Poison!
14 Capítulo 14 - Revelations during a torture session!
Notas iniciais
Eu e Reid estávamos andando para o trabalho, graças a nossa nova localização, temos que pegar dois ônibus para o trabalho, o bom é que eles pagam o transporte, e o almoço nós rachamos, então sai bem barato.
Hotch nos disse que havia um caso de um torturador nas matas perto dos limites da cidade, ao que parece, ele droga as vítimas e as tortura para seus propósitos malignos, mwahahahah! Ok ignorem, mas sério, o cara é perigoso. Já matou três agentes do FBI, e olha que eles eram bons! Ao chegarmos ao local, Hotch me alcançou uma arma:
–É linda! – Eu disse – Apesar de meio arranhada o designe é maravilhoso! E é pesadinha, o que me força a usar mais força, o que mantém a arma estabilizada! Eu amei Hotch! – Meus olhos brilhavam, e Reid me olhava com medo. Só porque eu gosto de armas!
–Use com cuidado! – Ele me avisou – Essa coisa não é brinquedo, e causa grande estrago!
–Ta bom papai! Eu não sou tão retardada a ponto de atirar em um colega! – Eu disse guardando minha arma por baixo do sobretudo. Já comentei que invernos aqui são frios? Pois é, são muito frios! Eu pareço um cadáver de tão gelada!
Ao entrarmos, estava escurecendo, Reid e eu fomos para um local isolado, no meio de algumas matas, eu me separei de Reid por um instante e de repente ele não estava mais lá!
–Reid? – O chamei
–Aaaaaaaaaaaaaaaaahhh! – Corri na direção do grito, um homem não muito mais alto que eu tinha um machado e iria matar o Reid se eu não impedisse. Mas, quando eu ia atirar, sofri uma pancada na cabeça e desmaiei...
–Parece que temos uma valente aqui! – Ouvi uma voz distante, abri os olhos e o reconheci imediatamente: Tobias Hankel, um Serial Killer de múltiplas personalidades, o tal que droga e tortura suas vítimas... – Acorde! – Ele atirou em minha perna.
–P**a que pariu po*a do cara**o! – Eu gritei. Reid estava a minha esquerda, ele me olhou. Ah não! Bateram nele! – O que você quer hein? – Eu disse Tobias mirou na minha outra perna e atirou.
Hotch realmente é esperto, Sophia nunca errou um tiro durante o treino, então ele pôs apenas uma bala na arma, sorte para as pernas dela! Já eu, ele roubou minha arma, mas só tem uma bala também, eu costumo passar minha arma para Sophia, já que minha mira é péssima! Tobias não vai parar, e eu imagino como Lívia deve estar agora... Ah droga, por que eu me afastei da Sophia?! Ela devia estar longe, não devia ter interferido!
–Reid? – Ela encostou-se à parede, ficando ao meu lado. – Sabe qual narcótico ele usa?
–Hidromorfina.
–Droga... – Ela disse
–O que foi? – Ela abriu um sorriso e me disse
–É extremamente viciante! Você lembra a sensação da morfina?
–Você não autorizou morfina quando retirou a bala.
–Ah é, era Vicodin. Uma mistura de paracetamol e hidrocodona. É usado para dores agudas, crônicas e pós-operatórias... Estamos ferrados!
–Por quê? É tão ruim assim? – Ela me olhou seriamente
–Se tivéssemos como ligar para Garcia... Eu podia rastreá-lo pela receita. Droga, eu estou apagando. – Ela tombou, sua perna tinha um curativo mal-feito. Então tive que refazê-lo.
Muito bem, gaze, ataduras, pomada e água oxigenada. Põe-se a água onde sangra e espera a espuma branca sumir, põe-se a gaze e a enrola com a atadura, prendendo-a com esparadrapo. Eu ainda usei um lenço com água oxigenada para limpar o sangue da pele de Sophia, e cobri o curativo com a calça dela, para manter aquecido. Acho que não haverá problemas...
Lembro-me como passei no último teste de tiro, Sophia teve que me ajudar, pois eu não conseguia passar. Hotch me disse que a Swat segue três categorias de tiro: Mira, pressão no gatilho e continuidade. Minha mira é ruim e eu não consigo manter a continuidade, logo, não consigo passar no teste. Mas tudo isso mudou quando Sophia se propôs a me ajudar...
(Flashback On)
–Vamos Reid, relaxe... – Eu não conseguiria relaxar nem se eu quisesse! Sophia segurava minhas mãos, mantendo-as mirando no alvo. Ela teve que subir em um banquinho para ficar na minha altura, sua cabeça estava apoiada em meu ombro esquerdo e eu sentia sua respiração irregular.
–Eu não conseguiria nem se quisesse. – Eu mirei e atirei, acabei errando, de novo...
–Feche os olhos, respire fundo umas três vezes, depois mire e atire, mas mantenha a arma mirando no alvo.
–T-Ta. – Eu fechei os olhos e me concentrei na respiração da Sophia, respirei fundo quatro vezes, quando abri os olhos, mirei e atirei, mantendo a arma suspensa.
–Isso! – Eu tinha acertado em cheio.
–Só resta saber se vou passar no teste...
–Vai sim, basta você se concentrar. – Ela sorria. – Pronto?
–Sim.
No outro dia, eu estava em frente a um alvo, minha arma estava carregada e eu estava nervoso! Eu fui chamado, fechei os olhos e respirei bem fundo, quando abri os olhos, toda a sensação de angústia tinha ido. Eu me concentrei e descarreguei a arma em direção ao alvo.
Por um momento eu pensei que eu não havia passado no teste, como da outra vez, mas ao ver o sorriso da Sophia, vi que havia acertado todos os tiros, e o instrutor estava de certa forma, surpreso.
–Muito bem Dr. Reid, você ganhou sua arma de volta! – Ele disse me entregando minha Colt, Padrão para os agentes do BAU.
–É isso aí! – Sophia me soqueou no ombro de leve. – Muito bem Reid!
–Valeu.
Embora eu nunca tenha precisado usar a arma, achei melhor deixar apenas uma bala, para medidas extremas. Mas enfim.
(Flashback Off)
–Reid... – Sophia havia acordado e estava me cutucando – Reid?
–Ah, sim Sophia, o que dizia? – Ela estava muito pálida (bem mais do que já é, se fosse possível) mas seu ferimento estava bem, ao menos não inflamou.
–Ainda está com sua arma? – Ele tinha pego, mas acho que eu conseguiria pegá-la de volta.
–Não, mas acho que... – Nesse instante a porta se abriu e ele jogou a arma para dentro
–Um de vocês morre, o outro é solto. Recomendo matar aquele que mal pode andar. – Ele deu uma gargalhada e fechou a porta.
–O que faremos? – Eu disse, Sophia tinha pego a arma, por um momento pensei que fosse morrer.
–O que você acha? – Ela tirou uma bala do bolso – Situações extremas lembra? – Ela sorriu e pôs a bala no clipe. – Dois tiros, um na parede. – Ela disparou, pouco depois a porta se abriu, Tobias entrou na sala e levou um tiro no tórax. – Outro no criminoso.
Enquanto ele agonizava, consegui levantar Sophia, e fomos para fora, tinham se passado aproximadamente cinco dias, e eu estava começando a me sentir dependente do Vicodin. Bem que Sophia avisou.
Quando vi, eu e ela estávamos no chão, de repente, Morgan surge da floresta e ele grita algo que eu não entendi. Por algum motivo, minhas costas doíam e eu me sentia tonto... Quando perdi a consciência, só lembro do Morgan me sacudindo.
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