Poison in the Blood
13 Não esqueci o seu Rosto
Notas iniciais
Apartamento de Matt Murdock — Hell's Kitchen
A segunda feira não parecia positiva para ninguém naquele dia, Matt não queria ter que aceitar a dura realidade da sua situação, a primeira coisa que fez quando acordou foi ir até o balcão onde Becca havia deixado o colar com as asas de anjo que ele havia lhe dado aquele dia no parque da igreja.
Não havia mais Becca, ela se foi deixando para trás todas as lembranças que os dois viveram e isso era difícil suportar, pela primeira vez em anos ele não era apenas um advogado falido, ou o demônio de Hell’s Kitchen, pela primeira vez, Matthew Murdock era um homem comum vivendo um relacionamento que estava só começando com uma garota linda e especial, mas isso já não existia mais.
Ele respirou fundo passando a mão pelo queixo sentindo a barba por fazer em evidencia, seus últimos dias não estavam sendo fáceis, havia perdido o caso do Justiceiro, havia perdido a briga com Wilson Fisk, também havia perdido Foggy e Karen, naquele momento riu amargo pensando em Elektra e em como as coisas eram simples para ela.
—Você é um homem muito sério Matthew. —A voz de Elektra surgiu com um sorriso nefasto em sua mente, era quase como se ele pudesse vê—la ali, por um minuto pensou estar enlouquecendo, tão precisasse mesmo de ar. -Precisa relaxar um pouco, porque a gente não bebe alguma coisa hein? — Disse a voz de Elektra de forma zombeteira na mente do advogado. —Eu deixei umas garrafas por ai em algum lugar.
—Você não acha que é muito cedo para isso? — Matt falou deixando seu sorriso de lado surgir como se realmente estivesse na presença da mulher e ouviu mais uma vez a risada macabra da mesma.
—Nunca é cedo para isso Matthew, nunca. — Elektra respondeu com um sussurro inesperado fazendo o corpo de Matt se arrepiar por inteiro.
—Pra você nunca é tarde. — Matt falou indo até a geladeira e pegando três garrafas de cerveja barata, ele riu mais uma vez pensando em como havia deixado as coisas chegarem naquele ponto.
—Qual é Matthew. Onde estão os whiskys que deixei aqui? Vai dizer que bebeu tudo, ou pior, não me diga que jogou fora? — Elektra aparecia em sua mente sentada sobre o balcão da cozinha daquele jeito moleca de ser, ela não fazia questão de ser uma dama da sociedade quando estava com ele e isso era o que mudava tudo.
—Eu joguei. Joguei fora como joguei tudo nos últimos dias, o whisky só foi uma consequência. — Ele havia jogado por não querer se perder nos vícios, mas era impossível negar a vontade de esvaziar uma garrafa agora, infelizmente era tarde demais.
No andar de baixo, Karen pensava se subia ou não, ela podia ver dois tipos de cena, podia encontrar Matt precisando de ajuda ou podia encontrar um casal ainda mais apaixonado que não iria gostar da presença dela ali, a jornalista respirou fundo e abriu a porta com um pouco mais de cuidado do que era necessário. A última vez que esteve ali no apartamento de Matt não foi muito positivo e dependendo da cena que interrompesse poderia ser ainda pior. Depois da chegada de Becca a única coisa que pode fazer foi ir embora, mesmo querendo ficar, ela era a melhor amiga dele, ela esteve do seu lado quando Fisk surgiu, depois quando enfrentaram o Justiceiro, ela era uma mulher forte e já havia mostrado isso a ele.
—Matt? – Disse Karen entrando com cuidado, ela viu que o cheiro de bebida era muito maior do que devia ser, ainda era cedo, as pessoas estavam indo trabalhar, ela mesma não devia estar ali, só foi porque era tola o suficiente para não se desligar daquele homem problemático.
—Perdido em algum lugar dessa casa. – Disse o advogado que parecia largado no sofá.
—Você esta horrível. – Karen falou tentando se aproximar de Matt que não parecia muito feliz consigo mesmo.
—Veio aqui só pra me insultar? – Disse o homem rindo com seu sorriso de lado que conquistaria qualquer garota em um dia bom, mas naquele momento não era possível dizer isso.
—Na verdade, Foggy está muito preocupado com você, ele me ligou pela manhã e disse que não tinha conseguido dormir. Sinceramente eu também não. Não depois de tudo o que vimos aqui, francamente eu nem sei o que dizer ao certo. – Karen ficou em silêncio enquanto passava por varias garrafas de cerveja barata jogadas no chão. –Eu sinto muito por vocês Matt, Foggy disse que vocês dois estavam começando a ter um lance especial.
—Era bem mais do que isso. – Matt falou ao se lembrar de como havia salvo a vida de Becca naquele dia perto do grande prédio luxuoso do bairro, de como ela estava perdida e sozinha quando aqueles homens de Fisk a atacaram, e de como ele teve a brilhante idéia de se aproximar dela como Matt para conseguir mais informações e prender Fisk. Ele não queria um romance, ele só queria justiça.
—Talvez. Talvez eu não seja a melhor pessoa para falar com você sobre isso, realmente não sou uma boa pessoa para dar conselhos amorosos, mas de uma coisa eu sei. – Karen começou a falar se aproximando lentamente até se sentar ao lado do homem que mantinha a cabeça jogada para trás.
—O que? – Disse o homem virando seu rosto para sentir o perfume de Karen, um perfume que ele conhecia muito bem. Como pode deixar Elektra destruir esse relacionamento que também só havia começado? Como ele pode fazer isso com ele mesmo? Essas perguntas talvez nunca tivessem uma resposta, mas era assim que seria.
—Posso fazer um ótimo café. – Karen sabia que iria se atrasar no seu trabalho, provavelmente isso iria render uma boa dor de cabeça depois, mas Matt estava ali e precisava dela, ele precisava de um banho e uma boa xicara de café e talvez, a companhia de uma amiga de verdade, ao menos essas coisas ela podia oferecer.
Sala de treinamento – Torre dos Vingadores
O sol entrava pelas inúmeras janelas de vidro ao redor de toda a sala de treinamento, o lugar era bem posicionado na Torre, tinha um ringue de boxe onde Tony tentava aprender defesa pessoal, mas normalmente sempre levava uma surra, ou de Natasha ou de Steve, até mesmo Sam havia derrubado ele algumas vezes o que era motivo de apostas entre os amigos, mas Tony sempre levava na esportiva, era mais uma coisa para manter a mente distraída.
Aquele era um dos lugares preferidos de Steve em seus momentos de duvida e isso não era diferente em seus amigos, no fundo a Torre era feita para soldados, e isso era um fato que Tony jamais poderia mudar. Steve pediu para que ninguém interrompesse o treino de Bucky, era importante que ele se sentisse em casa, por mais que isso fosse considerado impossível.
O suor do soldado pingava no chão, Bucky estava fazendo exercícios em uma barra de ferro levantando o próprio corpo varias vezes, depois de um tempo ele retirou a camisa e a jogou no chão, seu peito trabalhado e cheio de cicatrizes estava marcado pelo suor dos exercícios, era assim que ele mantinha os pensamentos claros, os exercícios eram a sua salvação.
Natasha não conseguia sair da sala ao lado, ela tinha sido escolhida por todos para fazer o primeiro turno de vigia em relação ás ações de Bucky, mas como iria continuar ali vigiando isso ela não sabia, mordeu os lábios respirando fundo quando uma lembrança á fez se arrepiar e nunca foi tão difícil focar seus olhos no livro sobre poesia europeia, algumas lembranças não se pode esquecer.
Flash Back ON
Hotel Francis – Austrália.
O Hotel estava cheio naquela noite, grandes empresários estavam ali para uma reunião de negócios sobre uma nova forma de crescimento e lucro, aquele tipo de reunião onde as esposas ficam de fora e acompanhantes são pagas para sorrir e beber champanhe. Tudo é exclusivo e totalmente sigiloso, um lugar perfeito para encontros de caráter duvidoso.
—Senhorita Anastácia? – Disse a voz a suas costas, era um homem de cabelos um pouco compridos demais para um empresário certinho da Austrália, ele parecia mais um mafioso italiano com seu terno de riscas e olhar profundo, por sua experiência era possível ver que o homem estava armado, isso seria um tanto quanto incomum em um evento como aqueles, mas no caso dele era totalmente normal.
—Você deve ser Joseph, certo? – A ruiva falou com um largo sorriso se aproximando com um balanço de quadril muito maior do que realmente precisava. Eles deviam se encontrar ali e trocar uma encomenda, sua agencia estava negociando com a HIDRA, e todos sabiam que negociar com a HIDRA era uma sentença de morte.
—Sim. E fico feliz em ser. – Disse o homem de terno sorrindo, era obvio que ele não se chamava Joseph, assim como ela não era Anastácia, uma pena, ele gostava desse nome, a única coisa mais triste do que isso era saber que devia matar aquela ruiva tão exuberante, e nenhum rastro devia ser deixado para trás.
—Eu trouxe uma coisa que você quer, e você tem uma coisa que eu quero. – Anastácia falou com um sorriso malicioso aproximando seu corpo enquanto aproveitava para falar ao ouvido do homem que mantinha uma expressão muito mais séria do que a maioria ali. – Devo mostrar agora ou mais tarde?
—Todos os homens desse lugar estão sabendo quem somos, eu não acredito que vamos conseguir sair tranquilamente desse salão sem que todos tentem nos matar, por isso, se deseja subir até o meu quarto eu sugiro que faça isso agora, mas não prometo que sobreviva para contar. – Disse o homem com a voz séria, rouca e sedutora, pela primeira vez em anos Natasha se sentiu desafiada, nenhum alvo era tão intimidador quanto aquele homem, afinal ele era um mito.
—Pois então eu digo o mesmo a você, não posso garantir que sobreviva ao meu veneno. – Natasha falou com um largo sorriso enquanto abraçava o homem e o conduzia para o elevador, enquanto todos os outros homens do local mantinham o foco em ambos, por medo, por inveja.
A porta do elevador se fechou e Natasha não perdeu tempo envolvendo o homem com suas pernas, o mesmo apertou com força suas carnes sentindo a textura daquele corpo escultural, Natasha não era uma mulher comum, sua beleza e força eram refletidos na hora do sexo, e qualquer homem que tivesse o prazer de desfrutar disso devia se considerar abençoado.
Ela não queria saber o risco que estava correndo, a única coisa que ela queria era saciar o desejo de dominar aquele homem, por alguma razão, Joseph, ou seja lá qual fosse seu nome havia mexido demais com ela, talvez aquela idéia do perigo fosse o tempero que ela precisava a tanto tempo. Sem pensar duas vezes Bucky tirou a calcinha da mulher por baixo do vestido, depois colocou sua mão por baixo tocando exatamente onde era necessário, enquanto puxava o pescoço de Natasha com sua mão metálica diminuindo o fluxo de oxigênio, o que alguns dizem que é ainda mais prazeroso, só que no caso do Soldado, ele pensava se a matava ali ou deixava as coisas continuarem.
Natasha sentia um enorme prazer enquanto o homem colocava seus dedos dentro dela com rapidez, ela gemia com urgência, deixando o homem com ânsia por possui-la, Bucky abrindo rapidamente sua calça acabou penetrando-a com urgência, desejo e ferocidade, ambos pareciam esquecer das câmeras no elevador, mas na verdade aquilo era proposital, nenhum casal devia subir para os quartos antes que as comemorações tivessem chegado ao fim, no entanto, nenhum segurança iria interromper um show grátis daqueles, e foi exatamente nisso que Natasha pensou.
—Você é uma mulher um tanto incomum. – Disse o homem enquanto puxava os cabelos da ruiva com força para trás fazendo-a se curvar ainda mais colocando-a de costas para ele enquanto mantinha os movimentos de vai e vem agora um pouco lentos.
—Você também não deixa a desejar Joseph. – Natasha falou enquanto sentia seu corpo sendo forçado contra o membro daquele homem que sabia exatamente o que estava fazendo, normalmente ela não sentia prazer nesses encontros, mas nesse caso era impossível negar que estava extasiada, havia um prazer fora do normal ali, algo que fluía em suas veias, algo que a fazia querer mais.
—Acha que você aguenta uma segunda rodada em nosso quarto? – Disse o homem puxando Natasha de frente no momento em que a porta do elevador se abriu e ele a segurou firme pela cintura enquanto ela mantinha suas pernas enlaçadas no mesmo.
—Acho que tudo o que precisa fazer é dizer sim. – Ela disse sorrindo quando pela primeira vez beijou aquele homem com todo o ardor de sua alma, ela não costumava beijar as suas vitimas, mas ela queria levar o gosto daquele homem para sempre, fosse o que fosse, ela queria saber que não tinha sido apenas sexo, por mais que um primeiro encontro sugira isso.
—Sempre terá o meu sim. – Respondeu o homem com um curto sorriso, um sorriso tão lindo quanto o seu olhar inebriante e perdido.
O relógio na parede mostrava que Bucky estava á três horas ali dentro, agora ele permanecia socando um saco de areia que estava prestes a rasgar, e foi exatamente o que aconteceu, pela sexta vez, ele respirou fundo passando a mão na testa, enxugando seu suor e respirando de forma ofegante, ele olhou pelo vidro e viu Natasha sentada em uma poltrona confortável fingindo que lia alguma coisa, mais era evidente que ela olhava para ele, por alguma razão ele sentia que ela era familiar, talvez em alguma passagem do seu passado tão sombrio eles tiveram algum contato.
—Vai ficar me olhando desse jeito o dia todo? Estamos aqui a horas nessa situação e posso dizer que já estou começando a ficar incomodado, não sei se está me seduzindo ou querendo me matar. – Bucky falou sem humor para Natasha que ficou tensa, ela apenas franziu o cenho e serrou os lábios e tentou fingir que não estava incomodada o suficiente com aquilo.
—Não estou olhando você, não seja convencido. Estou vigiando você, esse é o meu trabalho se você não sabe. E cá entre nós se eu quisesse matar você já estaria morto, pode ter certeza. – Natasha falou cruzando as pernas enquanto mantinha sua expressão vazia e enigmática para o homem.
—Eu já estou morto. – Bucky falou um pouco baixo com seus olhos voltados para um passado distante e Natasha se sentiu mal por ter tocado naquele ponto. -Desde que cheguei aqui você parece estar me julgando por alguma coisa que eu não lembro, isso é verdade? – Bucky falou se aproximando da parede de vidro e encarando Natasha que fechou o livro lentamente.
—Essa é a questão soldado. Você não lembra. – Natasha falou séria encarando Bucky e se afastou deixando o homem confuso.
Do outro lado Sam e Wanda pareciam manter o foco nele também, Sam havia chegado a pouco e Wanda tentava não manter a mente ligada a ele, mas era impossível, os medos de Bucky eram visíveis e isso a incomodava muito, mas Bucky tentava manter a calma naquele lugar, não queria causar problemas, a única coisa que ele não conseguia entender era porque Rebecca ainda não havia voltado desde a noite anterior.
Finalmente Tony e Steve entraram em um acordo sobre como as coisas seriam até falarem com o governo sobre a real ameaça da HIDRA e sobre o possível envolvimento de Daniel Jackson no meio disso também, eles resolveram que Bucky ficaria ali em segredo, e que o envolvimento de Becca também não seria mencionado para o general, foi o momento em que Bucky resolveu descansar, ele sentiu que os Vingadores iriam fazer de tudo para manter Becca protegida e esse era o seu objetivo até então, mas ele estava com medo do que a jovem poderia estar passando, ele sabia que Becca ainda não tinha voltado, sabia que ela era uma jovem cheia de vida e sem lembranças nenhuma dele e aquilo o deixou preocupado.
—Ela tem um namorado eu acho, um cara de Hell’s Kitchen, acho que é um advogado. – Disse Steve se lembrando do ultimo incidente no bairro quando Bucky surgiu, e o mesmo também se lembrou de quando viu Becca pela primeira vez tentando ter uma vida normal. Se ele tivesse se aproximado dela antes talvez as coisas tivessem sido diferentes, mas ele não acreditava muito nisso, quando o destino quer brincar com você não existe chance.
—Não sei se ele é um namorado, mas é o responsável pela prisão de Wilson Fisk e isso não é pra qualquer um. – Tony falou encarando o amigo que ergueu uma sobrancelha.
—Não sabia que você estava por dentro dessa história. – Steve falou alfinetando Tony que apenas riu debochado como sempre. –Matt Murdock ajudou Rebecca em um momento muito importante e parece que ele tem ligações com o defensor do bairro, eu só não sei se acho isso bom ou ruim.
—Eu estou focado em tudo o que acontece com a minha equipe. Pode até não parecer, mas eu me importo com vocês, com todos vocês. – Tony falou olhando para Steve que sorriu realmente feliz por saber que Tony estava por dentro daqueles acontecimentos, o que houve em Hell’s Kitchen naquela noite foi demais para ele sozinho.
Bucky precisava respirar fundo e entender toda aquela situação nova, ele sentia uma força que o conectava a Rebecca, mas ainda havia muita coisa que seu coração não compreendia, uma onda de sentimentos havia sido jogada sobre ele e tudo ainda precisava ser digerido.
Ele mantinha sua mente focada, estava tentando entender todos os acontecimentos dos últimos dias, mas nada do que fizesse ali era suficiente para trazer esse esclarecimento a sua alma.
—Você acha que devíamos falar com ele? Acha que devemos dizer tudo o que sabemos sobre seu passado e sobre o seu futuro? – Disse Sam para Wanda que mordeu os lábios sem saber ao certo como agir, Becca havia saído a tempo demais, ela provavelmente já devia saber que Matt Murdock era o Daredevil, o seu herói na noite em que tudo aquilo começou, e provavelmente devia estar furiosa.
—Acho que devíamos deixar que Becca resolvesse isso, ela é a pessoa mais indicada para falar com Barnes, ou no caso Steve também seria. – Wanda falou e percebeu que Bucky olhava em sua direção, era obvio que ele devia saber fazer leitura labial, ela corou ao perceber aquilo e virou de costas para a grande parede de vidro que separava a sala de treinos da sala social. –Acho que ela é a pessoa com quem ele mais se identifica, esse tipo de conexão é muito especial e raro.
—Não precisa ter medo dele. – Disse Sam com um sorriso olhando diretamente para Bucky, e em resposta o Soldado Invernal socou o saco de areia que explodiu diante de si. –É talvez eu esteja mesmo enganado, mas vamos esperar que Becca retorne com Clint e que Steve e Tony tenham uma idéia sobre como vamos agir a todas essas novidades.
—Você acha que Clint encontrou Becca? – Wanda falou preocupada mais Sam apenas sorriu, ele tinha certeza que Barton não iria desistir até trazer Becca de volta.
—Eles devem estar na casa dele agora, mas não acho que devemos incomoda-los, o certo é ter paciência mesmo quando não estamos interessados nisso. – Sam falou enquanto os dois começavam a se afastar, mas Wanda ainda lançou um ultimo olhar para Bucky, o soldado manteve o olhar fixo e por um momento a garota percebeu o quando aquele homem perturbado lembrava o seu irmão.
Apartamento de Clint Barton – Queens
Becca acordou sentindo uma dor de cabeça fora do normal, fazia tempo que essa dor não brincava com o seu juízo, a única coisa que superava essa dor era o cheiro maravilhoso do café que vinha da cozinha, aquele aroma encorpado com pitadas de mel e limão, sim, havia um chá maravilhoso também, e pão, o cheiro do pão quente era inconfundível, provavelmente devia ter frutas, aquilo a fez sorrir, ela amava um bom café da manhã, principalmente depois de uma noite de sexo.
Ela respirou fundo percebendo que estava nua, que apenas usava uma camisa branca masculina, sua calcinha assim como o sutiã haviam desaparecido, ela riu ao se lembrar do que havia acontecido na noite anterior.
Ela sorria ao sentir o perfume amadeirado de Barton naquela cama, tudo ali tinha a personalidade dele, aquilo era muito bom, sentia o prazer de pertencer a um homem que sempre desejou desde a sua adolescência. Por um minuto pensou em seu pai, Daniel Jackson ficaria louco quando soubesse disso.
—Você pode tomar banho se quiser, eu fui em uma loja aqui perto e comprei roupas para você, acho que é melhor se trocar e aparecer como uma garota normal na Torre. – A voz brincalhona de Clint falou vinda da cozinha, aquilo deixou Becca sorridente também, havia sido uma noite incrível.
—Ok, vou estar aqui no banho então, totalmente nua, com a agua quente caindo sobre mim. –Disse Becca animada enquanto podia ouvir as gargalhadas de Clint que parecia estar fazendo mais alguma coisa na cozinha.
Eles chegaram no apartamento logo depois do que havia acontecido no beco, o porteiro ficou com um olhar curioso ao ver o homem carregando a jovem nos braços usando apenas um grande casaco, ao entrar no elevado Becca foi desabotoando as calças do Arqueiro que não sabia se ficava com medo de encontrar alguma senhora de idade por ali, ou se gemia ao sentir a boca quente da garota em seu membro.
As roupas que restaram foram jogadas pela casa enquanto Clint arrastava Becca para o sofá, ele beijou seus seios enquanto ela o acariciava intimamente, ele gozou ali mesmo, sentindo um prazer que só vem quando se está com alguém que se ama, depois foram para o banheiro, eles tomaram banho e mais uma vez transaram.
—Você é minha agora, sem jogos, sem fugas, sem medos, você é minha e de mais ninguém. — Disse Barton enquanto puxava a jovem pelos cabelos, ela permanecia de costas com o corpo arqueado, não estava de quatro, pois seus joelhos não estavam no chão, mas sentia o membro rijo do homem entrando fundo em seu útero.
—Nada mais de fugas. – Becca falou enquanto Clint a jogava no chão para sentir o gosto de sua pele, seu clitóris, sua vagina, tudo o que ele queria era sentir aquela mulher de todas as formas enquanto Becca explodia em um orgasmo exuberante.
Rebecca agora olhava para o chão do banheiro, ria para si mesma ao pensar nas loucuras que fizeram, na verdade, toda a casa era cenário de um momento especial, eles passaram a noite toda fazendo amor pelos cômodos como um casal recém casado que precisa matar o desejo acumulado, Clint Barton era um homem mais velho, bem mais velho do que Matt, um homem que já havia tido esposa e filhos, isso marca uma pessoa, isso amadurece também, Becca não se importava com esse lance de idade, ela também não era nenhuma criança, estava mais para uma mulher cheia de pequenos problemas, e Bucky era um deles, falar sobre aquilo não ia ser fácil, mas ela precisava deixar os pontos claros. Clint merecia aquilo, ele havia respeitado Becca por toda a sua juventude, ele havia sido profissional quando precisou, também havia sido um amigo, protetor, segurança, confidente, tudo, absolutamente tudo o que ela precisava, era justo aquele relacionamento, era verdadeiro também.
Ela terminou seu banho e encontrou em cima da cama uma sacola com algumas roupas, acabou escolhendo um vestido fresco em tons verdes, gostava muito do verde, principalmente vestidos, mas não costumava usar muito por não ser algo muito prático, já que atualmente sua vida era fugir de criminosos o tempo todo. Becca respirou fundo indo até a janela e olhando para o lindo sol da manhã de uma terça feira que marcava a sua renovação como pessoa, tudo estava diferente, ela estava diferente.
Seu celular tocou, até aquele momento ela nem ao menos tinha pensado no celular, estava com medo de receber mensagens de Matt, ou Foggy, ou qualquer pessoa que fosse, também não queria voltar para a torre tão cedo, mas não, era uma mensagem de um numero desconhecido, no começo ela pensou em não visualizar, mas como poderia ser qualquer um resolver ler o que estava escrito.
“Espero você em meu gabinete até o fim da semana.”
Seu coração apertou de uma forma que ela não imaginava ser possível, principalmente quando viu o nome do remetente. Daniel Jackson, seu pai.
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