Poison in the Blood

9 O Dever de um Soldado


Notas iniciais
Oie gente linda que eu amo demais!!!!! Estamos aqui em mais uma segunda feira para a postagem da semana OBAAAAA, foi uma correria, mesmo tendo uma boa parte já programada e prontinha ainda precisei me esforçar um pouco para que tudo desse certo hehehehe, com o trabalho fica meio complicado por questão de tempo, mas sempre vou avisar antes caso aconteça alguma coisa com a nossa Becca, espero que gostem desse capitulo porque muita coisa vai ser esclarecida aqui, além disso o PRÓXIMO CAPITULO vai ser de girar o planeta ao contrário hehehehe. Quero agradecer também a todos que estão comentando e favoritando, vocês são especiais ^.^ Estou mesmo muito feliz com a participação de todos, cada um mora no meu coraçãozinhho ♥ Boa leitura a todos XOXO da Juh

Central Park – New York

Na manhã seguinte, sábado.

O Central Park era um dos melhores lugares para ir pela manhã, as pessoas faziam caminhada ou andavam de bicicleta, também havia aqueles que gostavam de passear com seus animais de estimação. O canto dos pássaros chamava a atenção de Matt que permanecia sentado em um banco rustico de madeira, ele jogava migalhas de pão para alguns pardais que pareciam bem animados com aquele generoso amigo. Foggy havia insistido na noite anterior para ir com ele, não queria que o amigo enfrentasse Wilson Fisk sem uma cobertura, ele tinha medo do que podia acontecer, mas Matt não queria envolver o amigo, tinha medo que ainda houvesse homens do Fisk na cola dele, por isso foi sozinho ao encontro do inimigo.

—Fico feliz que tenha vindo ao meu encontro, á maioria dos homens não teria tanta coragem, nem ousadia. – Disse a voz de Wilson Fisk ao se aproximar lentamente quase sem produzir som algum, até mesmo Matt com sua super audição precisou se esforçar para ouvi-lo. –Isso mostra que é mesmo um homem de coragem, até hoje ainda tinha minhas duvidas, sobre aquela sua visita na cadeira meses atrás, você parecia um homem muito mais perigoso do que agora. – Fisk falou analisando o rapaz a sua frente e percebeu o quanto Matt era jovem, devia ter saído a pouco tempo da faculdade, sua firma só ganhou um pouco de prestigio por causa de sua prisão, mas depois dos acontecimentos com o Justiceiro nada mais era como antes.

—Na verdade eu não tive muita escolha, meus amigos estão sendo ameaçados. – Matt falou com um sorriso frio mantendo sua cabeça voltada para os pássaros em sua frente. –E quanto a ser um homem perigoso, não acredito que seja capaz de tanto. – Matt falou erguendo um pouco a bengala de apoio que mantinha nas mãos.

—Mesmo assim, o senhor é um homem que busca a coragem nas palavras e nas leis, verdadeiramente o admiro por isso, principalmente por conhecer nossa instituição tão corrupta. – Wilson fez uma pausa respirando fundo como se verdadeiramente estivesse incomodado com aquela verdade. –Quanto aos meus homens bem, peço desculpas por isso. – Disse Fisk se sentando com cuidado ao lado do homem. –Eles são bem persistentes ás vezes, é o que esse mundo faz com um homem.

—Não acredito que você tenha marcado esse encontro apenas para falar sobre a natureza humana, ou se desculpar pelas atitudes ameaçadoras dos últimos dias, então não vamos perder mais tempo. – Matt falou esticando sua bengala e ficando de pé tentando ficar de frente para Fisk, fingindo não saber exatamente onde o mesmo se encontrava.

—Admiro sua atitude senhor Murdock, o fato de estar lutando contra o tempo numa tentativa vã de me colocar de volta na cadeia, eu sei que isso iria salvar a sua agencia fracassada como fez da primeira vez. – Wilson sorriu sem humor estralando todos os ossos de suas mãos deixando bem claro que sabia das intenções de Matt. –Mas quero que saiba que não será tão fácil como foi antes, eu não estou sozinho.

—Pensei que você não quisesse concorrência em seus negócios. – Matt falou dando alguns passos para trás saindo da direção dos passarinhos. –Principalmente agora que a maioria das famílias mafiosas de Hell’s Kitchen foram totalmente derrotadas pelo Justiceiro, incluindo os Irlandeses.

—Não que eu esteja fazendo parte de qualquer organização criminosa como diz, mas de fato um homem inteligente não se envolve com outros lideres, isso realmente é uma coisa que não quero, mas um homem precisa de ajuda mesmo quando pensa ser capaz de se virar sozinho. – Wilson ficou de pé também e Matt sentiu que um carro estava se aproximando deles.

—Existem homens interessados na sua linda amiga senhor Murdock, e esses homens vão fazer de tudo para consegui-la, inclusive eu. – Disse o homem andando até ao fim da grande calçada até chegar no rumo do carro. –Por isso estou aqui para dizer a você que mande um recado ao seu amigo de chifres. Fique fora do meu caminho, ou todas as pessoas que amam irão sofrer.

—O que a senhorita Jackson tem de tão especial? – Matt falou fingindo não ter muitos detalhes de nada. –A única coisa que sei é que ela é filha do futuro presidente dos E.U.A. e isso devia ser um motivo para ficarem longe dela.

—Tenho certeza que o Presidente não vai se importar com o futuro de sua filha, ela será usada pelo bem da nação e blá, blá, blá, mas no fundo eu não me importo com isso, tudo que desejo é uma Hell’s Kitchen melhor, mais segura e livre desses justiceiros fantasiados, eu só quero garantir a segurança do lugar onde nasci. – Disse Fisk com um sorriso que Matt ficou feliz de não poder ver. –Se esse bairro fosse um lugar melhor para se viver não teria acontecido nada de ruim com seu pai, pense nisso Murdock.

—Também me importo com Rebecca senhor Fisk, e não vou permitir que ninguém a use como arma ou objeto de troca em algum plano macabro, eu a conheço á pouco tempo, mas garanto que ela também pode ser muito capaz de se defender sozinha. – Disse Matt apertando com força o cabo da bengala que usava. – Quanto ao meu pai, ele me ensinou que um homem deve lutar por aquilo que acredita, mesmo quando as coisas são ruins, mesmo quando tudo está contra você e principalmente quando o adversário é maior, você não pensa, você apenas bate.

—Não tenho duvidas, eu vi coisas impressionantes vindas da senhorita Jackson. – Fisk falou com um sorriso. – Sei que ela é capaz de grandes feitos, e seria uma honra tê-la do meu lado nessa guerra, gostaria de ver todo o potencial que está escondido por trás daquele rosto de anjo.

—Você ficaria surpreso. – Matt falou entre dentes sentindo uma raiva fora do normal daquele homem desagradável.

—Bom, a questão é, ela é mais importante para você do que seu amigo Foggy Nelson ou a mais nova jornalista bisbilhoteira Karen Page? – Wilson percebeu que aquelas palavras afetaram em cheio o coração do advogado, por isso riu animado enquanto o motorista descia do carro para abrir a porta traseira.

—A questão não sou eu senhor Fisk. A questão é quem o Daredevil mais ama, e ele ama toda Hell’s Kitchen, espero que não se esqueça disso. – Matt falou firme, mas Fisk ainda estava rindo animado enquanto entrava no carro e baixava seu vidro.

—Você foi até mim na delegacia meses atrás, você tentou me intimidar e me forçar a falar sobre o Justiceiro, agora eu estou aqui, intimidando você para falar com seu amigo. – Houve um momento de silencio onde Wilson olhava diretamente para Matt como se estivesse analisando o mesmo, detalhe por detalhe. –Veja como o mundo dá voltas. – Wilson riu e fechou o vidro do carro, Matt ficou ali parado um tempo assimilando toda aquela conversa complicada, será que Fisk tinha planos contra o Daredevil?

Aeroporto principal – Wakanda

O jato já havia decolado, era um dos melhores modelos usados por Tony sempre que alguma coisa urgente surgia, ele continha uma série de radares e uma capacidade de fogo invejável para qualquer F-5 do governo Americano. A reunião com a ONU foi adiantada devido ás circunstancias, eles deviam conhecer o Rei de Wakanda e seu filho, mas esse encontro precisava ficar para outro dia, o tratado de Sokóvia iria ter que esperar, eles haviam tido informações de que Bucky Barnes estava nos E.U.A. e que provavelmente era uma missão para invadir a Torre. As informações começaram a chegar através de um grupo de espionagem ainda envolvido com a SHIELD, Sharon Carter também fazia parte das buscas aos criminosos envolvidos com a HIDRA no seu governo e dessa forma ficaram sabendo da existência de um grupo Nazista com ligações com o Soldado Invernal.

Assim que Clint viu as imagens na sala de segurança ficou preocupado com Becca e sobre o que tudo aquilo significava, no momento em que percebeu a preocupação do amigo Steve Rogers fez uma ligação na tentativa de avisar Visão, Wanda ou Becca do que estava prestes a acontecer, mas por algum motivo até então desconhecido á linha estava muito ruim. Momentos depois de sua ligação rápida para a Torre, Tony entrou em contado com Sexta-Feira que passou as informações do local.

“A Torre sofreu uma invasão senhor Stark, todos estão vivos, no entanto a senhorita Jackson não está mais na Torre.” – Foi á única informação que Stark conseguiu retirar de sua forma artificial de vida, ele percebeu que a ligação estava ruim porque alguém estava interferindo nas comunicações entre eles e a Torre, provavelmente algum sistema extremamente avançado utilizado por especialistas.

—Nós vamos encontra-la ok. – Natasha sorriu para Clint que tentou retribuir o gesto de carinho, mas era impossível com o aperto que sentia no peito.

Steve ficou muito apreensivo, as imagens de câmeras do aeroporto Americano mostrava um homem parecido com Bucky tentando passar despercebido pelos seguranças e saindo normalmente com uma mochila grande, as imagens foram mostradas a eles pelo Secretário de Segurança que temia pela vida do presidente e pela imagem que passaria ao mundo se por ventura um terrorista conseguisse penetrar nas defesas do país com tanta facilidade.

—Tem certeza de que é o Bucky? – Disse Steve ao rever a imagem mil vezes. –Pode ser qualquer um, existem muitas pessoas parecidas, sem contar que nessa imagem a única coisa que podemos ver é um homem de boné e blusa de manga. – Steve falou aquilo de forma casual, não queria passar a imagem de um homem preocupado, no fundo ele sabia que não era o seu amigo Bucky, afinal, o VERDADEIRO Bucky já estava no Estados Unidos, afinal, ele próprio havia alertado Steve sobre o ataque que Ossos Cruzados pretendia fazer no dia da festa de Hell’s Kitchen.

—Senhor Rogers, todos sabem o quanto é difícil para o senhor aceitar essa nova situação do seu amigo, sabemos que ele foi usado pela HIDRA e que não é de sua verdadeira vontade cometer todos os crimes que tem praticado. – Disse o Secretário fazendo uma pausa fria. –No entanto nosso dever é manter o nosso povo em segurança.

—Bucky Barnes também faz parte desse povo. – Disse Steve frio indo para um lado da sala de onde podia ver a rua alguns andares a baixo. Tony Stark se aproximou cuidadoso do amigo que parecia muito abalado com tudo aquilo.

—Sabe que estamos entrando em uma situação de risco não sabe? – Disse Tony enquanto os outros saiam discretamente da sala. –Eles estão no nosso pé desde a vinda de Thor para o nosso mundo, depois teve Ultron e sem falar no que vários de nós causam por ai. – Tony falou com um sorriso pensando em seu amigo Banner. –Precisamos ter cuidado.

—Não vou ficar contra o meu melhor amigo por causa de uma suposta gravação, eu já vi você fazendo coisas igualmente perfeitas pelo computador enquanto tomava café. – Disse Steve com um sorriso sem muito humor e Stark o acompanhou, Steve não queria dizer para Tony que sabia o quanto aquelas imagens eram falsas.

—Então o índio não se encanta mais com espelhos? Gostei disso, é bom saber que você amadureceu no nosso tempo, meu pai ficaria orgulhoso. – Tony falou encarando o amigo que sentiu uma pequena nostalgia ao se lembrar de Howard.

—Seu pai me ajudou muito Tony, eu sou grato a isso, ele e Peggy foram parte de uma vida que jamais vou esquecer, assim como Bucky, e nesse caso, Bucky é o único ainda vivo, não vou pedir que fique do meu lado, mas quando encontrarmos ele quero ao menos tentar conversar e descobrir o que está acontecendo. – Steve falou sério, Tony pensou em discutir quanto aquilo, mas sabia que era inevitável.

—Não posso segurar o governo para sempre Rogers, já temos problemas demais com Barton e a garota dele, não podemos ter mais problemas com ninguém. – Tony sabia que o governo vai cair como uma bomba em suas cabeças para criticar qualquer tipo de envolvimento com o suposto Soldado Invernal, principalmente depois do que havia acontecido á SHIELD alguns anos atrás incluindo a quase morte de Nick Fury.

—Rebecca Jackson não é apenas a garota do Barton, ela é uma jovem que passou por muitos problemas e que agora tem um poder fora de controle, assim como uma garota que conhecemos e que amamos como alguém da nossa família. – Steve falou encarando Tony de forma decidida, ele sabia o quanto Stark estava tentando ser um bom guardião para Wanda, ele próprio havia brigado de frente com o General do exercito e todos os senadores que achavam melhor manter Wanda sobre controle, mas ele não, ele sabia do potencial dela e principalmente do seu caráter.

—Wanda é culpa minha. – Disse Tony por fim. –Foram as minhas armas, os meus misseis que levaram a família dela embora, foi a minha falta de envolvimento com a minha Indústria que deixou tudo nas mãos de Obadiah e permitiu que vários negócios ilícitos acontecessem, eu causei isso a Wanda e Pietro, foi por minha causa que eles se envolveram com a HIDRA e depois com Ultron.

—Rebecca é culpa de Barton. Então estamos todos do mesmo lado afinal. – Steve sorriu para o amigo que percebeu que não iria adiantar argumentar, eles eram uma família, isso era fato, e nada do que fosse dito ou feito poderia mudar isso.

Enquanto voavam de volta para a Torre, todos pareciam perdidos com seus próprios pensamentos, Steve focado no que sabia sobre a aparição de Bucky na noite do atentado a igreja e na sua tentativa de alerta-lo, ninguém sabia do que havia acontecido, apenas Sharon e Sam haviam visto alguma coisa, mesmo assim ele não iria mencionar aquilo para ninguém, Tony permanecia pensativo tentando procurar uma forma de rastrear Rebecca até o seu cativeiro. Clint estava sério, ele mantinha o foco nos comandos numa tentativa de se distrair para não enlouquecer, só Deus sabia o quanto ele iria se culpar se algo de ruim acontecesse a Becca.

—Não deveria se culpar tanto Barton, você tem ficado do lado dela desde que tudo isso começou. – Natasha falou calma tentando trazer o amigo de volta. –Você tem se esforçado tanto para não deixar seus sentimentos falarem mais alto, eu nunca vi você agir assim antes, está sendo um herói Barton. Você fez o possível. – Disse a voz de Natasha ao perceber o olhar concentrado do Gavião em todos os comandos principais do jato.

—Eu ainda não tenho certeza se fiz ou não. – Clint falou com a voz firme, mas era possível sentir o abalo emocional em seu timbre. –Rebecca sempre foi um ponto fraco na minha vida, eu não queria trabalhar para o pai dela, você sabe disso, sabe o quanto eu rejeitei essa missão, eu não sou um segurança, por Deus, esse não é o meu trabalho. – Clint fez uma pausa para respirar fundo com um sorriso frio. –Veja o tamanho da ironia dessa situação, eu aqui extremamente preocupado porque não cumpri meu dever de proteger ela, quando todos nós sabemos que esse não é o meu trabalho de fato. Eu não deveria sofrer tanto por isso, mas é impossível, estou envolvido demais. – Clint passou a mão com força pelos cabelos bagunçando um pouco os mesmos e ficando ainda mais charmoso, na opinião de Natasha, ela sempre gostava quando ele fazia esse gesto.

—Foi por isso que Laura te deixou? Foi por isso que ela pegou as crianças e foi embora para outra vida? – Natasha sabia que estava indo um pouco longe demais com aquela pergunta, mas eles eram amigos de muitos anos, e se alguém podia perguntar algo naquele nível era ela.

—Laura queria que eu vivesse uma vida que não foi feita para mim, eu amo as crianças, amo tudo o que construímos juntos, mas não seria capaz de viver enfurnado naquela fazendo concertando cercas para o resto da vida. – Clint sentiu um aperto no coração por um breve momento, ele se lembrou dos filhos que nunca mais havia visto, Laura foi embora, se mudou de seu refugio para uma cidade no Canadá onde tinha parentes vivos. –Eu não era o homem que ela merecia.

—E você acha que é o homem que Rebecca merece? – Natasha perguntou erguendo uma sobrancelha de forma bem questionadora, aquilo fez Clint apertar os lábios com força e focar na sua missão de manter o jato em funcionamento. –Precisa pensar nisso Clint, até onde sei Rebecca é uma jovem com muitos traumas, ela não precisa de mais um.

—Eu não sei o que sinto ao certo, mas me sinto ligado a ela, quando estamos juntos é como se fizéssemos parte do mesmo mundo. – Clint falou se lembrando da noite em que viu Becca dançando de forma sensual sobre um balcão de boate, ele nunca esqueceu aquela cena, da mesma forma que nunca disse a Becca o quanto ele precisou se segurar para não avançar sua linha de trabalho, só Deus sabia o quanto ele desejava sua companhia e faria de tudo para permanecer ao seu lado.

Berlim – Alemanha

Quatro anos ANTES...

A missão era simples, entrar, roubar, sair. Não havia mistério nesse processo tão básico, Kali não sentia dor, não sentia medo, mas havia um grande vazio em seu peito, ela não sabia descrever o que era, parecia ter algo errado, também não era muito conhecida por trabalhar em equipe e esse era o maior problema do seu treinamento. O nome Jackson ficava pairando sobre suas lembranças, seu coração sempre palpitava quando ouvia algo sobre os E.U.A. e ela tinha uma tendência a chorar toda vez que via uma mulher com uma criança, como se fosse á lembrança de uma mãe.

Mas ela não tinha família, ela era o projeto mais evoluído da HIDRA para derrubar a SHIELD e conquistar o poder maior no mundo, como era antes agora e todo o sempre deveria ser, suas lembranças eram um grande vazio, nas TVs de todo o mundo a única coisa que todos falavam era sobre o surgimento de um grupo chamado Vingadores, que haviam lutado contra seres vindos de outro planeta e que agora eram a força de frente do país, ela não sabia o que aquilo significava, mas sabia que um dia teria que enfrenta-los.

Na rua cheia de neve em frente ao velho centro comercial de Berlim havia uma van branca estacionada, poderia ser qualquer coisa, um problema com o pneu, um casal namorando, alguém esperando a neve parar de cair, mas Kali sabia que se tratava do seu apoio tático que estava monitorando todas as câmeras num raio de 100 Km para um melhor desempenho naquela missão.

—Kali, ainda está comigo? – Disse uma voz séria e grave. –Preciso que confirme sua posição e se está vendo o alvo.

—Positivo. Estou vendo nosso alvo, ele está no salão principal com uma mulher ruiva. – Disse a jovem de cabelo curto usando um lindo casaco de pele marrom. – Estou no telhado, prédio a frente, um comercial, estou vendo você.

—Eu vou invadir, pegar o pen drive e me encontro com você a leste. – Disse a voz do homem que já estava no telhado do casal.

—Tem certeza que não precisa de apoio? – Kali falou com o dedo no gatilho, ela podia disparar e matar o alvo com muita facilidade.

—Positivo. Esta é sua primeira missão de apoio a distancia, então mantenha-se a distancia, compreendido? – O homem falou meio irritado, Kali bufou tirando o dedo do gatilho e usando o visor da mira para observar as pessoas que andavam na neve logo a baixo.

As crianças não pareciam se incomodar com o frio e jogavam bolas de neve umas nas outras, aquilo correu por vários minutos e por alguma razão Kali não se cansava de ver, estava estranhamente feliz e ainda mais familiarizada, foi naquele momento que sua cabeça doeu amargamente lhe causando uma forte tontura, ela soltou a arma no telhado e colocou as duas mãos com força na cabeça.

Uma mãe. Um amigo de lindo sorriso. Um pai complicado. Amigas especiais. Um nome.

Rebecca Jackson, ela era Rebecca Jackson. Sem pensar duas vezes Rebecca correu pelo telhado sem entender a razão de não ter mais medo de altura como sempre teve, podia se jogar entre os vãos dos prédios e ter a certeza de que cairia perfeitamente bem do outro lado, e assim foi, um prédio depois do outro, uma rua depois da outra, ela não sabia ao certo para onde estava indo, mas tinha que sair dali, imagens perturbadoras de uma explosão começaram a invadir sua mente, vozes em um ponto em seu ouvido começaram a chama-la por outro nome, o desespero a vez jogar o mesmo no chão.

As poucas pessoas na rua não entendiam o que estava acontecendo com aquela jovem vestida de forma tão elegante, e quando finalmente ela parou de correr se deparou com uma grande praça cheia de estátuas e monumentos culturais, um braço a puxou com uma força fora do normal e a prendeu contra uma parede uma rua antes de entrar na praça.

—Está precisando de ajuda Kali. – Ela olhou para aqueles olhos profundos e tão perdidos quanto os seus, Bucky mantinha a jovem presa contra a parede usando apenas seu braço metálico, ele tinha apenas que mantê-la ali até á van chegar e injetar um soro poderoso o suficiente para leva-la de volta até o laboratório.

—Meu nome não é Kali, eu me chamo Rebecca, por favor, me deixe ir. – Ela sentiu seus olhos enchendo de lagrimas e escorrendo por seu rosto até o chão, virando neve como todo o resto.

—Nossa missão era simples, não devia ter dado as costas para mim, aquela ruiva quase me matou. – Bucky falou puxando o casaco preto que usava e mostrando uma parte do seu peitoral onde uma marca vermelha de tiro parecia contrastar com sua pele branca.

Rebecca não entendia o porquê de sentir tanta pena daquele homem, ela devia estar com medo, com raiva, com qualquer coisa, mas sua única atitude foi esticar a mão lentamente na direção do mesmo e deixar que seu toque curasse aquele ferimento exposto antes de sangrar ainda mais.

—Eu sinto muito por isso. – Ela não sabia o porquê de estar se desculpando, a única coisa que podia dizer era que sentiu um forte calor ao ter a face tocada pela mão do rapaz que deixou os dedos deslizarem por suas lagrimas como se não pudesse entender aquele sentimento.

—Você sempre sente e depois sempre me cura, e vai fazer de novo e de novo. – Bucky falou encarando a mulher que parecia ser outra pessoa agora, ele não entendia porque ela era tão diferente dos outros soldados da HIDRA.

—Me ajude a fugir deles, por favor, eu tenho uma família. – Rebecca falou e Bucky soltou seu braço de metal com cuidado, ele estava balançado, aquela não era a primeira vez que ouvia a proposta.

—E eu tenho um dever. – Bucky a segurou pelos braços com força abraçando a mesma de forma protetora e virando-a de costas para a rua, assim facilitou o tiro que os outros agentes estavam ansiosos para disparar.

—Me prometa que um dia vai me ajudar Bucky. – Disse a jovem enquanto o soro entrava em seu organismo de forma rápida e eficiente. – Me prometa.

—Eu prometo. – Disse o homem de forma baixa apenas para que ela pudesse ouvir, ele viu um sorriso tímido tentar brincar nos lábios da mesma, mas o soro falou mais alto, ela mais uma vez dormiu em seus braços como se fosse á primeira vez.

Em algum lugar no centro de Manhattan – New York

AGORA

Feet, don’t fail me now

Take me to the finish line

Oh, my heart, it breaks every step that I take

But I’m hoping at the gates

They’ll tell me that you’re mine

Walking through the city streets

Is it by mistake or desire?

I feel so alone on a Friday night

Can you make it feel like home

If I tell you you’re mine?

It’s like I told you, honey

Becca foi abrindo os olhos com calma, sentia um pouco de tontura, estava confusa com aquela sensação, até o momento nada tinha sido forte o suficiente para derrubar os poderes dela, no entanto, aquela droga era. O lugar no qual se encontrava era grande, estava muito sujo e escuro então ela supôs que devia ser algum barracão industrial usado para guardar maquinas ou equipamentos pesados, por um momento ela pensou que estivesse fora da cidade, mas o som de Born To Die de Lana Del Rey lhe chamou a atenção, parecia vir de um rádio, não, não era um radio, era ao vivo, tinha alguém cantando ali perto, apenas estavam com caixas do som muito ruins.

Ela ficou de pé se familiarizando com a escuridão, a dor de cabeça era forte, algumas coisas passavam por sua mente assim como a preocupação ao se lembrar de Wanda e Visão, será que eles estavam bem?

—Vejo que você acordou, eu devia saber que aquela dose não era mais o suficiente para você, Fritz ficaria animado com essa descoberta. – Falou a voz do homem usando preto aterrorizantemente familiar.

—Meus amigos? Eles, eles estão bem? – Rebecca perguntou com medo, ela deu alguns passos para trás numa tentativa de se manter longe, mas alguma coisa a chamava para frente.

—Estão sim, eu usei apenas um gás desenvolvido pela HIDRA especialmente criado para derrubar pessoas como vocês, com poderes, não é letal, é apenas uma espécie de sonífero. –Disse o homem olhando a jovem com curiosidade.

—Quem é você e o que fez comigo? – Disse vendo uma imagem embaçada, ela tentou se proteger no canto da primeira parede que encontrou, o lugar era muito grande e vazio, dava para ver que em apenas um lado dele havia alguma coisa coberta por uma lona muito grande. –Vamos acabar com isso Ok? Deixe-me ir e podemos seguir nossas vidas, apenas, vamos acabar com isso. – Becca falou encarando o homem com cuidado, não queria que aquelas palavras soassem como uma ameaça.

—Isso nunca termina Kali, nunca termina. – O homem falou de forma rouca passando a mão pelos cabelos e olhando pelos vidros quebrados, Rebecca sentiu um estremecer em suas pernas com aquele tom de voz e não sabia dizer o, por quê?

Don’t make me sad, don’t make me cry

Sometimes love is not enough

And the road gets tough, I don’t know why

Keep making me laugh

Let’s go get high

The road is long, we carry on

Try to have fun in the meantime

Come and take a walk on the wild side

Let me kiss you hard in the pouring rain

Do You like your girls insane?

Choose your last words

This is the last time

‘Cause you and I, we were born to die

—Você...você deve estar me confundindo com alguém, eu não me chamo Kali, meu nome é Rebecca. – A jovem estava começando a sentir suas forças voltando lentamente, mesmo assim não tinha o instinto de lutar, era como se já conhecesse aquele homem antes. Ela ouvia a musica que invadia aquele lugar vazio e dava um ar bruxolante ás luzes que pareciam vir de uma auto estrada ali perto.

—Eles querem que eu a leve de volta, eles querem o seu poder, toda a extensão da sua força. –Disse o homem de cabelos castanhos compridos dando alguns passos na direção da jovem que se encolheu um pouco mais. –Sempre quiseram um exercito foi de pessoas como nós.

—Você está falando de forma vaga, eu não estou conseguindo entender nada, porque invadiu a Torre dos Vingadores, porque me trouxe para esse lugar e porque está me chamando de Kali? – Rebecca ficou de pé encarando o homem, ela sentia seu coração apertado, era estranho sentir aquilo.

—Porque estou tentando cumprir uma promessa. – Ele falou sério virando-se para a jovem e encarando seus olhos pela primeira vez. –Estou tentando quebrar esse maldito controle mental. – Ele terminou a frase aos gritos, podia ouvir o eco rebatendo nas paredes vazias.

—Quem está controlando você? – Rebecca falou dando alguns passos na direção do homem, ela estava apavorada, tinha medo do que ele poderia fazer com ela, mas não podia negar ajuda, só não entendia o porquê?

—HIDRA. Doutor Ivan Fritz. E outros. – Bucky falou e foi como dar uma descarga elétrica em Becca, ela podia reconhecer aqueles nomes, mesmo que não soubesse de onde.

—Quem é você? – Ela perguntou sentindo uma vontade de tocar o rosto perturbado do homem.

—Eu sou o Soldado Invernal, o melhor assassino da HIDRA, e eu treinei você á quatro anos atrás quando o doutor Fritz precisou de mais material para sua pesquisa bizarra, eu estive presente em tudo, e lamento. – Bucky falou vendo ás lágrimas de Becca escorrendo pela face como varias vezes havia visto antes.

—Quem é você de verdade? – Rebecca falou sentindo os lábios tremerem, ela manteve o olhar na direção do homem que parecia ser jovem, tinha um porte atlético e se não fosse pelo braço de metal iria parecer normal, ele usava preto e ela percebeu que aquela cor combinava com ele, e por um minuto seus pés saíram do chão no momento em que ele começou a andar em sua direção esticando sua mão boa na direção do rosto dela, acariciando delicadamente onde as lágrimas escorriam, era como se ele já tivesse feito aquele gesto milhares de vezes.

Lost, but now I am found

I can see, but once I was blind

I was so confused as a little child

Tried to take what I could get

Scared that I couldn’t find

All the answers, honey

Don’t make me sad, don’t make me cry

Sometimes love is not enough

And the road gets tough, I don’t know why

Keep making me laugh

Let’s go get high

The road is long, we carry on

Try to have fun in the meantime

—Meu nome é Bucky Barnes, eu descobri isso á poucos anos, logo depois da sua reintegração na sociedade e logo depois da queda da SHIELD e descoberta da HIDRA, no final, ambos caíram e com isso as pessoas que mantinham você em coma no hospital foram presas, por isso você acordou antes da hora, a verdade era que estavam querendo negociar um preço com seu pai. – Bucky falou fazendo uma pausa ao perceber o choque da jovem. –Eu sei, é difícil de aceitar, mas é a verdade, eles queriam que seu pai declarasse a sua morte para a mídia no mundo e com isso teriam a oportunidade de continuar as experiências com você. – Bucky falou sério.

—Isso é monstruoso. – Becca colocou as mãos sobre os lábios tentando esconder o choque que invadia seu ser, o medo, a dor, a sensação de ser traída por quem mais deveria protegê-la. – Becca se perdeu um minuto no meio daquelas palavras, doía demais.

—Eu sinto muito que sua vida esteja nessa situação, confesso que ser um soldado com mais de 80 anos nos dias atuais também não foi uma coisa fácil de compreender, quando meu cérebro começou a voltar ao normal e quebrar um pouco do controle que sofria quase entrei em choque, foi difícil aceitar as coisas que fiz. – Bucky falou colocando uma mão o ombro de Becca com cuidado.

—Meu pai nunca foi o melhor pai do mundo, mas eu jamais imaginei que ele fosse me trair assim, ao menos ele parecia ser um homem cuidadoso, protetor, ele contratou um ótimo segurança para me proteger, ele não queria que isso tudo tivesse acontecido. – Becca falou soluçando, era impossível assimilar aquelas informações, como seu pai podia sequer pensar em vendê-la.

—Não sei se ajuda, mas seu pai também foi ameaçado, ele não é um homem tão cruel assim, ele teve o país inteiro ameaçado pelo poder da HIDRA, e como ele não é um homem que confia muito nos Vingadores não quis pedir ajuda, esse foi o erro dele. – Bucky falou pensando em seu grande amigo. – Steve sozinho desmantelou uma grande cadeia de eventos causados pela HIDRA alguns anos atrás, eles teriam massacrado o mundo inteiro, mas ele agiu na hora certa e apesar de criar uma grande confusão em Washington ele soube resolver, sem contar que foi naquele momento em que eu consegui me desvencilhar pela primeira vez.

—Mesmo assim, meu pai devia ter pensado em um plano de ação, ele é um homem capaz de tomar decisões sobre pressão. – Becca estava começando a voltar ao normal, era difícil aceitar aquela verdade.

—Eu trouxe você para cá com uma ajuda de um piloto sem envolvimento com a HIDRA, eu não quero machucar você, nem os seus amigos, mas tem pessoas com a capacidade de controlar minha mente, não é sempre, mas é muito forte. – Bucky falou encarando os olhos azuis de Becca invadidos pelas lágrimas. –Eu não quero que eles a encontre.

—Mais não posso ficar aqui para sempre, é humanamente impossível sabia? – Disse Rebecca fazendo Bucky rir.

—Não precisa ser pra sempre, vai ser apenas até os seus amigos voltarem, toda a HIDRA tem estado infiltrada, até nas lanchonetes próximas da Torre Stark, qualquer passo em falso e você seria uma vitima, eu tentei avisar ao Capitão, mas não fui rápido o suficiente. – Disse Bucky indo até o lado mais escuro perto do que parecia ser algumas prateleiras bem altas, lá Becca viu que havia uma mochila escondida. –Esse barracão não está isolado, nós estamos perto da av. principal, tem alguns bares aqui perto e lanchonetes também, nós não vamos passar a noite nessa espelunca, tem um motel a duas quadras daqui, é barato mais pelo menos não tem ratos, seus amigos devem estar de volta pela manhã, isso vai ser resolvido até lá. – Disse Bucky pegando a mochila e retirando dela uma blusa azul de mangas compridas e um boné branco e vermelho, ele parecia menos estranho agora, quase uma pessoa comum, mesmo assim Rebecca sentia seu coração pulsando.

Come and take a walk on the wild side

Let me kiss you hard in the pouring rain

Do You like your girls insane?

Choose your last words

This is the last time

‘Cause you and I, we were born to die

—Eu tenho uma pergunta. – Disse Rebecca ouvindo o ultimo verso da musica. – Quem realmente é Kali? O que realmente eu sou? – Disse Rebecca mordendo os lábios com medo e ao mesmo tempo tentando não pensar no fato de que ela passaria uma noite inteira em um motel barato com um total desconhecido, não que ela já não tivesse feito isso antes, mas era diferente, seus acompanhantes não costumavam ter braços de metal e serem controlados pela HIDRA. Ela não sabia ao certo se estava pronta para ouvir sobre aquele passado que parecia tão conturbado, mas precisava saber a verdade.

—Eu vou falar tudo o que sei, mas deve me prometer que não fará nenhuma loucura. – Disse Bucky sentando-se em um caixote de madeira ao lado da parede, Rebecca balançou a cabeça de forma positiva como se estivesse concordando, infelizmente as coisas que iria descobrir estavam além da sua capacidade de aceitação.

Apartamento de Matt Murdock – Hell’s Kitchen

O dia havia passado tão rápido que Matt não soube dizer quando se deu conta da presença da lua, sua mente estava perdida com a sua conversa com Fisk e tudo o que havia acontecido naquele lugar, era estranho, mas ele se sentia pronto para enfrentar seu oponente de pé. Ele passou no velho escritório onde havia trabalhado com Foggy antes, não sabia ao certo se permanecia no lugar para trabalhar sozinho ou se entregava o local por não ter condições de pagar o aluguel.

As finanças estavam bem em baixa, ele não tinha conseguido muitos trabalhos depois do ocorrido com o Justiceiro, exatamente como Fisk havia mencionado, a promotoria também estava engajada nessa queda e isso era o que piorava tudo.

—Você precisa tomar uma decisão Matt, está se envolvendo de cabeça em situações fora de controle, não pode enfrentar Fisk sozinho. – Foggy falou quando passou no apartamento depois do seu expediente, ele havia comprado café, pães e havia pagado o senhor Malcon, um velho irritante que havia sido nomeado como sindico do apartamento de Murdock.

—Você não devia ter feito isso Foggy, eu não preciso do seu dinheiro. – Matt falou passando as mãos pelos cabelos um pouco bagunçados.

—Somos amigos Matt, eu sei que as coisas não estão indo muito bem, eu só quero poder ajudar de alguma forma, enquanto estiver lutando como Daredevil não vai ter tempo de para trabalhar e pagar suas dividas reais. – Foggy falou sério, até mesmo um pouco alterado e Matt sabia que era verdade, era obrigado a admitir isso.

O elevador principal chamou a atenção do homem que bebia seu whisky barato pensando em todas as coisas que devia fazer, era noite de sexta feira, todos deviam estar aproveitando depois da saída do trabalho, por um momento ele pensou que devia ser Rebecca lhe fazendo uma visita surpresa, mas quando abriu a porta se deparou com outra pessoa.

—Wanda? – A jovem permanecia parada com um grande casaco marrom que cobria seu corpo todo, ela parecia perturbada, muito mais que o normal, olhava para os lados como estivesse pronta para ser atacada por alguém e aquilo preocupou Matt.

—Sei que não devia estar aqui. – Começou falando com a voz baixa. Eu deixei Visão sozinho na Torre e ele não vai gostar nada, mas sei que Becca gostaria que você fosse avisado. – Disse Wanda com uma expressão tensa, Matt podia sentir o aperto de seu coração.

—O que aconteceu Wanda? – Disse o homem preocupado.

—Houve uma invasão na Torre, Becca foi sequestrada por um assassino profissional, estou tentando achar ela de forma telepática mais não tive muito sucesso, você conhece bem a cidade, se puder andar por ai e ver se acha alguma coisa eu iria ficar muito grata, estou preocupada com ela.

—Me desculpe Wanda, mas eu sou apenas um advogado, não posso fazer mais do que um homem cego poderia fazer. – Matt falou calmo e frustrado, mas seu instinto era pular pela janela usando sua roupa de demônio e sair procurando noticias de Becca em qualquer beco, qualquer lugar, será que Fisk havia realmente cumprido sua promessa? Será que o grande vilão da cidade havia mesmo sequestrado sua nova amiga?

Naquele momento Wanda tocou o rosto de Matt com suas mãos frias e confirmou uma duvida que ela estava carregando em seu peito desde o dia do ataque a igreja, tinha medo da verdade caso aquilo se confirmasse, tinha medo do que poderia acontecer na vida de Rebecca, mas precisava fazer aquilo.

Varias imagens em vermelho foram tomando forma em sua mente, dor, medo, gritos, uma criança cruzando a rua, um pai dedicado e desesperado, via um ringue de box com várias pessoas nele, depois via apenas um menino usando óculos escuros tentando alcançar as cordas, a angustia no coração do jovem se parecia muito com a dor que ela própria sentia quando perdeu seus pais, então, do meio das sombras em tons vermelhos se ergueu a figura de um ser forte, grande e poderoso, um demônio com um sorriso torto muito familiar.

—Você é o Daredevil. – Disse Wanda dando alguns passos para trás, ela ficou preocupada, sua amiga estava sendo enganada, será que Rebecca iria entender quando Matt contasse a verdade?

—Precisamos conversar. – Matt falou abrindo a porta do seu apartamento e Wanda passou pela mesma sentindo-se apreensiva, ela não sabia o que pensar, mas Matt precisava que a jovem ficasse ao seu lado, e não que bancasse a cópia feminina de Foggy, preocupada e apreensiva. – Eu vou contar tudo sobre essa história, e só então quero que tire uma conclusão disso tudo. – Matt falou enquanto fechava a porta lentamente, ele deixou a bengala encostada na parede mexeu displicente nos óculos vermelhos e sorriu como uma criança quando é pega fazendo alguma traquinagem. – Eu sou o Daredevil.

Notas finais
Gente como assim MOTEL?????? Como será a reação de Clint ao saber que Becca já teve um passado com o inimigo, e será que Becca vai aceitar essa descoberta de Wanda? Como ela vai reagir ao saber que seu novo affair é na verdade o Daredevil? Quero opiniões de TODOS... #TeamMatt #TeamClint ou um possível #TeamBucky????? O que me dizem disso?????????????????