.

- Hã?! – ela fez uma cara confusa, mas eu tenho certeza que ela entendeu.

- Ontem à noite! – pressionei. E ela esfregou os olhos com as mãos.

- Sei lá! Consciência pesada eu acho! – colocou as mãos atrás da cabeça.

- Consciência pesada de que meu Deus?! – elas ainda iam me deixar maluco, eu juro que iam.

- Syn, não sei como te lembrar, mas você tem namorada! – disse olhando para mim.

- Que foi? Você não curte traição também?! – perguntei divertido.

- Pra falar a verdade, eu não ligo, contando que não for comigo! – ela disse e eu sorri.

- Então...

- MAS... – ela me interrompeu – e contando que eu não convivesse tanto com essa pessoa e conseqüentemente com a namorada dele, o que não é o caso! – ela fez uma careta.

- E se eu dissesse que a namorada dele... Não se importa tanto assim? – perguntei passando a mão pelo o seu braço e pude sentir ela se arrepiando ao meu toque.

- Eu tenho certeza que ela se importa! – falou com a voz minimamente falha.

- Mas se ela não se importar não seria problema neh?! – pressionei e ela não respondeu. – então... Isso que dizer que você não liga! – disse subindo em cima dela!

- Claro que ligo! – ela disse um pouco nervosa.

-Claro que não liga! Se não pediria para eu sair daqui, não pediria?! – perguntei me aproximando mais do seu rosto – e me parece que você não se importa...

Jealous pareceu pensar um pouco nas minhas palavras e eu sorriso malicioso brincou em seus lábios rosados. Ela colocou as mãos devagar em meu rosto encarando os meus olhos e mordendo os lábios, eu tinha conseguido afinal, eu me aproximei ainda mais, já sentido a sua respiração um pouco descontrolada.

- Syn... – ela sussurrou.

- Hm ... – Murmurei quase a beijando.

- Você tá pesado! – disse franzindo os lábios para não rir.

- Para de acabar com o clima! – eu a reprovei.

- Que clima?! – perguntou soltando uma gargalhada. Então ela queria brincar...

- Okay eu entendi! – falei deitando do seu lado de novo – se faça de difícil então, isso só torna as coisas mais interessantes, eu gosto mais quando as coisas são assim! – falei.

- E você acha que é só você que gosta de brincar?! – ela perguntou risonha – pois fique sabendo que eu adoro esses tipos de jogos também! – disse passando a mão no meu cabelo.

- Ah eu sei que você tem uma queda por mim! – joguei um verde.

- Uma queda?! – gargalhou – que isso Syn... Eu tenho um tombo! – Okay... Agora eu não sabia se ela tava falando serio ou debochando da minha cara. Droga eu tinha perdido. E eu que pensava que estava quase lá, cheguei a pensar que até conseguiria outra coisa ali... Merda! Ah Jealous você me provocou, agora você não escapa... Vamos ter muito tempo ainda.

- Bom já que você não me quer eu vou para o meu quarto ver a minha cachorra! Ela pelo menos não me esnoba! – Dei-me por derrotado, mas só dessa vez... Já que ela queria jogar, eu ia deixar ela pensar que tinha ganhado essa.

- Certa ela! – Jay piscou se esparramando na cama e a sua camiseta levantou um pouco e percebi um desenho do lado da sua cintura, devia ter uma tatuagem ali também. Fiquei tentado em perguntar o que era, mas mudei de idéia, eu mesmo ia descobrir! Chacoalhei a cabeça tentando lembrar o outro motivo pelo o qual eu estava ali também. Quase tinha me esquecido da reunião do Larry.

- Ah eu ‘tava quase me esquecendo... O Larry que falar com a gente antes do Show! – avisei – fala para o resto do bando!

- Okay... Eu aviso! – concordou.

- Qualquer coisa se mudar de idéia, você sabe a onde é o meu quarto! – lancei o meu sorriso convencido. Vai que cola neh?!

- Ah claro... – concordou sarcástica – deixa o seu número também!

- Você já tem, eu gravei no seu celular! – pisquei.

- Beleza eu te dou um toque se eu mudar de idéia! — revirou os olhos.

- Vou esperar hen!

- Vai ver a sua cachorra Syn! – resmungou.

Eu fechei a porta dando uma risadinha. Eu sabia que de uma certa forma, Jimmy tinha razão, mas eu não ia sossegar. Eu ia ganhar aquelas duas, elas já estavam na minha isca. Eu era um pegador, já conhecia quando uma mulher se rendia. Qual era a graça de ter a fama de pegador se não podia brincar?!


Notas finais
Holy diz: e ae o que acharam.... Finalmente a Sweet e o Shadows...
Cherry diz: Aleluia desencalharam essas bichas...!
Holy diz: Neh... Mas vamos ver como as coisas vão se desenrolar... Tem muita coisa para acontecer ainda!!
Cherry diz: É... MUITA!! Querem saber oq?? então comentem o/ deem-nos idéias, inspirem-nos YEAH!!
Holy diz: Isso ae... Até mais Poison!!!