Point of Peace
4 Capítulo 3 - She deserves only love!
Notas iniciais
A menina ainda não acreditava no que realmente estava acontecendo, Damon estava acordado! Ao escutar Elena conversando com alguém e chorando, Miranda correu para o quarto e ao se deparar com a cena bem a sua frente do seu filho acordado e sendo abraçado pela moça, logo se pôs a chorar. Os médicos responsáveis pelo rapaz todos esses anos foram chamados e em pouco tempo estavam o examinando fazendo alguns exames necessários, Alaric já avisado sobre o ocorrido estava voltando para casa as pressas.
— Damon, você não teve nenhuma parte do seu cérebro afetada por isso não teve nenhuma perda de memória — Travis, o médico responsável pelo moreno, falava enquanto analisava suas anotações — Você teve uma sorte imensa, seus movimentos também irão voltar, claro que precisa de uma fisioterapia extremamente rígida para isso.
Antes de qualquer outro pronunciamento do medico, Alaric entrou no quarto e ao ver com seus próprios olhos o seu amigo realmente acordado a única coisa que lhe passou pela mente foi abraçá-lo, o que realmente fez. Damon ainda estava um pouco sem coordenação com seus membros superiores, mesmo desajeitado conseguiu retribuir o abraço do melhor amigo.
— Hey buddy, eu sabia que você iria acordar — Alaric falou ainda abraçado — Eu realmente estou feliz!
— E eu feliz por você não ter desistido de mim, amigo!
Elena olhava a cena emocionada, ela sabia o quanto pai amava o Damon era como se ele fosse seu irmão mais novo. Não que eu considere Damon meu tio, fez uma careta ao pensar nisso.
— Então Damon, o que acha de começar sua fisioterapia amanhã? — Travis perguntou simpático.
— Eu acho ótimo, quanto mais rápido eu começar, mais rápido vou andar e fazer tudo o que eu quero — lançou um olhar para a morena no canto do quarto que corou bruscamente ao escutar aquela voz e ver aquele olhar tão cheio de promessas direcionado a ela.
— Certo, amanhã pela manhã então...
— Ah doutor, bem, eu queria saber se não poderia ser à tarde porque eu gostaria de acompanhar o Damon nas sessões e pela manhã eu estou na faculdade — disse constrangida ao perceber os olhares de todos sobre ela — Claro que apenas se ele quiser que eu vá.
— Óbvio que eu quero peq... Elena — interrompeu o apelido ao ver as feições nada agradáveis do Ric.
Elena sorriu e sua atenção foi voltada para o médico que lhe explicava onde e como todas as sessões, ele acreditava que em um mês de trabalhos intensos Damon poderia já está andando de moletas.
*
Elena tagarelava sem parar para Damon e o mesmo achava graça de toda aquela empolgação da moça, ela tentava de todas as formas lembrar-se de alguns acontecimentos nesses quatorze anos. Era difícil para ele acreditar que passou todos esses anos inconscientes, perdeu tantas coisas e tantos momentos, mas tentava não pensar no passado e agora tudo o queria saber era daquela morena e de seu futuro que precisava ter ela nesse planejamento.
— Elena, você poderia deixar o Damon descansar um pouco, você não para de falar desde que o rapaz acordou! — disse Jenna enquanto entregava um embrulho a ela. Elena tinha pedido a mãe para comprar um celular para o moreno, ela queria ensinar como manusear o aparelho apenas para ter a possibilidade de falar com ele pela manhã enquanto estivesse na faculdade.
— Pode deixar, Jenna. Eu amo a companhia da sua filha — Damon falou sorridente e a moça que estava concentrada abrindo a caixa lhe olhou sorrindo timidamente.
Ao olhar para o sorriso da filha, a mulher mais velha sabia que o sentimento que Elena nutria pelo rapaz que acabara de acordar não era apenas um amor de amigo, era muito mais do que isso. Era algo muito mais forte, um amor que poderia ter ligações de outras vidas.
— Damon agora vamos para sua aula de tecnologia — a morena riu enquanto configurava o aparelho — Vou te ensinar tudo o que precisa saber, quero poder falar com você durante a amanhã quando estiver na faculdade.
A mãe resolveu deixar a filha aproveitar o seu momento e saiu em silêncio.
*
— Entendeu tudo né? — Damon confirmou enquanto usava sua mais nova rede social. Ele tinha perdido as contas de quantas Elena tinha feito para ele, várias no seu celular e mais algumas no notebook e ele não podia negar; estava adorando aquilo.
— Adorei tudo isso, mas são tantas — riu enquanto olhava agora o celular — Não vou lembrar de todas elas, anjo.
Elena sentia um arrepio correr pelo seu corpo quando Damon a chamava pelos apelidos que ele mesmo tinha colocado nela, ela se sentia amada.
— Vai sim Dam, eu te lembro — o beijou a face — Agora o que acha de irmos para o jardim e lá leio algumas páginas do meu diário para ti?
— Vou amar, pequena.
Elena não entendia como o moreno tinha tanta paciência para ela, em alguns momentos naquele dia ela ficava envergonhada por está sempre ali com ele e pelo fato de não dá espaço nenhum, mas era impossível para ela não querer está falando com ele a todo momento. Foram anos de conversas solitárias sem alguma resposta, e agora finalmente ela poderia escutar a voz dele e a sua opinião sobre tudo.
Depois de alguns momentos o ajudando a sentar-se em sua cadeira de rodas temporária, a morena o conduziu pelas portas enquanto contava onde a mãe dele estava. Miranda estava encarregada de fazer um almoço de “boas vindas” para o Damon e tinha saído em busca de tudo que precisava.
Damon sorriu ao olhar o jardim totalmente verde que continuava do mesmo modo que ele recordava, mas agora parecia ter um brilho a mais, com certeza era devido à presença de Elena. A morena colocou a cadeira em frente à de Damon, sentando-se apoiado o diário em suas pernas enquanto buscava as principais páginas.
O rapaz observava todos os movimentos daquela mulher que lhe tirava o fôlego, nada mais importava quando ela estava ali daquele jeito tão serena e animada. E o que o deixava ainda mais encantado era que toda aquela felicidade era por sua causa, por ele ter acordado e está ali com ela.
— Encontrei uma parte que acho que pode ser interessante Dam — sorriu tímida — Eu tinha quatorze anos aqui. — Damon pediu para ela prosseguir e um pouco constrangida ela deu início a leitura.
“Oi Damon!
Depois de muitos meses, a Car finalmente conseguiu me tirar de casa e levar para uma festa. Mas preciso te falar que estaria morta se arrependimento matasse, não sei porque estou te dizendo isso, no entanto... Eu beijei pela primeira vez. E foi tão nojento! Acho que não quero beijar mais ninguém, não quero ninguém nunca mais babando na minha boca... O Teddy foi nojento e traumatizante.
Preciso de um bom banho e uma noite de sono para esquecer isso!
Boa Noite!”
Elena terminou de ler aquilo extremamente corada, nem ela sabia por que tinha lido aquilo ou porque naquela época tinha escrito. Ao encarar o moreno, mordeu os lábios ao ver a expressão fechada e séria dele. Damon tinha odiado escutar aquilo, algo estranho tomava conta do seu corpo, ele não suportava imaginar outro homem tocando a sua garota mesmo que fosse uma criança idiota. E sim, ela era a garota dele.
— Acho que essa parte foi desnecessária — Elena riu ainda corada enquanto folheava as páginas.
— Você realmente não deixou outro garoto encostar em você desde desse dia? — Damon perguntou curioso, mesmo sabendo que a resposta não ia agradá-lo.
— Eu era uma criança, Damon! E Teddy traumatizava qualquer uma, com o passar dos anos eu vi que não era aquela coisa horrível.
— Entendo — falou seco encarando qualquer ponto no jardim, menos a morena na sua frente.
A mulher estranhara aquela reação do Damon, ela achou que ele riria da situação ou faria uma piada; seu pai tinha dito que ele era bem irônico quando queria. Mas foi totalmente ao inverso, ele tinha perdido toda a animação.
— Você quer entrar pra lanchar, Damon?
— Quero.
Ela levantou rapidamente e começou a empurrar a cadeira dele. O moreno tentava de todas as formas controlar aquilo, ele sabia que não tinha direito de sentir isso e era injusto demais ficar chateado com alguém que abdicou vários anos de sua vida para cuidar somente dele, Elena merecia todo o seu amor e seu carinho.
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