Point of Peace
7 Capítulo 6 - Books, romance and bdsm.
Notas iniciais
Depois do acontecimento embaraçoso de dias anteriores, Elena não sabia como agir perto do homem que abalava tanto os seus sentimentos. Era complicado fugir dele quando moravam na mesma casa, se sentia uma completa idiota por deixar aquele fato atrapalhar seu apoio a ele naquele momento que ele precisava tanto dela. No entanto, ela temia a sua atitude quando o reencontrasse. Segundos depois do beijo os dois se afastaram completamente confusos pelo que tinha acabado de acontecer e como uma covarde, ela saira sem dizer uma palavra ao moreno que também estava em uma confusão de sentimentos. Naquele instante ela percebera ainda mais o que estava fazendo, algo que repugnava; fugir das suas responsabilidades. Aquilo se encerraria ali.
Damon não tirava os olhos e nem a atenção do livro que tinha em mãos, o achara por coincidência enquanto passava por um dos corredores da mansão em sua cadeira de rodas e o livro sobre a mesa de canto o chamara a atenção, ao pegá-lo imaginou que seria de Elena e ao abrir teve a confirmação ao ver a assinatura bem feita da moça na contra capa. Por curiosidade e tempo vago, pegou o livro e leu rapidamente a sinopse esbugalhando os olhos quando chegara ao fim. Elena tinha um romance sobre sadomasoquismo? Pelo pouco que sabia daquele assunto que não era abordado nas rodas de conversa da sua época, era algo relacionado à dor e ao prazer andando lado a lado em busca da satisfação de ambos. Não resistindo à curiosidade deu início à leitura e a cada página que lia ficava imaginando Elena lendo aquilo.
Mesmo pensando em parar a leitura, o rapaz se surpreendia ainda mais e desistia de deixar o livro no lugar onde estava antes dele bisbilhotar sem nenhuma vergonha. Algo lhe dizia que aquele tal Christian fazia sucesso entre as mulheres mesmo com os seus “cinqüenta tons fodidos”. Damon revirou os olhos e balançou a cabeça consternado ao imaginar as mulheres desejando homens como aquele, ao levantar o olhar encontrou Elena o observando com um ar de riso. Ele sentia suas bochechas queimando por ter sido no flagra e se xingava internamente por isso.
— Até você se rendeu aos encantos do senhor Grey, Damon? — Elena tentava segurar o riso ao encarar a face avermelhada do moreno.
— Não fale besteiras, Elena! — Damon passou por ela em sua cadeira enquanto resmungava — Eu vi o livro e apenas tive curiosidade sobre o que se tratava.
— Você parecia bem entretido, gostou do tema?
— Achei horrível, como vocês mulheres lêem isso? As mulheres hoje em dia gostam disso? — olhou para ela balançando a cabeça em negação — Seu pai sabe que você ler esses tipos de coisas? Que eu me lembre Ric adorava literatura clássica...
— Sou uma adulta, Damon. Mas ele sabe sim, tanto sabe que leu. Minha mãe o forçou a ler, e posso te afirmar que ele adorou já que mamãe anda bem mais animada depois dessa leitura — ela ria enquanto o Salvatore a encarava boquiaberto.
— Me poupe desses detalhes!
— Pensando bem você me lembra o Christian Grey! Céus! Se seu cabelo fosse um pouco mais claro... Não! Você pode ser o Gideon! Isso!
— Eu não sou esse cara! E Gi quem? Pare de me comparar com esses loucos sádicos.
— Deixa de ser ranzinza — revirou os olhos — É um elogio ser comparado com esses dois caras.
Damon revirou os olhos e a encarou novamente. Ela estava tão linda! Seus olhos brilhavam mais do que nunca, suas bochechas estavam levemente coradas pela agitação ao falar dos seus amores literários e os lábios... Ele ainda podia sentir o gosto adocicado deles.
— Algo mais interessante a ser discutido... Porque você sumiu, anjo? Quero te pedir desculpas por...
Elena levantou a mão o impedindo de continuar e se pôs a empurrar a cadeira do rapaz até o quarto do mesmo. Depois de está os dois bem acomodados na cama, ela resolveu se explicar.
— Quero te pedir desculpas por isso Damon, por ter sumido. O que aconteceu entre nós naquele dia me deixou... sem ação, sem jeito, sem saber como agir perto de você, poxa você é o melhor amigo do meu pai! Mas isso não justifica, fui um idiota por ter fugido nesses dois dias e te peço desculpas — respirou fundo acariciando os dedos dele que se entrelaçaram aos dela em meio a conversa — E por favor não se desculpe, eu amei o que aconteceu. — Elena baixou a cabeça para esconder o rosto corado, mas ainda pôde ver um sorriso no rosto dele.
— Eu sei que isso é complicado Lena, a coisa do ser o melhor amigo do seu pai e ser bem mais velho que você... Mas eu fico feliz em saber que não fui único afetado por aquele beijo, não paro de pensar um só segundo em você desde aquele dia.
Elena criou coragem e observou aqueles olhos azuis que transmitiam tantas coisas para ela, porém só o que podia enxergar naquele momento era o imenso desejo. Não aguentando mais aquela distância, aproximou-se ainda mais do peitoral dele apoiando suas mãos ali e o beijou levemente, apenas um simples roçar de lábios mesmo sendo o mais breve possível a deixou tremula.
— Estava morto de saudades, não se afaste mais anjo!
— Não consigo e nem quero. — sussurrou enquanto se aconchegava ainda mais no corpo quente de Damon.
*
Depois de um breve cochilo dos dois e a sessão de fisioterapia de Damon, resolveram sentar na área externa da mansão perto da piscina. O notebook na frente deles exibia o site da universidade de Elena, onde ela anotava sem descanso tudo o que o moreno iria precisar para ingressar no segundo semestre. Ele já tinha tomado a sua decisão profissional há anos, mas com os acontecimentos os planos foram impedidos de serem colocados em prática, porém agora ele estava determinado a ter tudo àquilo que não pôde ter e sabia que mesmo se não estivesse com tanta vontade, Elena não o deixaria desistir dos seus sonhos.
— Aqui está tudo o que você precisa pelo que pude ver você vai precisar fazer uma prova diferente já que você não vai poder usar suas notas do ensino médio — sorriu e o moreno retribuiu.
— Acha que consigo? E se passar serei o mais velho da turma e...
— Para! Claro que consegue! — a moça revirava os olhos enquanto fechava o notebook — Você sabe que vai fazer o maior sucesso entre todos, principalmente entre as calouras. Prevejo você sendo o comentário do segundo semestre de todas aquelas vadias sem noção, cuidado com elas Damon você não deve...
— Dá para parar? Não quero saber de nenhuma caloura ou mesmo veterana naquela universidade quando estiver lá... Talvez eu só queira saber apenas de uma veterana — Lançou-lhe aquele sorriso torto que a deixava de pernas bambas e face extremamente corada.
— Você tem que parar de jogar esse maldito charme para cima de mim. — bateu em seu ombro de leve. Damon segurou o seu pulso onde estava e a puxou para ficar ainda mais próximo.
— Porque meu anjo?
— Porque eu não sou de ferro, e não posso te beijar em qualquer lugar. —sussurrou e viu as pupilas do homem a sua frente se dilatarem.
— Você não deveria falar desse jeito, não provocar um homem que está sem... algumas coisas essências há tanto tempo. —puxou os lábios dela com os dedos que a mesma mordia sem parar provocando-o ainda mais.
— Acho que posso agüentar.
Damon a puxou ainda mais e seus lábios se tocaram sem nenhuma delicadeza, ao contrário do primeiro beijo, que foi mais delicado e calmo, esse tinha uma urgência enlouquecedora os lábios dos dois doíam pela aspereza do beijo, mas nenhum tinha a intenção de parar. A língua do moreno encontrou a dela e um gemido sôfrego surgiu na garganta dos dois deixando-os ainda mais perdidos em seus gostos. Elena puxava os fios negros como a noite entre seus dedos adorando as respostas do Salvatore com as mãos ainda mais apertadas em sua cintura e gemidos roucos, céus ela iria enlouquecer com aquilo. Nenhum outro homem a incendiara daquele jeito.
— Elena você vai me matar, garota! — Damon sussurrou enquanto sugava o lábio inferior dela. Ela em resposta apenas aumentou a intensidade dos seus dedos no cabelo dele e o trouxe novamente para seus lábios famintos.
Todo o encanto foi quebrado ao ouvir uma voz severa e em tom de repreensão.
— Damon Salvatore e Elena Gilbert! Podem me explicar o que está acontecendo?
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