Poisoned

5 Spit It Out Damon


Notas iniciais
Caroline diz: Hey People!!
Fernanda diz: Yay Galera!
Caroline diz: A gente ta bem melhor hoje, por isso vamos postar mais um cap
Fernanda diz: Ah é... Esqueci de dizer... As meninas aumentaram um monte o que a gente tava fazendo... Oh a gente só tava comentando e comendo chocolate!!!! ¬¬'
Caroline diz: Super normal em dia que você esta muito irritada ou de TPM.
Fernanda diz: Do que ce tá falando?
Caroline diz: Do chocolate...
Fernanda diz: Ah pra você.... Eu não tava de TPM... Eu como chocolate sempre...
Caroline diz: ¬¬ enfim, é a primeira vez que eu to aqui, então vamos direto ao assunto....
Fernanda diz: Yeep! Capítulo dedicado à... Como é mesmo no nome dela Carol? Você quem viu....
Caroline diz: Sweet Cherry Pie, eu acho q a Lare vai adorar principalmente por causa do nome, voce tb neh Fer?? Mas valeu pela a recomendação garota!!
Fernanda diz: Yep!! kkk tipo assim.... Nossas leitoras são extremamente fodas... E nós também é claro!
Caroline diz: Sure, nao podemos esquecer da gente.... E nem do pessoal que comenta tb...
Fernanda diz: Ah é... so eu tive ideia pra mais uma música acho que vou escreve-la ^^
Larissa diz: Ah suas locas ja iam se esquecer de dizer uma coisa importante aqui, suas cabeçudas u.u Então suas lindas, a Lethal tem face agora, quem for gente boa, e linda de verdade vai la e curte a pagina ok?? Bjs
Caroline diz:a gente nem ia esquecer (ou iamos)! Tá isso a gente conversa depois... Obrigado a todas as que comentaram o cap... A gente amou todos....
Fernanda diz: Ow... A gente não falou sobre o cap.... Ou melhor sobre a fic toda... Nós tentamos encurtar, mas essa parte do começo é meio importante então... Demora alguns caps mais ainda pra eles se encontrarem de novo... Mas as gente tá tentando fazer os caps serem menos massantoes possíveis...e estamos postando meio direto pra chegar logo naquela parte!!! hahaha
Caroline diz: Isso, mas nao vai demorar tanto assim... A gente cortou muita coisa já....
Fernanda diz: Yep... agora chega de falar e vamos ao cap....
Caroline diz: Isso Boa leitura inked bitchs!!!

Larissa Pov’s on – Blood Rock Bar


E não estava entendendo!

O Blood Rock Bar sempre foi uma casa de shows muito frequentada aqui em Curitiba, mas nos últimos dias e principalmente naquele dia o movimento tinha caído muito. Sinceramente eu nem sabia por que ainda trabalhava lá.

Me encontrava sentada no balcão observando os poucos seres ali presentes já caindo de bêbados, falando alto e rindo como se feito umas hienas histéricas.

Não entendia onde estava a porra da graça ali. E olha que eu amava o meu emprego mais que os meus santos Corsets. Imagina, eu amo aquele lugar e estava entediada! A situação estava preta, aquilo estava tão parado que até os rapazes do bar estavam sem fazer nada num canto reclamando.

Naquela noite nem banda na casa tinha, mas pelo menos tocava umas músicas fodas do Motley Crue, Scorpion... Bom, não dava para reclamar, no quesito seleção musica, o Blood era o melhor de Curitiba.

Enquanto a minha mente viajava induzida pelas músicas, meu corpo estava completamente largado. Um braço em cima do balcão com a cabeça em cima dele, enquanto com o outro brincava com o copo de uísque na minha frente. Por pouco eu não estava deitada literalmente no balcão do bar. Imaginaram a cena? Pois é!

Eu poderia ter muito bem ter me levantado dali e pelo menos tentar animar o bar. Tipo, eu poderia fazer um solo fudido de bateria ou apenas dar uma dançadinha nos postes ao lado do palco, não eram de poledance, mas isso nunca impediu que algumas malucas dançassem. Mas não, o Blood estava um saco até para isso!

O problema era que o bar havia ficado tão pacato e previsível ultimamente que a galera que freqüentava ele antigamente desanimou, tanto quanto quem ainda trabalhava ali. Até a Lethal Poison, que nasceu naquele bar, não aparecia ali com a freqüência de antes. E eu não as culpo, até porque ele estava péssimo mesmo, assim como o clima lá em casa não era dos melhores também desde o dia do show do Avenged. Ah! O Synyster...

Enfim, voltando ao problema da popularidade quase extinta do Blood, eu tenho quase certeza que era porque o meu chefe, o Damon, estava passando por uma barra. Já fazia meses que ele estava tendo problemas financeiros e administrativos com o bar, ou seja, teve que demitir uma galera e todo o pesado de manter o bar em alto, dependia quase unicamente dele. E esse problema acarretou outro quase tão importante. As bandas.

O Blood sempre trazia bandas ótimas e covers excelentes de bandas famosas, tipo, Iron Maiden, Guns n’ Roses, Halloween, Black Label Society, Twisted Sister e por aí vai, mas o encarregado de procurar as bandas novas contatá-las e trazê-las a casa. Estava tendo de cuidar de “tudo” sozinho. Damon. Nunca pensei que diria isso, mas... O Blood Rock bar estava praticamente falido!

Fiz uma careta de preocupação e desgosto ao pensar naquilo e me vi perdida em pensamentos de como ajudar meu chefe com tudo aquilo, já que dos que sobraram trabalhando ali, eu era a pessoa que ele mais conversava. Eu agradeço até hoje a Carol por isso, ele até me deu um aumento. Posso dizer que Damon é meu melhor amigo, além de chefe.

Enquanto estava distraída ainda brincando com o meu copo, senti vagamente a presença de alguém se sentando no meu lado. O sono e o álcool não ajudaram nem um pouco. Virei à cabeça preguiçosamente e me deparei com Damon. Como em um reflexo, me ajeitei no banco alto do bar, chegando a cruzar as pernas.

– Caralho Damon, é só pensar em você que você se materializa do nada! – falei divertida.

– Você ‘tava pensando em mim? – murmurou ao olhar brevemente com um sorriso quase imperceptível.

Meu sorriso se desfez quando percebi sua expressão visivelmente preocupada e cansada. Damon estava péssimo, seus olhos incrivelmente azuis estavam frios e pareciam cinzas. Observei ele pedir uma dose de tequila para o garoto do bar e se debruçar sobre balcão passando as mãos nos fios perfeitamente lisos e compridos, suspirando pesadamente.

Abri a boca várias vezes tentando achar as palavras certas ou mais adequadas para perguntar para ele o que estava acontecendo. Embora eu já soubesse o porque de sua preocupação. Desisti de falar quando o garoto lhe trouxe um shot e o vi se virando para mim me pegando de surpresa novamente. Acho que fiquei com a cara ridiculamente ridicula!

– Acho que ‘tá na hora de fechar... – Damon falou suspirando.

– Como? – perguntei franzindo o cenho – ‘tá cedo pra caralho! são nove horas ainda Damon!

– Não, você não ‘tá entendendo! – falou se virando para mim – fechar! Fechar para não abrir mais... – se alterou e eu encolhi os ombros me assustando minimamente.

Damon não era de se irritar e muito menos de alterar seu tom de voz calmo e indiferente.

– V-você não ‘tá falando sério né?! – falei receiosa.

– Lógico que ‘tô! Essa porra ‘ tá falindo... – exautou–se apontando para o lugar quase vazio.

Ele ficou horas e horas reclamando pelo péssimo movimento do bar e eu fiquei tentando persuadi-lo a não fechar o lugar. Até que as nossas bebidas começaram a fazer efeito.

Eu estava achando ridículo aquelas poucas pessoas rindo como hienas histéricas e falando alto, agora já fazia as mesmas coisas dez vezes piores. Damon ria compuslvivamente de alguma coisa que não me lembrava o que era, enquanto apóstavamos que aguentava mais no vira-vira.

– Argh...! – Damon resmungou após virar um shot de vodka – chega! Eu desisto... – falou passando o dorço da mão na boca onde escorria um pouco de bebida – você ganhou!

– Uhuu! – gritei erguendo os braços rapidamente, o que me fez perder um pouco do equilibrio e quase cair do banco. Me apoiei no balcão sentido o mundo dar duas voltas ao meu redor – Froxo! – debochei de Damon rindo.

– Aff... Esse troço é ruim pra porra! – reclamou cruzando os braços –prefiro tequila! – riu pelo o nariz.

Eu gargalhei jogando a cabeça para tras arrancando um sorriso largo de Damon.

– Você já desculpas melhores Damonzinho – falei em meio risos arqueando a sobrancelhas.

– É sério... Não é desculpa nada! – se justificou e sua voz saiu extremamente engraçada, pigarreou — esse negócio é horrivel! – falou normalmente – parece... Veneno! – seu tom malicioso, me chamou atenção, me virei e encontrei os olhos claros de Damon. Fiz uma cara de “What the fuck”.

– Ê...tá bebado? — Perguntei rindo do óbivio – por que ‘tá me encarando assim?

– Lethal Poison! – se limitou a rir – como vai a banda Lare? – perguntou mexendo nos copos vazios do balcão.

– Ah! já que você tocou no assunto... – falei com um sorrisinho vitorioso – ela ‘tá tipo... muito foda!

– Imagino! – comentou sorrindo meio afetado pelas várias doses de vodkas – aquela noite, além se salvar a minha pele, vocês arrasaram! – se virou para mim sorrindo ainda mais – sério... que coragem de vocês. Tocar Slipknot sem aquela percurssão e Dj... Na boa, fiquei babando.

– Pela a Fernanda né?! – perguntei com a sobrancelha arqueada sorrindo e ele pigarreou.

– Dãr... pela a banda, Larissinha! – me corrigiu desviando o olhar para os copos de novo e eu tornei a rir.

– Ela não tem namorado Dan! – falei divertida e o vi sorrir.

– Mas então, como anda a Lethal Poison? – perguntou tentando desconversar, mas eu sabia que ele gostou do que ouviu.

– Então né?! – comecei devagar – como eu disse, está muito foda... Se você gostou da gente aquele dia, se ouvir agora vai achar que somos Iron Maiden versão feminina! – comentei rindo do meu exagero.

– Mosdesta você né?! – falou divertido aos risos

Levantei os olhos para ele mordendo o lábio inferior e abaixei a cabeça com um sorriso sem jeito.

– Ah, não é ser modesta... mas né?! – o olhei novamente – é que nós ensaiamos mais e estamos evoluindo... A Fer, andou compondo umas músicas – comentei com um sorriso largo – temos até uma música em inglês e as gar... – parei de repende o que eu falava ao perceber que Damon me encarava com um sorriso malicioso. Franzi o cenho entortando a cabeça – que cara é essa Damon? – perguntei.

Ele não me respondeu. Aquilo me irritou profudamente. Odeio surpresas, odeio suspense, odeio ser a última a saber das coisas!

– Damon! – gritei balançando os braços freneticamente á sua frente.

Damon pareceu não ligar para o meu escândalo e apenas ficava me olhando mantendo seu sorriso malicioso. Parei e cruzei os braços o encarando visilvemente irritada com aquela palhaçada. Meu chefe me encarava sem mover um músculo na face. Revirei os olhos bufando e me desbrucei no balcão, ouvindo Damon rir.

– Hahaha... to morrendo de rir! – ironizei sem encará-lo

Tive a impressão de Damon ter se levantado, quando me virei para ele, o vi pular por cima do balcão do bar e aquilo me fez lembrar o clipe de “Seize the Day”. Esbocei um sorriso quando Damon me olhou sorrindo inocêntemente, eu apenas balancei a cabeça rindo das loucuras do meu chefe.

Observei ele servindo duas tequilas naturalmente e sorrindo como se aquilo lhe desse prazer. Não puder evitar rir com aquilo. Sinceramnete eu tinha o chefe mais maluco e bipolar do mundo. Damon empurrou um dos shots em minha direção se desbruçando no balcão ao me observar.

– Aff... Esse troço é ruim para porra! – falei divertida imitando a aversão de Damon à vodka.

– Isso é tequila Larissinha! – explicou virando seu shot de uma vez – não é a porra da vodka! – sorriu.

– Froxo! – falei rindo sem encara-lo girando o pequeno copo de tequila intocado na minha frente.

Damon manteve silêncio e voltou a me encarar sorrindo com a sobracelhas arqueada. Aquilo mais uma vez me irritou.

– Damon?! – chamei com o cenho franzido.

– Sim! – falou em tom cordial se apoiando no balcão ainda me encarrando com um sorriso.

– Dá pra dizer o que você tem? Digo, além de estar estupidamente bêbado! – falei o mais séria que meu estado levemente alcoolizado permitiu.

Acompanhei a trajetória de Damon com olhar. Ele deu a volta no balcão e voltou a se sentar no banco que estava antes, mantendo silêncio. Eu respirei fundo bufando e ele me olhou indiferente.

– Posso ajudar?! – perguntou inespressivo.

– Damon! – gritei já apronta para tirar o coturno.

– ‘Tá legal, eu paro – disse.

– Fala a porra da surpresa logo, antes que eu esqueça que você é a merda do meu chefe!- Adverti me aproximando com os punhos cerrados.

Damon sorriu pegando o celular no bolso da jaqueta como quem analisa algo. Eu já ia gritar de novo com ele.

– Que tal sexta-feira? – perguntou me encarando sorridente.

– O que tem? – perguntei sem entender nada.

– Pode ser?

– Pode ser o quê? – perguntei de novo impaciente.

– O show! – disse naturalmente.

– Show de quem porra?! – gritei já irritada.

– Ué da Lethal Poison...

Janis Pov’s on – Casa da Lethal Poison

– ‘Tá pronto! – Jéssica entrou na sala com algumas canecas em uma bandeja.

– O que é Jeh? – Fernanda perguntou se ajeitando no sofá ao meu lado olhando para Jéssica visivelmente interessada.

– O cheiro ‘tá bom! – falei sem tirar a atenção das minhas unhas. Tomando o maior cuidado do mundo para não borrar o esmalte, sim, eu era extremamente vaidosa.

– Brigadeiro de caneca! – Jéssica explicou colocando a bandeja na mesinha do centro da sala. Fernanda não demorou a pegar umas das canecas – você não quer Janis? – Jéssica perguntou se ajeitando em meio às almofadas jogadas no chão com uma caneca nas mãos.

– Já pego! Espera secar minhas unhas – expliquei fechando o tubinho de esmalte preto o colocando no chão.

– Janis, você não trabalha num salão de beleza? – Fernanda perguntou colocando uma colher cheia de chocolate na boca.

– Sim... E? – perguntei assoprando as minhas unhas.

– Você podia fazer as unhas lá né?! – Jéssica continuou e eu ri.

– Ah! Eu trabalho lá e não dá tempo de ficar fazendo a unha quando eu quero... – expliquei pegando uma caneca cheia de brigadeiro – e outra, eu não ‘tô incomodando ninguém! – terminei colocando a colher na boca.

As duas deram de ombros. Ficamos conversando sobre o que tinha acontecido em nossos empregos e comendo brigadeiro. O dia estava estranhamente tranquilo, tanto em nossos serviços como em casa. Digo isso porque á semanas o clima estava um lixo e estranhei a mudança de atitude da Caroline com a Fernanda e vice-versa. Me parece que depois do último ensaio da banda as discussões e afrontas entre elas diminuíram, o clima estava um pouco menos pior que nas outras duas semanas. A Carol ainda não estava um amorzinho conosco, suas atitudes estava mais para indiferença, mas prefiro assim. Pelo menos ela fica na dela e não se estranha com nenhuma de nós. A Carol estava precisando de um tempo sozinho, só isso!

De repente meus pensamentos foram interrompidos por um estrondo na porta. Eu levei um susto e joguei a caneca pra cima derramando brigadeiro no meu cabelo enquanto Jéssica berrava:

– Meu Deus é hoje que vou ser estuprada! – se encolhendo abraçando o próprio corpo.

– MENINAS CHEGUEEEEI! – Larissa berrou totalmente embriagada.

– Ah vá! – Fernanda cruzou os braços revirando os olhos enquanto eu limpava o chocolate da minha testa.

– Temos um show sexta-feira! – anunciou se jogando no sofá.

Matt Pov’s On


Eu já não agüentava mais aquilo, sempre que a gente se juntava a Valary estava junto. Não que tivesse algo contra a pessoa dela, mas é que estava meio recente pra ficarmos de amizade como se nada tivesse acontecido. Ela não entendia que eu não estava bem e não queria proximidade.

Aquele dia nós estávamos de bobeira na casa do Brian e como sempre ele estava fazendo aquele barulho irritante com a guitarra, enquanto Zacky o xingava de todos o nomes que podia. Logo começaram a tocar mais coisas aleatórias e Synyster disse que estava trabalhando em uma melodia para uma nova musica. Até me interessei, aproveitando para tentar não pensar naquela garota.

Sabe, é um tanto irritante sentir algo por alguém que você tem certeza de que nunca mais vai encontrar. Só que era incontrolável, cada vez que eu parava de me esforçar pra prestar atenção em qualquer outra coisa meus pensamentos iam para os olhos dela cheios de lágrimas ao se despedir de mim. Mas o que eu não entendia era o porquê que ela tinha sido tão indiferente quando disse que ia embora antes que a situação ficasse mais estranha, sendo que chorou tanto quando a beijei pela ultima vez.

Balancei a cabeça negativamente para afastá-la de minha mente e prestei atenção no que Gates tocava, a melodia era rápida e elegíaca, lembrava o solo de Afterlife e eu senti que talvez fosse difícil escrever uma letra para aquilo, ainda mais do jeito que eu estava. Ultimamente só estava escutando as músicas mais calmas, Stone Sour ocupava quase todo o espaço do meu cartão de memória. Como dizia Brian, eu estava no meu momento sentimental de novo. Ri pelo nariz ao lembrar da cara de nojo dele ao dizer aquilo. Se tinha alguém capaz de me fazer rir naqueles dias era o Jimmy e ele quanto resolviam ficar de palhaçada.

Eu estava sentado no sofá com a perna cruzada, batucando em meu calcanhar que estava apoiado no joelho. As meninas riam na cozinha enquanto preparavam o almoço e eu tive impressão de ter escutado Valary falando meu nome seguido de risinhos de Michelle e Gena. Respirei fundo e estralei o pescoço, lutando pra não estragar meu, quase, bom humor daquele dia.

- Matt! — Jimmy jogou-se ao meu lado no sofá e me abraçou. — 'Tá melhor, cara?

– Hey Jimmy! — sorri retribuindo o abraço. — 'To, Eu acho. — ri pelo nariz.

– Que bom véi, ninguém te merece emo! — ele gargalhou e eu acompanhei. — Escute só, o Corey está em Huntington Beach essa semana, convidou a gente pra ir no Johnny's Bar, ele falou pra eu chamar vocês, por que ele não conseguiu falar com todos nós.

– Hm. — grunhi. — quando isso?

– Acho que sexta-feira, ainda não confirmou nada. Mas eu te ligo. — disse ele já se levantando.

- Eu ligo pra ele! — falei levantando também. Fui para a cozinha abri a geladeira e peguei uma Budweiser.

– Hey Matt, tem Heineken aqui! – Valary apontou.

– Não eu quero Budweiser mesmo! — falei

Peguei garrafa e bati a porta da geladeira, fui para fora e sentei na cadeira na varanda, dando um longo gole na cerveja. Fiquei observando o mar e as ondas quebrando nas pedras.

Fazia tempo que eu não ia naquele lugar, na verdade, eu gostava de ir com uma boa companhia, a última vez que eu fui sozinho o Avenged ‘tava gravando o seu segundo álbum. Eu costumava subir nas pedras sentindo os respingos salgados das ondas e aquilo me trazia inspiração.

Tomei mais um gole demorado e fechei os olhos apreciando o sabor amargo da bebida, pensando em quem eu queria levar naquelas pedras, perdi algum tempo como se nós dois estivéssemos lá agora, então novamente a imagem do seu sorriso invadiu a minha mente e a lembrança do seu rosto molhado pelas as lágrimas encostar-se ao meu em nosso ultimo beijo. A lembrança ainda estava em minha mente, parecia que eu realmente estava beijando ela, podia sentir, mas... Aquilo ‘tava real de mais.

Abri os olhos e me assustei eu estava retribuindo o beijo da Valary, por instinto eu a empurrei com força.

– Porra Valary! – reclamei.

Ela me olhou com uma cara confusa, eu entendia, porque até certo ponto eu tinha retribuído o beijo.

– Que foi Matt?! – perguntou.

– Você ainda pergunta pô?! – perguntei irritado.

– Eu sei que você também quer. Você ‘tá carente eu te conheço! – disse com um sorriso afetado.

– Se você me conhece, deve saber que acabou faz tempo! – rebati.

– Não Matt! Eu te conheço, por isso que eu sei que não acabou! – ela deu um passo na minha direção.

– Valary qual é o seu problema?! Já passou mais de um ano e você ainda acha que não acabou?! – falei firme dando um soco do braço da cadeira que eu estava sentado.

– Ah por que retribuiu o beijo então?! – perguntou erguendo a sobrancelhas com uma expressão vencedora.

– Por que eu estava pensando em outra pessoa! – falei claramente olhando fixamente em seus olhos.

– E ainda diz que não ‘tá carente? – Valary deu um muxoxo – ainda diz que não me quer? – ela mordeu o lábio inferior e se aproximou rebolando e sentando no meu colo. Aquilo me irritou profundamente. O que eu mais odiava era mulher oferecida. Empurrei-a fechando a cara.

– Eu quero, mas não com você! – grunhi e me levantei para ela não sentar de novo em mim.

– Com gente que nem ela, Matthew, o máximo que você vai consegui é uma doença – ela disse irritada.

Eu poderia até não conhecer a Fernanda, mas xingá-la de vagabunda me tirou do sério e estava longe de ser verdade, uma vez que a garota havia me tratado quase com desprezo.

– Valary você sabe o que ‘tá falando?! – gritei enfurecido – você tem muito mais atitude de vagabunda do que ela!

– É isso que você acha? – perguntou com a sobrancelha levantada.

– Eu não acho, eu tenho certeza! – falei.

– Então eu vou fazer você mudar de idéia! – e entrou na casa de novo.

– Rá-rá! – voltei admirar as ondas


Notas finais
Fernanda diz: Aí???? Gostaram?
Caroline diz: Só nao se apaixonem pelo o Damon porque ele ja tem dona rsrs
Fernanda diz: ah claro... Damon... Quem teria o mal gosto?
Caroline diz: Acho que nós quatro e mais um monte de meninas por aí.
Fernanda diz: Eu não... credo
Caroline diz: Ok, ok... Nós vamos ficando por aqui...
Fernanda diz: Reviews hein? pra gente postar rápido... kk eu nem sou chantagista né? Agora vamos logo Carol antes que eu me esqueça da nova musica... pq vc vai me ajudar
Caroline diz: Vamos entao... bj negada!!!