Poison- HIATUS

2 Capítulo 2- All My Demons


Notas iniciais
OIII GENTE!! Então, eu peço perdão pelos meses que eu passei sem postar, pelos dias que eu iludi vocês! Surgiu um bloqueio poderoso, que eu não conseguia escreve uma só palavra! Mas aqui estou eu! Esse capítulo não é tão grande porque ele ainda é apenas uma introdução para a história começar realmente, mas tem um acontecimento importantíssimo! Bom, o título do capítulo é da música "All Myours Demons - Aurora", recomendo muito! ♡

"Durante cinco dias a pé da vida solitária, eu vejo que sou feito com dor."

Já era noite quando o jatinho chegou na tão esperada Nova Orleans, estavam todos adormecidos, cansados de rodear o mundo a procura dessa cura que talvez nem existisse.
Eu fui a primeira a acordar, esfregando os olhos e olhando pela janela. Minha animação seria contagiante se nenhum de meus irmãos estivesse dormindo a ponto de babar.
— Ora Alec! Acorde!- Empurrei a cabeça do homem que dormia em meus ombros. — Já chegamos!
— Delicada você... — Coçou a cabeça e espreguiçou. — Ainda nem pousamos.
— Mas já chegamos, olhe!
— Não fique tão contente. — Lucius segredou a Beladonna, mas não tão baixo para que Alec não ouvisse. — Devemos ficar atentos, esse lugar não é como os outros.
— Sim, nós sabemos.
Após alguns minutos, nos acolhemos em uma casa que Lucius havia comprado. Ao longo dos séculos conseguimos acumular fortunas em lugares aleatórios, sendo que sempre vivíamos como nômades.
A casa era no início da rua, ela era de madeira e era tão grande que nós podíamos nos perder dentro dela. Rosa segurava cinco malas com dificuldade, mas depois Lucius a ajudou com qualquer que fosse seu problema.
— Não passaremos muito tempo aqui. — Lucius fez um rabo de cavalo com sua cabeleira amarelo queimada.- Se não encontrarmos alguma coisa que nos livre da maldição, iremos embora.
— Ah cara, você é muito chato... Até sua aparência de pão amassado mostra isso. — Alec olhou para cima, observando a altura exagerada do mais velho. Lucius apenas levantou uma sobrancelha. — Quantas namoradas você já teve mesmo?
— Calar a boca você não quer, né? — Lucius colocou as mãos na cintura.
— Não, falar é uma das coisas que eu faço de melhor. — Passou as mãos de um modo narcisista nos cabelos curtos.
— Ora, vá fazer algo de útil. — Lucius pegou suas malas e as de Rosa, subindo as escadas. A ruiva apenas mexia no celular. — Rosa, queria apenas lembrá — la que o período da escravidão acabou! Pegue ao menos uma mala sua!
— Minhas unhas vão quebrar...
— Você não é uma princesa. — Olhei para Rosa que continuava teclando a tela do celular. — Ele está carregando as suas malas!
Ela revirou os olhos e pegou duas malas das mãos de Lucius. Os dois subiram as escadas, deixando a mim, Cetus e Alec.
— Eu vou andar por aí e comprar nosso lanche. — Alec jogou seu cabelo para o lado e arrumou a echarpe verde.
— Acho melhor não. — Cetus estava sentado no chão em uma posição de Yoga, parecia estar meditando. Sério, meus irmãos são malucos. — Estou com um mal pressentimento.
— Você sempre tem um mal pressentimento para todo lugar que nós vamos. — Cruzei meus braços.
— Porque sempre temos problemas para onde vamos. — Abriu um dos olhos para concluir a frase e depois fechou. — Espero que aqui seja diferente.
— Ah, tanto faz. — Alec saiu. Ele sempre foi tão teimoso...
— Beladonna! — Lucius falava da escada enquanto Rosa continuava no celular, sentada em uma poltrona no andar de cima. — Vá com ele.
— Mas... Mas eu quero...
— Vá com ele, vai ter tempo de sobra para fazer o que quiser depois.
— Se não morrer pela rua. — Olhei para Rosa e franzi o cenho. Virei as costas e comecei a seguir meu irmão.
Ele deveria ter percebido minha presença, mas não demonstrou. A rua estava vazia, mas conforme andava, as pessoas começaram a aparecer. Lojas coloridas, pessoas rindo e tirando fotos.
Cheguei ao lado de Alec, que era observado pelas mulheres que andavam ao nosso lado. Confesso que revirei os olhos.
— Bel... — Ele me chamou, olhei para seu rosto, que não retribuiu o olhar. — Estamos sendo observados e seguidos. Olhe discretamente.
Olhei para uma mulher ao meu lado direito. Ela andava olhando para nós sem disfarçar, diferente dos outros cinco, que disfarçavam muito bem.
— O que querem? — Sussurrei para Alec.
— Estamos no território deles Bel, são os vampiros de que Lucius tanto falou. — Ele Agarrou minha mão quando a mulher chegou em nossa frente. Ela provavelmente estava tentando prever nossas ações.
— Continue andando. — Ele andava rápido.
— Pode ser uma armadilha.
— Somos mais fortes que eles Bel. Mas concordo com você — Soltou minha mão. — Vá para casa.
— Não vou deixar que vá sozinho! — Continuei andando rápido ao lado dele.
— Ela nos seguiu desde casa e está armada. — Eu tentei argumentar mas ele me repreendeu. — Quer que comecemos uma guerra?
— Não!
— Então vá para casa.
— Não vou te deixar aqui. A Maldição é mais concentrada em mim, esqueceu? — Abri minhas mãos vendo pequenas veias esverdeadas se movendo.
Alec me colocou atrás dele quando eles se aproximaram. Eu odiava essa mania de proteção que ele e Lucius tinham comigo, chegava a ser sufocante.
— O que será que querem? — Eles não nos incomodaram, apenas andaram mais a nossa frente e seguiram seus caminhos.

— Querem que saibamos que eles são os donos da cocada sangrenta. — Ele pegou minha mão de novo. — Agora se eles não se importam, temos que comprar comida, a mudança acabou comigo e para manter esse corpo é preciso muita dedicação.
Nós andamos rápido até a rua mais próxima, que estava lotada de gente. A vampira e seus capangas ficaram para trás, não vieram atrás de nós.
— Não nos seguiram.
— Não foram enviados para nos matar, queriam ver apenas quem nós éramos.
— Como eles sabem que chegamos em tão pouco tempo? — Olhei o rosto de Alec, as três marcas abaixo dos olhos estavam aparecendo. O arrastei para o banco de uma praça e retirei um pó compacto que tinha na pequena bolsa.
— Eles têm espiões por todos os lugares. Estamos sendo observados novamente. — Ele sentou no banco enquanto eu passava a espuma em sua pele, fazendo o ponto sumir.
— Caramba, você é mesmo bom nisso. Agora podemos comprar essa comida ou não? — Senti minha barriga roncar.
Saímos da praça e entramos em um restaurante. Fomos até a balconista, que mascava um chicote de morango pelo cheiro doce e olhava de um modo indecente para meu irmão, que retribuía da mesma forma.
— Vocês querem que eu saia ou... — Provoquei e a mulher ficou morrendo de vergonha, corando o rosto.
Alec encomendou cinco batatas fritas grandes, a mesma quantidade de refrigerantes e hambúrgueres para a viajem. Eu o ajudei a pegar os pedidos e fomos embora.
Para evitar vampiros, fomos por um lugar cheio de pessoas. Sabíamos que cedo ou tarde iríamos ter uma conversa com esse "chefe" do French Quarter.
— Cheguei família! — Alec gritou e colocou a comida em uma mesa que Lucius já havia montado junto com Cetus. Rosa estava retirando os quadros de dentro das caixas.
— Finalmente! — Cetus reclamou e foi direto pegando a sua comida.
— Você é mesmo morto de fome né? Não faz vinte minutos que saímos. — Sentada no chão, mordi meu hambúrguer.
— E então? Como vai ser? -Alec estava com seu refrigerante na mão. — Onde iremos começar a procurar?
— Depois que falarmos com o projeto de Drácula, ele vai nos dar o aval. — Respondi com a boca suja de molho. Quem sou eu para falar que Cetus era morto de fome? Nós dois estávamos comendo como desesperados. Ele jogou um guardanapo para mim.
— Projeto de Drácula? — Rosa colocava as batatas dentro do hambúrguer.
— Esse dono da rua... Am... Carlos? — Alec tentava lembrar.
—Klaus. — Lucius respondeu.
— Onde ele está? Teremos de ir atrás dele? — Perguntei.
— Ele virá até nós. — Cetus Completou. — Sinto isso.
— Mas falando sério... — Todos olhamos para Cetus. — Vocês chamam isso de comida? Eu não sei vocês, mas eu preciso de mais sustento. Eu comeria outro desse e uma sobremesa.
— Credo. — Rosa disse com uma sobrancelha levantada. — Fome faz parte da maldição? Não é possível que não.
Todos rimos, até que ouvimos a campainha tocar. Um silêncio ensurdecedor se instalou enquanto todos continuávamos paralisados.
Lucius se olhou no espelho, acho que estava preocupado com as marcas abaixo dos olhos. Vendo que estava tudo bem, caminhou até a porta e uma menina de cabelos lisos e aparência asiática sorriu com uma vasilha em mãos.
— Boa tarde! Nós vimos os novos vizinhos chegarem. — Lucius retribuiu o sorriso. Todos soltamos o ar agradecendo que não era um vampiro com a boca encharcada de sangue nos procurando.- Minha tia fez essa torta de groselha para vocês, mas cá entre nós...
Ela colocou as mãos nos lábios como se confiasse um segredo a Lucius.
—... Devolva as tapaués dela ou ela te transforma em um sapo. — Ela gargalhou no final. Lucius fechou a porta e entrou com a vasilha em mãos.
— Nós tivemos que sair lá das botas de Judas e vir para o fim do mundo para que Lucius fale com uma mulher. — Alec juntou as mãos como se fizesse uma oração. — Aleluia irmãos!
— Ela é uma bruxa. — Ele afirmou enquanto colocava o plástico na mesa. — Sabe quem somos nós.
— Ah Lucius, ela estava brincando apenas... Aquele lance de sapo e tudo mais. — Alec reclamou enquanto abria a tampa da vasilha. — Além disso, isso está com um cheiro maravilhoso.
Quando olhamos para o bolo, percebemos o problema que havíamos nos metido.
Havia um pentagrama desenhado com glacê, e em cada ponta da estrela haviam três pontos com corante vermelho. Logo que cortamos, um líquido vermelho jorrou de dentro do bolo. Parecia sangue.

Notas finais
Então... No próximo capítulo teremos o encontro com os Mikaelson e com a nossa bruxinha mais linda e amada Davina ♡
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.