Poemato
1 Capítulo único
É bicho do mato,
De ver gente, não gosta não,
Sempre no seu canto,
Mas em paz que a multidão.
Sozinha um dia, na biblioteca,
Viu um livrinho;
Nem tão grande, nem tão pequeno,
Pegou para ler o coitadinho.
Descobriu algo novo:
Poema. Que negócio era esse?
Que negócio diferente!
Coisa que ninguém a deixava que lesse.
Gostou tanto da coisa
Que começou a escrever
Versos parecidos
Para o mundo inteiro ver.
Bicho do mato, que escreveu,
Bicho do mato, que expressou,
Bicho do mato, também pensava,
Bicho do mato, que já falou.
E falava, falava muito!
Cada palavra, ela pensava,
E através do lápis e do papel,
Mais historia ela contava.
De bicho do mato,
Passou a ser, com outro nome,
Uma nova criatura:
Agora era Poemato.
E por esta, meu povo,
Eu doida, me apaixonei;
Era cada pensamento bonito,
Que não me controlei!
Poemato, tão tímida quanto é,
Mas tão inteligente e bonita,
Fez algo intenso ter sentido:
Minha confusa e breve vida.
Cheguei de mansinho perto dela,
Para não assustar,
E em pouco tempo nos tornamos,
Um engraçado par!
De amigos, infelizmente.
Poemato gostava de mim,
Para suas aventuras contar,
Mas não era alguém que ela estava afim.
Porém, sabe que um dia,
O jogo virou?
Para mim, ela olhou e disse:
‘’Parece que bicho do mato se apaixonou’’.
Não perdi tempo, dei-a um beijo!
Ela gostou e retribuiu,
Eu não era mais alguém entediante,
Não causava bocejo.
Hoje, estamos contentes,
Bicho do mato e eu,
Inclusive, este poema,
Eu ditei e ela escreveu.
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