Passado saudoso

Eu escuto o desastre antes dele acontecer, meu nome é ansiedade. Se você não acredita no desespero, não provoque ele em mim.

Prevejo erupções deturpadas de insanidade transbordando pra realidade e a transforma em fantasia.

Sou prejudicial pra mim mesmo e uma mescla ensandecida de bom e mal aos outros, mudando, mudando, mudando... Eu mudei de novo e já não me reconhecem mais, pedindo para eu ser aquilo que já fui.

Não valorizo meu "eu" do presente, meu passado sempre é mais charmoso, carismático, amistoso. Todos querem aquele que um dia fui.

Quem um dia me viu ontem, se despede de mim hoje e amanhã chora pelo que já se foi.

Chama cinzenta

"Das cinzas às cinzas, do pó ao pó", as chamas queimam crepitantes em sintonia com o acaso e improbabilidades.

A chama mordaz aos poucos se esvai em algo ínfimo e irrelevante e aquilo que um dia alimentou o ardor do rubro calor se transmuta naquilo que o destrói, fazendo enfim com que a chama que foi ardente e vivaz fique rala e morra enfim, criando um mar seco de destruição em massa.

Folhas caem nas cinzas restantes, dando esperança aos que viram o passado das brasas semi-despertas, apenas para as ver aniquiladas novamente em uma velocidade desconcertante.

Adeus, minha calorosa esperança.

Amizade indefinida

Eu queria ver o brilho dos seus olhos infantis e descobrir em cada sorriso um novo motivo para continuar vivendo através deles. Sorrir ao ver você alegre, chorar por sentir sua falta ou por ver que sente dor.

Sofrer por não te ter comigo todos os dias. Sem você o desespero me consome e penso que nada vale a pena.

Você era meu pingo de esperança, minha fonte de água no deserto.

Você era o escape da tortura diária e com um pedido meu; "Me abrace" para receber um conforto pequenino de bracinhos pequenos a me envolver.

Preludio de uma minguante

O peito doi, os olhos sangram e a profundidade do abismo engole a vivacidade pre erguida.

Gaia decrepita e imunda chafurda na própria existência buscando um orvalho do luar, mas tudo e' lama, tudo podridão.

Eis que surge ele, Hades. envolto em uma teia composta de fel e amargura para enfim ceifar o ultimo sorriso da esperança.

Então, como quem se alivia com a morte, vem a alma de Ninfheim cercar o algoz da ilusão, lhe segurando a destra óssea.

—Já basta.

Katô Mazo

Eu sou o vento da maldade.

Um bom vivant, um sedutor;

Vivo para destruir o que é belo, torturar o que diz ser forte.

Abrir você seria divertido... Quer me dar essa honra?

Dance comigo; Me dê seu sangue; Seja meu escravo.

Serei aquilo que você desejar e depois, arrancarei suas tripas com os meus caninos e garras.

O que seria de mim sem aqueles gritos de horror?

Meus olhos já estão vermelhos.

O sangue não para de pingar neles nenhum momento sequer.

—Ah...que belo aroma...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.