Poesia
3 Campo de guerra
Vivo em um campo de guerra
Mas não pense que é a guerra da minha vida
Pois falo da guerra de sentimentos.
Da guerra por um amor perdido em meio as minhas lembranças e pensamentos.
Da guerra dos meus sonhos perdidos na minha memória defeituosa.
Esse amor é como uma chama perdida e distante de um acampamento que foi deixado para trás ...
Por não ser mais seguro.
Por não ser mais o certo.
Ou talvez por não ser mais...?
Eu te amo mesmo sem saber quem tu és
Meu querido desconhecido
Acordo no meio da noite perturbada com lembranças apagadas.
Eu vejo teu rosto querido,
Mas ele se perde em meio as lágrimas .
Eu te amo mesmo sem saber quem tu és
Meu querido desconhecido.
Espere! não me despreze querido
A culpa não é minha.
É sua,
Pois se me amasse não me deixaria nesse caús
Sem saber nem mesmo os traços do teu rosto angelical.
Eu te amo mesmo sem saber quem tu és
Meu querido desconhecido
Que ouso dizer ser meu, somente meu: oublié
Querido?
Como saberei se és realmente meu querido?
Ou o terror causador dos meus pesadelos? Que se perdem como névoa não sobrando nem mesmo um vento gélido para provar que existiu?
Oh...oublié !
Como ei de saber quem tu és ?
Se não sei nem quem sou?
Vivo em um campo de guerra sangrento,
Mas a pior guerra é da minha mente que teima em tentar lembrar-se de um passado...que jaz extinguido.
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