Point Of View
10 Capítulo 9 - Remembering Sunday
Notas iniciais
Bem, não to com paciência de enrolar hoje. Esse capítulo é um xodó pra mim. Eu tava vendo o show do All Time Low ao vivo no youtube ú_u, porque eu tava na praia e não pude ir, merda.
Daí começou a tocar Remembering Sunday (nome do cap, que eu achei supercerto) e eu comecei a chorar do nada. MEDO DE MIM O_O
Depois eu fiquei com uma raiva horrível, e comecei a chorar junto, daí comecei a escrever, quase quebrei meu mouse quando o computador trancou aqui, de tão forte que bati O_O
medo de mim +1 Acho que to de TPM DDDD: merda
Bem, espero que gostem do capítulo *-*
E me desculpem se os capítulos estão menores. A inspiração as vezes demora para vir... D:
Acho que nunca escrevi um capítulo tão rápido. Meia hora só O_O
Ah, obrigada por esperarem, mas demorei pra passar pra Carol betar...
AAAAH, aqui tá minha nova one:
http://www.fanfiction.com.br/historia/129638/Faccedila_Valer_A_Pena
-Percy – disse Annabeth – Eu... preciso te contar uma coisa.
-Pode contar.
Annabeth respirou fundo. Há duas horas, ela decidira contar para Percy que estava grávida, mas não tinha coragem. Alguma coisa sempre a impedia de fazer aquilo, mas era o que ela precisava.
-Annie? Pode contar.
-Percy, eu quero que saiba... Eu te amo!
-Eu também te amo, mas...
-Estou... gostando de outro.
-O quê? Annabeth!
-Sim.
-E quem é? – perguntou Percy, irritado.
-Eu só vou saber daqui a nove meses. (Retirei isso do Tumblr. NÃO AGUENTEI. Achei tão fofo *-*).
-O quê? Annie?! Você está...
-Estou – disse Annabeth, com as lágrimas escorrendo pelo rosto. Percy tinha se mantido imóvel, apenas a encarando com a boca aberta.
Então, sorriu. E aquele sorriso foi tudo que Annabeth precisava. Ela pulou nos braços de Percy e o beijou. Ele retribuiu, puxando-a pela cintura.
-Há quanto tempo você sabe?
-Chegou hoje de manhã o teste de laboratório.
-Você já sabia há mais tempo?
-Eu não tinha certeza!
-Por isso a Silena e a Thalia estavam aqui? Espere, por que você estava mal hoje de manhã?
-Foi só um mal estar, Percy. Acostume-se.
O rosto dele ficou sombrio. Annabeth estranhou, e tocou seu rosto com uma mão, trazendo a atenção dele de volta para si.
-Ei, por que está assim?
-Bem, meus pais vão enlouquecer completamente.
-A minha mãe, então – suspirou Annie – Ela provavelmente vai querer me matar, mas... falando a verdade, eu não me importo. Você vai estar aqui, não vai?
-Claro que vou – disse Percy indignado – Sempre vou.
-Eu te amo, Percy.
-Eu também te amo, Annie!
No Central Park, Silena se sentia avulsa. Luke começara a conversar com Dianna, e ela apenas ficava ao lado deles, olhando as árvores. Num surto de irritação, levantou e foi caminhando até uma das saídas do parque. Nenhum deles notou o que ela havia feito, e não era normal se sentir tão desvalorizada.
Vinte minutos depois, ela estava novamente na sua casa. Havia trocado de roupa, e agora vestia um short jeans e uma blusa preta velha, dos seus tempos de adolescente rebelde. Sentou no sofá e olhou para o teto. Ficou ali bons minutos, até que ouviu a porta da frente abrir e ser batida com força.
-Silena? – perguntou Charles, na entrada da sala, rudemente – Não ia sair com Luke?
-Pois é, mas parece que ele encontrou outra companhia... Dianna Mayara...
Charles riu.
-E você ainda ri? – perguntou raivosa.
-Você é engraçada quando está com raiva!
-Eu não quero ser engraçada quando nervosa. Se liga, Charles. Isso irrita, e muito e eu não gosto de ficar irritada.
-Por quê? Ta com medo que vai borrar a maquiagem toda?
Ela se levantou do sofá, e o encarou com um olhar maligno.
-Você não sabe NADA, da minha vida. NADA. Entendeu?
-Não sei, é?! Você parece ter uma vida muito boa, na verdade. Cheia de mimos, pessoas aos seus pés todas as horas do dia...
-CALA A BOCA – ela gritou.
-Ficou irritada agora, é?
-Você por acaso já se perguntou se EU tenho a vida fácil? Pois então, EU NUNCA TIVE A VIDA FÁCIL. Aprenda a lidar com isso, nunca julgue as pessoas antes de conhecê-las.
-Todos fazem isso.
-Então, todos são idiotas – retrucou – Você acha que minha infância foi fácil? Com minha mãe sumida, aparecia somente no meu aniversário. Meu pai só se importava comigo quando eu tirava notas baixas no colégio por causa da dislexia! Aquela loja dele ocupava todo o seu tempo, e os doces são horríveis. Desde a quinta série, sofri bullying porque era meio gordinha, continuou assim até o ensino médio. A partir de lá, comecei com a bulimia e com a anorexia. Como você acha que uma adolescente com os hormônios a flor da pele se sai com todos esses incômodos? Posso dizer que não é muito bem. Minha mãe me internou em uma clinica psiquiátrica e de recuperação para garotas que faziam a mesma coisa que eu. Lá eu melhorei, mas então descobri que meu pai havia se casado novamente. Isso foi no terceiro ano do ensino médio. O ultimo ano, o quarto, foi o pior da minha vida. A minha madrasta, ela me colocou para fora de casa quando descobriu que eu havia ido a uma festa sem a permissão do meu pai. Fiquei na casa de uma amiga até que passei na faculdade e vim para cá, então... VOCE ACHA QUE ISSO É A PORRA DE UMA VIDA FÁCIL? POIS SE ENGANOU COMPLETAMENTE, CHARLES!
-Eu... não sabia!
-É fácil julgar as pessoas quando você não as conhece, não é mesmo?
-Eu também não tive minha vida fácil. Minha mãe morreu quando eu tinha dois anos de idade, então vivi com uma babá desde sempre. Meu pai sempre ligou mais para o trabalho. Você, pelo menos, tem seus dois pais juntos.
-Pais que nem se importam comigo. Sabe o que a vadia da minha mãe fez esses dias?
-O... o que? – perguntou, ignorando a ironia na frase da garota.
-Pos uma galhada no seu pai.
-O QUE? – gritou, com o rosto vermelho.
-É verdade, eu vi.
-Onde você viu?
-Aqui mesmo, em casa. Na cama deles.
-O que? Quem?
-Não sei, acha que eu ia ficar olhando? Não sou uma maníaca sexual!
-Entendeu o que eu falei.
-Não, acho que não. Melhor você me explicar!
-E eu acho melhor você parar de me provocar, Silena – avisou, enquanto a garota se aproximava dele.
-E eu acho que você não vai querer me ameaçar!
-Quem disse que eu estava ameaçando?
-Era o que estava parecendo – retrucou, cruzando os braços.
-Bem, mas não era.
-Era um ultimato, então?
-Talvez.
-Ótimo – respondeu virando as costas – Mas agora é a MINHA vez de dar um ultimato ou uma ameaça ou qualquer droga que você achar que o que eu vou falar significa. Eu não quero que conte para ninguém o que eu disse aqui, senão, pode ter certeza que você vai morrer, Charles Beckendorf. Eu vou arrancar seu cérebro com as minhas unhas, vou te bater até ficar roxo, vou...
Ela se calou. Foi calada, na realidade. Pelos lábios de Charles que tocavam os seus com força. Ele a segurou pela cintura enquanto tentava aprofundar o beijo, mas era impedido pelas mãos que empurravam seu peito.
-Está doido, garoto? De onde achou que podia me beijar? – perguntou com irritação, mas sorria enquanto dizia isso.
Percy estava deitado na cama, escorado nos travesseiros enquanto Annabeth estava deitada sobre seu peito e os dois estavam apenas vestidos com o lençol que cobria ambos, e estavam sorrindo. Percy brincava com os cabelos de Annabeth, e ela, com a ponta do lençol.
-O que será daqui pra frente?
-Não sei. Já pensei em tantas formas... Que posso enlouquecer.
-Você não vai. Sairemos dessa, pode ter certeza.
-Eu sei que vamos – ela disse – Mas tenho que agradecer que não brigamos mais tanto, seria horrível.
-Como assim? – perguntou Percy horrorizado – Nós nunca brigamos.
-Nããão, se aquilo não pode ser chamado de briga, imagino quando for.
Eles riram, então se beijaram novamente. Tudo ficaria bem, era pelo menos o que pensavam naquele momento. Os inocentes.
Notas finais
REVIEWS E RECOMENDAÇÕES ACEITAS :)
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