Notas iniciais
A HelloLila me pediu pra escrever sobre paz nos comentários. Paz. Justamente em uma semana caótica. Muito do mal isso. Mas eu consegui! Uhu! Olha só o que saiu:

os mortos de uma guerra

as lágrimas das viúvas e mães
dos mortos de uma guerra

a tristeza profunda que causa
as lágrimas das viúvas e mães
dos mortos de uma guerra

o desgraçado instinto destruidor que provoca
a tristeza profunda causadora
das lágrimas das viúvas e mães
dos mortos de uma guerra

do presente
do passado
do futuro

nada disso é maior
que o fantasma do desejo de paz
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vá paz-star
e me deixe comigo
preciso estar comigo
esteja consigo também
e me leve contigo
para o além do além
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ZEN-[VAGA]BU[N]DISMO

para alcançar
a verdadeira paz

aceitar o caos
que cada um
em si já traz
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às vezes as paz
enterram as guerras
sete palmos abaixo
do terrego

o problema é que as paz
com sua não-violência
de não querer bater a terra
deixam a terra fofa
e o zombiego
sempre retorna dos mortos

(pelos ares)
(pelos mares)
(pelos portos)
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OLAVO PROZAC

que foi o príncipe da poesia
não duvido
não conheceu o seu povo
não conheceu a multidão de palavras
sobre a qual tomou decisões
e na ânsia de arrumá-las
(com seu modo perfeccionista)
nunca perguntou
o que as palavras queriam para si
e construiu palácios às custas da vida
e do sangue de um vocabulário inteiro
rebuscado no mais profundo inferno

por isso fico satisfeito
em ser esse reles pastor de palavras
da plebe conheço muitas
da nobreza algumas de vista
e do meu rebanho todas
as palavras simples
que querem coisas simples
vidas simples
simplesmente viver por aí
indo pra qualquer lugar
mas quando juntas em força e fúria
e fogo e de fato quem sabe sorte
podem derrubar até o rei do cavalo via-láctea

quando então assim fizerem
vingando suas antepassadas
destruindo o espírito doentio
de teus descendentes
finalmente dormirão em paz
com sua essência por ti ignorada
olhando para além dessa galáxia
(a última flor é primeiramente universal)

Dija Darkdija

Notas finais
Comentaram aqui que não gostavam de poesia por causa de gente que falava difícil demais. Então, eu também odeio esses. Principalmente um poeta parnasiano chamado Olavo Bilac. Mal gosto de ouvir o nome, quanto mais escrever? Mas uma criatura (mais uma) o colocando como deus do universo tirou minha paz o suficiente pra surtir esse último poema. Aliás, gente, paz é um tema difícil nesse nosso mundo caótico, heim! Pqp. Demorou, mas saiu. Foi culpa dos compromissos. Geralmente eu escrevo minhas encomendas voando. Eu escrevo muito, e rápido. Pelo menos na poesia. Na prosa são outros trocentos. E então, será que o próximo poemix vem de encomenda ou de alguma outra revolta poética/semana caótica? Só os deuses sabem! rsrsrs Agradeço a todas as leituras, e até a próxima!