Poesias...
2 Serpentes
Notas iniciais
O chão frio
A toca escura
O clima úmido
A serpente dormia
A aurora de cada dia
Pelo sol foi trazida
O calor, que alegria
O despertar de cada vida
A serpente se desentoca
Rasteja até a pedra
Se enrola, tranquila
banhada pelo sol
Pensa em camundongos
O melhor café da manhã
para uma serpente
tão linda como ela
Ouve um ruído
Abre um dos olhos
Ingênuo ratinho se aproxima
Ou melhor dizendo,
A próxima refeição
Se prepara silenciosa
E ataca como uma mola
As presas injetam veneno
Matam mais uma vida
Mas a vida é assim
O mais forte vence
O mais fraco morre
Sempre foi assim
E a cobra se enrola
voltando a dormir
aquecida pelo sol
e de barriga cheia
Linda ave de rapina
Alva como a neve
Calma como a água
Perigosa como o veneno
Sai de seu galho
Ao ver a cobra dormindo
Com uma bicada na garganta
Sai com a comida nas garras
Em verdade, vos digo,
A vida é assim
O mais forte não vence
O mais fraco não perde
O lema da vida
É o seguinte:
Dia de caça,
Dia de caçador
Por isso,
Não faça como aqueles
que apenas existem.
Viva, pois a vida
É muito curta
Para ser desperdiçada
Notas finais
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