Point of Peace
8 Capítulo 7 - Explanations, provocations and desires.
Notas iniciais
— Será que alguém, por favor, pode me explicar o que diabos está acontecendo? Vou precisar perguntar novamente? — Elena fechou os olhos ao escutar novamente a voz da mãe.
Ela tinha perdido total noção de espaço e localização, quando as mãos de Damon estavam sobre ela qualquer resquício de consciência se tornava nulo, só viera perceber o que realmente estava acontecendo quando escutou a voz irritada que ela conhecia tão bem. Ao encarar sua mãe pela primeira vez depois do flagra percebera que ela não estava sozinha, Miranda encarava os dois mortificada fazendo a cor avermelhada ficar ainda mais forte do rosto da Gilbert mais nova.
— Jenna eu posso explicar tudo — a voz rouca de Damon atraiu a atenção das três mulheres que o encararam igualmente espantadas.
Damon começou a mover sua cadeira em direção a porta onde as duas mães encaravam o casal constrangido, Elena sem saber o que fazer apenas seguiu o moreno pedindo a todos os anjos que a situação não piorasse, ou seja, seu pai também chegasse para completar o circo. Assim que chegaram à cozinha, Jenna e Miranda encararam os dois em busca de explicações.
— Jenna, mãe... Eu não vou ser hipócrita e falar que não é nada disso que vocês viram ou estão pensando. Sim, eu e ela estávamos nos beijando.
Elena o encarou e em seguida colocou as duas mãos sobre o rosto tentando impedir que os presentes no ambiente vissem sua expressão abismada combinando com a cor em seu rosto.
— Isso nós vimos Damon — Miranda lhe lançou um olhar de repreensão.
A mulher estava querendo falar poucas e bocas para o filho, ela tinha lhe avisado há tão pouco tempo sobre o perigo que existia em se envolver com a Elena e agora tudo estava comprometido. Tanto seu emprego como a amizade dele com o Ric, mais cedo ou mais tarde isso chegaria aos ouvidos dele.
— A culpa não é apenas do Damon, eu também estava e quis isso. — Elena falou mordendo a parte interna da bochecha tentando não gaguejar.
Jenna lhe lançou um olhar que ela jurou ter sentido suas pernas virarem gelatinas.
— Vocês sabem o quão loucos estão sendo? Já pensaram que poderia ter sido o Alaric ao invés de Miranda e eu presenciando aquela cena? — suspirou — Damon ele nunca mais olharia na sua cara, e Elena com certeza você iria passar alguns dias bem longe dessa casa.
Elena arregalou os olhos e por dentro aquilo lhe corroia, ela pensava que era desnecessário todo esse alarde que sua mãe estava fazendo, tudo isso por Damon ser o melhor amigo do seu pai? Por ele ser dez anos mais velho do que ela?
— Eu peço desculpas por ter desrespeitado você e o Ric, Jenna. Nunca foi minha intenção, mas... Eu sinto algo pela Elena. —lançou um sorriso para a morena que estava prestes a saltitar pelas palavras ditas naquele momento.
— Oh céus! — Jenna sentou em uma das cadeiras em volta da mesa apoiando o rosto nas mãos, olhou de relance para Elena e o sorriso no rosto da filha mostrava que ela sentia o mesmo. — Isso nunca vai dar certo queridos, mesmo que eu deseje isso porque eu sei que Damon é um bom homem e que realmente gosta da minha menina, e o sentimento é recíproco — sorriu brevemente enquanto olhou para os olhos iluminados da sua filha — Mas seu pai não vai aceitar isso de forma alguma...
— Mãe, eu já sou adulta e sei tomar minhas próprias decisões. Eu não estou nem aí para o que a sociedade ou meu pai vai falar por eu está envolvida com um homem que é o melhor amigo dele e dez anos mais velho que eu. Isso só se diz respeito a mim e a ele, e tenho certeza que nenhum de nós nos incomodamos com isso. — a morena encarou o homem ao seu lado que lhe lançava um olhar admirado.
— Jenna eu sei que faz pouquíssimo tempo que estou acordado e tudo mais, e que agora você imagina eu sem nada para oferecer a Elena. Nem um emprego eu tenho! — riu sem graça — Mas eu vou correr atrás do tempo perdido e...
— Damon você sabe que eu não ligo para nada disso! — esbravejou — Eu apoio totalmente vocês, seja lá o que é isso que vocês estejam tendo...
— Estamos nos conhecendo mãe — a voz baixa e envergonhada de Elena soou.
— Que seja! Mas o problema nisso tudo é o Alaric, algum dos dois podem imaginar ele descobrindo que vocês estão se “conhecendo” nos termos de vocês? — fez aspas e sorriu irônica — Que a princesinha dele está dando uns amassos no melhor amigo dele?
— Mãe!!!!! — Elena gritou enquanto corava e Damon tossia tentando buscar a respiração.
— Não sei o porquê desse seu constrangimento... Enfim, vocês vão ter que arcar com as consequências dos seus atos e das suas escolhas.
— Eu te prometo Jenna que quando decidirmos que está sério o bastante, eu contarei para o Alaric.
Jenna olhou para Miranda como se buscasse em seu olhar alguma ajuda ou opinião, a mãe do rapaz apenas suspirou encarando o casal e balançou a cabeça em negação, ela sabia que mesmo sem apoiar os dois eles continuariam envolvidos. A ligação deles já existia muito antes de ambos saberem, e ninguém conseguiria ficar entre os dois. Sem mencionar que elas estavam falando sobre dois adultos e não adolescentes!
— Quando o Alaric descobrir que eu já tinha consciência que isso estava acontecendo embaixo dos nossos narizes ele vai me matar — a ruiva massageou as têmporas tentando não pensar na confusão que seria quando isso viesse à tona — Por favor, eu peço que não compliquem a minha vida ou a de Miranda, sejam discretos. Nada de amassos na beira da piscina ou em qualquer lugar que vocês possam ser surpreendidos, e usem camisinha.
— Oh meu deus, eu não acredito que você disse isso! — Elena apoiava o rosto na cabeleira negra do homem que ria do seu constrangimento.
— Só estou alertando.
A moça balançava a cabeça consternada quando sentiu Damon puxá-la fazendo-a cair em seu colo. Ela encarou as duas mulheres presentes ali e observando a expressão delas quis desaparecer naquele exato momento.
— Vem aqui, meu anjo... — Damon a beijou carinhosamente.
Jenna e Miranda encararam a cena sorrindo, eles realmente formavam um belo casal e está em volta deles era como se molhar em uma chuva forte, carregada de diversos sentimentos.
— Ok, podem sair daqui porque não sou obrigada a ver um homem comendo a boca da minha menina!
— Como se eu nunca tivesse namorado, mãe! — Elena revirou os olhos enquanto levantava e empurrava a cadeira do moreno que poderia ter o rosto dividido em dois por conta do sorriso.
Assim que iam saindo da cozinha os dois puderam escutar ambas as mães suspirando.
— Eles são lindos juntos né? — Jenna falou para a outra.
— Parece que nasceram um para o outro.
A moça já estava constrangida o suficiente desse modo empurrou um pouco mais rápido a cadeira seguindo para o quarto de Damon tentando não escutar mais nenhum comentário da sua mãe e da sua... sogra? Ela já poderia considerar Miranda sua sogra? Tentando afastar esses pensamentos observou Damon sair da sua cadeira com um pouco de dificuldade e em seguida sentar-se na cama. Parecia inacreditável, mas ele já tinha avançado tanto em poucos dias! Já conseguia fazer pequenos movimentos com os pés e podia sentir tudo em sua perna, o caso dele não era o mesmo de um paraplégico, apenas o tempo sem usar as pernas que o deixaram sem os movimentos. Os médicos estavam radiantes e estimavam que seus passos ficariam perfeitos novamente em menos de um mês, a cada sessão de fisioterapia esse tempo diminuía pelo avanço do moreno, ele era surpreendente em tudo até na sua recuperação ele era corajoso o suficiente para enfrentar todas as barreiras sem deixar-se abater. Ela o admirava tanto!
Se aconchegando ao corpo quente e másculo pôde sentir seu cheiro predileto: Damon e seu perfume amadeirando se mesclando. Ele exalava masculinidade.
Damon beijou seus cabelos com carinho e a trouxe ainda mais para perto de si se aquilo era possível, ele não queria jamais desgrudar dela sentia uma paz imensa e uma felicidade que não poderia se medir ou comparar a algo quando aquele corpo quente e curvilíneo estava em seus braços. Ah aquele corpo... Ao mesmo tempo em que se sentia em paz com ela ali também se sentia no seu próprio inferno particular, era totalmente impossível um homem que estava há anos sem ter relações nenhuma com uma mulher não ficar excitado quando se tinha Elena ao seu lado. A cada dia isso ficava pior e mais difícil de controlar, a situação piorava ainda mais quando ela aparecia com seus micro pijamas para lhe desejar boa noite, talvez ela percebesse o quanto ele a devorava com os olhos quando aparecia no seu quarto desse jeito ou de qualquer outra forma, ele tinha certeza que se ela estivesse em uma burca a desejaria da mesma forma ou ainda mais. Imaginava arrancando cada pedaço de pano que a cobria, beijando-a em cada pedaço maculado do seu corpo enquanto suas mãos se alternariam em acariciar e apertar as coxas arredondadas.
— Damon! Damon! — escutou uma voz conhecida um pouco distante, ao sentir seu corpo sendo sacudido olhou ao lado e viu Elena encarando esperando respostas.
— Me desculpe anjo, pode repetir o que estava falando? Eu estava meio longe...
— Bem, eu percebi. — encarou mais abaixo e Damon pôde ver com clareza sua protuberância no short. Traidor!
Damon constrangido por ter sido pega no flagra não sabia o que falar para amenizar a situação constrangedora, olhando para a morena viu um sorriso divertido em seu rosto como se estivesse achando aquilo tudo engraçado.
— Eu realmente espero que você esteja pensando em mim para seu colega dar sinal de vida— Ela falou sem nenhuma vergonha levantando a sobrancelha em sinal de provocação.
Damon a encarou boquiaberto e se perguntou se essa era a mesma mulher que estava a menos de meia hora atrás corando porque a mãe a mandou usar camisinha.
— Claro que foi em você que eu estava pensando, em quem mais estaria? Não existe espaço para mais ninguém, você já preencheu tudo.
— Acho ótimo! Quer ajuda? — apontou para o short marcado enquanto sua língua passava pelos seus próprios lábios. Damon se surpreendera ainda mais, então sua menina era uma provocadora? Ele adorara saber daquilo.
O moreno a puxou rapidamente para seu colo e os dois gemeram pelo contato das suas intimidades. Ele realmente sentira falta de contatos como aquele. Elena o beijou ferozmente enquanto puxava os fios finos do cabelo dele e fazia leves movimentos com o quadril sobre o membro quente e duro do Salvatore, a cada contato ambos gemiam mais alto e ficavam ainda mais excitados. Enquanto as suas línguas entravam em uma pequena batalha, Damon fez aquilo que tanto sonhava; apertou com certa força as pernas dela que estavam posicionadas estrategicamente em cada lado do seu corpo. Ele não cansava de ficar impressionado cada vez mais por aquela mulher, ao mesmo tempo em que ela era uma menina também poderia ser uma mulher sexy como o inferno, estava provando desse lado quente e determinado dela. Com toda certeza do mundo, ela seria seu ponto fraco e consequentemente sua morte.
Suas mãos foram para dentro da blusa da morena que gemeu baixinho com o contato das mãos frias dele na pele quente dela, era gelo e fogo, calor e frio, paixão e lúxuria em uma mescla de tirar o fôlego.
— Elena...
— hmmm? — resmungou enquanto mordia o queixo dele e seguia para o pescoço deixando sua marca ali o fazendo apertar ainda mais sua cintura.
— Você vai me matar anjo, isso não se faz com um homem que está tão necessitado.
— Então deixa eu tirar essa sua necessidade? — ronronou enquanto passava as unhas pelo tórax do rapaz.
— Nem pensar, querida. Quando eu te tomar para mim, eu vou está podendo usar todas as partes do meu corpo e será bem distante da casa do seu pai, — beijou-lhe o pescoço e em seguida mordeu seu lóbulo enquanto sussurrava — porque quando você gemer, será em alto e bom som porque quero escutar tudo.
Depois daquelas palavras quentes Elena o beijou ainda mais desesperada pensando o quanto queria que esse dia chegasse logo, ela o desejava tanto que chegava a ser vergonhoso. Damon sugou seu lábio inferior e sorriu ao encarar os olhos castanhos a sua frente.
— Acho melhor pararmos linda, não vamos querer pular nenhuma etapa.
Elena saiu do seu colo ainda ofegante e voltou a sua antiga posição, ao lado do rapaz com braços e pernas em volta dele.
— Não sabia que a minha menina era uma pequena provocadora... — Damon sussurrou brincalhão enquanto depositava um beijo carinhoso em sua bochecha.
— Há muitas coisas que você não sabe sobre mim, babe. — Elena deu um selinho rápido na boca avermelhada que estava sobre o seu rosto.
— Ficarei feliz em descobrir todos esses segredos.
Elena suspirou feliz enquanto escutava claramente o coração do homem, que sentia algo tão forte, bater rapidamente combinando com o dela naquele momento, ela gostava tanto dele... Não existiam palavras que pudessem descrever o que ela sentia naquele exato momento. Felicidade? Não chegava nem perto. Realização? Talvez. Paixão? Isso ela ainda não sabia.
Ao lembrar-se das palavras provocantes de Damon ela sentiu todo o seu corpo tremer e imaginou quantas mulheres tinham escutado aquilo também antes do acidente. Lembrava-se bem do seu pai dizendo que ele fazia sucesso entre as meninas da época, sua felicidade desapareceu ao pensar no homem beijando outra boca que não fosse a sua ou falando aquelas palavras para outra mulher que não fosse ela. Ele era seu.
— Porque o silêncio, anjo? — Damon perguntou enquanto acariciava seus dedos que estavam entrelaçados.
— Estou pensando quantas mulheres você já deve ter namorado antes do acidente, meu pai disse que você era um ótimo conquistador — bufou irritada.
Damon riu ao escutar aquilo, então sua menina também era uma pequena ciumenta? Ele adorou sentir a sua possessividade, se ela imaginasse que a única mulher que ele queria era ela...
— Eu realmente era um conquistador — Elena o encarou e bateu no seu peitoral fazendo-o rir ainda mais — O que foi? Eu não posso mentir para você.
— Nisso poderia — encostou-se novamente nele enquanto revirava os olhos — Odeio imaginar que outras mulheres já estiveram assim com você.
— Meu anjo, eu não posso apagar o meu passado. E nem apagaria se pudesse, você também namorou com outros rapazes antes de mim e não pense que fico feliz com isso, eu os odeio para falar a verdade — Elena riu baixinho apertando seus dedos ainda mais nos dele — Mas isso faz parte da nossa história e agora eu sei que você está aqui comigo, quero que saiba que você é a única que eu quero...
— Mas quando você começar na faculdade vai conhecer outras mulheres mais interessantes na sua faixa etária e eu vou continuar sendo a filha do seu melhor amigo que é dez anos mais nova que você. — Elena sentiu um nó na sua garganta ao imaginar aquilo, ela não queria perder Damon para outra mulher.
— Elena, olhe para mim — assim que ela fez o que foi pedido, o moreno a beijou com todo carinho que sentia — Pode aparecer milhares de mulheres na minha frente, mais nova ou mais velha que você, mas a única que tem meu coração é você anjo... Só você.
Elena o abraçou fortemente se sentindo mais calma depois daquela conversa... Ela era a dona do coração dele, e ele era o dono do dela mesmo que ele não soubesse disso.
*
Depois do pequeno episódio no quarto, Damon pegou no sono e a morena resolveu o deixar descansar. Seguindo para a cozinha a procura da mãe encontrou apenas a sua... Sogra? Sim, sua sogra, riu pensando que de uma hora para outra Miranda tinha assumido esse cargo na sua vida.
— Oi Mi — sentou na bancada a observando enquanto ela cortava alguns legumes.
— Oi pequena — sorriu — Quer algo para comer? Cadê Damon?
— Não, obrigada. E Damon está dormindo, ele acordou bem cedo para buscar informações sobre a faculdade... Ele está tão animado! — Elena sorriu radiante.
— Eu fico muito feliz por ele está querendo retomar sua vida, e eu te agradeço por tudo Lena. Eu sei que você está ajudando ele!
— Eu adoro o seu filho Miranda, eu quero ver ele feliz sempre e vou fazer de tudo para isso acontecer.
Miranda encarou a moça sorridente e suspirou fundo, ela confiava plenamente que Elena faria isso, mas também tinha medo de um dos dois se machucarem nesse relacionamento, Damon podia ser seu filho de sangue, no entanto a moça era a sua filha de coração viu ela crescer e se tornar uma mulher. Não queria nenhum dos dois machucados.
— Eu sei que vai querida, só te peço que tenha cuidado para não machucar o Damon. E por favor, não o deixe te machucar também caso veja que não vai dar certo pule fora antes de tudo se transformar em uma grande confusão ok?
— Tudo bem Mi, mas eu quero que isso dê certo e o Damon também — ela sorriu — Ele disse que eu sou a única que tem seu coração — falou constrangida ao lembrar-se do momento deles de um pouco mais cedo.
— Pode ter certeza que é, e eu sei que ele é o único no seu também — suspirou — Eu e sua mãe ficamos assustadas pelo que vimos hoje mais cedo, porém já sabíamos que isso iria acontecer mais cedo ou mais tarde. A ligação de vocês é profunda demais pra ser ignorada, desde sempre você cuidou também do meu menino... E eu a amo ainda mais por isso.
Elena limpou as lágrimas que corriam pelo seu rosto e abraçou a senhora que também estava fungando baixinho.
— Vai dá certo Mi, e eu vou continuar cuidando do seu menino... Ou do nosso. — riu fazendo a mais velha rir também.
Miranda a beijou na testa enquanto passava os dedos pelo rosto molhado da garota secando as lágrimas dela.
— Volte lá e vá tirar uma soneca com o nosso menino — riu baixinho — Vá antes de o seu pai chegar. Eu lhe acordo alguns minutos antes dele está em casa.
— Obrigado Mi, eu te amo.
— Eu também garotinha.
Fale com o autor