Poesia
32 Nordestino guerreiro
Pobre nordestino
Nascido para ser guerreiro
Já enfrenta sua primeira batalha ao nascer
Sobreviver com o leite ralo da mãe
Quando criança ver sua mãe sofrer sem ter o que comer
E o pai trabalhar até lhe faltar forças e lágrimas pra chorar
Pobre nordestino guerreiro
Amo seu sertão mesmo com todas a desgraça que lhe causa
Nordeste sofredor
Maltratado com violência
Seca
Morte
E dor
Os pais deixam de comer para não faltar o alimento para o filho
Mesmo que seja somente o feijão e o beiju
Este feito de mandioca, raiz bendita pro povo nordestino
Pobre nordestino guerreiro
Luta para permanecer no útero sem pré natal ou nutrientes
Guerreiro que mesmo depois de grande não esquece a tristeza nos olhos de sua gente
Que o coração não deixa de doer por ver os olhos aflitos e famintos da mãe em não saber qual será o alimento do dia seguinte.
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