Point Of View
10 Capítulo 9 - Was It a Dream?
Notas iniciais
Então, espero que gostem. Comentem muuuuito, recomendem muito também, mas, mais que isso, espero realmente que gostem do capítulo.
Silena acordou no escuro. O outro lado da cama estava frio, mas ela não lembrava de Luke saindo. Espreguiçou-se e procurou o abajur. Acendeu-o. Estava sozinha e nua. Sorrindo com a lembrança da noite anterior, levantou e procurou as roupas. Colocou a calcinha, sua única peça de roupa no quarto além do short. Sem pudor, foi até o closet de Luke em busca de uma camiseta. Acabou por vestir uma azul marinho que mal tapava sua roupa íntima.
Ao sair do closet deu de cara com um espelho de corpo todo e ficou se admirando. O corpo estava perfeito como sempre, e ela havia ficado muito sexy com a camiseta do garoto. Seu cabelo estava bagunçado, mas caía suavemente sobre seus ombros. Agradeceu por estar sem olheiras. Sorriu para si mesma, virou o corpo de lado uma última vez e saiu do quarto.
Luke estava de costas para ela na cozinha, apenas vestindo uma cueca. Ele tinha colocado uma jarra de suco de laranja na mesma e agora fazia alguma coisa no fogão.
–Bom dia — disse a garota enquanto chegava perto dele.
–Bom dia — ele sorriu, seu sorriso branco perfeito junto com os cabelos dourados e os olhos azuis.
O garoto se inclinou para frente, colocou o braço nas costas de Silena e a puxou para um beijo. Ela o beijou de volta, aproveitando para passar as mãos em seu pescoço. Apenas se separaram porque o que estivesse fogão estava chiando. Luke riu e se voltou para a frigideira, onde estava fazendo omeletes.
Silena aproveitou para puxar uma cadeira e sentar sem tirar os olhos de Luke. Aquele corpo a atraía muito. Era sexy, bonito, forte... Atraente, é o mais correto dizer. Ela sorriu com o pensamento e se serviu de um copo de suco.
–Não sabia que você cozinhava — resolveu dizer para puxar assunto.
–Só um pouco — ele riu, colocando os omeletes em um prato e pegando outros dois.
–Vamos ver se é bom — ela riu, enquanto cortava um pedaço e o colocava na boca.
Hmmm. Era muito bom. Além do usual, Luke havia posto no omelete queijo e um tempero que ela não reconheceu, mas era muito bom.
–Aprovado? — ele perguntou, sorrindo e acariciando o rosto da garota.
–Com certeza — ela disse — Não imaginava que você pudesse cozinhar tão bem.
–Eu vivo sozinho, tive que aprender — ele riu.
Comeram o resto da refeição em silêncio e, quando terminaram, Silena lavou a louça enquanto Luke foi trocar de roupa. Ele voltou alguns minutos depois com o celular dela na mão.
–Tocou algumas vezes — ele disse — E logo depois parou.
–Obrigada, Luke — disse Silena, sorrindo enquanto pegava o celular e procurava as ligações perdidas.
Sete da mãe e duas de Charles. Suspirou. Discou o número da mãe e a esperou atender.
–Silena, onde você se meteu?! — perguntou Afrodite, com a voz irritada.
–Na casa de um amigo — disse Silena, caminhando em direção à sala.
–Que amigo?
–Ah, mãe — ela disse — Não importa. Mais tarde eu volto para casa, ok?!
–Pode deixar que quando você voltar nós vamos ter uma conversa bem longa...
Ignorou o resto que a mãe iria dizer e desligou. Discou novamente um número.
–Alô — disse a voz sonolenta de Charles.
–Por que me ligou?
–Bom dia para você também, Silena — ele disse mal-humorado.
–Por quê?!
–Sua mãe estava preocupada, resolvi ligar. Talvez você me atendesse.
Ela suspirou.
–Já liguei para ela.
–Ótimo.
–Ótimo — ela disse — Tchau, Charles.
–Silena — ele chamou e ela hesitou antes de desligar.
–O que foi?
–Onde você está?
Silena revirou os olhos antes de responder.
–Na casa do Luke, satisfeito? — disse e desligou.
Virou-se para voltar para a cozinha e deu de cara com Luke, que vestia uma calça jeans, vans, camiseta e jaqueta. Suspirou.
–Manhã difícil?
–Muito — ela disse, olhando-o nos olhos.
–Escute, Silena... — ele começou — O que aconteceu ontem foi muito bom, então vou ser bem honesto com você. Eu não reclamaria se acontecesse mais vezes.
Ele sorriu no final da frase.
–E eu concordo com você — ela disse, aproximando-se dele — Em tudo, até da parte que eu não reclamaria se isso acontecesse mais vezes.
Estava a cerca de trinta centímetros dele, encarando-o nos olhos. Luke sorriu e a pegou pela cintura, puxando-a para si. Ao sentir os seios dela contra seu peito, separados apenas por duas camisetas, ele colocou a mão por debaixo da dela e apertou.
Silena sorriu, encarando-o com aqueles belos olhos azuis que tanto haviam chamado sua ateção desde o início. Ele tocou o rosto dela com a outra mão, puxando-o para o seu e eles se beijaram com força. As mãos dela foram para seus cabelos, puxando. Luke gemeu enquanto se beijavam, puxando-a para mais perto. Por fim, desceu as mãos até as coxas dela e as puxou para cima. Silena deu um pulo para cima, apenas para colocar as pernas em torno da cintura de Luke.
–Você não tem que fazer nada agora? — ela perguntou, notando as roupas do garoto.
–Eu ia me encontrar com os garotos, mas isso pode esperar — ele sorriu e voltou a beija-la.
Acabaram por voltar para a cama. Luke não foi ver seus amigos e Silena não voltou para casa tão cedo quanto pretendia.
–Cadê o puto do Luke? — perguntou Percy, abrindo uma garrafa de cerveja.
–Sei lá, mano — disse Grover, jogado de olhos fechados contra o sofá. Estava de ressaca e a dor de cabeça estava o matando.
–Em casa — disse Charles, sem demonstrar algum sentimento.
–E cadê as garotas? — perguntou Nico, puxando um isqueiro do bolso.
–Annie e Thalia estão lá em casa. Rachel, não sei — disse Percy, dando de ombros.
–E Silena? — ele perguntou para Charles, e este respondeu:
–Na casa do Luke.
–O QUE?! — perguntou Grover, acordado do nada.
Mal abriu os olhos e começou a rir. Riu muito, e foi acompanhado por Nico. Percy apenas ficou olhando para o rosto sem expressão de Charles, que agora contraía os lábios: Um sinal de desagrado.
–Sabia que ele ia acabar se dando bem — disse Grover, puxando o cigarro das mãos de Nico e o acendendo.
–Tá com essa cara de viado por que, Charlie? — perguntou o moreno, tragando.
Charles disse nada.
–Pera aí — disse Grover, como se uma lâmpada se acendesse sobre sua cabeça — 'Cê tá afim da Silena, é isso?!
Perguntou e começou a rir novamente. Parecia que não ia parar nunca.
–Não é isso — ele disse, alterando o rosto. Agora estava irritado.
–Então é o quê?! — perguntou Percy, e Luke olhou para o moreno de olhos verdes com um cara de "Até você?".
–Afrodite estava morte de preocupação sobre onde ela estava e Silena desligou na cara dela e depois desligou na minha também.
–Você ligou para ela? — perguntou Nico.
–Não, ela ligou para mim essa manhã — disse Charles, puxando o cigarro do outro e tragando. Precisava se acalmar.
–Não to entendendo mais nada — disse Grover, pegando uma cerveja e tomando um gole.
–Nem eu, Grover. Nem eu... — disse Charles, tragando mais uma vez.
–Então — disse Luke — Depois daquilo eu nunca mais quis ir para São Francisco.
Ele estava contando para Silena de como havia sido preso por dirigir alcoolizado em Frisco e de como o policial havia tentado abusar sexualmente dele. Silena ria.
–Não acredito nisso — ela riu, apoiando o rosto com a mão. Seu cotovelo estava no travesseiro e com a outra mão ela segurava um cigarro aceso.
Luke tinha um copo de uísque na mão e de vez em quando, colocava-o na boca de Silena para que ela pudesse tomar. Estavam deitados novamente na cama de Luke, ambos nus e apenas cobertos com um lençol.
–É verdade — ele riu, tomando um gole — Estou traumatizado com aquela cidade.
Silena riu.
–Isso me lembra de uma casa noturna em Londres — disse — Eu estava com o celular no sutiã e um vestido parecido com o que usei ontem. A mulher que foi me revistar me mandou tirar ele para ver se não era uma bomba, ou sei lá, e tive que colocar a mão por baixo pra tirar.
–Hahahahaha — riu Luke.
Sua risada jovial contaminou o quarto, fazendo Silena sorrir ainda mais. Estava adorando passar aquele tempo com Luke. O garoto era bem mais do que parecia ser. Ele se inclinou para frente e roubou um selinho da garota, que não tirou os olhos dos dele.
–Você me desconcentra com esse olhar — sussurrou.
–Essa é a intenção — ela sorriu, colocando o cigarro quase no fim no cinzeiro.
Luke colocou o corpo na mesinha do lado da cama e se jogou sem cima de Silena, apoiando os braços ao lado do corpo dela para não machucá-la.
–Por que você estava me fazendo ficar com vontade de te ter mais e mais vezes? — perguntou baixinho, descendo os olhos para o corpo da garota, agora descoberto.
–É uma boa pergunta. Agora mesmo estou perguntando isso para mim mesma — a morena respondeu, puxando-o para um beijo.
Fale com o autor