Poison in the Blood
3 Conversas Difíceis
Notas iniciais
Base da campanha eleitoral de Daniel Jackson – Los Angeles
O prédio chamava atenção por sua fachada bem posicionada, bem na avenida principal de Los Angeles, no começo Daniel não queria aquele lugar para ser a base de sua campanha, achava tudo luxuoso demais, no entanto, recebeu a orientação de outros políticos para manter seus negócios sempre ás claras, se queria conquistar a nação americana por ser um homem honesto, devia colocar isso em tudo a sua volta, o prédio só podia significar uma coisa, um homem com grandes objetivos. Havia muitas pessoas naquele local trabalhando em diversas atividades, distribuindo panfletos aos entregadores locais e fazendo a contagens de botons para a próxima palestra que seria em uma semana em Washington.
Daniel respirou fundo vendo as pessoas passando agitadas lá em baixo como se nada estivesse acontecendo ali, ele estava em sua sala reservada olhando pelas grandes janelas de vidro enquanto fumava seu sexto cigarro, aquele era um vicio que havia jurado abandonar, mas diante de todos os últimos acontecimentos não tinha sido capaz. Ele adorava aquela sala, era grande, iluminada, tinha um designer minimalista e as fotos de sua família por toda a parte, fotos de sua falecida esposa Elisabeth com um grande sorriso encorajador, fotos do irmão Thomas e de sua querida filha Rebecca.
—Alguém já te disse que isso vai te matar? – Disse a voz de uma mulher as suas costas, Elena era uma de suas melhores assistentes, ela sempre esteve ao seu lado assim como Carmen.
—Muitas coisas podem fazer isso no momento. – Daniel sorriu displicente como sempre fazia, ninguém podia dizer que não era um homem charmoso quando queria ser.
—Devia aumentar a sua segurança senhor, ouvimos boatos de que novos justiceiros foram vistos nos bairros próximos, não sabemos ainda se são contra ou a favor de sua candidatura. – Anna falou séria enquanto olhava as noticias mais importantes que deveria dizer naquele momento.
—Teve mais noticias do hospital? – Disse o homem de forma firme, todos ali sabiam o quanto Daniel havia sacrificado em nome de suas campanhas, o quanto ele havia perdido, primeiro a esposa, ela sempre foi o amor de sua vida, por isso mesmo depois de tantos anos ele nunca foi capaz de se casar novamente, depois seu irmão mais novo, aquele que sempre havia sido seu amigo nos momentos difíceis, e com ele, a saúde da filha, Rebecca, que estava em coma a cinco anos e que finalmente despertava para a vida.
—Bom senhor, Carmen nos informou que Clint Barton está no hospital nesse momento, ele passou pela segurança e está conversando com Rebecca. – Anna falou sentindo que aquilo poderia mudar os ânimos totalmente do candidato e acertou em cheio, Daniel deu um soco na mesa fazendo um enorme barulho, ele empurrou alguns papéis com força jogando os mesmos no chão, parecia uma pessoa totalmente diferente. – Quer que dê alguma ordem senhor?
—Não. Agora não vai adiantar. – Disse Daniel passando a mão pelos cabelos, pensando em todas as possibilidades. – Rebecca acabou de acordar e ainda vai ficar no hospital por alguns dias, enquanto isso, vamos providenciar uma segurança reforçada no prédio onde ela ficará sobre observação 24horas por dia entendeu? Não quero que ela saia para nada se não for com seguranças e não quero que ela fale com Barton ou com qualquer amigo dele. – Daniel respirou fundo apagando o cigarro no cinzeiro.
—Ela está confusa, sozinha e desorientada senhor, não acha que ter um amigo por perto seria algo bom? – Anna falou calmamente com medo de receber mais uma reclamação, mas precisava arriscar.
—Barton não é um amigo, ele foi contratado para proteger minha filha e falhou miseravelmente, sem contar que ele a expos a uma situação que eu não quero falar. – Daniel sabia que os laboratórios de seu irmão não fabricavam apenas remédios comuns, e sabia que Rebecca podia estar muito mais em perigo do que aparentava. –Sem contar que ter minha filha envolvida com um Avenger só vai trazer problemas para minha campanha, as pessoas estão com medo nas ruas, tudo ficou mais confuso e perigoso, temos justiceiros mascarados e Ets por toda a parte. – Daniel respirou fundo, ele lutava justamente contra tudo aquilo, sabia que Clint Barton era um grande homem indicado por outros grandes homens, mas seu trabalho era garantir a paz para toda a sua nação. – O general George faz apoio a minha campanha, tenho uma dúzia de senadores ao meu favor e não posso correr o risco de perder nenhum deles por culpa das vontades de uma adolescente mimada.
—Senhor Jackson, sua filha não é mais uma adolescente, ela tem 23 anos agora, está sozinha em um hospital e sentindo a falta das pessoas que ama, não pode por sua campanha acima da felicidade dela, precisa agir como pai. – Anna prendeu a respiração e falou tudo o que pensava sobre aquela situação, sabia que ele iria odiar suas sugestões, mas talvez naquele momento a presença de um amigo não fosse de todo mal.
—Peça, peça para Dolores ir para o novo apartamento em Hell’s Kitchen feito especialmente para Becca. – Ele falou respirando ainda mais fundo tentando manter a calma. – Avise as amigas dela também, Claire Jones e Alice Smith, elas podem fazer esse momento mais brando para Rebecca, mas em hipótese alguma ela deve falar com a imprensa ok? – Ele falou sério olhando para Anna que sorriu agradecida, ela era muito sensível com aquela história e estava feliz em fazer algo positivo.
—Obrigada senhor Jackson, sei que seu gesto vai fazer a vida de Rebecca muito mais fácil para suportar a recuperação, ela só precisa de amor e atenção. – Anna sorriu satisfeita e saiu para continuar seus afazeres do dia, Daniel sorriu, ele gostava de ver a compaixão de Anna, pessoas assim são dificeis de se encontrar, ele pensou por um segundo até resolver tomar uma atitude, foi até sua mesa de mogno e apertou seu interfone.
—Me ligue com Nick Fury.
Hospital Central – New York
Carmen deu uma olhada bem séria para Barton como se quisesse dizer “Estou de olho em você garoto, nada de gracinhas.” E saiu fechando a porta atrás de si, do lado de fora ela fez um gesto para que os seguranças se recuperassem da briga e dessem um tempo do lado de fora da sala de espera, os cinco homens que guardavam a porta pareciam muito abatidos pelo que havia acontecido a pouco, o que garantia para Rebecca um pouco de tempo e privacidade.
—Achei que estivesse trabalhando. – Rebecca falou se apoiando nos travesseiros a suas costas, ela estava milagrosamente melhor, seu corpo devia estar irreconhecível, mas não, ela continuava linda como sempre, o cabelo estava solto e um pouco escuro, ela costumava clarear os cabelos com luzes, mas cinco anos sem fazer isso mudou algumas coisas, os lábios estavam pálidos, ela era uma fã desenfreada de batons escuros, principalmente os vermelhos, mas ninguém havia deixado uma bolsa com maquiagens por ali, uma pena, ao seu ver.
—Eu estou. Agora faço parte de uma banda. – Disse Clint rindo pensando em como aquela referencia tinha ligação com a verdade. Ele usava uma calça jeans escura, sapatos esportivos, uma camisa branca um pouco justa e uma jaqueta de couro preta, parecia um personagem de filme dos anos 60 na opinião de Rebecca, assim como ela também o considerava muito bonito.
—Você está trabalhando com os Avengers, eu vi na TV. – Becca riu de forma fraca mostrando ter gostado muito daquilo. –Sempre achei você parecido com um herói, só não dizia isso porque você era meio mal comigo. – Ela falou fazendo seu biquinho injustiçado, sempre fazia isso quando achava que alguma coisa estava tirando vantagem sobre ela.
—Eu não era mal ok. – Clint falou rindo. –Tinha que cumprir as minhas ordens, eu estava em sua casa para te proteger, não para fazer amizade ou falar dos meus sentimentos, quando se tem um trabalho você apenas executa. – Ele falou simples dando de ombros tentando não mostrar que se importava.
—Foi você na boate aquela noite. – Ela disse baixo sentindo-se envergonhada. –Eu ainda não me lembro de tudo, mas me lembrei do seu resgate. – Rebecca teve alguns flashs do que havia acontecido na noite anterior á explosão do laboratório, ela se lembrou de dançar em cima de um balcão do bar de forma sensual para alguém, havia um homem lá olhando de forma séria para ela, no começo era só um vulto, mas depois as imagens foram se tornando mais nítidas, o homem era Clint Barton.
—Eu não quis deixar você constrangida com aquilo. –Disse Clint com um sorriso sem graça passando a mão pesadamente por seu pescoço. – Seu pai sabia que você iria sair com suas amigas, ele tinha colocado escutas em alguns cômodos e grampeou os telefones também, eu sei, eu sei, não me olhe assim, isso parece uma prisão pra mim também, mas eu era apenas pago para cumprir as minhas ordens e naquela noite eu tinha que impedir você de fazer alguma merda. – Clint podia se lembrar do vestido de paetês da jovem, preto e justo, da boate nova que ela e as amigas haviam escolhido para conhecer, do exagero de bebidas que ela tinha ingerido naquela noite e principalmente do momento em que ela havia lhe reconhecido.
“Você gostaria de me ver dançar Cowboy?” – Foram as primeiras palavras de Becca enquanto suas amigas riam sem parar.
“Vim leva-la de volta para casa, não vai dirigir nesse estado.” – Foi o que ele respondeu com os braços cruzados sobre o peito, sério, firme, mas totalmente hipnotizado por aquele decote.
—Mas eu ainda fiz não fiz? – Becca mordeu os lábios enquanto tentava lembrar-se de mais alguma coisa.
—Você tentou, mas eu não deixei acontecer. – Clint falou lembrando-se dessa noite em particular, foi a primeira vez que se sentiu tentado a fazer algo que não devia, sabia o quanto tinha sido difícil chamar Dolores, a empregada da casa, para tirar as roupas sujas de Becca e coloca-la na cama, enquanto a mesma lhe pedia para ficar “Você devia dormir aqui hoje agente”.
—Viu? Você é um herói, sempre cuidou de mim. – Ela sorriu para o homem que passou as mãos pelo cabelo bagunçando os mesmos abafando pensamentos que não devia ter.
—Eu não sou um herói Becca, se fosse você não teria ficado nessa cama por tanto tempo, você perdeu muitas coisas, nem ao menos pode se formar como queria, já estava com a entrada na faculdade garantida. – Clint falou se sentando na cama ao lado da jovem que olhou intrigada para o mesmo e sorriu. – Que foi?
—Você está mais bonito do que antes, se Alice tiver a oportunidade de ver você ela vai concordar comigo, combater o crime está lhe fazendo bem. – Ela disse rindo animada tentando mudar um pouco o foco do homem. –E quanto á faculdade, não precisa se culpar por isso, eu não queria ser advogada, quem queria isso era o meu pai. – Rebecca ainda sentia dores pelo corpo, mas pela primeira vez ela se sentiu normal, deixou sua mão deslizar até os dedos trêmulos do arqueiro que parecia chocado com o amadurecimento da jovem, era como se ela estivesse muito mais adulta, mesmo tendo dormido durante os últimos anos. –Eu senti sua falta Gavião.
—Eu também senti a sua, garota da noite. – Clint puxou Becca para um abraço apertado, ele podia ouvir as lágrimas dela escorrendo em seu ombro, sabia o quanto aquela menina significava para ele, por alguma razão nunca pode esquecê-la, isso era o mais difícil, o que mais doía em seu peito antes de dormir, nunca ter dito que se importava com ela, que no fundo era muito mais do que apenas trabalho.
—Meu pai vendeu minha casa em Malibu, vou ser obrigada a viver em Hell’s Kitchen, você tem noção do que isso significa? Minha vida nem voltou e já está 99% arruinada. – Ela falou fazendo um bico de garota mimada o que fez Clint rir enquanto acariciava os cabelos macios dela que agora repousava a cabeça em seu colo.
—Mais você ainda tem 1% de chance para ser feliz. – Ele falou puxando-a pelo queixo fazendo a jovem encara-lo.
—Esse 1% se resume aos meus amigos Clint, se não fosse por você, ou pelas garotas, você já viu os cartazes que elas me mandaram? – Becca falou se ajeitando para ficar sentada ao lado de seu herói, ela sentia o corpo formigando, não sabia se era a dor ou o fato de estar ao lado dele.
—Elas são garotas especiais. – Clint respirou fundo encarando aquele mar de olhos azuis. – Eu vou te dar um cartão, tem o meu telefone e endereço, se acontecer qualquer coisa eu quero que vá imediatamente para lá ok?
—Porque está me falando isso? – Becca perguntou desconfiada, mas no fundo ela já sabia a resposta.
—Você estava no laboratório de pesquisas secretas do governo quando uma bomba trazida por um garoto de entregas explodiu todo o andar. Seu tio faleceu junto com toda a equipe e por alguma razão misteriosa você é a única que conseguiu sobreviver. – Clint fez uma pausa para ver se Rebecca estava acompanhando tudo. – Veja, eu fiquei sabendo que o general George já tentou tirar você do hospital e leva-la para uma ala de segurança máxima em um complexo no Texas. – Clint sabia que aquelas revelações podiam ser precipitadas, mas não podia correr o risco de perder tempo e por a vida de Rebecca em risco, pela segunda vez.
—Tipo uma área 51? – Rebecca fazia aquilo tudo parecer uma conversa casual, Clint admirou muito a garota pela força e pela frieza de pensamento.
—Exatamente. O meu medo nisso tudo não é apenas o general, tenho medo que já exista outra divisão criminosa interessada nessa sua capacidade peculiar. – Clint havia visto muita coisa em seus trabalhos e sabia como as pessoas podiam ser cruéis.
—Não se preocupe Barton, eu tenho meu guarda costas de volta, vai ficar tudo bem. – Becca ergueu a cabeça como se olhasse para o teto e fechou os olhos mantendo o sorriso, era quase como se ela fizesse uma oração silenciosa.
—Becca. Eu não sei se o seu pai vai concordar com isso, tenho a impressão que vai ser muito difícil falar com você. – Clint sabia que as coisas podiam ficar feias, tudo o que ele iria tentar fazer talvez só piorasse as coisas, se Daniel Jackson não quisesse que a filha falasse com ele, isso provavelmente iria acontecer.
—Você acabou de bater em todos aqueles babacas do lado de fora desse quarto, isso já prova que você ainda é o melhor para cuidar de mim. – Becca falou rindo voltando para ele.
—Eu sempre vou cuidar de você. – Clint abraçou Becca lateralmente com um sorriso familiar no rosto, ela se arrepiou sentindo-se envolvida por ele, por fim o mesmo se aproximou depositando um beijo quente na face da jovem que nunca tinha ficado tão próxima assim dele, por mais que ela deseja-se, Clint nunca foi muito intimo, essa era a primeira vez que ele demonstrava afeto, e ao seu ver, ele podia continuar fazendo isso.
Torre Avengers – New York
A porta do elevador se abriu e dela Steve Rogers saiu acompanhado de Natasha e Wanda. Eles estavam engajados no projeto dos novos Avengers desde o ocorrido com Ultron, Natasha ainda estava participando de algumas investigações particulares a mando de Fury, mas ela tinha certeza de que algo grande estava por vir. Eles viram Tony trancado mais uma vez na grande sala principal onde havia sido o berço da criação de Ultron, o motivo de muitos problemas no ano anterior, algumas coisas ainda permaneciam por ali, como um fantasma, uma sombra, uma marca feita na memória de pessoas como Wanda, pessoas que perderam muito naquele dia.
—Qual é o problema de vocês? Não tem nada melhor pra fazer a não ser ficar vindo aqui me incomodar? – Tony falou saindo debaixo de um grande computador com seus óculos de proteção. –Barton saiu daqui não faz nem meia hora.
—Para um playboy você anda muito anti social Stark. – Natasha falou de forma irônica o que deixou Tony ainda mais frustrado. –Você não tem tido muitas festas para ir não é?
—Já que perdi meu fiel assistente eu preciso dar um jeito de resolver as coisas. – Tony falou jogando uma chave com força na mesa, ele sabia como Natasha se sentia em relação aquilo, mas não era do tipo que aceitava desaforos. – E quanto a festas, bem, não tenho muito o quê fazer nesses lugares, pelo menos não ainda, todos querem saber sobre a nova aliança dos Avengers com o povo e sobre o quanto isso pode ser perigoso e blá, blá, blá. Sem contar que Pepper e eu bem, não estamos no nosso melhor momento, e pra falar a verdade não aguento mais o governo no meu pé. – Tony nunca foi muito bom para lidar com seus sentimentos, ele foi jogando as informações de uma vez no ventilador enquanto Natasha tentava processar tudo o que ouvia, realmente ele não estava em uma boa fase.
—Tony, precisamos conversar. – Disse Steve. – Algumas coisas estão acontecendo e eu posso sentir o cheiro de problemas á distância, nos temos uma nova missão para cumprir em alguns dias, e quero resolver isso antes de partir.
—Se veio discutir a relação eu sugiro outra hora, estou com dor de cabeça no momento. – Tony falou com seu ar debochado de sempre fazendo Natasha rir mais deixando Steve nervoso.
—É serio Stark, é sobre o Barton. – Wanda falou com seu tom de voz pesado e preocupado. –Fury acabou de receber uma ligação de Daniel Jackson, ele não quer a presença dele perto de Rebecca, sua filha, e exigiu que Fury afaste ele de New York. – Wanda tinha uma ligação com Barton, ele era como um irmão, um amigo, alguém que podia confiar.
—E o que espera que eu faça? Coloque Barton de castigo? – Tony falou encarando os três presentes.
—Só queremos que fale com ele, Barton tem tendências a agir fora das regras, e nós sabemos que você é o melhor nessas questões, por isso estamos aqui, se Fury falar com Barton ou qualquer um de nós mesmo que seja a Natasha, ele não vai aceitar, só queremos manter as coisas em ordem Tony, não precisamos de mais problemas com o governo. –Steve falou sério encarando o amigo de uma forma preocupada e Tony percebeu que eles tinham mesmo um problema.
—Ok então, eu vou ligar para o Barton e falar das ordens de afastamento, mas se ele tiver outros planos, isso não vai mudar nada e vocês já sabem disso. – Tony encarou um por um apontando os dedos para todos.
—Quem é essa Rebecca afinal? – Disse Wanda com uma expressão confusa.
—Ciúmes? – Tony falou sorrindo para a garota que fechou o cenho para o mesmo.
—Curiosidade apenas, alguém para criar tantos problemas deve ser muito especial, ou perigosa. – Wanda estava com medo, não queria ver seu amigo envolvido com situações perigosas mais do que o normal.
—Pode-se dizer que é um pouco das duas opções. – Natasha falou colocando a mão no ombro da jovem que estremeceu, alguém iria sofrer nesse processo, e ela tinha uma suspeita de quem seria.
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