Poeticamente Incorreto
5 Vinho Metálico
Notas iniciais
Eu sangro melancolia explícita
Daquelas que não é curável nem com censura
Onde o preto mostra a principal veracidade do caçador
E nela sua forma monstruosa é a mais graciosa
É algo carnal e mortal
No melhor idioma, meu foder é sinônimo de poder
De maníaco, posso tudo ter
E de forma alguma deixarei transparecer
Ainda sinto o efeito do extase correndo em minhas veias
Tornando o surrealismo muito sutil
O toque refreante de seus dedos gélidos, presa
Traz a água mais turva de meu subconsciente
A malícia é presente em cada pensamento sórdido que seus lábios provocam
Caçador e presa, quando o termo se altera?
A escuridão não me atrapalha mais
Uso-a de forma a esconder a pior face do meu monstro
A parte que não queres ver e que é enjaulado
Com grandes olhos de vidro,
Apunhalo teu peito.
É nebuloso como responde aos estímulos
Serias tão burro para cair na armadilha do diabo?
Caçador e presa, quando o termo se alterou?
Agarro-me ao último sentimento: incredulidade
Quando o que a adaga corta não é tão vivo quanto eu
E a arma da felicidade mórbida se choca contra quem lhe atacou primeiro
Você e eu procuramos o mais puro do ser: sobrevivência
Seria uma pena se fôssemos iguais
Trocamos o mais infiel e prazeroso das ligações
Caçador e presa, o termo não se alterou. Se igualou.
E em poças vermelhas
Terminamos o jantar
No mais comedido canibalismo
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