Poesia ordinária
1 Capítulo 1
Notas iniciais
Lagrima
Sou simples
normalmente de cobre
mas já fui de prata e ouro puro
dizem que com 30 de mim se compra o filho de deus
as vezes sou o troco
outras dada pedintes
as vezes sou tudo que resta de uma vida
já comprei de tudo
de guerras a passagem de ônibus
quando sou de outro pais viro coleção
mas valho pouco em minha nação
apesar de tudo não comprar
muitos matam por mim
eu só valho o que vocês acreditam
pois não podem me comer
e na hora da morte não se esqueça
de levar dois de mim ao barqueiro.
Lagrima
sou algo humanizador
apesar de que
não sou exclusivamente humano
existo no rosto da dor
e também no da alegria
estou nos olhos do perdão
e na face de todos rolarei
valho mais que todas as perolas
e todas as moedas
quando sou verdadeira
e mesmo falsa tenho meu valor no teatro
estou presente no nascimento
e no fim de suas vidas
segundo alguns
posso lavar qualquer pecado.
Fale com o autor