Poesias & Pensamentos
5 Resposta ao testamento de Getúlio Vargas
Notas iniciais
Em minha pouca, se não insignificante sabedoria com as palavras, ei de enviar minha resposta.
O homem que me foram dito como ditador pôs-se como um desconsolado homem a mercê dos grandes.
Não há de modo algum provar teus pecados, como não há de modo algum provar os pecados de um qualquer.
O julgamento imposto a si mesmo foi inválido
Vi-te de cabeça aberta, um homem de olhos de resplendores aos céus e o peito aberto para o mundo.
Seu autossacrifício foi em vão, pois o povo é como uma criança: Deve-se ser guiada pelas mãos de um adulto a caminhar pela rua para que os carros não possam tirar-lhe a vida.
Covarde! Recitei a mim mesma quando ouvi sobre tua rendição a vida, porém és humano. Depois, arrependi-me de te-lo proferido, pois, em situação em que se encontrava, qualquer um encontraria o desespero.
Vejo o peito aberto de poucos, mas a luz que de lá emana é de tal maneira sufocante que me enche de um orgulho implacável. Mas hoje em dia, não se para mais para se sentir o cheiro do ar ou observar as cores do céu.
E isso é culpa somente de uma maldita ignorância.
Meu sonho mais puro é libertar as correntes que escravizam sem misericórdia, não só o povo, mas sim o pobre mundo que é cegamente esquecido por baixo de uns poucos panos.
Prometo-lhe que, em algum dia, em algum lugar, as crianças zombarão de minha geração como a minha zomba de uma geração que escravizava negros. E essas crianças estudarão com desanimo sobre um livro encadernado essas ações.
Prometo-lhe a liberdade do seu povo, de nosso povo.
Algum dia.
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