Poesias...

11 Um útimo lamento


Agonia, doce agonia.

Que perfura a alma

Como um pássaro engaiolado

Cantando sua ópera

Um ode à liberdade

A solidão

São frias algemas de metal

Que prendem o espírito

E espremem a vida para fora

A invísivel prisão da alma

E, com isso,

O ser enlouquece.

Seus pensamentos sem sentido,

Confusos e sem razão,

Presos e perdidos,

Nos labirintos da mente.

Solidão e loucura,

Não machucam somente

A alma cansada,

E a mente doente

Atacam também o corpo,

Fazem-no definhar.

Apenas osso e pele,

O que há de se esperar?

Ah, sim, a prisão real

Grossas barras de ferro,

E o chão de terra dura.

Sem luz, apenas trevas,

E a dor da prisioneira

Tudo isso, junto,

Resultam em tragédia.

Os três se canibalizam,

Como lobos selvagens,

A alma, o corpo e a mente.

Mas quem sofre mais,

É o coração despedaçado.

Lamentando pelo amor,

Há muito abandonado.

E ela chora,

Rios de sangue,

Gotas de rubi,

Lágrimas escarlate.

Com sua alma,

Desejando,

Pura e simplesmente,

A capacidade,

De amar novamente.

Notas finais
Nossa, acho que eu vou chorar... T-T
Caramba, essa foi bem dramática. Bem, enfim, a próxima já está pronta, e a depois dessa já tá quase acabada.
Bjs e vejo vcs nos reviews(ou não),
natty