Notas iniciais
Pequena visão do que seria nossa efêmera existência nesta sociedade, neste mundo, nesta ilusão que chamamos de vida.

Mentira, vivemos por ela;

Tudo que imaginação cria;

És cruel, nunca justa, és bela;

Cresce e não resfria;

Esperança não passa de uma doença;

Em conjunto com amor;

Assim criam o sintoma, dor sem transparência;

Fazem do humano um mero ator;

Notei a semalhança em um dia;

Durante uma caminhada amigável;

Dia especial, eu a assistia;

Porem nada nela era tocável;

Me segurando pela conversa banal;

Soturnidade me cobriu;

Se ao menos pudesse ser transferido ao local;

A ferida voltou, se abriu;

Lágrimas segurava com temor;

Música estava a tocar em minha mente;

Continuava linda com ardor;

Total indiferença ardente;

Ao final do percurso me dou conta da realidade;

Justa, verdadeira, fiel, diferente da imaginação;

Momentos e fantasias percorriam meus pensamentos sem estabilidade;

Olhava-a sem ação;

Doença me abateu, olhei para trás;

Nada;

Na esperança de uma corrida voraz;

Nada;

Afastando-me e pensamento me machucando

Esperava acontecer, esperava realmente acontecer;

Realidade já avisando;

Nada, não me restara o que fazer;

Ainda penso na bela cena;

Imagino um poeta feliz em outra realidade;

Ela voltando, serena;

Fantasiosa demais para ser de verdade;

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.