Notas iniciais
Só um poema sem muito a dizer para quem não sabe olhar.

Em noites como essa, as escuras ruas de Santos

Levam homens sedentos de amor.

Homens que Lua guia,

Homens que a Noite esconde,

Homens que no outro dia a Água lava.

Eu, um desses homens, caminhava por essas ruas.

Quem era eu ? Ninguém.

Até que te vislumbrei, Mulher.

(Esqueci de dizer-vos das mulheres nas ruas de Santos,

Todas com falsos sorrisos,

Todas com olhos mendigos,

De amor ? Não, de dinheiro.

Elas matam os nossos desenhos

E depois nos esquecem o nome)

Eu te segui noite adentro,

Quarto adentro,

Cama adentro.

Tu me seguiste desejo adentro,

Amor adentro,

Sexo adentro.

Quem era eu, agora ? Era tudo.

Era seresteiro, caso tu fosse a Lua.

Era boêmio, caso tu fosse a noite.

Era apóstolo, caso tu fosse Jesus.

Era dinheiro, no fim,

E que fim, Meu Deus !

Quando a Lua tocou no Mar.

Saímos dos “adentros”.

Quem era eu ? Um executivo.

Quem era tu ? Uma prostituta.

E nenhum dos dois se lembraria quem fomos nós.

Notas finais
Por favor, me gritem algo.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.