Poems

18 O Robozinho


Era um homem robô, programado para executar suas funções, não sentia frio, muito menos calor, sempre em frente, sempre atrás de seus objetivos, mas nunca satisfeito. Era um homem robô, incansável, implacável, intangível, não sentia fome, pelo contrário, alimentava-se da ganância e dizia que prato melhor no mundo não há, um dia serei o rei do mundo gritava a todos que passavam. Pobre, tão pobre robô, nunca amou ninguém, nunca fora amado, nunca sentiu dor, nunca sequer fez juras de amor, seu coração é de lata e seu sangue de graxa, não pode sentir, não pode chorar, não pode viver. Os minutos, as horas, os dias passam todos iguais, que vida triste eles dizem, tolos, mal sabem que a noite o robozinho sonha que em algum lugar do mundo há outro coração de lata, assim igualzinho ao dele, e são nesses raros momentos que nosso pequeno robô se sente realmente feliz.