Poemix - INTERATIVA
18 Poemix 18
Notas iniciais
Sumi um tempão, mas voltei. Como vai a vida?
e achar mais espaços em branco–----torcicolo:é que meu troncocriou raízes por você–----o que fez entãocom que o destino se cumprisse?o ouro do silêncioou as coisasque eu te disse?–-----peguei as clavesnotei em tom:a partitura da vidatava descompassada–-----pobre moçaacha que se livra de mimcom muito geloe duas doses de gimnem sonha:continuo grudadona sua alma–--------NUVEMa almofada dos deusescansada de ser descansopegou um táxi de vento–------sobe uma mão(a minha)e nenhuma descenenhuma mão se juntaa outra mão(sozinha)pra agarrar a minha vida–-----silênciocale a bocaé minha vezde falar(esperar a resposta do ecoou ser chamada de louca)–------vou sempre um passo atrásnão sei se pra contemplá-losou se é cautela de mais–-----SANDU- ISH...pãosalsichatédioalfacetédiotoo muchpão–-----------raiou o dia e veio o sola poesia é de luanunca sabe quando vemvem com o vento e o tempoqualquer coisa ou ninguém?–------momentos elásticosas pausas no temposão vidros ou plásticos?–---aquela ali?gata demaissó que temum único perfeito:quase nunca mimimia–--------REMOTIVACIONAISvocê é gordo,me disseram.um corpo enormeprovando ser maiorque as leseiras alheias.você é corno,te disseram.na sua galhadabrotarão frutos da experiência.tu é um poste,disseram a ela.mas ao menosme deu uma luz.você é tosco,me disseram.ao menos sou rústico.sendo duro duro mais,sendo grosso não quebro,sendo um palitocutuco melhor a concorrência.você é louco, eles disseram.e que bomque a lou-curanos serve de remédio...–---SENZELOa moçajá alforriada dos desejosse isauria por elevontade de ver seus dentes(quem sabe acabar no tronco?)e sonhar com o diade serem tão iguais quanto deveriam–------cansei das organizaçõesderrubei tudojoguei umas ideias na parederasguei umas crençase descasquei um muro de lamentaçõessobrou aquela bagunça de sempree um tapete com esses versos"welcome to my headouse"–-----ponto ponto prontoaumenta umou dá desconto?–-------sua razãotão mais ou menosquanto a minhaacabou meio sozinhanenhuma se deu vazãoresolveu virar rainhade uhume nada não–---ZEN [VAGA]BU[N]DISMOdes-aventurado é aquele(coitado)que anda no caminhodo meio(parado)–-------a vida lhe deu um banho-mariafez um pudimquebrou o gelotomou a paranoia comgostodesceu redonda-mente convictabarriguda e cheia de simandou tudo água abaixodescargou-se do ruim–------a paranoiajá era impará(noiá)velbola de neve des, aliás,cemsgovernadaazar o dela:a dona da bola era cabeça quentecabeça quente e duratorrou o saco da paranoiaarrumou um lugar ao solpassou chapinha secadore um tempo na frente do fogãoa paranoia agoraé um caldinho de gelo secoreduzindo no fogo da vida–--------MATUTANDO #1as carta de amor é tudo besta. mai também num ia ser carta de amor se num fosse besta, né... na minha época eu até escrevi umas fulerage dessa de carta de amor. pense numa coisa besta... agora mais besta ainda é quem nunca escreveu uma coisa besta que nem essa tal de carta de amor cheia de besteira. rapai, e num era bom aquele tempo do ronca que eu escrevia essas carta de amor besta sem nem prestar atenção direito nos troço... no final das conta o que eu me alembro dessas catrevagem de carta de amor é que é besta que só a mulésta dos cachorro. e as palavra que arrente escreve e as coisa que sente escrevendo? aí é que é besta mermo!–--------não preciso de olhosmeus pés veem por sium caminho qualqueruma pedra no meio da pedraum caminho de barro batidoque um dia me enterre–-----influência de uns fluídosum sinal de poesiaachada nos perdidos–----dobrardobrardobrartalvez fluirpor uma viaaté que o sinal vermelho sangue
me desamarele–-------não é tempo de escrevereu deus me uma pausaem mim pra me rever–----prato do dia:homletcom milkshakespearenem só de ar-terevive o nome–---------quero alguma coisanão sei o quequero não seio que queroe quero apenascomo se não soubessese quero ou nãodevo ser doente de alguma coisatalvez existe não sei que curaou alguma esperançanão sei se a quero ou não–----a vida foi aliver se eu tava na esquinapra tomar minhas cores(não era da conta delaa dívida era comigo mesmo)–-----adotei um filme.castrei as cenas tarde demais:já tinha procriado trilogêmeos–-----presente de gregoum beijo no furicopra fulano do rego–-----aconteceu um crimea mulher se matoucom várias facadascortava muita carnee poucos problemas–------STATUS DA INDIFERENÇAdiscutir?não tô afimnem queroprefiro só curtire chega de lero lero–---resolvi fazer uma operação detoxtrês horas sem tecnologiatrês minutos de silêncioe três segundos (e meio)sem olhar pra sua caradieta verde verdadelanchar o que precisa ser (re)visto(seja lá o que seja)–---salvei o livro de mimcortei os personagenssobrou um possível finale um conflito de viagensvou fazer entãoum livro de (re)inícios–-------ainda é sábadoum dia de emendanão sei se ouço babadoou se é tudo parlendatalvez o futuro sussurrode outra semanaoutro mundooutra lenda–---eu quase desisti da vidaa vida não desistiu de mimme catou do barrode lá do fundo do poçome soprou e disse:ei seu moço,acorda pra mim aí!Dija Darkdija
Notas finais
E aí, curtiram? Vão curtindo e lendo aí, e muito obrigado pelas visitas!
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