Poesia encantada
1 Poesia encantada
—Papai me conta uma história?
—Eu não sei fazer isso querida, nunca fui bom.
—Papai a mamãe sempre me contava uma história antes de eu ir dormir.
—... – silencio do homem ao lado da cama – Quer que tipo de história filha?
—Uma história de princesa, elas são as melhores histórias.
—Aonde está aquele livro que sua mãe sempre lia para você?
—Deixei na casa do vovô, me conte uma história sua papai!
O homem levanta, para em frente à porta do quarto da filha, sai e volta com uma agenda bem velha.
—Escute com atenção e uma história sobre uma princesa que ninguém conhece você será a primeira a conhecer ela – ele abre em uma página especifica e seus olhos fitam as linhas da agenda – Preste atenção!
“Nascida em um reino distante,
Ela era bela,
Aquele fora um dia desgastante
A rainha morrera ainda gestante.
Não havia filha mais velha
Apenas um bebê,
Que todos estavam à espera.
O tempo passou e ela foi ficando mais velha
Era linda, era bela
Mais bela que a Cinderela.
O tempo fora passando e a filha adoecendo.
A causa não fora uma maçã envenenada,
Ou uma roca encantada,
A princesa estava doente e não mais saia da cama
Ela não podia jogar suas tranças para nenhum príncipe,
Realmente não podia, não havia trança para ser jogada
“Afinal, isso é um conto de fadas ou um drama?”
Também não podia esfregar uma lâmpada e fazer um pedido,
Mesmo com tudo isso ela ainda era amada.
Porém nem tudo estava perdido,
Seu pai o rei, estava em uma grande caçada
Trajando sua reluzente armadura,
Ele saia todo dia em busca de uma cura.
Após algum tempo o rei se apaixonara novamente,
Eles se casaram, mas essa era uma madrasta completamente diferente
Ela cuidava da princesa, à amava
Porém o destino foi cruel e a levou mais cedo do que se esperava.
Novamente pai e filha sozinhos
Não iria aparecer nenhum sapo que na verdade era um príncipe,
Nem um príncipe amaldiçoado com a aparência de fera,
Mas mesmo assim ela era a Bela,
Era apenas os dois a procura de uma cura para ela.
Com o tempo o a princesa já havia se acostumado,
A acordar todo dia e deixar o penteado de lado.
Ela podia escolher qualquer penteado que ficaria lindo
Loira, morena, ruiva... por que ser só uma se ela podia ser todas?
Os dois agora estavam felizes com as vidas que estavam construindo.
—Papai, papai eu conheço essa história! — Exclamava ela com um sorriso no rosto
—Serio? Que princesa e essa então? – Dizia ele com uma expressão divertida
—Eu papai, sou eu!
—Isso mesmo Ana Bela, a princesa mais bela.
O pai a cobriu e lhe deu um beijo na testa, apagou as luzes, saiu do quarto e fechou a porta. Mas algo estava diferente ele estava com um olhar meio distante e ali mesmo ele sentou, se encostando na porta com a agenda pressionada contra o peito foi possível escutar um pequeno soluço.
—Queria que você estivesse aqui Ana Bela, nosso castelo parece tão solitário sem as suas risadas que eu tanto estava acostumado – com a agenda pressionada contra o peito ali mesmo ele dormiu.
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